Praga Global
1 O desastre
Era só mais um dia como os outros na vida entediante de George, ele acorda às 5 da manhã para ir ao trabalho, toma um grande café da manha, toma um banho gelado, escova os dentes e vai para o trabalho.
George, fica 30 minutos no metrô para chegar ao trabalho, é uma longa viagem, então ele lê livros, ele gosta dos livros clássicos de super heróis. Ele estava lendo um e, de repente, ouve um estrondo muito forte, o metrô para e as luzes desligam, ficou completamente escuro e todos lá dentro entraram em pânico. Todos começam a ouvir muitos disparos e explosões vindos da cidade. As portas do metrô se abrem, o piloto passa de vagão em vagão recolhendo os passageiros e falando para não se separar quando saírem do túnel, pois poderia ser perigoso e ele não sabia o que estava acontecendo.
Depois de 10 minutos andando, eles saem do grande túnel e encontram soldados lhes esperando, foram avisados do metrô parado com muitas pessoas.
-O que está acontecendo? Ouvimos barulhos de armas, parece que está acontecendo uma guerra! Disse uma senhora desesperada que já não aguentava mais ficar de pé.
-Peço que todos fiquem calmos, nós estamos resolvendo tudo, isso vai acabar rapidinho, e vocês voltarão para casa. Disse um soldado calmamente, como se nada estivesse acontecendo.
-Meus pais estão na cidade, eu não os vejo há muito tempo, ia reencontrar eles hoje e não atendem o celular, me ajudem! Gritou uma linda mulher alta e ruiva, que estava lá no fundo.
O soldado pergunta se há algum médico por ali e George diz que é cirurgião e estava indo para o hospital porque recebeu um aviso de muitos feridos na cidade. O soldado levou George para uma grande barraca verde e se apresentou.
-Muito prazer em conhecê-lo, meu nome é João, meu amigo se feriu enquanto nós estávamos lá no centro da cidade, mas eu não vi o que aconteceu com ele.
Enquanto George cuidava do soldado ferido, João contava suas histórias nos campos de batalha, eles eram jovens, mas já tinham vivido o bastante para entreter os outros com suas histórias de batalha.
Depois de duas horas, poucas pessoas do metrô ainda estavam lá, fizeram um acampamento na ponta do túnel, alguns estavam feridos pela parada brusca do metrô, mas já estavam sendo cuidados por enfermeiros que estavam por lá. Ninguém sabia o que estava acontecendo, apenas os soldados, mas eles tinham ordens de não falar nada para as pessoas.
João chamou George, pois seu amigo estava com muita febre, George disse que aquilo não era normal, seus músculos estavam se contraindo e seu pulso diminuindo o soldado começara a ter convulsões e ele não sabia mais o que fazer, deu alguns antibióticos que tinham na barraca e nada funcionou, depois de alguns minutos o amigo de João morreu.
-Não! Ele não pode morrer, tente reanima-lo! Gritou João desesperadamente
-Eu já tentei, não tenho o que preciso para fazer a reanimação aqui, vou te deixar sozinho um pouco. Disse George calmamente com a mão no ombro de João.
-Obrigado, sei que você fez o possível. Disse João com uma lágrima caindo de seu rosto.
Já eram 11 horas da manhã, todos estavam famintos, algumas pessoas pegavam lanches das mochilas e repartiam com os outros, os soldados tinham bastante água num galão, quem estivesse com sede poderia pegar lá à vontade.
Um disparo seco ecoou pelo túnel. George percebeu que tinha vindo da barraca que o João estava e correu para lá, ele viu João com uma pistola na mão e seu amigo caído com um tiro na cabeça.
-O que aconteceu aqui? Perguntou George aflito.
-Ele estava vivo e tentou me atacar, eu não sabia que ele tinha sido infectado por um deles! Disse João, chorando muito e com sangue por toda a farda.
-Como assim “por um deles”? O que está acontecendo João? Por favor, me diz logo! Gritou George desesperado, balançando-o pelos braços.
-É um apocalipse, eu não sei como começou, as cidades vizinhas já foram infectadas, provavelmente até países inteiros, o governo tentou manter isso secreto para que não entrássemos em pânico. Disse João tentando limpar o sangue que estava na farda.
-Um apocalipse zumbi? Como nos filmes e livros? Cara! Eu sempre esperei por isso, vou matar todos eles. Disse George animado com a noticia que muitos achariam traumatizante.
-Não fique animadinho, na verdade é bastante difícil matar eles, principalmente se for um amigo ou familiar. Respondeu João saindo da barraca.
-E você não fique triste, eu vou sempre estar aqui com você, ok? Respondeu George
Muitos que estavam no acampamento ouviram a conversa e foram embora em pânico achando que poderiam encontrar os familiares em meio ao caos, alguns ficaram, pois acharam que seria mais seguro ficar com os soldados e esperar que o melhor aconteça.
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