Prêmio Infernal
8 O exército
Notas iniciais
– Eu não quero entrar nessa casa de novo — Diz Magali com os olhos molhados — Aquela boneca tava me perseguindo, eu estava com muito medo.
– Calma Magá, se tudo der certo com a Madame Creuzodete, a gente vai sair daqui o mais rápido possível — Diz Mônica entrando atrás de Magali.
Os quatro entram e se sentam na sala.
Eles não queriam ir pra nenhum lugar até que tudo estivesse resolvido.
– Eu quero ir no banheiro — Diz Mônica cruzando as pernas.
– Mônica, amiga, a gente não pode sair daqui, você vai ter que segurar.
– Ai que droga, será que a Madame Creuzodete vai demorar muito?
Nesse momento a porta se abriu e madame Creuzodete entrou.
– E aí? Quem é a sua "arma secreta" — Diz Cebola desinteressado.
– Ah sim, quero que conheçam esse meu amigo aqui, Do Contra.
– Do Contra? — Perguntaram Mônica e Cebola juntos.
Entrou na casa um garoto de olhos escuros e cabelos em um moicano arrepiado.
– Mônica? — Gritou vindo em direção de Môncia pra abracá-la.
– Do Contra, que saudade de você.
Cebola ficou olhando os dois com os braços cruzados e com cara de poucos amigos.
– Ei, esse não é o garoto que estudava com a gente no primário? — Perguntou Magali.
– Ele mesmo, lembro até que ele tinha uma quedinha pela Mônica — Diz Cascão olhando pra Cebola pra provocá-lo.
– Vocês já conhecem o Do Contra? — Perguntou madame Creuzodete se juntando á eles.
– E como — Murmurou Cebola olhando Mônica e Do Contra que ainda se abraçavam.
Depois de mais algum tempo de abraçando Mônica e Do Contra finalmente se separaram.
– E por quê você chamou esse mané pra ajudar a gente? — Perguntou Cebola lançando a pior cara possível pra Do Contra.
– Cenoura? Nossa, faz tempo que a gente não se vê — Diz Do Contra com um sorriso.
– É Cebola!! Que merda, ninguém acerta o meu nome aqui?
– Ah, foi mal, é que no primário ninguém ligava pra você, então é difícil lembrar seu nome, não é "tloca-letla" ?
Cebola sentiu seu sangue ferver e quase partiria pra cima de Cebola se Cascão e Magali não tivessem impedido.
Madame Creuzodete: — Chega crianças, agora eu vou explicar porque eu chamei o Do Contra.
Cascão: — Desembucha.
Madame Creuzodete: — O Do Contra se formou em uma faculdade de magia, quando terminou os estudos ele se ofereceu pra ser meu ajudante temporário, todas ás vezes que eu preciso de alguma ajuda mística eu chamo por ele.
Mônica: — Nossa Do Contra, como você é inteligente.
Do Contra: — Ah, valeu Mô.
Cebola: — É... Muito inteligente.
Madame Creuzodete: — Continuando, Do Contra pode fazer diferentes tipos de magia e invocar espíritos bons, e com a ajuda deles eles, vocês podem combater Agnes e Bianca.
Mônica: — Sério mesmo que você pode fazer isso Do Contra?
Do Contra: — Posso, não é tão difícil quanto parece.
Cebola: — Quero só ver.
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Todos estavam sentados em volta de um círculo feito de giz, algumas velas estavam acesas em volta.
Do Contra desenhou um simbolo no meio do círculo e começou a dizer alguma palavras em outra língua.
De dentro do círculo saiu um fantasma branco, que logo de cara foi reconhecido por todos da turma.
– Penadinho — Disseram todos, exceto Cebola.
– Fala sélio, você pletende vencer aquelas duas monstlengas com o penadinho?
– Não é só com o penadinho — Diz Do Contra sem abrir os olhos.
De repente Cebola sentiu alguma coisa cutucar seu ombro, ele se virou pra ver o que era e tomou um susto.
– F-f-flank? — Ele perguntou assustado, já suando frio.
– Cebola, você estava mesmo caçoando do meu amiguinho penadinho? — Perguntou com uma voz que botava medo em qualquer um.
– N-não, eu tava de boas aqui com o Penadinho, ele é super gente fina, ia até convidar ele pra tomar um sorvete ali na esquina.
Do Contra continuou falando mais palavras em outra língua, mas ninguém mais siau do círculo.
– Terminei — Disse apagando as velas com um sopro.
– Terminou? Mas só saiu o penadinho e o Frank daí de dentro — Questionou Cascão.
– Olhem para o sofá.
As atenções se voltaram para o sofá, e por incrível que pareça lá estavam sentados Zé Vampir, Muminho, Frank, Lobi, Cranicola, Alminha, Penadinho e por último, e sim, a mais importante: Dona Morte.
Todos ficaram tensos com a Dona Morte, mas isso logo passou quando ela se mostrou uma pessoa extrovertida, ela era apenas ruim com as pessoas que faziam maldades, mas a turma era do bem, e como ela já conhecia Do Contra...
– Isso não vai ser o suficiente — Diz Dona Morte.
– Como assim mortinha? Todos nós não podemos deter só duas assombrações? — Perguntou Penadinho.
– Penadinho, não se lembra de Agnes e Bianca? O trabalho que deu pra detê-las?
– Xii, é verdade, vamos precisar de muito ajuda.
– Eu posso chamar meu irmão e um colega dele — Diz Do Contra se levantando.
– Você tem um irmão DC?
– Que papo é esse de DC? Já tá criando apelidinho pra ele?
– Tenho sim Mô, eu posso ligar pra ele e ele chega aqui rapidinho.
– Beleza.
Do Contra saiu de casa e foi ligar para seu irmão.
– Ele não é um gato, Magali? — Sussurrou Mônica pra amiga.
– É lindo, mas não faz o meu tipo — Respondeu Magali.
– E por quê não?
– Sei lá, pode ficar todo pra você.
Mônica deu um sorrisinho amarelo e uma cotovelada de leve na amiga, que soltou uma gargalhada.
Não demorou muito e DC voltou pra casa junto de um menino.
Magali e Môncia soltaram um gritinho estérico.
– Ai que lindos — Diz Mônica.
– Gente, o pai deles não tinha um pitinico, tinha um pincel, porque esses dois são umas obras de arte — Diz Magali quase babando.
– Você fica com o da esquerda que eu fico com o da direito.
– Demorô.
– Hã... Meninas, esse aqui é o meu irmão Nimbus — Diz DC sem graça.
– Oi meninas, prazer — Diz Nimbus com um sorriso.
Cascão e Cebola olhavam aquela cena com a pior cara possível.
– Cadê o seu amigo? — Perguntou Zé Vampir.
– Ah, ele tá tentando passar pela porta, as asas dele atrapalham um pouco.
Depois de um tempo finalmente Ângelo entrou.
– E aí? Quem está pronto pra batalha? — Perguntou.
Continua...
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