Notas iniciais
Sinopse do capítulo: Austin participa da corrida de kart estudantil promovida pelo governo estadual, representando a Angel Grove Middle School. Mas sair vitorioso pode depender mais de sorte do que de velocidade, pois um monstro espalha uma névoa sombria na pista, sumindo com vários corredores. Tenha uma ótima leitura (e que o poder o proteja)!

A celebrada corrida de kart estudantil compreendia a participação de alunos de várias escolas californianas inscritas na competição, garantindo um aumento na média de todos os alunos do colégio vencedor. Naquela ensolarada tarde de sábado, as arquibancadas viam-se lotadas no autódromo de Angel Grove, local definido como sede da corrida por meio de sorteio em outro evento sobre educação reunindo diretores, professores e conselhos escolares.


Entre os Rangers e alguns colegas do 6⁰ ano-A, o clima era de torcida ferrenha por Austin que se inscreveu para representar a Angel Grove Middle School pilotando um carro de kart pintado de vermelho e preto. Cinco dias antes do evento, todos os competidores receberam aulas práticas de direção para carros daquele tipo.

— Cara, faz ideia do quanto é incrível você aprender a dirigir e nem ter habilitação ainda? — disse Tim junto aos Rangers que acompanhavam Austin até a pista.

— Mas pilotar um carro desses não é muito difícil comparado a um comum. — dissera Austin, uniformizado — Além do mais, é só um jogo, então deixo a emoção pra quando eu realmente tirar minha carteira de motorista.


— Sem querer ser puxa-saco, mas, é sério, não tinha ninguém melhor pra representar nossa classe que você, cara. — falara Owen — Talvez o Damian fosse uma opção alternativa, só que...


— Manter os óculos num capacete como esse seria bem desconfortável. — dissera Damian segurando o capacete de Austin — Miopia sem proteção não combina com direção.


— Olha aí, ele aprendeu a rimar, hahaha. — brincou Jessie.


— E aprendeu com o melhor. — disse Tim.


— Se você é o melhor, eu nem quero ouvir as rimas do pior. — provocou Zoe tirando uma onda com o Ranger Azul que fizera uma cara feia para ela de brincadeira. Zoe rira o tocando no ombro.


— Vai lá, Austin, faz bonito e ganha essa por todos nós. — disse Damian, entregando o capacete.


— Pelo bem das nossas médias. — falou Zoe.


— Imagina sua popularidade indo às alturas se você ganhar, Austin. — disse Jessie.


— Arrisco dizer que os concorrentes tentarão de todas as formas desonestas visando ficarem mais populares. — disse Damian.


— Então o Austin pode ser o único corredor que vai jogar limpo? Eu confio nessa. — falou Tim.


— A não ser que você queira mesmo ficar mais popular do que já é. — disse Owen.


— Popularidade não significa nada quando se quer fazer uma disputa honesta. — disse Zoe.


— Você tá certa, Zoe. Afinal, eu não sou um desses garotos esnobes com quem a Cindy, por exemplo, fica bajulando. — disse Austin.


— É, mas você sempre foi exceção pra ela, lembra? E por falar no diabo... — disse Jessie, virando a cara ao ver Cindy, Kate e Lindsey aproximando-se.


— Olá, Austin, quero que saiba que estamos promovendo um bolão de apostas torcendo pela sua vitória nessa corrida. — disse Cindy, excepcionalmente simpática.


— Você vai arrasar, temos certeza. — disse Kate.


— Ei, sou eu quem digo que ele vai arrasar. — repreendeu Cindy — Austin, você vai arrasar.


— Hehehe, valeu... pela torcida, Cindy. — falara Austin, sem jeito.


— Ai, me poupe. — disse Jessie.


— Cindy, eu também tô fazendo um bolão de apostas pelo Austin. — revelou Tim — Já peguei uns quinze apostadores.


— Hum, só isso, é? Que pena pra você, Dixon. O meu já conta com mais de trinta até agora.


— Mas eu não tô querendo competir pra ver qual bolão tem mais gente. Sabe, podíamos juntar nossos bolões. Vai lá, estamos todos torcendo pelo Austin.


— Se preparem que lá vem o fora. — disse Owen.


— Ai, nem quero ouvir. — falou Zoe, tapando os ouvidos.


— Meninas, o que acham? — perguntou Cindy.


— Não. — disse Kate.


— Nem pensar. — disse Lindsey.


— Bem, você ouviu. Como somos o grupo criador do bolão, a decisão é unânime.


— Mas você é a líder, então a sua decisão é que vale mais, certo? — falou Tim, esperançoso.


Cindy inclinou-se para ele:


— Ahn... Deixa eu pensar, err... Hum... Não.


— Qual é, Cindy? A classe inteira está unida torcendo por mim, não tem problema nenhum combinar os bolões. — intermediou Austin — Vocês podem dividir a grana se eu vencer, simples.


— Se eu fizer isso, pode... — disse Cindy, nervosa, olhando para Tim — Pode... Pode dar o maior azar e você perder, Austin.


