Príncipe Caspian: a Verdadeira História
8 No meio da Noite - Parte II
Notas iniciais
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Lúcia e Catherine escolheram ficar na sala de Aslam, pois era o único lugar em que se sentiam seguras mesmo que ainda houvesse alguns guardas no forte. Depois de algum tempo, a garota mais nova logo adormecera enquanto a outra permanecia acordada, pensativa.
Catherine após derramar algumas lágrimas, virou o rosto para o teto e sentindo-se angustiada começou a desabafar em voz baixa como se o próprio Aslam pudesse ouví-la:
-Senhor, eu não sei mais o que devo fazer. Sinto-me cansada, como se estivesse remando contra a maré. Tentei persuadí-los a não ir, porém não me ouviram...
Por favor, proteja-os e lembre-os que você foi quem os trouxe aqui. E peço forças para continuar lutando firmemente e para que eu possa representar a tua majestade e a tua sabedoria. E se for da tua vontade, diga-me o que devo fazer para mais uma vez ajudar o teu povo. Estarei à eterna disposição.
Então, uma forte e fria brisa que a fez estremecer e logo ao ouviu aquela voz chamá-la novamente:
-Catherine
-Estou aqui. Ordena e eis que obedecerei
-Catherine, eu quero que vá até as florestas ao sule convoque em meu nome os antigos elfos, os elfos que comandam a Ordem do Grifo.
-Mas eu acreditava que não mais existisse Ordem do Grifo...
-Sim, ainda existe. Sua sabedoria deixou um forte e resistente legado – Ao ouvir as últimas palavras Cathy sentiu a presença de Aslam ficar mais intensa, e o ar exalava um perfume mais agradável que o da terra molhada – Quero que os reúna e para agir espere pelo meu sinal
-Sinal? Que tipo de sinal?
-Se trata de um sinal de humildade, lealdade e confiança. Todavia, não se preocupe você entenderá.
-Mas por que o senhor permitiu que eles invadissem o castelo?
-Querida, isso você entenderá em seu devido tempo. E lembre-se: Eu sempre estarei contigo, Catherine.
Então, a voz do Leão já não podia mais ser ouvida. Catherine obedeceu, pegou sua espada e alertou o sentinela que iria se retirar, e deu inicio a sua jornada.
Após andar cerca de meia hora, Catherine sentiu uma flecha passar zunindo por seu ouvido. A flecha atingira um coelho selvagem.
A garota andou e se abaixou e ao aproximar-se da presa, sentiu uma lamina em seu pescoço. Ergueu os olhos e viu um homem que aparentava uns vinte e oito anos, era alto, bastante pálido, possuía longos cabelos dourados e olhos azulados.
-Quem é você? E o que faz uma donzela telmarina nesta região?
-Meu nome é Catherine, Aslam me mandou aqui – Disse a moça mostrando sua espada
-Loren! – Chamou uma voz fina, e acrescentou ao ver Catherine – O que está acontecendo?
-Acho que acabamos de encontrar a rainha Catherine – Respondeu
Então mais elfos apareceram por entre as arvores, e todos fizeram uma reverencia a rainha.
-Onde estão Ánemos, Talassa e Tífonas?- Indagou a jovem
-Eles morreram – Respondeu uma garota também pálida, que possuía longos cabelos negros com alguns cachos nas pontas e olhos castanhos.
-Imagino que... Hum, foram os telmarinos que causaram isso – Falou Catherine com tristeza – Então quem está no comando agora?
-Bem, o comandante Fielis liderou um ataque de resistência, entretanto ele, Sinéfo e outros inúmeros centauros e faunos morreram com eles – Falou outra garota de cabelos castanhos e escorridos
-Por isso eu, Alice [indicando a garota que acabara de falar] e Loren comandamos a Ordem – Falou a de cabelos negros – E a propósito meu nome é Claire
-Claire, é melhor deixarmos a caçada para outra noite... É bom a levarmos para a caverna logo – Recomendou Loren
O grupo a conduziu até uma caverna aparentemente comum rodeada por arvores. Porém ao entrarem, Cathy viu abrirem uma porta secreta que havia no chão.
Eles desceram por uma escada sob porta e andaram por um extenso corredor de pedra que era iluminado por várias tochas acesas situadas nas paredes.Vindo das diversas portas podia-se ouvir uma melodia tocada por vários instrumentos: Cítaras, liras, cravos, harpas, banjos, xilofone, tambores entre outros.
