Powerful

5 The Emporium


Notas iniciais
Desculpe a demora, era pra eu ter finalizado o capítulo ontem, mas não deu tempo, já que eu não estava vem casa. Boa Leitura!!!

Tikki, você vem com a gente? — Marinette perguntou a kwami, assim que terminou de arrumar a mochila.

— Posso ir, porém não posso interferir na missão.

— Certo, vamos então. Já devem estar nos esperando. — as duas saíram e foram de encontro a Alya e Adrien.

— Só entra na mochila, Plagg! — o loiro dizia nervoso à pequena criaturinha negra. — Os mortais podem te ver.

— Eu não vou ficar aí dentro. Além do mais, se você não lembra, a Névoa funciona.

— A não ser que a pessoa acredite em coisas sobrenaturais e consiga ver através dela. — o loiro rebateu — Agora entra logo aí. — o kwami bufou e fez o que Adrien pediu.

Tikki havia explicado a Marinette que os monstros e criaturas mitológicas, embora estejam por todos os lugares, não podem ser vistos facilmente pelos mortais, por conta de uma Névoa que os impede. Essa Névoa, faz com que acontecimentos causados por interferência dos deuses, sejam interpretados como fenômenos naturais. Por exemplo, Poseidon pode estar no meio de uma guerra, no entanto os mortais apenas enxergam como um tsunami.
*

— Certo, o que precisamos fazer? — Alya perguntou assim que se ajeitaram nos bancos do fundo do ônibus.

— Recuperar um cálice do Sr. D que está com alguma criatura, chamada... — Marinette abriu o mapa e encarou o local marcado com um X — Empusa. — a filha de Atena arregalou os olhos.

— Nunca ouvi falar. — Adrien deu de ombros. O loiro só sabia sobre as coisas mais "importantes" da mitologia grega, não se preocupava em aprender o que possivelmente não usaria. Ao contrário de Alya.

— Porque você fez essa cara?

— Porque Empusae são espíritos perversos e demoníacos que se alimentam de humanos. — agora foi a vez de Marinette arregalar os olhos.

— Como vamos pegar o cálice então? — a azulada questionou, deixando seus braços caírem, não conseguindo pensar em uma solução.

— Provavelmente, o Sr. D deve ter deixado algum local para parar antes de ir na toca das Empusae. — a morena sugeriu e Marinette verificou o mapa, assentindo em concordância — Certo, primeira parada?

Empório de Anões de Jardim da Tia M.

— Porque ele nos pediria para ir à um lugar desses? — Adrien questionou, fazendo careta.

— Sei lá, ele não te deu instruções, Mari?

— Ele disse que precisamos encontrar objetos que nos ajudem a carregar o cálice, já que é algo divino e que talvez precisássemos encontrar algo que nos ajude com as Empusae. Depois ele falou que temos que nos virar porque ele não pode interferir.

— Entendi. — Alya levou a mão até o queixo , pensativa — Vamos procurar por algo que possa deter as Empusae, ou que possa carregar o cálice. Qual era a profecia mesmo? — Marinette repetiu os versos para os amigos — O que quer dizer com "o verdadeiro tesouro"?

— Se as profecias fossem fáceis de interpretar, eu cobraria pelo serviço. — o loiro brincou.

— Você é filho do deus do Oráculo, deveria saber algo. — Alya cruzou os braços.

— Ah, isso não quer dizer nada. — Adrien olhou para os lados como se tentasse desviar do assunto. Alguma coisa dizia para Marinette que o garoto escondia algo — Você é a inteligente que deveria entender mais disso.

— É claro que eu sou inteligente, mas profecias não se desvendam assim rapidamente.

— A única incógnita que temos é o último verso. — pensou Marinette — Certo?

— Bem, acho que sim.

— Acho que talvez possamos encontrar a resposta ao longo da missão. — a azulada concluiu.

— É, pode ser.

— Vocês já foram em uma missão antes?

— Não. — responderam em uníssono.

— Estamos fritos então. — brincou.

— Não esqueça que foi você que me escolheu. — Adrien lembrou.

— E eu me ofereci, mas não conta. — eles riram.

