Notas iniciais
Mais um cap gente, espero que gostem e já estou prevendo os xingamentos a alguns personagens... xD Agradeço a Bella furtado pela ajuda como sempre Nota: O proximo cap vai ser sobre o que vai acontecer com Cathy e Lu enquanto os outros estiverem na batalha....

-Cathy, por que eles não te ouviram? – Perguntou Lúcia com os olhos úmidos e coma face avermelhada

-Talvez, eles tenha se esquecido quem os trouxe e a quem servem... Mesmo como reis... – Explicou enquanto recostava a cabeça da garota em seu ombro

-Eu já imaginava que não me dariam ouvidos, mas pensei que Pedro a ouviria...

-Por que você achou isso, Lu?

-Porque ele sempre te escuta. Aliás, todos sempre consideram o que você os diz...

-Enfim, acho que teremos que esperar para ver as conseqüências dessa invasão – Concluiu Catherine enfaticamente

Na mesma hora em que a moça pronunciou tais palavras, o Rei Pedro chegou ali. Catherine desviou o olhar, ainda tomada pela fúria.

-Cathy, nós precisamos da sua ajuda. Será que não entende a magnitude deste ataque? Precisamos de toda a ajuda que pudermos reunir...

-Já disse que não vou compactuar com algo predestinado a fracassar.

-Catherine, o plano é simplesmente brilhante. Se você pelo menos abrisse a mente para ouví-lo....

-Abrir a mente? Você está brincando comigo, não é Pedro? Preste bem atenção no que vou lhe dizer agora, pois essas palavras vão ficar gravadas na sua mente para sempre: seu plano brilhante vai fracassar, Isso é um fato. E os motivos são simples: primeiro, é impossível vencer uma batalha num local que nunca foi invadido antes, o qual possui armas mais avançadas e vantagens no conhecimento de território. E, segundo, o único que poderia fazer isso dar certo não está com você. E ele não está com o Grande Rei porque o mesmo não o quer. Você quer fazer tudo sozinho e ter a glória para você, não é?

-Você não tem o direito de falar assim comigo, Catherine.

-De fato não tenho, mas seu eu não o fizer ninguém mais o fará, pois todos tem medo dizer o que pensam. Mas para mim você é só um garoto mimado. Não sou mais obrigada a seguir suas ordens como da última vez porque agora eu também sou uma rainha, esqueceu? Só que há uma simples diferença entre nós dois: eu ajo de acordo com o que Aslam me pede. Você age de acordo com o que seus instinstos mandarem.
-Não acredito que você me disse isso. Pensei que... que nós...
-Está vendo essa garota, Pedro? — Catherine indicou a pequena Lúcia com o polegar. — Ela é mais inteligente do que todos no salão. Porque ela tem esperança. Ela tem fé. Ela sabe aguardar o momento certo de agir porque ela age de acordo com o que Aslam lhe pede. E é assim que procederei. Não irei aderir a nenhum plano se este não for do próprio Aslam. E que fique claro de uma vez por todas: eu esperava mais de você, Pedro. Por favor, esqueça o que aconteceu da última vez que vim a Nárnia. Você definitivamente não é mais o mesmo, e eu jamais abrirei mão do que acredito.

-Catherine, isso é ridículo. Não vale à pena nos arriscar por culpa de uma invasão ridícula e...

-Uma invasão ridícula que você faz questão de realizar. Você poderia fazer isso mil vezes, se fosse só a sua vida correndo risco. Mas são todos os narnianos. Você vai colocar toda uma nação em perigo só para não ferir seu orgulho. Você é que sabe; mas não espere minha ajuda. Sorte para você, Susana, Edmundo, Mabelle, Caspian e quem mais for. Mas não me esperem por lá. Vamos Lu. Passar bem, Pedro.

Enquanto o Grande Rei pensava se aquilo era realmente o certo a fazer, Cathy e Lúcia saíram dali. A pequena logo dormiu em um sono sem sonhos, e aí Catherine pode derramar algumas poucas lágrimas. Pedro corria perigo, e ela nada faria para o contrário. Porque não era só a vontade dela, mas também a do Grande Leão e a segurança de toda a Nárnia.

