Pra que Complicar Tanto?
5 Capítulo 5
Notas iniciais
ATUALIZANDO...
Uma semana depois do ocorrido se passou. Minha mãe me fazia milhões de perguntas do porque eu tinha tido aquele “treco”, e eu só tinha uma única resposta. – Eu não sei mãe! – Mas eu sabia sim. Foi um choque emocional depois da briga que tivemos no MSN, e depois de eu achar que tudo teria sido uma grande ilusão, um grande engano. Talvez seja, eu ainda não sei o que Carol quer de mim. Ou o que eu espero dela... Sei que desde o incidente, ela me liga para checar como eu estou me sentindo, mesmo ela estando tão ocupada na faculdade e todos os trilhões de trabalhos que ela diz, exageradamente, ter pra fazer. Aquilo conforta meus dias... São alguns minutos, mal da pra dizer 4 frases inteiras. Na verdade só dá pra responder suas perguntas, todas em relação a minha saúde, e sempre uma voz a chama, e ela tem que desligar o telefone. É uma voz feminina, só pra constar.
Lex foi me visitar a semana inteira, talvez ele ache que a culpa foi dele. Não sei... E Juh, bom, essa não saiu lá de casa. Só ia pra casa tomar banho e trocar de roupa. Evitei entrar no MSN nesses dias, li bastante, conversei com Juh. Ela sempre me perguntava como foi o momento que eu acordei e vi Carol sentada ao meu lado, segurando minha mão. E eu contava o quanto ela era uma linda, por estar ali segurando a minha mão enquanto a febre não baixava... Talvez ela que tenha feito a febre baixar, sei lá. Sei que me senti bem com ela ali.
Fui à escola depois de uma semana de repouso. Minha mãe ficou assustada depois do incidente, e tinha medo que eu passasse mal na rua, mas foi bom. Deu pra estudar, me preparar para a olimpíada de matemática, a qual eu era finalista, estava concorrendo a uma câmera fotográfica semi-profissional e um micro. Eu queria aquele prêmio.
Juh sempre por perto como uma fiel escudeira. Alguns garotos do colégio chegavam na minha, na tentativa de me chamar para sair, já que já corria pela escola a notícia de que eu estava solteira.
– Então Sam... Vai ter uma festa no sábado agora, e eu tava pensando se você queria ir comigo e tal. – Ele estava visivelmente nervoso.
– Olha Diego, eu não posso ir para uma festa, mal minha mãe ta deixando eu vir pra escola. Desculpa, mas deixa pra uma próxima.
– Tudo bem... – Disse ele cabisbaixo.
Eu não queria me envolver com ninguém. Diego era o cara mais lindo do colégio. As meninas babavam nele. E ele era tão popular, era capitão do time de futsal. Era alto, fortinho, nada exagerado. Cabelos castanhos claro, olhos castanhos. Até Juh babava nele. Eu ensinava matemática a ele. Acho que desde então ele me chama pra sair. Mas eu nunca to interessada...
– Caramba, como você consegue dispensar um gato desses? Você só pode ser doida. – Juh franzia o cenho.
–Juh, meu amorzinho chato, não enche. –Dei uma piscadela.
– Ok. Mas bem que você poderia dar uma chance ao rapaz e...
–Juh! – A interrompi. – Já basta o que houve com o Lex. Não quero magoar mais ninguém. Você viu o jeito que ele ficou só de eu recusar? Imagina se caso eu fique com ele, e ter certeza que nunca daria mesmo certo, e fosse falar isso pra ele... Como ele reagiria?
– Mal, eu acho... – Ela fica pensativa.
– Então! É por isso que eu não posso sair com ele, ou com qualquer outro garoto que estiver afim de mim.
– Samy... Será que você é mesmo... – Juh ficava abrindo e fechando a boca, como se aquilo fosse me ofender.
– Lésbica? – Ela assente. – Eu não sei... Nunca fiquei com meninas antes. Mas tem a Carol que me tira o ar só em pensar nela. Eu realmente não sei Juh.
– E por que não experimenta? –Ela fala empolgada.
– Experimentar o que? – Perguntei confusa.
– Ficar com uma menina, ué! – Ela sorria como se tivesse tido a ideia que seria a solução dos meus problemas.
– Que menina Juh? A única que eu ainda penso na possibilidade, nunca vai querer ficar comigo, que é a Carol.
– Ah, mas bem que poderia ter outra garota por quem você se sentiu assim, antes da Carol.
– O que?! – Nessa hora eu gelei. Realmente existia uma garota a qual eu tive uma paixonite quando mais nova, e essa estava na minha frente, e era a minha melhor amiga a qual nunca soube disso, e nem nunca saberá. – Não existe uma antes ou depois da Carol Juh! – Disse firme e áspera.
– Ta.. Calma. Não precisa estressar comigo. – Percebi que ela ficou meio chateada.
– Desculpa meu pudim, mas é que eu não sei se é uma boa ideia. Eu fico nervosa, e gaga só de pensar em ficar com outra menina.
– Mas você precisa saber se é de mulher que você gosta mesmo... Vai que foi por isso que não deu certo com o Lex?
Ela tinha razão... Como eu vou saber se realmente gosto da Carol mais do que amiga, se eu nunca fiquei com uma mulher pra saber se gosto mesmo? A Juh tinha razão... O problema era QUEM? Por que a Carol não vai querer ficar comigo... Ela vai me odiar se eu tentar alguma coisa. E se essa festa for uma oportunidade? Eu não preciso ir com o Diego.
– Você tem razão sua rata! Eu tenho que ter certeza que é isso mesmo que eu quero pra minha vida.
– Não me chama de rata, sua idiota! – Ela odiava tal apelido. – E sim, eu sou um gênio do mundo das amigas coloridas! – Ela ri debochada.
– Muito down cara! – Mostro a língua.
– Ui! Quer me seduzir é? – Ela brinca. Eu mostro o dedo. – Mas agora a questão é... Quem?
– Então... Porque não vamos a essa festa que o Diego falou?
– Vaca, você leu meus pensamentos!
Mais tarde, estávamos nos arrumando para irmos. Convenci minha mãe com muita dificuldade, pois ela ainda tinha medo. Mas deixou vários alertas com Juh, que seria minha (ir)responsável naquela noite. Mal eu sabia que seria uma das noites mais loucas da minha vida!
Notas finais
Perai Samy, xingar? Sei que mereço... Mas como ela disse, não foi por maldade. Mas prometo a vcs que ainda me leem, que vou terminar essa e a The Only, e vou pensar de termino a Entreolhares ou se deleto, ainda não sei. O que sei é que eu tava com muita saudades disso aqui, de atualizar. Enfim. Até o próximo... Vou tentar postar semanalmente. Beijos!!!
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