— Obrigada por virem comigo pessoal. — sorriram — De verdade.
*

— Estamos chegando, acorda! — Marinette abriu os olhos, se deparando com Adrien a chacoalhando. A garota esfregou os olhos e colocou a mochila nas costas, acompanhando os amigos ao descer do ônibus. — Segundo o que diz o mapa, vamos ter que andar um pouquinho.

Os amigos andaram durante um tempo e logo avistaram uma casa estranha com uma placa indicando que haviam chegado ao Empório.

— Nossa, missões são complicadas. Mal andamos e eu já estou cansada. — Alya falou.

— Na verdade, andamos bastante até. — Marinette escorou a mãos nos joelhos, recobrando o fôlego.

— Eu não estou cansado. — Adrien sorriu e escorou as mãos na cintura, respirando fundo.

— Calado! Espere a noite chegar e você verá como nos sentimos. — Alya rebateu e ele deu de ombros.

Marinette tomou a frente e entrou no local receosa seguida pelos amigos. O local parecia abandonado e cheio de estátuas, tanto de pessoas quanto de anões.

— Que bizarro! — Adrien murmurou.

— Pessoal, olhem isso. — os dois caminharam até Alya, que estava parada em frente à uma fonte. A garota colocou a mão ali dentro e tirou umas moedas douradas.

— Dracmas. — o loiro comentou, pegando algumas também — É a moeda olimpiana. — explicou assim que viu a expressão de dúvida estampada no rosto da azulada. — Acho que a tia M não vai ligar se pegarmos alguns, não é?

— Eu ouvi meu nome? — uma mulher com um turbante, grande vestido preto e óculos escuros apareceu na frente atrás do balcão, dando um susto neles.

— A-Ah olá. — Alya sorriu forçadamente — Nós nos perdemos e bem, queríamos saber se você tem algum telefone ou algo assim. — mentiu.

— Sim, claro. Mas antes, vocês não estão com fome crianças? — os três se entreolharam e assentiram — Eu sou a tia M, podem me acompanhar. — ela sorriu.

Por mais que aquela mulher parecesse muito estranha, a fome dos três semideuses era maior. Marinette podia jurar que sua barriga roncando podia ser ouvida a quilômetros. E afinal, sua mãe sempre disse que as aparências muitas vezes enganam e que nem tudo que parece é. Talvez tia M fosse uma mulher solitária que vivia no meio do nada e gostasse de ajudar as pessoas.

— Que cheiro bom! — Adrien pontuou.

— Podem sentar, vou pegar algumas batatas fritas com refrigerantes para vocês.- em menos de um minuto a mulher voltou com o lanche e entregou ao trio. — Mas me digam, como se perderam?

— Ãhn... Estávamos fazendo uma trilha. — respondeu Marinette.

— Entendo.

— Então... Você mora aqui sozinha? — Adrien falou tentando puxar papo.

— Digamos que sim. Mas as vezes as pessoas acabam se perdendo e parando aqui. Tenho companhia as vezes.

— Hum.

— Vocês são crianças adoráveis. Será que eu poderia tirar uma foto? — Marinette e Alya estranharam o pedido, porém Adrien pareceu nem ligar.

— É claro. — o filho de Apolo ficou de pé e se posicionou no local. Alya foi depois e Marinette andou meio hesitante atrás dela. A azulada encarou as estátuas que estavam na volta do local e viu uma careta de pavor estampada na maioria delas. Mas quem é que venderia decorações tão perturbadoras?

— Alya, por favor fique na ponta. — tia M pediu — Adrien ali no meio e Marinette ao lado.

A filha de Poseidon franziu a testa e estranhou o fato da mulher saber seus nomes. Pensou que ele pudesse ser um monstro ou algo assim. Mas que monstro pensaria em se esconder entre um empório que vende estátuas?

Foi aí que a ficha caiu: Um monstro que transforma pessoas em estátuas.

Tia M.

Medusa.

Notas finais
Não se preocupem, não vai ser igual a primeira missão do Percy, eu só quis colocar a Tia M porque achei que seria legal pra algumas pessoas que não entendem muito de mitologia, se acharem nesse mundo. Obs: Sigam o meu instagram com teorias de ML e etc, se quiserem, é claro: @ladycatw Meu twitter (que criei há algum tempo para guardar user, mas acho que vou começar a usar): @theladycatt - no twiiter eu posto antes o nome da próxima fanfic, então fiquem atentos. Espero que tenham gostado ♥ Kittykisses xx