Praeternatural Chronicles - Dreams X
5 Minutes To Midnight
Praeternatural Chronicles — Dreams X
Episode 05 – Minutes To Midnight
–Erstwhile...
“Episode One: Meu destino se encontra lá, a cidade em que tudo aconteceu. Os sonhos são o meu guia, querem me mostrar algo, e preciso desvendar.”
“Episode Two: A vista deste lugar é boa. As montanhas... As árvores...”
“Episode Three: Esta é a mesma torre em que vi nos meus sonhos. Eu estava de frente para a torre, às 23h15min. A torre que, talvez, poderia ser a mesma que assombra meus sonhos toda as noites – não deveria chamar de sonho, e sim um pesadelo.”
“A curiosidade de saber o que tinha lá dentro me mortificava. Exatamente cinco minutos depois, um ruído veio do alto da torre, semelhante a passos humanos. Passos de alguém que estaria desesperado procurando uma saída.”
“Os passos que ouvi antes de adentrar à torre, eram daquele homem ferido letalmente, mas que infelizmente se tornou mais um dos que morreram lá.”
“Episode Four: – Meu nome é Emmanuel De Luca, sou aquele que pode te ajudar. Eu sei quem é você... até mesmo seu pai!”
“Meu nome é Rebecca Drew Jenkis!”
**
–CurrentTime...
Eram 19h28min daquele dia e as dúvidas persistiam sobre todo meu ser. Em meu quarto, deitado sobre a cama, observava o recolher dos raios solares que adentravam ao cômodo pela janela. Raios dourados que se infiltravam pelos últimos instantes, proporcionado o último brilho antes do anoitecer. Um belo de um crepúsculo. A junção de cores simultâneas, a escuridão da noite e o azulado do dia, efetivando o alaranjar.
– Observando o que você não pôde observar até algum tempo atrás, Duncan? – Era ele novamente.
Estava próximo de mim na janela do meu quarto.
Emmanuel De Luca tinha o tom de pele muito claro, como se estivesse pálido. O cabelo tinha um reflexo acinzentado percorrendo todo o castanho. Os olhos negros e sem brilho me fitavam atentamente, como se nada mais existisse à vistar.
Ele estava com um sobretudo negro, sem qualquer interferência na cor. Calças escuras de um pano grosso, botinas de mesma cor.
Por um momento, pensei que ele fosse... um vampiro.
– Você não é humano, creio eu. – Deduzi me ausentando da vista crepuscular e assentando-me à cama.
– Você demorou um pouco para perceber isso, Duncan! É como seu pai, demora para enxergar as coisas com clareza. – Falou. – Sou um vampiro.
– Por que fala tanto do meu pai? – Indaguei com a expressão de fúria.
– Eu o conhecia! Eramos amigos. – Replicou.
– Meu pai? Amigo de um vampiro?
– Sim. Seu pai passava pelo mesmo que você está passando atualmente. Via coisas horríveis... visões do além. Até que todas aconteceram e eu o ajudei. – Ele se aproximou de mim e tocou meu ombro com aquelas mãos geladas e sem vida. – Eu quero ajudá-lo.
Me ajudar? Afinal de contas, o que ele quer? Como e por que sabe de tanto e encontra um jeito de interligar as coisas? Isso que não consigo compreender.
— Não acho que aceitar a ajuda de um vampiro seja algo bem pensado...
— Posso guiá-lo. — Ele começou a caminhar. — Sabe, Duncan; aquela garota que conheceu hoje, Rebecca Jenkis, é uma bela companheira.
— Você... — Arregalei os olhos — … me observou durante todo esse tempo?
— Apenas a sua chegada. Não se admire, pois é uma de muitas coisas que posso fazer.
— Bom... e o que temos hoje? — Tive de entrar no mesmo ritmo.
— Teu pai, Duncan, era atormentado por visões durante o sono. Eles tinham respostas...
— Então, além de vampiro, deve ser algo a mais?
— Por enquanto, não posso dizer o que me incentiva a ajudá-lo... mas não precisa se preocupar quanto a isto.
Continua...
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