Notas iniciais
Oii

Espero que gostem deste começo pessoal.
Muitas coisas viram por ai.
Aguardem!

Estou dirigindo em alta velocidade pela estrada, correndo contra o tempo para chegar ao hospital. As ruas estavam vazias, já era madrugada.

Quando chego, mal estaciono o carro e já saio correndo. Entro no hall principal e vou direto falar com a recepcionista.

— Gostaria de informações sobre minha filha, seu nome é Alexia Medeiros. – digo em desespero. A moça se limita a digitar o nome de minha filha no computador a sua frente sem nem se quer me olhar.

— Terceiro andar, quarto 301. – ela me informa automaticamente.

Corro em direção aos elevadores, quando chego finalmente ao seu quarto, minha filha está dormindo ali como um anjo. Dou um suspiro profundo enquanto a observo.

— A senhora é parente dela? – um médico me pergunta se aproximando.

— Sou a mãe. – respondo.

— Ela vai ficar bem, estava sem cinto de segurança no momento da batida, bateu a cabeça com força, achamos melhor deixa-la em observação por esta noite. – o médico diz de forma tranquilizadora.

— Alguém mais se machucou? – perguntei encarando-o. Ele olhou o prontuário em suas mãos.

— O rapaz que estava com ela, Lucas, veio a óbito. – disse com um olhar desolado. Neste momento as palavras ficaram presas em minha garganta. Lucas não era o genro dos sonhos, mas havia acabado de completar 18 anos, nem consigo imaginar a dor dos seus pais.

— Os pais dele foram avisados? – pergunto.

— Sim. Estão cuidando de todos os detalhes do funeral. – o médico responde. – Pode ficar aqui como acompanhante de sua filha. – ele completou e se retirou dali.

Eu sabia que Alexia estava descontrolada desde que seu pai foi embora, mas deixei a situação sair completamente dos limites. Lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto devagar. Peguei meu celular dentro da bolsa e disquei.

— Alô. – uma voz sonolenta atendeu quase que de imediato. Depois de seis anos voltei a ouvir sua voz, fiquei receosa, mas tentei não demonstrar.

— Sou eu Silvia. – digo em um tom frio.

— Porque está me ligando a essa hora? Aconteceu alguma coisa? – Ele pergunta aflito.

— Nossa filha se envolveu em um acidente, ela está bem, mas o namorado morreu. –informo meu ex-marido sobre os acontecimentos.

— Meu Deus, o que houve com a Alexia? Isso tudo não pode ser apenas por causa do divorcio. Pobre garoto. – ele diz com pesar.

— Pensei no que você havia me proposto há um tempo, acho que devíamos tentar o colégio interno. – digo.

— Vai ser o melhor para ela, o colégio Briggs formou o caráter de toda a minha família por gerações. – ele diz convicto.

— Vou ficar aqui no Hospital com Alexia, você pode cuidar da papelada da transferência? – perguntei tentando controlar o choro.

— Eu cuidarei de tudo, não se preocupe com nada. Vai ser melhor para ela Silvia, se afastar das más companhias e aprender a respeitar regras. –Paulo diz consolando-me.

— Aguardo sua ligação quando estiver tudo resolvido. – digo e desligo.

Sento-me na poltrona ao lado da cama em que minha filha está. Observo-a atentamente, tão serena assim, nem parece uma rebelde. Recordo-me de vários momentos de sua infância e tento entender onde foi que perdi aquela garotinha doce, que sempre me abraçava e dizia me amar.

Quando os primeiros raios de sol apareceram no quarto, meu celular vibrou.

— Pode falar. – atendo imediatamente.

— Meus seguranças já estão no hospital para acompanhar Alexia. – Paulo diz.

— Ok. – digo e desligo novamente em sua cara.

Levanto-me devagar e dou um beijo na testa de minha filha.

— Vou sentir saudades meu amor. Sinto muito que tenha que ser assim. –digo.

Começo a caminhar em direção à porta, lágrimas escorrendo por meu rosto desesperadamente.

— Mãe? – escuto Alexia me chamando baixinho. Recuso-me a olhar para trás e demonstrar minha fraqueza.

Continuo caminhando e saio pela porta, deixo minha filha ali, sozinha.

Notas finais
O que acharam??

Please comentem!

Bjos