Príncipes: A Vingança Do Coração Quebrado

1 Capitulo 1 – Louse e seu coração quebrado!


Notas iniciais
Não quebre o coração de uma menina!

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- Estou apaixonada, só de pensar nele meu corpo estremece, meu coração bate tão forte, minha barriga embrulha, embrulha e embrulha! Meus olhos lacrimejam sem parar, mordo meus lábios só de nervoso, não consigo encará-lo. Sabe o que é sonhar em casamento, filhos e uma família feliz? – Louse respira por alguns segundos — Meu sonho preferido é quando ele me pede em casamento em frente a uma igreja e sussurra amoroso que é nela que iremos divulgar oficialmente nosso amor e...

- Para com isso! Pelo amor de Deus! Parece uma idiota apaixonada! – Grite com aquela neurótica apaixonada, não aguentava mais ouvir aquelas declarações desde a sétima série.

Eu sou Jean Black, melhor amiga de Louse, somos duas garotas de quatorze anos que estão saindo do fundamental para o colegial, ainda não decidi que colégio ir, meus pais irão esperar até as férias para resolver, mas essa história não é sobre mim, mas sobre Louse House.

Louse House é o tipo de garota amazona e super apavorante, ela não é feia, mas apavorante, pois sua aura é tão sinistra quanto do Apocalipse do Super Man, sem contar que ela é mega ultra forte e muito resistente, todos os garotos do colégio a invejam por sua capacidade esportiva e as garotas a invejam por ter os pais mais ricos de todo o estado.

As pessoas me perguntam como consegui fazer amizade com a “fera”, simples! Eu não sou a “Bela”, mas conquistei Louse por um simples ato de bondade, sempre fui muito amigável e sempre gostei de fazer amigos, sendo nova na cidade não sua história e personalidade, vendo que a coitada tinha esquecido a “lancheira” resolvi dividir o meu lanche com ela, depois disso viramos amigas.

Voltando a Louse, ela me conta todo seu amor por Daniel que em minha opinião é o Diabo disfarçado, até ai tudo bem, mas um dia ela me fitou com aqueles olhos negros e suas bochechas coraram.

- Irei me declarar para ele hoje! – Sussurrou, naquela hora estava dando um gole na coca e senti a bebida ficar entalada na garganta – Ele irá me aceitar e assim poderei ser a princesa que sempre sonhei! – Ela falou em um tom feminino que a coca não descia nem subia.

- Okay... – Falei quase morrendo. – Preciso de um médico! – Com o rosto roxo desmaiei.

Acordei na enfermaria, minha surpresa estava sozinha, mas pelo menos viva, ameacei falar alguma coisa e vi que tinha ficado roca, tentei saber o porquê estava ali e lembrei-me do motivo.

- Ferrou... – Minha voz de ancião, não era tão terrível com o que aconteceria naquele local em alguns minutos.

Corri até o pátio e vi a cena que temia Louse rubra, mexendo com os pés e segurando a saia, me aproximei sem ser percebida, me escondi atrás de um arbusto, tentando ouvir a conversa (Se levantasse e interrompesse a declaração, Louse me mataria) e só consegui ouvir a seguinte frase.

- Como uma garota masculina como você será suficiente para mim?

Sinos tocaram em minha mente, levantei e deparei com Louse com os olhos cheios d’água, correndo para o banheiro feminino; como toda boa amiga fui atrás e vi uma cena que já esperava.

Louse secava suas lágrimas e com olhar de ódio e sede por vingança encarava o espelho, aquilo não terminaria bem, mas como estávamos na última semana de aula relaxei, então ela apontou para mim e com os avermelhados me fitou.

- Irei vingar meu coração quebrado e você me ajudará! – E saiu do banheiro sem dizer nenhuma palavra durante todos os dias até o final do ano letivo.

Louse estava maluca por vingança e eu não sabia o que fazer, tentei ligar para sua casa, falar com ela, mas nada adiantava então foquei na procura do meu colégio e como num passe de “mágica” recebi um bilhete de convocação e aprovação para uma instituição muito conhecida por oferecer um dos melhores estudos, porém era um colégio masculino.

O resto da negociação foi resolvido com meus pais que animados me mandaram alguns dias antes para instituição, é um colégio interno, estava intrigada com a minha situação e como isso tudo estava acontecendo comigo.

Ao descer do ônibus percebi. Louse sorria para mim em frente ao portão. Aquele sorriso... O sorriso do cão.