— Então acredita que dará mais sorte pra mim com seu bolão separado porque é rica e popular do que toda a classe, apostando na esperança de que eu vença? Pensa bem, é como se todos fizessem uma imensa bola de energia positiva por mim. E duas bolas de energias em grupos diferentes não são mais fortes que uma enorme contando com todos da classe. Concorda?


— Você quer que o Austin perca agora, Cindy? — perguntou Jessie.


— Cala a boca, ninguém te chamou na conversa. — retrucou Cindy. — Tudo bem, Austin, aceito fundir os bolões.


— Aperto de mão pra reforçar a parceria. — disse Austin, fazendo as mãos de Tim e Cindy se apertarem. — Mas aceito com uma condição. — falou Cindy, logo sussurrando para Tim ao puxa-lo para perto — Eu fico com a maior parte do ganho se o Austin vencer. Temos um acordo?


— Tá fechado. Tudo o que a minha princesa quiser. — disse Tim se derretendo de amores.


— Não sou sua princesa. — disse Cindy, limpando a mão na blusa — Agradeça muito ao Austin por conseguir uma parceria comigo e de me tocar também com essa mão cheia de germes do subúrbio.


Cindy afastara-se com suas amigas como se desfilasse numa passarela de modelo.


— Que condição ela te impôs? — indagou Damian.


— A maior parte da grana fica com ela se o Austin ganhar. — disse Tim, jubilante.


— Alguém esperava menos? — disse Zoe.


— Não dá pra entender porque você tá tão feliz. — falara Owen.


— É, a Cindy te obrigou a entregar a maior quantia pra ela. — ressaltou Jessie.


— Isso não importa. — disse Tim — Ela sussurrou no pé do meu ouvido. Austin, cara, eu te amo, se não fosse por você, eu...


O coordenador apitou, assustando os Rangers:


— Os competidores devem se aprontar em seus carros agora mesmo! Você ai, é o da Alameda dos Anjos, né? Vamos, a largada será dada em três minutos.


— Já tô indo! — disse Austin — Pessoal, se eu perder, ainda vamos pro Earl comemorar a força da nossa torcida. Ok?


— Tá combinado. Vai logo, depressa. — disse Jessie.


Austin, pusera o capacete e saíra andando, mas virou-se aos amigos para tirar uma dúvida:


— Espera aí, o Flint e o Mason não vão vir? Onde eles estão?


— O Mason se matriculou ontem no dojo e começou as aulas hoje. — disse Owen — Ele disse que se inspirou em mim e principalmente em você pra se tornar uma fera do karatê.


— O Flint tá lá acompanhando os treinos iniciais dele, acabou de me mandar mensagem. — disse Zoe.


— Eles ficarão torcendo por você de lá. — declarou Jessie.


— O Flint até vai, mas o Mason... Ah, eu duvido. A gente se vê mais tarde! — falara Austin, correndo para a pista.


Os Rangers, com baldes de pipoca, se acomodaram nas arquibancadas para ficarem de olho no grid de largada e nos telões que exibiriam todos os ângulos da corrida.


A largada fora dada forma bandeira xadrez baixada com vigor pelo responsável do grid, os veículos disparando na pista com os motores a todo vapor.


— Aí, não era pra ser uma daquelas garotas boazudas ficando na frente dos carros dando a largada? — disse Tim.


— Se liga, cabeção: é uma corrida de kart promovida pelo governo do estado, não um racha de carros tunados do jeito que você adora. — corrigiu Damian com sorriso brincalhão ao amigo.


Zoe e Owen faziam barulho com vuvuzelas vermelhas.


— Uhuuu! Vai lá, Austin, faz eles comerem poeira! — disse Jessie.


— Caiam fora, seus piolhos, a gente vai sentar aí! — dizia Brock acompanhado de seu inseparável parceiro Stuart, ambos expulsando garotos dos seus assentos.


— E logo perto da gente. — disse Damian.


— Tá tudo bem, relaxa, eles não vão atrapalhar nossa torcida. — disse Tim


— Haha, dá só uma olhada, Brock. Toda essa grana só de quem torce pela derrota do Austin. — disse Stuart.


— A melhor parte é que ninguém que apostou vai tocar nessa grana preta de novo, hehehe. — falou Brock.


— Peraí, vocês fizeram um bolão apostando contra o Austin?! — disse Jessie.


— E ainda por cima com dinheiro antecipado?! Vocês são muito canalhas, sabiam? — atacou Owen.


— O Austin representa todo o colégio e é esse absurdo que vocês fazem? — protestou Zoe.


— Pois é, seus manés, não sabem que se o Austin vencer a média de todos os alunos sobe pra dez pontos? — disse Tim — Só apostaram assim por cisma com ele, vai confessa, Brock.


— A gente não gosta dele mesmo. — disse Brock que riu com escárnio.


— O fato de um acréscimo na média faria muito bem especialmente a vocês. — disse Damian — Deve haver um motivo bem obscuro pra estarem com tanta certeza e terem exigido adiantamento na aposta. O que vocês fizeram?


— Fecha a matraca, quatro olhos. Vê lá se vamos contar nosso trunfo. — falara Brock.


— Uuhh, é segredo, haha. — disse Stuart.


— Que otários. — insultou Tim.


