Poxy - Vampire Demon

2 Capítulo 1 - Helena


Notas iniciais
Espero que gostem :)

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15 de Agosto de 2006 — 14h23min

Jonatan Norato abaixa o jornal, um olhar perdido no rosto. Suspira. Levanta-se atordoado, apoiando-se no braço do sofá. Anda até a cozinha vagarosamente, sem pensar, e abre a geladeira. Aproxima o rosto e o deixa lá até sentir os lábios formigarem. Suspira novamente.

A campainha toca e Jonatan desperta de seu transe. Anda apressado até a porta da frente, encara seu reflexo no espelho e vê que está com a pior das caras. Não se importa, abre a porta.

-Sinceramente, por que tanta demora? – Lisbete entra na casa como um furacão, carregando desajeitada duas malas. Marcos entra logo atrás, entretido demais em seu celular para sequer saudar o pai.

Jonatan suspira mais uma vez.

Lisbete se apressa a deixar as malas no chão e olha para Jonatan com o olhar. Jonatan conhece mais que bem esse olhar; reprovador, enojado, sem um pingo de amor que Jonatan vira uma vez neles, não desde o acidente. Lisbete sabe bem sobre o acidente. Jonatan enlouquecera, perdera tudo o que tinha. A família, o filho, ela.

-Volto para buscar Marcos no domingo. — Lisbete diz enquanto atravessa a sala para dar tchau ao filho. — Se comporte, Marcos. — ela diz, e vai embora sem dar um segundo olhar a Jonatan.

Assim que a porta se fecha, Marcos larga o celular e olha para o pai com um olhar divertido:

-Achei que ela não iria embora.

Jonatan sorri fracamente para o filho.

- Estamos divorciados há oito anos, garoto, ela nunca vai embora.

Marcos ri do pai e se estira no sofá. Jonatan se senta a seu lado, com um rosto sério. O garoto olha o pai apreensivo, sem saber o que dizer. Ele sabe o que o pai está pensando.

-Nenhum sinal dela ainda? — Marcos pergunta fracamente, fingindo estar distraído com um pelo imaginário em sua camiseta.

Jonatan levanta o olhar para o filho e Marcos vê toda a preocupação do pai, todo o ressentimento.

-Nenhum sinal. — Jonatan responde – E mais um corpo.

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16h56min

-Ah, você sabe que isso não é verdade!

Helena sorri ao telefone. Estava se deliciando com as reações de sua amiga quando contara sobre as novas fofocas que corriam pelo campus da faculdade.

-Totalmente verdade. — ela responde. — Meus informantes são os mais confiáveis.

-Ah, fala sério!

Helena não responde. Quando passa na frente de uma vitrine, vê uma pessoa a seguindo bem de perto. A garota olha em volta, verificando bem a movimentação na rua. Depois de todos as notícias que viu sobre assassinatos, estava apreensiva em sair de casa para pagar as contas, mas não podia protelar mais. Tomou os caminhos mais movimentados e manteve o celular por perto.

-Helena? Helena?

-Tenho que desligar agora, Káti. — Helena responde meio assustada, um arrepio descendo pelo corpo. — Estou quase chegando em casa, te ligo mais tarde.

-Promete?

-Prometo, claro.

E desligou. Helena olhou discretamente sobre o ombro, mas não achou ninguém atrás de si. Respirou aliviada e fez graça de sua bobice. Tornou a olhar para frente, mas antes que se desse conta, trombou contra algo.

Uma garota pequena com cabelo azul desbotado e roupas estranhas. Helena franziu o cenho, estranhando a súbita aparição da garota, e disse:

-Sinto muito.

A garota levantou o olhar a Helena e seus olhos ficaram visíveis a garota. Vermelhos. Seu rosto manchado e cortes na boca que sangravam.

-Não se preocupe. — a garota respondeu com um sorriso e Helena foi empurrada para trás.

Helena gritou, mas já não havia ninguém naquela rua, e então sentiu uma dor aguda na jugular e ouviu os gemidos de sua atacante. Sentiu o sangue escorrendo, as pernas fraquejaram, mas tentou lutar contra. Sem sucesso, sua atacante era mais forte. E se sentiu tonta, fraca, inútil. E então sentiu mais nada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.