Power Rangers Time Vortex
5 Show do Golfinho
Notas iniciais
Era mais uma manhã em Rocha Arcádia, cidadezinha do interior. Os jovens Luke, Piers, Rui e Dwart saíam de suas casas e se cumprimentavam na rua Pérola. Porém, um deles estava ausente. Virginie Nuit ainda estava dentro de casa, e se ouvia alguns barulhos de dentro da mesma. Alguns minutos se passaram e a garota finalmente apareceu.
— O que foi tudo isso? — Perguntou Luke, assim que a amiga se aproximou
— Não foi nada. Vamos indo, ok? — Ela responde, desviando o olhar
Os cinco seguem até a universidade conversando, porém Virginie se manteve quieta o caminho todo. Chegando lá, os cinco se separam e vão para suas salas. Virginie e Luke, porém, estudam na mesma.
— Vai, pode falar. — Diz Luke — O que aconteceu hoje de manhã?
— Ah... São os meus pais. Eles estão brigando de novo. — Ela desabafa — E minha mãe acha que meu pai tá traindo ela.
— E o que você acha? — Ele pergunta, enquanto caminham
— Eu não acho nada. Só quero que a briga lá em casa pare de vez. Todo dia tem briga!
— Calma, as coisas se resolvem sozinhas. Agora, esqueça isso e preste atenção nas aulas! Vamos.
Os dois entram na sala de aula. O dia passa e quando eles saem, o céu já está alaranjado. Os cinco se reúnem no campus e caminham de volta para suas casas. Chegando de volta em sua rua, eles se separam e batem as portas, quase que ao mesmo tempo. Dentro da casa de Virginie, ela atravessa a sala de estar e, no caminho até seu quarto, é parada pela sua mãe.
— Filha, você pode se virar com a janta essa noite? — Ela pergunta — Eu preciso sair.
— Vai xeretar a vida do papai de novo? — Virginie retruca — Sossega em casa um pouco, mãe!
— Isso não é da sua conta, garota! Você não sabe o que essa família está passando!
— Será que não sei? Eu percebo quando o papai chega bêbado em casa, dá pra ouvir os gritos pelo meu quarto, sabia?! Eu não sou mais uma criança! Eu entendo o que está acontecendo!
— Você não entende nada! Fica andando com esses moleques irresponsáveis daquela sua faculdade! São má influências, que nem o seu pai era!
— Quê?! Então por que casou com ele? — Ela resmunga — E que merda meus amigos têm a ver com isso? Não me jogue no meio dos seus problemas!
Ela deixa a mãe falando sozinha e se tranca no seu quarto. Lá, tira seus sapatos e joga sua mochila no chão, irritada com a discussão. Logo se deita e cai no sono.
Durante a madrugada, Virginie é acordada por alguns barulhos estranhos. Ela abre a porta do quarto e vê a luz da cozinha acesa. Sorrateiramente, ela se aproxima da porta e vê seus pais brigando outra vez.
— Me deixa em paz, mulher! — Grita o pai de Virginie — Você me segue todo dia! Parece que está obcecada! Você está louca!
— Você não me engana! — A mãe responde — Eu sei a verdade! Eu sei!
Virginie se irrita e aparece diante deles.
— Já chega! Eu não aguento mais nenhum de vocês dois! Que ódio! Parem de brigar! Se for pra continuar assim, se divorciem logo! O que ainda fazem juntos? Porra! — Ela sai correndo para fora de casa
Ela abre a porta e se senta na calçada, chorando. É então que ela escuta passos, ergue a cabeça e vê Dwart, de pijamas, se sentando ao seu lado.
— Você ouviu tudo isso? — Pergunta Virginie, secando as lágrimas
— Bom... Ouvi o suficiente. — Diz Dwart — Quero dizer, minha casa é do lado da sua, então...
— Me desculpa... — Ela gagueja — Que vergonha!
— De boa, sério! Eu também já tive problemas com bebidas. Acho que semana passada foi um exemplo. Eu entendo como seu pai está. Quanto à sua mãe, acho que ela só está preocupada, tentando manter a família unida.
— Sério? Pra mim ela usa um método muito estranho de união. Seguindo meu pai pra todo lado, descontando a raiva em mim. Eu não sei se consigo manter uma vida de estudante, heroína, praticante de Savate e filha de dois malucos tudo ao mesmo tempo!
— Bom, você tem a gente. Eu, o Luke, a Rui, e até mesmo o Piers vamos te ajudar a passar por tudo isso. Só não desista, tá bom? — Ele ergue o queixo dela, fitando seus olhos
— O-Obrigada, Dwart... Isso significa muito... — Ela o abraça, e eles ficam ali por uma hora, mais ou menos, até retornarem às casas
De manhã, os cinco se veem caminhando para a universidade, como qualquer outro dia. Dwart se aproxima de Virginie e a cutuca.
— E aí? Tá melhor?
— Tô sim. Valeu por ontem. Quer dizer, hoje de madrugada. — Ela responde — Quando eu voltei pra dentro de casa, eles já tinham ido dormir, e eu consegui pegar no sono também.
— Que bom! Viu só? As coisas levam tempo! — Diz Dwart, sorrindo
— É... O Luke disse a mesma coisa.
— Você deveria ouvi-lo, então! Haha!