O narrador da corrida, com sua voz empolgada, celebrava:


— E o carro do Leão da Alameda passou a liderar na pista! Seu nome é Austin Graham Jones, de 13 anos, estudante do 6⁰ ano-A! Esse tem desenvoltura, se distanciou fácil dos concorrentes e manda ver nas curvas!


— Por pouco tempo. — disse Brock. — É, por pouco tempo. — repetiu Stuart.


— Cansei desse mistério todo! — disse Jessie, levantando — Desembuchem: vocês aprontaram algo pro Austin perder a corrida, não foi?


O carro de Austin desacelerava, exalando fumaça do motor.


— O que tá acontecendo? Tem alguma coisa muito errada, parece que o motor quer morrer... Anda, acelera!


Outro espectador atento a corrida era Lokknon em sua rotineira vigilância às vidas dos seus diários arqui-inimigos e dos cidadãos diversos.


— Mas que sorte estranha esse fedelho do Ranger Vermelho possui. — comentou o imperador, incomodado — Ou esses adversários que são um bando de amadores.


— Todos são corredores iniciantes, mas a liderança de Austin está prestes a acabar! — disse Barooma — Detecto uma falha mecânica no veículo dele, desencadeada após cinco quilômetros percorridos! Uma válvula do motor está seriamente desregulada!


— Hahahaha, sendo assim, um acidente grave é iminente! — comemorou Lokknon.


— Mas sabem o que seria melhor do que ver o Ranger Vermelho sabotado? — disse Enckantess querendo propor um plano de sabotagem maior — Se toda essa corrida virasse uma bagunça, tipo uma neblina bem forte pra complicar a visão da pista.


— E se tal neblina pudesse... tira-los da pista? — reforçou Mudok.


— Ou sumir com todos os competidores. — disse Theron trazendo licor na garrafa numa bandeja de prata até Lokknon.


— Exato! — concordou Lokknon — Imaginem que prazeroso ver o assombro dos espectadores que vão se questionar desesperados de onde saiu o nevoeiro terrível que vai se espalhar.


Aracna retornava a nave após uma maratona de compras em um planeta comercial trazendo várias sacolas nas mãos.


— Volte-ei! — disse ela em voz alta, mas tão alta que Theron assustou-se e derrubou a garrafa de licor da bandeja — Nossa, Theron, cuidado, olha por onde pisa.


— Obrigado pela preocupação... senhorita. — disse o mordomo-ciborgue apanhando os cacos da garrafa, fingindo não estar aborrecido.


— Oh não, essa garrafa me custou uma grande quantia de cosmus! Aracna, não devia ter aparecido dessa forma espalhafatosa! — reclamou Lokknon.


— Ah, desculpa, mestre. Mas é que fiz as compras mais incríveis de todas. Comprei presente pra todos! Até pra você, Enckantess.


— Sério? O que me trouxe, Aracna? Deixa eu ver! — disse a aprendiz de feiticeira aproximando-se.


— Um lança-perfume como você tanto desejava. — disse a princesa aracnídea entregando o frasco com borrifador a colega — Pra você fazer o mestre sentir a fragrância mais agradável enquanto estiverem a sós.


— Eu amei, simesmente amei! Veja, momozinho, já consigo pensar nos perfumes maravilhosos que vamos compartilhar!


— Aracna, com o quê pôde gastar com tantos itens lá em M4? — indagou Mudok.


— Com o cartão do mestre, claro. — disse ela, mostrando o cartão de Lokknon.


— O que me interessa e preocupa é... O quanto gastou. — Lokknon exigiu saber.


Aracna riu nervosamente.


— Acho que dá pro senhor esperar renovar o limite, né?


— Não! — respondeu Lokknon, assustando-a. — Você não toma jeito mesmo, Aracna, não me resta outra alternativa senão mandar você voltar a M4 e devolver tudo para que eu recupere boa parte do crédito!


— Mas tudo mesmo? — indagou Aracna em tom choroso.


— Menos o lança-perfume da minha fada estelar. — disse Lokknon cortejando Enckantess.


Aracna largou as sacolas e foi chorar copiosamente em seu quarto.


— Essas princesas mimadas carecem de uma educação financeira consciente. — disse Lokknon.


— Meu pai me ensinou a gastar menos do que mereço. Ele sempre levou isso muito a sério, tão a sério que quando extrapolei tive minhas compras jogadas ao vácuo do espaço. — disse Enckantess.


— Ele é realmente um pai muito enérgico... — disse Lokknon com certo ar de temor.


— Deve estar ansioso para conhece-lo, mestre. — disse Mudok — Magighor é um dos piratas espaciais mais influentes. Claro, sem querer diminuir a grandeza imperial do senhor.


— Não, papai não pode saber meu paradeiro atual. — negara Enckantess que rapidamente pôs a mão na boca — Ops, falei isso sem pensar.


— Mas por que não? Você não pensa nem mesmo em convida-lo ao nosso casamento?


— Ahn, é que está cedo demais ainda para vocês se conhecerem, momozinho. Como você gosta de falar: tudo a seu devido tempo, hehehe.


Mudok soltou um gemido de suspeita encarando-a com uma mão no queixo.


