Desculpe-me por desabar, desabafar, desconfigurar o teu sistema. Não costumo achar soluções, sou do tipo que busca problema.

Agora, estamos apenas nós três: O céu, meu cigarro e eu. Logo mais, adicionarei o álcool a conversa porque minha dor, não morreu.

Por que magoou-me tão profundo? Estou ao léu em uma fenda abismal sem direção, desfocada foi a lente da vida, e a ferida do peito, me invade, além.

Ah, meu bem! Não me deixe sozinha no escuro, não remova-me o muro, o domo que me protege de ti, cada fragmento do qual me revesti.

Na calada da noite tento pensar, mas tudo o que lembro, é como não posso lembrar de um amor, pois nunca o tive, nem nunca o terei.

E apenas, assim, perambularei, sem causa, com medo, sem nexo, apenas com atos de má fé, e com toda essa minha melancolia soturna. Culparei a ti, apenas para dormir... ou tentar não me tornar uma viúva noturna.

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