Eles chegam à Universidade de Arcádia, e lá se despedem. O resto de seu dia ocorre normalmente. Porém, ao terminarem suas aulas, seus comunicadores imediatamente começa a apitar.
— Luke na escuta. O que foi, professor?
— Há um ataque de Cryzalis próximo à joalheria da cidade! Preciso de vocês lá!
— Estamos a caminho! — Ele se conecta com os demais rangers — Pessoal, vamos lá!
Tendo morfado no caminho, os cinco se reúnem no local indicado. Pessoas correm em desespero enquanto os Cryzalis atormentam os cidadãos. Para a surpresa de um dos rangers, Virginie, ela vê seu pai em meio a multidão correndo com uma garrafa na mão.
— Ele só pode estar de brincadeira! — Ela diz
Em meio aos Cryzalis, surge um monstro com um corpo de diamante, aparentemente roubado da joalheria e transformado por Voltrax. Ele estende sua mão e começa a disparar pérolas nos rangers.
— Que porcaria de monstro é esse? — Se pergunta Dwart, defendendo-se das pérolas com sua manopla
— Rangers, ataquem! — Anuncia Luke
Os cinco avançam em direção ao monstro, que tem a cobertura dos Cryzalis. Piers corta as pérolas que vem em sua direção com suas garras, ao mesmo tempo que desfere cortes nos Cryzalis ao redor. Rui enrola os Cryzalis com seu chicote e os coloca diante de si, usando-os como um escudo contra as pérolas do monstro. Luke corre para enfrentar o monstro, tentando atingi-lo com sua espada. O que se mostra inútil, devido ao corpo de diamante da criatura. Virginie atirava nas pérolas com seu blaster, até ver que o monstro disparou uma pérola num poste de luz ali perto, que caiu em cima de alguns civis, incluindo seu pai. Ela deixa a luta e corre em desespero, erguendo o poste e libertando os civis. Entretanto, seu pai havia torcido a perna, e não podia andar. Ele se levanta e é carregado com a ajuda da Power Ranger até um lugar seguro.
— Valeu, rosinha... — Ele agradece, sendo levado por outros civis
Ela se volta para a luta e vê os Cryzalis derrotados, no chão.
— Virginie, aqui! — Grita Luke — Precisamos da sua ajuda!
Ela se aproxima, e os cinco se juntam novamente.
— Qual o plano? — Ela pergunta
— Eu não... Hum? — Luke é interrompido pelo comunicador — O que foi, professor?
— Eu desenvolvi uma nova arma para vocês! — Anuncia o professor — Vocês devem unir todas as suas cinco armas, para formar o Vortex Cannon!
— Entendido. Vocês ouviram o professor, vamos lá! — Diz Luke, erguendo a espada
A manopla de Dwart é colocada no centro, que tem a pistola de Virginie sendo encaixada de ponta cabeça debaixo da manopla. A espada de Luke se encaixa entre os chifres da manopla, na frente. A base da espada é coberta pelo exoesqueleto com garras de Piers, em cima e em baixo. Por fim o cabo do chicote de Rui é encaixado no final da manopla, do lado oposto da espada e das garras, e o cabo do chicote forma um espiral em torno de todas as armas. O ranger vermelho se posiciona no centro, segurando a nova arma, e os demais rangers se colocam em torno dele.
— VORTEX CANNON!! — Eles gritam, disparando em direção ao monstro de diamante, que é quebrado em vários pedaços devido ao grande poder de fogo da nova arma dos rangers
— Conseguimos! — Comemora Virginie, abraçando Dwart que estava perto depois do tiro
Sem estarem surpresos, os rangers já esperavam a presença de Voltrax, que com o misterioso líquido laranja de seu cajado, faz o monstro crescer.
— Professor, os zords! -Diz Luke, próximo ao comunicador — AGORA!
— Sim, pode deixar! — Responde o professor, lá da sala secreta
Os zords são enviados pelo professor. Os rangers montam seus veículos de combate gigantes e, sem expectativas de romper o diamante do adversário, eles logo formam o Vortex Megazord. O robô completa a sua transformação e avança contra o inimigo. O monstro sofre apenas um arranhão da garra do Megazord. O mesmo se vira e pega o robô pela cauda do dragão, e o arremessa para longe. O Megazord se levanta e, agora com os rangers mais atentos, desvia de um golpe do inimigo e desfere um gancho com o braço direito do lobo. O monstro cai de costas e, antes que pudesse se levantar, começa a ser pisoteado pelas pernas de golfinho. Agora enfraquecido, o monstro não tenta mais se levantar, e o gigantesco robô dos rangers enfinca suas garras na rachadura que havia feito antes, trincando o diamante e, com um soco da cabeça de lobo, despedaça o monstro. Os rangers comemoram a vitória de dentro da cabine.
Após a luta, Virginie corre ao hospital onde seu pai e os outros civis da luta foram levados. Lá, ela vê seu pai com a perna enfaixada, e sua mãe ao lado.
— Vocês estão bem?! — Ela pergunta, preocupada
— Sim, querida, estamos. — Responde o pai, segurando a mão da filha
— Onde você estava? — Pergunta a mãe
— Vim o mais rápido que pude. — Virginie desvia a resposta
Os três se abraçam e, pela primeira vez em muito tempo, eles sentem como a família é importante para cada um deles. Principalmente nas horas difíceis. Se não fossem pelos Power Rangers Time Vortex, eles não teriam esse momento agora.

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