— Mestre, acabei de transferir dados referentes a nevoeiros e sombras, inclusive baseado no mascote da corrida! — disse Barooma que fora ao bio-modelador — Que venha com muita saúde! — baixou a alavanca.


A máquina expressou seus habituais efeitos como as luzes piscantes feito relâmpagos e o vapor de fumaça branco. A criatura logo saíra da cabine num pulo.


— Eu recebi o dom da vida para aprontar a maior vigarice! — disse o monstro — disse ele esfregando as mãos — A minha paixão é essa: estragar a vida dos outros com uma dose de diversão e sadismo. O que tem reservado a mim, mestre Lokknon?


— Cancele essa corrida através do nevoeiro sinistro que você é capaz de provocar. — ordenou Lokknon, apontando para a tela.


— Eu vou adorar, eles vão correr onde mal se pode ver uma fagulha de luz e sem retorno pra casa, hihihihihi. — disse o monstro.


— Já que a Aracna não está aqui, eu te darei um nome decente. — disse Enckantess — Que tal Foggietrap?


— Melhor impossível. Fui batizado por uma linda donzela, sou grato a você e ao mestre Lokknon.

— Oh, que cãozinho adorável! Se derrotar os Rangers, momozinho e eu adotaremos você. Receba um presentinho especial. — disse a bruxinha desenhando no ar com sua magia um coração roxo que soprou até Foggietrap.


O coração flutuou, entrando no peito do monstro


— Me sinto forte como um cão bravo! Quando eu tiver terminado, a medalha de ouro será minha! — disse Foggietrap que teleportou-se ao autódromo.


Os Rangers se preocupavam com o desempenho frustrante de Austin.


— Droga, o Austin foi ultrapassado por quase todo mundo! — disse Tim.


— Aquilo parece fumaça saindo do motor dele? — indagou Owen.


Brock e Stuart gargalharam.


— Tá legal, já chega! Vocês se entregaram! — disse Tim.


— Sabotaram o Austin na maior cara de pau! — repreendeu Jessie — Vocês não tem vergonha?



— Se ele sofrer um acidente, como vão se sentir? — perguntou Zoe com dureza.


Ambos entreolharam-se.


— Quase ricos. — disseram em uníssono para gargalharem novamente, o que evocou a ira de Tim.


— Beleza, eu vou arrancar essa grana de vocês na marra! Me dá isso aqui! — disse o Ranger Azul se atracando com Brock aos tapas.


A briga gerou gritos alvoroçados chamando a atenção do diretor Brewster que foi passando pelas pessoas subindo na arquibancada as pressas.


— Mas que algazarra, parem já com isso imediatamente! — disse Brewster intervindo e apartando com a ajuda de Damian e Owen que seguraram Tim.


— Foram esses dois vigaristas, eles quebraram o motor do carro do Austin! — acusou Tim.


— Algo a dizer em suas defesas? Não que eu espere. — disse Brewster.

— Que quebrar o motor nada, esse aí tá viajando! — disse Brock.


— É, só trocamos por um óleo aditivado.


— entregara Stuart para o desprazer do parceiro.


— Seu palerma, cala essa bico, imbecil! — reagiu Brock dando socos no braço de Stuart.


— Poderiam ser responsáveis por um grave acidente. Mas só isso não os livram da culpa, desclassificar o competidor da própria escola incorre em... detenção. Venham comigo.


O diretor os levou consigo puxando pelas orelhas enquanto eles se queixavam.

— Justiça feita. — disse Damian que bateu sua palma na de Tim e depois com o soquinho da amizade.


— Mas o Austin ainda corre perigo. — disse Zoe.


Foggietrap surgiu escondido numa pilha de pneus a beira da pista.


— Que comece o show de sombras. — disse ao criar uma bola de fumaça negra liberando a névoa densa que foi alastrando no autódromo.

— Que fumaça esquisita é aquela? — questionou Jessie.


— Não parece que é parte da corrida. — falou Owen.


O narrador destacou a presença da névoa sombria assustadora tomando conta da pista.


— Eu tô em choque! Vejam isso, é de causar arrepios na espinha! Mas vale ressaltar que isso não é nenhum efeito para deixar a corrida mais emocionante aos competidores!


Os corredores, incluindo Austin, acabaram atravessando a névoa vindo até eles.


— Caramba, essa neblina escura veio do nada! — disse o Ranger Vermelho olhando em volta — Que estranho, eu sinto como se ainda estivesse na pista ao mesmo não!


A estrada parecia situada no meio do nada, em um mundo de céu preto-azulado. Austin ligou os faróis do kart, mas as luzes piscaram e o marcador de combustível apitava.


Ao perder o controle do volante, saíra da pista até resolver tirar o cinto de segurança e saltar do veículo que batera numa pedra e capotara


— Nossa... Não pode ser.


Correu para ver o kart danificado e o desvirou.


— Agora já era. Como vou arrumar o motor se não dá pra enxergar quase nada nesse breu? Porcaria! — ele chutou o carro, fazendo cair uma roda.


Os comunicadores dos Rangers tocaram.


— Todos os corredores foram engolidos por esse nevoeiro e de repente o dever chama. — disse Jessie.


— Nenhuma coincidência. — falara Damian.


