Príncipes: A Vingança Do Coração Quebrado
5 Capítulo 5 - Dois rapazes juntos?
Notas iniciais
Ser rapaz pode ser mais complicado do que se espera.
Após o evento inesperado da “Iniciação dos Vacilões” eu e Louse ficamos populares na escola e nas escolas femininas de toda a cidade, como os garotos perfeitos. Ao passar pelos corredores podia ouvir sussurros e até reclamações dos menos amados e invejosos, mas nossa rotina era sempre a mesma sentar em um lugar sossegado, ser perturbadas por Bruno que sempre vinha com um assunto de fugir da escola e no meu caso ouvir Louse falar de sua vingança.
– Acho que você está se apressando demais, todos os seus planos tem uma falha. – Tentei começar uma explicação, mas fui interrompida por um tapa na minha nuca que me arrancou do banco, não pela força, mas pelo susto.
– Olá gostosões! – Caio aparecia sentado no meu lugar enquanto Louse me olhava assustada.
O olhar de Louse mandava uma mensagem que só meninas poderiam entender e aquela mensagem era um berro com a seguinte mensagem “Ferrou! Ele descobriu! Corra até não aguentar, mude de identidade e de família! Fomos descobertas!”.
– Então rapazes... Que plano vocês estão planejando? – Caio continuava sentado nos fitando.
Caio é um rapaz pouco convencional, animado, um demônio brincalhão; um bom exemplo seria que ele é aquela pestinha do jardim de infância que cismava de colocar chiclete no cabelo das meninas e ficava de castigo sempre. Então este é o Caio um ser imprevisível e perigoso.
– Nada! Nada! Nada! – Louse berrava aos quatros ventos do colégio e saíra correndo me deixando sozinha.
– Você ouviu. – Tentei me controlar, dando um sorriso amarelo para Caio que agora vinha em minha direção.
– Você sabe que nada fica oculto aos meus olhos, Jean. – O tom de Caio era tão assustador que reagi da mesma forma que Louse e corri o mais rápido que podia, até esbarrar em alguém.
– Ai! Você está maluco? – Uma voz feminina gritava comigo, caída permaneci ali com os olhos fechados e cabeça baixa.
– D-Desculpa... Eu não queria machucá-la! – Falei nervosa, me levantei e corri até meu dormitório onde encontrei Louse encolhida no canto resmungando.
– Estamos ferradas! – Ela gritou quando me viu pálida na porta.
– Não! – Gritei contrariando Louse. – Caio não descobriu a verdade, ele acha que é outra coisa! – Corri até Louse e abracei, nós duas estávamos ofegantes e amedrontadas.
– Entendi! – Caio gritara, olhando para nós, que estávamos abraçadas uma cena não masculina – Vocês são gays! – Ele gritou com um sorriso debochado.
– Não! – Gritamos juntas ainda abraçadas.
Sim, é perigoso ser menina quando se está na pele de um menino.
Notas finais
Mas espero que gostem!
Fale com o autor