Power of Love

16 Capitulo 16: Eternos


O carro rodava de uma enorme ladeira. Zé Alfredo desceu de seu carro e olhou para a ladeira. Lágrimas escorreram por seu rosto, não queria de maneira alguma perder sua Imperatriz! Ajoelhou-se no chão e rezou.

Só parou suas orações quando ouviu uma grande barulho, olhou para baixo e no fim do penhasco pode ver o carro explodindo e em chamas. Nesse momento sentiu um vazio invadir seu coração, Marta estava dentro daquele carro? Havia morrido? Lagrimas escorriam por seu rosto.

As palavras de Cora ecoavam por sua cabeça "Você se auto destruiu" "Confiou em sua ninfeta" "Forjou sua morte" "Desconfiou de sua própria família". Aquela maldita conseguiu mais do que mata-lo, conseguiu fazer a vida de Zé Alfredo perder o sentido. Como seria voltar para a casa e não ver Marta? Seu coração estava partido no meio.

Logo sentiu um braço a abraça-lo. Era Pedro! No fundo, no fundo tinha esperança. Alguma coisa dentro de si o falava que a mulher de sua vida, rainha, imperatriz estaria bem.

— P-Pai a mãe estava no carro? — Pedro limpava as lagrimas.

— Estava, meu filho — Disse com dificuldade, sua voz saiu tão fraca que quase não pode ser ouvida. Pedro se assustou, nunca vira seu pai assim em toda sua vida — E a culpa é minha! Eu deveria ter matado aquela desgraçada da Cora, mas minha curiosidade falou mais alto. De qualquer forma ainda tenho esperanças e vou descer essa ladeira.

—"Uata rel" — Falou Pedro imitando seu pai — Como você vai descer esse penhasco?

— Com uma corda. E eu vou achar a Marta, pode escrever.

— Pai você viu o carro explodir lá em baixo? Eu sei que é dificil para você, para mim também é, mas nós vamos ter que aceitar. Não tem chance nenhuma da mãe estar viva. Eu sei que você amava ela, sempre acreditei nisso. Também sei que não vai ser fácil para você voltar para a casa sem ela, mas nós vamos tentar superar. Nem sei o que vou fazer sem Dona Marta, sentirei muita saudades dela. Apesar de tudo, vocês foram os melhores pais que eu podia ter e vou amar vocês para todo o sempre, mas descer essa ladeira é loucura — Exclamou Pedro, enxugando algumas lágrimas. Não era fácil dizer aquilo!

— Olha para mim, você está me enxergando? — O filho mais velho assentiu que sim, mesmo sem saber o motivo da pergunta — Você não se lembrará, porque não era nascido. Mas uma vez quando bem jovem eu levei um tiro no meu Monte Roraima, naquele dia eu morri pela primeira vez. Alguns meses atrás eu tomei um veneno e forjei minha morte, fui enterrado e morri novamente. Porém estou aqui, não estou? Estou vivo, em carne e osso! A sua mãe e eu somos eternos, como os diamantes — Pedro ouviu tudo calado. Achara aquela frase tão bonita "Eternos como os diamantes" As palavras de seu pai o fizeram ter esperança! Sabia muito bem que seus pais eram duros na queda e não seria qualquer coisinha que os derrubaria.

O Comendador se despediu de Pedro e se preparou. Zé descia atento, tentaria de tudo para salvar sua mulher. Olhou para o céu e viu uma lua cheia enorme, brilhando. Em uma de suas mãos um tipo de terço, que lhe daria sorte e na outra a corda. Tentava ser rápido, mas as lembranças do passado o atrapalhavam. Como queria poder voltar no tempo e fazer tudo melhor, queria ter aproveitado mais a família. Mas apesar de tudo estava feliz, por uma vida magnifica ao lado de sua melhor e única Imperatriz, a sua rainha!

Seus pensamentos pararam quando sentiu alguma gotas de água escorrerem por seu braço. Estava chovendo e ele teria que parar em algum lugar, afinal era perigoso escalar com chuva! Ali não era o chão, mas era uma parte plana em que era possível descer.

Colocou seus pés em terra firme. Iluminou em volta e se deparou com o corpo de uma pessoa. A escuridão não permitia ver o rosto da pessoa, ao certo. Seria Marta? Seria Cora?

Notas finais
Será que é a Cora? Ou é a Marta? Pedro e Zé, estão me matando. Vou chorar ç-ç Gostaram? Espero que sim, deixem um review