Os quatro desceram das arquibancadas e foram para uma área reservada atrás de uma placa grande do evento. Jessie atendeu:


— Na escuta. Algum sinal do Austin, Sr. Dickerson?


— Negativo, o sinal do morfador dele sumiu junto com o carro. Esse nevoeiro de sombra provavelmente levou ele e os outros a uma dimensão controlada pelo sabotador. E já temos plena ciência de quem é.


— Um cachorrinho que precisa tomar uma vacina antirrábica urgente. — comentou Karen, ampliando a imagem de Foggietrap.


Dickerson instruiu os Rangers:


— Ele continua no autódromo, sustentando e fortalecendo o nevoeiro. O detenham antes que toda a área seja encoberta, isso na hipótese do nevoeiro depender de seu foco para mantê-lo.


— Entendido, já estamos indo. — disse Jessie, desligando — Fazer isso sem Austin vai ser a maior barra.


— Mas podemos contar com Flint e Mason se a situação agravar. — disse Damian.


— Verdade, é isso aí. — falou Jessie, sacando sua célula e morfador tal qual os demais — Prontos? É hora de morfar!


— Touro Ônix!


— Tubarão Cobalto!


— Gorila Esmeralda!


— Arraia Rósea!


— Águia Flavescente!


Os heróis chamaram por suas Beats Cycles para caçar Foggietrap e transitavam nas adjacências do autódromo. O público da corrida era orientado a deixar a arquibancada devido a proximidade da névoa vindo como a tempestade de sombras. Reunindo-se, os Rangers partilhavam da dificuldade de encontrar o monstro.

— Não encontrei nada parecido com um cachorro louco que cria fumaça de sombra. — disse Tim.


— O que acham de um de nós ir procurar pelo Austin e os outros corredores? — sugeriu Owen.


— Com procurar você quer dizer... entrar no nevoeiro? — perguntou Jessie.


— Isso mesmo, se for uma outra dimensão, a névoa com certeza é o portal que leva até ela. — respondeu Owen.


Dickerson interveio, desaconselhando a entrada:


— Esperem, nenhum de vocês devem fazer isso. Sim, a névoa é a entrada para a dimensão, mas pode não ser também a saída. Além do mais, existe o risco de nem mesmo encontrarem Austin e os demais, se perdendo na escuridão.


— Eita, pior que faz sentido. — disse Tim.


— Esse monstro deve ser cheio de truques com essa névoa, não podemos arriscar. — disse Zoe.


— Vamos continuar procurando o cachorrinho fujão. — determinou Jessie.


Contudo, tiros de lasers explodiram faíscas em torno deles, os impedindo de retomar a caça. Um exército de Psycho-Bots vinha pilotando motos pretas, saltando de rampas de metal.


— Não antes de participarem de uma corrida brutal. — disse Mudok próximo de uma pilha de pneus.


Foggietrap, como uma névoa sombria na forma de sua cabeça, com olhos de luz púrpura, atacou meio veloz jogando Jessie e Zoe de suas motos. As duas caíram rolando até que os garotos as ampararam:


— Meninas, tá tudo bem? — indagou Owen ajudando Zoe a levantar. Jessie foi ajudada por Damian.


— Estamos bem sim, aquela nuvem sinistra nos expulsou das motos como se fôssemos brinquedos. — relatou Jessie.


— E acabou que foi 7 a 1 mesmo no final. Não, peraí, acho que contei errado. — disse Tim, confuso.


Foggietrap desceu ao chão na sua forma de nuvem espectral e materializou-se, rindo:


— Estão curiosos pra saber o que é a escuridão mais amedrontadora de todas?


— Queremos saber o que fez com os corredores! — exigiu Zoe.


— Meu papel não se baseia em destruir nada do que experimenta minha névoa! — justificou Foggietrap — Eles permanecem lá perdidos e desesperados até que percam as esperanças de voltarem. Vão correr naqueles carrinhos idiotas pra todo o sempre ou enquanto a gasolina durar, daí ficarão vagando feito zumbis, hihihihihi!


— Agora o Brock e o Stuart não parecem tão cruéis após a sabotagem. — disse Damian.


— Nós também vamos sabotar algo e será esse plano horrível de prender gente inocente num mundo de escuridão e medo! — disse Jessie altamente determinada — Vamos atacar, pra cima dele!


Os Rangers avançaram, Zoe e Jessie executando cambalhotas para aplicar chutes que Foggietrap defendia habilidosamente para depois revidar com seus chutes e socos, as derrubando. Os garotos o cercaram mirando as pistolas Z, logo atirando uma chuva de lasers que explodiu faíscas em volta do monstro.


— Esses foguinhos de artifício me fazem rir! — provocou.


Foggietrap criou esferas de sombra que cobriram os capacetes dos Rangers, bloqueando a visão:


— Tira isso da nossa cara! Escureceu tudo! — disse Jessie.


— Não enxergo nada! — Zoe afligiu-se.


— E eu pensava que tinha perdido medo de escuro! — disse Tim.


— Droga, não quer sair! — Owen falara tentando arrancar a nuvem de sombra.


— Parece que teremos de lutar às cegas! — disse Damian.