***

Quase todo o exercito narniano estava estrategicamente posicionado nas matas que circundavam o castelo que agora pertencia ao cruel tio de Caspian, Miraz.

Dois grifos levaram Edmundo e Mabelle da floresta para a torre dos vigias no palácio real. E assim que o rapaz pisou no chão foi atacado sem aviso por um soldado e quase fora atingido por ele, porém Mabelle, que ainda estava no ar, conseguira rapidamente atirar uma flecha no coração do soldado.

-Ufa! Essa foi por pouco, hein? – Comentou a garota descendo do grifo

-Obrigado, Belle. Se não fosse por você... – Agradeceu

-Ah, que nada. E agora acho que estamos quites – A moça corou ao se lembrar do incidente em que ele a salvara

Então Ed pegou sua lanterna e enviou um sinal para as tropas. E em alguns minutos ele já podia ouvir um ruflar de asas. Os grifos traziam Rip Chip e seus cavaleiros. Estes facilmente passaram sob o portão do castelo.

Edmundo fez mais um sinal, e mais grifos vieram, desta vez traziam Pedro, Caspian e Susana, e os levaram para dentro dos muros do castelo.

Enquanto isso, Edmundo vigiava e Mabelle abatia alguns soldados que eventualmente apareciam.

A pequena companhia de camundongos, lá andava pelos corredores escuros da fortificação. E ao avistar qualquer soldado o abatiam silenciosamente afim de facilitar o andamento do plano.

Caspian conduziu Pedro e Susana até uma ampla sala que estava abarrotada de livros em suas estantes e que possuía inúmeras mesas. Muitos dos livros estavam caídos pelo chão, e podia-se ver um velho pince-néz quebrado em cima de uma mesa bagunçada.

-Não acredito nisso... Tenho de salvar meu mentor! – Sussurrou o príncipe

-Não há tempo! Temos de abrir o portão. – Respondeu o Rei

-Se não fosse por ele vocês nem estariam aqui. E eu também não – Afirmou

-Acho que eu e você podemos cuidar de Miraz – Sugeriu Susana ao irmão

-Não se preocupem, chegarei ao portão a tempo – Assegurou Caspian dirigindo-se ao calabouço

O jovem andou até a parte inferior do castelo. Caminhou por entre as frias, úmidas e escuras celas, e em umas delas avistou o seu professor e salavdor, doutor Cornellius.

-O que faz aqui? Eu não arrisquei minha vida ao salvá-lo para que voltasse! – Falou o doutor

-Ora, eu não poderia deixá-lo aqui, ou poderia? – Respondeu Caspian rindo enquanto abria cela

-Meu rapaz, escute-me. Não subestime seu tio Miras como um dia o seu pai o fez. Peço que me perdoe por ter lhe escondido isso – Disse Cornellius

Ao ouvir tais palavras, o príncipe fora tomado por tão grande fúria que sem pensar duas vezes, correu em direção aos aposentos reais. E ao colocar uma espada na garganta de seu tio que estava deitado, o ouviu dizer:

-Graças aos céus. Você está a salvo

-Levante-se – Ordenou o rapaz

Miraz ao obedecer acordou sua esposa, Prumasprimia

-Caspian?! O que você faz aqui?

-Isso é um tanto obvio, não é minha querida – Respondeu o usurpador sarcástico – Sabe meu jovem, isso pode ser considerado um comportamento inadequado

E quando o príncipe se deu conta, sua própria tia apontava uma besta¹ para ele:

-Abaixe a espada, Caspian! Eu realmente não quero fazer isso.

-Certamente que nós também não – Falou Susana entrando no quarto enquanto apontava uma flecha para a mulher. Pedro entrou logo em seguida.

-Vocês acabaram com a minha privacidade – Comentou Miraz

-O que está fazendo? Você já deveria estar no portão agora! – Exclamou o Grande Rei

-Não! Nesta noite de uma vez por todas eu quero a verdade. – Perguntou ao tio apertando a espada contra o seu pescoço – Você matou o meu pai?

