Poésie pour la Tristesse de Xion
2 Oblivion!
Notas iniciais
Olá, sou a boneca novamente, quando meu tempo estava acabando, descobri toda a verdade sobre mim, demorei a refletir tudo que eu precisava, me senti pressionada em todos os ângulos, eu chorava desesperadamente em meu quarto, mas eu era apenas uma boneca defeituosa com prazo de validade expirando, porém estava carregando todos os sentimentos de um garoto puro de apenas quatorze anos, como se fossem meus… a dor se tornará apenas mais devastadora a cada lágrima.
Percebi que eu não poderia existir no mesmo mundo em que a pessoa que eu mais amo, eu teria que fazer uma escolha, minha vida ou a dele, mas diferente de mim… ele não era um boneco, ele era de verdade, além de ser meu melhor amigo.
Quando decidi desaparecer, não podia deixar todas essas memórias se dissiparem, que escolha difícil tive de tomar, então fui ao encontro do meu melhor amigo, Roxas. Eu menti, enganei e ataquei-o para que ele pudesse ser a pessoa que me fizesse se dissipar, assim eu poderia ter uma morte tranquila, sabendo que a pessoa que eu mais amo iria ficar com tudo que me sobrou.
Mas, eu tive que o machucar, e o forçar a me destruir, mesmo sendo uma boneca… eu conheço o coração dele, estamos conectados, eu o fiz sofrer, eu o fiz chorar… me odeio profundamente por ferir a pessoa mais importante para mim.
Uma mera fantoche como eu, não merece um pingo de felicidade? Sou forçada a tomar decisões impossíveis e simplesmente desistir da minha vida, pelo bem dos que eu amo, e ainda sou forçada a machucar ele.
Enquanto minha alma se dissiparia, eu o vi se esquecendo da minha existência, mas ao mesmo tempo nutrindo uma angústia que nem ao menos ele sabia do que se tratava, foi uma cena final, um tanto quanto triste.
Aqui deixo expresso minha dor, por ferir meu amigo querido, mas eu fiz tudo isso por ele, eu sei que ele vai conseguir seguir em frente, eu confio nele, porque mesmo que ele se esqueça, nossas lembranças sempre irão viver dentro dele.
O esquecimento é a minha lembrança.
"Será que eu não deveria existir?"
Fale com o autor