— Acho que não se darão bem nisso! — disse Foggietrap que avançou desferindo golpes com suas garras caninas, os derrubando com estouros de faíscas nos uniformes.


Em seguida pegara as esferas de volta e as unificando como uma que prontamente jogou no chão como uma bola de basquete, explodindo em um nevoeiro de sombra que encobriu o local.


A escuridão total aterrorizou os Rangers:


— Será que é esse o mundo das trevas dele? — questionou Owen.


— Cadê ele? — indagou Zoe, que logo foi atacada.


— Gente, cadê vocês? — Jessie perguntava, aterrorizada.


— A amarelinha tá com medo, é? Isso me alegra! — disse Foggietrap, ressurgindo como névoa apenas com a cabeça gigante e acertando Jessie com raios ópticos roxos no peito com estouros de faíscas.


Dickerson, vendo o desespero, tomou a única ação viável:


— Só resta uma opção agora. Aliás, duas. Contate Flint e Mason.


Na dimensão sombria, Austin lamentava após arrastar o carro para uma gruta. Ligou os faróis ainda funcionais para prover um pouco mais de luz.


— Bom, pelo menos os faróis ainda acendem. Mas não consigo ficar aqui só esperando sem poder consertar o carro pra voltar a corrida. — disse ao se encostar na parede rochosa e sentar. Fechou os olhos calmamente — Se eu pudesse... chamar pelo Falcão Ignnus pra me socorrer... como se fizesse uma prece... — pensara com clareza — Ignnus, por favor, ouça minha voz, eu te chamo pra me ajudar a fugir desse mundo de trevas...


Uma fagulha de fogo surgiu no ar, manifestando na forma da cabeça do Ignnus, soltando seu som aviário.


— Funcionou, haha! Eu elevei minha fé ao máximo só pra receber um sinal de que você ainda podia me ouvir. — disse Austin, maravilhado.


A projeção de fogo se moveu em direção ao carro de kart o banhando de energia para transforma-lo numa máquina renovada e mais potente.


— Uau. — disse Austin, fascinado.


No mundo real, Flint e Mason, já morfados, chegavam chegavam ao autódromo bem na área do confronto, parando diante da prisão de névoa onde Foggietrap atormentava os Rangers.


— Eles estão aí dentro dessa nuvem ou névoa ou seja lá o for essa coisa bizarra. — disse Flint.


Um grupo de Psycho-Bots viera ao ataque como retaliação.


— Eu vou entrar! — decidiu Mason.


— Beleza, eu dou conta desses manés de lata, vai lá.


O Ranger Roxo voltou-se a névoa e mergulhara nela de cabeça.


— Mangual Rompante! — disse Flint invocando sua arma, logo desferindo golpes pesados nos robôs para repeli-los. Apertou o botão que soltava a esfera espinhosa, girando-a e atacando ferozmente.


Chegara a decapitar quatro robôs simultaneamente num único movimento em horizontal


— Meu mangual amassa vocês que nem latinha de refrigerante!


Mason procurava por sinais dos Rangers no mundo de breu total.


— Pessoal, cadê vocês? Alguém responda!


Jessie escutara-o levantando após tomar sucessivos ataques de Foggietrap.


— Essa voz... É o Mason, tento certeza.


Damian também ouvira.


— E se for uma ilusão criada por esse monstro?


— Monstro é sua avó! Foggietrap é meu nome! — disse ele reaparecendo na sua forma original atacando Damian com chutes que o mesmo defendia e esquivava — O cachorrão aqui é bom de briga! — usou as garras desferindo golpes mo uniforme que Damian resistia — Cai logo!


— Nunca...


Foggietrap logo desferiu com as duas mãos um ataque de garras forte o bastante para derrubar o Ranger Preto, as faíscas explodindo. Escutou a voz de Mason ecoando no espaço umbral.


— Tenho visita, hihi.


— Vou encontrar esse miserável no meu estilo. — disse Mason que ativara a ecolocalização no capacete, as ondas de sonar vibrando ao redor num giro de 360⁰.


Foggietrap pulara da parede de sombras para pega-lo na guarda baixa.

— Te peguei! Emissor Ultrassônico! — a arma surgira na sua mão direita, logo uma onda vibratória sendo disparada e imobilizando Foggietrap no ar, fazendo-o perder a sustentação de seu poder, a névoa dissipando ao redor.


— Ah, que ótimo ver a luz do sol de novo! — disse Owen.


— Daqui em diante só durmo de luz acesa. — disse Tim.


— Mason! — chamou Jessie, feliz — E o Flint também, vieram quando mais precisamos!


— E aí, galera! — respondeu Mason.


— Seria uma boa aproveitar a deixa pra detonar com esse pulguento enquanto meu emissor aguenta?


— Deixa essa comigo! — disse Owen — Macro-Detonador! — o canhão surgira sobre o ombro direito do Ranger Verde — Preparar, apontar... Fogo! — a esfera verde eletrizada foi disparada atingindo Foggietrap enquanto a onda vibrante de Mason o mantinha no ar.


Foi jogado envolto de raios verdes contra pilhas de pneus, sua queda bagunçado tudo. Mas algo parecia errado.