-Bom, eu acho que você já sabe a resposta a isso...

-Mas você sempre disse morreu enquanto dormia... – Indagou Prumasprimia

-Bem, de certa forma isso não deixa de ser verdade... – Respondeu Miraz cuspindo as palavras

-Caspian, acho que isso não tornará as coisas melhores – Alertou Su

-Como você pôde? – Perguntou a mulher indignada com seu marido enquanto abaixava a arma

-Pelo mesmo motivo que você vai disparar esta besta – Ordenou – Pelo nosso filho. Então você terá de fazer uma escolha... Você quer que nosso filho seja rei, ou quer que ele seja como Caspian; Órfão!

Esta ultima declaração fez a tia de Caspian disparar uma flecha no ombro de seu sobrinho, dando a Miraz a oportunidade de escapar.

Agora o barulho dos sinos ressoava por todo o castelo, convocando os soldados para defender o castelo.

Edmundo ainda aguardava em sua posição sem problemas, entretanto ele deixou sua lanterna cair no amparo logo abaixo. Um guarda a pegou, e este como não tinha a menor idéia de que objeto era aquele ou de como funcionava, acendeu-a e começou a balançá-la. Isto fez com que o exercito narniano se preparasse para atacar.

Pedro correu em direção ao portão para abri-lo. Mabelle que estava praticamente na mesma posição que Ed, atirou em todos os soldados que tentavam atacar o Grande Rei, enquanto Edmundo abatia qualquer criatura que se aproximasse de onde estavam.

-Pedro! É tarde demais! Temos de recuar! – Exclamou Susana aproximando-se juntamente com o príncipe

-Não! Eu consigo! Agora me ajudem com isso! – Ordenou

Enquanto ajudava o irmão como portão, Su perguntou:

-Por quem exatamente você está fazendo isso, hein Pedro?

Nesse exato momento as tropas de nárnia atravessavam os vilarejos que circundavam o palácio e passaram pelo portão que jazia aberto.

-Por Nárnia! – Bradou Pedro iniciando o ataque

Agora, a batalha já havia começado. Os centauros decapitavam sem misericórdia, cada um dos camundongos rapidamente abatiam os seus oponentes e cada ser ali lutava bravamente, contudo os adversários possuíam inúmeras vantagens: Estavam em suas próprias fortificações; possuíam mais homens e armas mais avançadas.

Após já algum tempo de batalha, Miraz ordenou que fechassem o portão e que os arqueiros cercassem o pátio onde acontecia a batalha, pelo telhado.

Para que não fossem encurralados, um forte e corajoso minotauro pusera-se a segurar o portão erguendo-o. Finalmente Pedro ordenou:

-Recuar!

Na torre de vigia, Edmundo e Mabelle viam-se encurralados por vários guardas, pois já não tinham mais flechas.

-Tem algum plano brilhante, Ed? – Perguntou a moça já encostando a amurada da torre

-Hããã... Já sei! – Exclamou o jovem – Quando eu chegar no três nós pulamos

-Tem certeza? – Perguntou insegura

-Confie em mim – Assegurou dando-lhe a mão e acrescentou subindo a amurada – Um... Dois... E três!

Pularam e um grifo conseguiu apará-los no ar e os levar para fora do castelo.

Repentinamente Caspian e Cronellius romperam no pátio montados em seus cavalos prontos para recuar.

Logo Pedro, Susana, Capian, o mentor e mais alguns narnianos conseguiram escapar antes que o minotauro cedesse e o portão se fechasse. Então Miraz deu a ordem para atirar aos seus arqueiros, por mais que isso custasse as vidas de seus homens ele queria exterminar todos os narnianos que pudesse.

O Grande Rei, mais do que todos olhava para a batalha que deixavam para trás com grande pesar.

Lúcia que dormia na sala de Aslam junto com Catherine, despertou ao ouvir um ruflar de asas e acordou a amiga:

-Cathy! Cathy! Acorde! Eles chegaram – Disse a mocinha enquanto pegava sua adaga e o suco da flor de fogo.

Notas finais
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