Power of Love
10 Capitulo 10: Eu te amo!
Notas iniciais
— Porque foi nesse monte, que eu quase te perdi... Quando você levou aquele tiro eu percebi que você não era apenas mais um homem em minha vida, você era o meu amor e eu precisava de você. Será que o todo poderoso tem noção do quanto eu sofri, em pensar que poderia te perder para sempre?
Zé Alfredo não sabia o que responder. Ele sabia exatamente como era essa sensação horrível de pensar em perder alguém que tanto amava.
— Tenho noção sim, Marta! Quando você levou aquele tiro na Sapucaí, eu senti que iria te perder para sempre. Eu não conseguia nem imaginar como seria minha vida sem você do meu lado, mesmo que me xingando de jagunço, cangaceiro, jumento... E quando a gente percebe que podemos perder alguém, é que começamos a dar valor a essa pessoa. Foi quando eu quase te perdi que percebi que te amava muito e que não viveria sem você!
Marta não imaginava que Zé falaria isso. Sentia seu coração novamente em um ritmo acelerado. Os seus olhos verdes brilhavam de felicidade. O Comendador também estava feliz. Segurando na cintura de Marta, da sua rainha ele a beijou.
O beijo começou a esquentar, Marta desabotoa os botões da camisa de seu marido. Já o Comendador, abre o zíper do vestido de sua mulher. Os beijos de Alfredo descem até o pescoço da Imperatriz, o que sente seu corpo arrepiar:
— Eu te amo, Marta! — Diz o homem de preto ainda beijando-a.
— Eu também te amo, meu cangaceiro!- Marta deixa algumas lágrimas caírem, Zé passa a mão no rosta da mulher enxugando as lágrimas da Imperatriz
Eles se amaram naquele morro. Ou melhor, monte! Acabam dormindo. Marta dormia profundamente nos braços de Zé. A Imperatriz não era acostumada a dormir no chão, muito menos em uma caverna escura. Iria acordar com uma tremenda dor nas costas.
A noite passou rápida. Alguns raios de sol invadiam a caverna, iluminando tudo. Marta se espreguiça e logo abre os olhos, analisa e percebe que já estava de dia. Porém olha para seu lado e não vê sinal algum do Imperador.
— Zé? Onde você está? — Diz a Imperatriz se levantando e andando mais para o fundo da caverna — Sem brincadeiras, José Alfredo Medeiros
Marta já estava preocupada. Explorava a caverna e não via sinal algum de Zé. Onde aquele jagunço tinha ido? Pensava Marta, andando por todos os lados. De repente ela sente uma mão, tampando sua boca.
Fale com o autor