— Ué, ele não explodiu assim que tomou o tiro! — destacou Tim.


— Seu canhão tá com bateria fraca, Owen?


— Que bateria o quê? O Macro-Detonador tem um tiro fatal, acaba com qualquer monstro.


— Mas não esse, que estranho. — disse Flint.


— Foi tudo graças ao meu coraçãozinho mágico que deixou nosso mascote mais forte. — explicou Enckantess na nave.


— O seu bônus de poder tornou Foggietrap numa criatura mais resistente aos ataques mais efetivos dos Rangers. Magnífico. — elogiou Lokknon, aplaudindo.


Paralelamente, na dimensão sombria, os corredores se aturdiam não apenas com o escuro quase absoluto mas também com o comprimento da pista.


— Essa pista parece infinita! — queixou-se o aluno representante do colégio Don Martino.


— Como é que vamos sair daqui? Temos que arranjar um jeito de voltar a pista real! — disse outro que representava a Elittetown College.


Então viemos parar em outro mundo? Que doideira! — falara uma garota da escola média de Mariner Bay.


Outro deles olhou para trás e assombrou-se.


— O que é aquilo? Tá vindo rápido que nem uma bala!


— Sai da frente que vou passando! Uhuuuuu! gritara Austin ultrapassando os adversários em seu carro reformulado e emanando uma aura mística de fogo, os canos de escapamento soltando jatos flamejantes que deixavam um rastro de labaredas na pista — Não se preocupem, vocês também sairão daqui!


— Olha o cara da Alameda dos Anjos, haha! — disse um deles — Será que aqui tem um pit-stop que faz um desses?


Austin atingiu uma velocidade extremamente acima do limite, cruzando um portal de singularidade, possibilitando seu retorno.


O carro veio feito um míssil ameaçando bater na plataforma onde ficava o responsável por balançar a bandeira da próxima volta e atualizar a classificação. Austin pulara do carro, o veículo explodindo ao colidir.


— Nossa, quase que o cinto não desprendeu. — disse ele ao tirar o capacete observando o desastre — Tenho que entrar em ação.


— Austin voltou! — animou-se Karen. — Sim, o Falcão Ignnus novamente manifestou seu poder a nível interdimensional. — disse Dickerson — Essas feras lendárias são realmente dádivas milagrosas.


Austin parou no estacionamento coberto olhando em volta entre duas vans.


— OK, barra limpa. — sacou sua célula e morfador — Hora de morfar! Leão Escarlate!


Foggietrap reerguia-se afastando pneus e transparecendo sua raiva.


— Vocês não viram nem um terço do que posso fazer! Não será um bando de sete pirralhos ridículos que vai me impedir de cobrir essa cidade toda de escuridão pura!

— Não serão sete, mas oito! — falara Austin, juntando-se aos amigos num salto.


— Austin! — disseram os Rangers.


— Mas como você saiu da outra dimensão? — perguntou Zoe.


— Na velocidade de um pássaro de fogo. — respondeu Austin.


— Austin, toma cuidado com os truques sujos desse aí. — orientou Jessie.


— Vejo que o timinho dos Rangers se completou Mas e daí? Não vou fugir feito um cão com medo de banho!


O monstro avançou, mas Austin invocou o Detonador Max e disparou lasers que explodiam faíscas em torno do adversário. Foggietrap transformou sua pele em pura nuvem de sombra, os tiros transpassando-o.


Nossa, ele pode mudar de forma pros meus tiros atravessarem! — disse Austin — Beleza, dessa vez não terá erro! Deflagrador Max! — a pistola evoluiu para a arma de longo alcance.


Austin disparou três vezes, contudo Foggietrap lançou bolas sombrias que engoliram os tiros e as reduziu ao nada ao fechar as mãos.


— Tente fazer melhor contra isso aqui, hihihihihi! — disse Foggietrap, lançando rajadas de névoa.


— Duvida que eu faça? Olha só então! Colete Zoomorph! — a proteção corporal surgira — Modo Fúria Animal, ativar!


Com o girar rápido das patas leoninas, os redemoinhos de fogo chocaram-se com a névoa em jato, logo se sobressaindo ao desintegrar cada partícula.


Os ciclones atingiram Foggietrap que foi pego numa explosão de fogo a faze-lo voar.


— Se rende agora?


— Pra quê perguntar isso se ele já foi ao chão quase sem forças? Vamos acabar logo com esse vira-lata! — disse Mason.


— Esperem, minha briga com vocês não acabou!— disse Foggietrap, levantando — Tenho um desafio a fazer!


— Que desafio? — indagou Flint.


— Uma corrida! Se eu vencer, lançarei minha névoa sobre toda essa cidade... E eu escolho... — foi movendo o dedo indicador aos Rangers na seleção até que parou apontando para Austin — O Ranger Vermelho!


— O Austin já correu demais hoje, podia ter escolhido eu. — resmungou Mason — Só porque ele é o líder. — cruzou os braços, indiferente.


— Quer remédio pra dor de cotovelo? — brincou Flint a esquerda dele o tocando no ombro.


— Ah, sai fora. — retrucou Mason, grosseiro.— Está bem, eu aceito. Mas vamos estabelecer umas regras.