O grupo passou por mais algumas portas de madeira revestidas por metal, até que ela foi conduzida a um pequeno gabinete. Lá havia uma mesa, algumas cadeiras de carvalho e uma estante cheia de livros antigos cobertos por couro. E naquele local reuniram-se Loren, Claire, Alice e Catherine:
-É uma honra jamais sonhada receber Vossa Majestade novamente na Ordem do Grifo – falou o belo Loren – Infelizmente meu pai não está presente, ele ficaria muito feliz em revê-la
-Seu pai? Quem era ele? – Indagou a rainha
-Talassa. Ele faleceu liderando o único grupo que restara da Ordem, o de ataques aéreos, mas graças ao Leão eu já era crescido o suficiente para ouvir algumas histórias sobre a senhorita.
-Entendo. Mas quantos anos vocês tem? – Perguntou Cathy com medo de ouvir a resposta
-Loren tem novecentos e vinte anos, eu tenho quinhentos e setenta e Alice tem quinhentos e cinqüenta – Falou Claire – Nós duas somo netas de Ánemos, por isso dividimos a liderança da Ordem com ele.
-Contudo há algo que nos intriga: É verdade que um jovem príncipe telmarino se uniu com os antigos reis e rainhas de Nárnia?
-Sim, é verdade. E exatamente por isso que estou aqui...
Logo Catherine contou-lhes sobre a batalha que estava acontecendo e pediu a Judá da Ordem para combater a retaliação do inimigo. Assim, juntos planejaram algumas estratégias para a guerra.
Ao se despedirem, a rainha recebeu uma armadura completa e algumas instruções sobre como encontrá-los posteriormente.
Para que não chamassem a atenção, apenas Alice levou Cathy a base:
-Eles são tão bonitos como diziam? – Perguntou a elfo com curiosidade
-Eles? Eles quem?
-Ora, os antigos reis, é claro. As histórias mais antigas contavam que o rei Edmundo era um cavalheiro elegante, charmoso e jovial, enquanto o Grande Rei Pedro era forte, corajoso e tão belo que não havia sequer uma moça que não se apaixonasse por ele. Isso é verdade?
-Quanto ao Ed com toda a certeza e um tanto mais ainda. Já em relação ao P... Grande Rei, eu não sei dizer... – Respondeu com certo ressentimento
-Mas e a respeito daqueles boatos sobre vocês? São apenas mentiras, não é?
-Boatos? Como assim?
-Bom, havia algumas histórias sobre as razões de sua partida. A mais conhecida era esta: A senhorita estaria noiva secretamente do rei Edmundo. Contudo o Rei Pedro se apaixonou intensamente por Vossa majestade, e começou a demonstrar-lhe os sentimentos com o intuito de cortejar-lhe. Com isso, a senhorita sentiu-se um tanto inclinada a ele bem como ao seu irmão. Por isso para evitar um provável duelo entre os reis a senhorita fugiu.
Depois de ouvir esta “crônica”, Catherine caiu na gargalhada e disse:
-Ed é apenas meu amigo! E definitivamente nunca estivemos noivos. Já quanto ao Grande Rei, tenho absoluta certeza que ele nunca esteve intensamente apaixonado. Pelo menos, não por mim.
-Ah, que lindo! Você realmente gosta dele! Dá para notar só de ouvi-la falando no Rei Pedro. – Exclamou Alice com entusiasmo
-O quê? Não! Eu não gosto daquele idiota, estúpido e arrogante! – Disse Cathy furiosa e com o rosto úmido
-Oh, meu Aslam! O que foi que ele fez a você?
-Tudo e nada!
-Como assim? – Perguntou consolando a rainha
-Basicamente – Suspirou – Ele fez tudo de errado e absolutamente nada do que deveria ter feito!
-Ah, ele não falou nada não foi?
Nesse momento Catherine desatou a chorar amargamente e a elfo passou a confortá-la:
-Ora, não fique assim. Olhe, eu e Claire podemos te ajudar.
-Como assim, ajudar?
-Deixe conosco – Assegurou Alice – Acho que chegamos. Se você seguir a norte em cerca de três minutos chegará
-Obrigada, Alice – Agradeceu enxugando o rosto e dando um abraço na nova amiga
A garota caminhou para a fortificação e entrou novamente na sala de Aslam, e deitou-se ao lado de Lúcia. Logo caiu num sono profundo.
Notas finais
xD (brincadeira viu gnt)
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