— Está bem, eu aceito. Mas vamos estabelecer umas regras.


— Não, nada de regras! Será um tentando eliminar o outro da pista não importa como!


— OK, então vamos fazer assim: se você vencer, escolhe qualquer colégio competidor exceto o da Alameda dos Anjos que é o meu escolhido se eu ganhar e nesse caso você liberta os outros corredores. Trato feito?


— Austin, não aperta a mão dessa cara, vai te passar pulgas. — reprovou Tim.


— Hihihi, fechado! — disse Foggietrap dando o aperto de mão amigável.


— Vou avisar aos dirigentes do autódromo. — disse Damian — Avisar que a corrida estudantil será decidida entre os Power Rangers e um inimigo valendo a salvação dos competidores.


***

O público se reunia no espaço gramado após a linha de chegada, todos ansiosos pelo resultado na inusitada corrida que definiria o vencedor da competição oficial. O telão mostrava Austin no Glady Motor Z ao lado de Foggietrap com um carro preto e espinhoso tendo transformado o veículo com seus poderes sombrios.

— Vai comer minha névoa nessa pista... de novo, hihihihi. — provocou Foggietrap fechando a cúpula do carro.


— Veremos. Você não faz ideia do quanto essa máquina aqui é veloz. — Austin retrucou fechando a do super-veículo.


— Em suas marcas! — disse o responsável filiado ao autódromo que daria a largada. Ambos avançaram lentamente as marcas — Um... — contava mostrando os dedos erguidos — Dois... Três... Já!


Deram suas arrancadas súbitas, avançando velozes e fazendo o homem cair para trás tamanha a potência dos motores a jato.


— Essa largada foi muito brusca! — reclamou Austin — Podia ter atropelado o cara!


— Eu não tô nem aí! — rebateu o monstro.


Austin potencializou as turbinas que soltaram fogo a jato num avanço significativo. Foggietrap acelerou soltando fumaça negra, alcançando Austin numa curva onde foi deixa fácil para bater na lateral direita do Glady Motor Z fortemente, levando-o a escorregar para a beira da pista faiscando.


Austin revidou com uma batida lateral mais forte. Foggietrap contra-atacou com outra e assim seguiram-se num bate-bate infindável.


— Cara, joga esse cachorrão pra fora da pista, vai! — torcia Tim.


— Se não tem regras, explode logo essa lata velha dele! — disse Mason.


Foggietrap investiu numa batida mais intensa, afastando Austin e o deixando para trás.


— Sou o dono dessa corrida, hihihihihi! — soltara mais fumaça para bloquear a visão de Austin.


O carro de Austin desapareceu envolto da fumaça sombria.


— Sorte que posso usar isso. — disse ele pegando o disco de transmutação e o inserindo no encaixe — Glady Motor Z, transmutar! — o carro tingiu de vermelho — Força Turbo, acelerar!


— Me alcançou, né? Mas continua atrás de mim!


Austin bateu novamente, mas dessa vez mantendo pressão que dificultava Foggietrap manter o controle.

O Ranger Vermelho alcançou Foggietrap e bateu novamente, mantendo a pressão.


— O que tá fazendo? Tá me empurrando pra linha de chegada? Não, espera... Eu tô perdendo o controle!


— Transmutar para modo guerreiro! — o veículo tomou certa distância e assumira sua forma humanoide, correndo por sobre Foggietrap.


— Ei, isso é uma corrida de carros, não robôs! — reclamou Foggietrap.


— Sem regras, esqueceu? — respondeu Austin.


O robô corria pela pista levando os espectadores a vibrarem. Logo voltou à forma veículo, e Austin o virou frente a Foggietrap.


— Na contramão não vale!


— E o que vale numa corrida sem regras além da vitória a qualquer custo? Disparar lasers!


Os canhões de Austin dispararam pulsos, causando explosões tremendas de fogo atrás do carro de Foggietrap, que perdeu o controle, saiu da pista e colidiu em pilhas de pneus.


Lokknon ajoelhou-se, frustrado:


— Não! Por que ele tinha que propor esse maldito desafio, por que? Ah, que dor de cabeça!


Austin cruzou a linha de chegada tranquilamente. Owen teleportou-se para onde Foggietrap encontrou seu fim da linha.


— Droga, aquele fedelho vermelho me ultrapassou fora do princípio da corrida!


— Foi você quem falou que não tinha regras! — disse o Ranger Verde — Agora vai! Macro-Detonador! — o canhão surgira sobre o ombro direito dele. Foggietrap estava preso as ferragens tentando se soltar — Preparar, apontar... Fogo! — a esfera foi disparada, atingindo Foggietrap que explodira fatalmente junto ao carro


Austin saíra do veículo sendo ovacionado pelos torcedores da Angel Grove Middle School. Os Rangers fizeram um abraço coletivo em circulo rodando em comemoração.


— Vencemos, a grana é nossa! — disse Cindy também abraçando as amigas tal qual os heróis — Vou lá dar um abraço no Ranger Vermelho, eu amo ele! — mas foi contida por elas.


Tim e Flint levantaram Austin, que ergueu o troféu:


— A Alameda dos Anjos é nossa cidade número um, yeah!


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