Power High
24 Arco 3 Capitulo 3 - Escolhas e Consequências
[Ivon Zolotoy]
Caminhei pelos corredores da agência pata retornar ao meu quarto. Mais um teste havia sido feito e até agora nada de sequer pensarem em me colocar de volta ao campo. Se iriam me prender como um rato, por que quiseram me amplificar? Deixei os pensamentos de lado ao chegar no saguão aonde um grupo de pessoas assistiam de maneira eufórica a uma reportagem. “Ate agora não se sabe dizer a origem da energia que colocou a escola em uma espécie de cúpula. As autoridades presentes no local tentaram várias vezes, mas não obtiveram sucesso em desobstruir a energia. Rezamos para que os futuros heróis do planeta estejam bem.”
Power High sobre ataque... Elena. Pensei antes de correr corredores a dentro até a sala de Alita.
— Me libere, Power High precisa de suporte! – Ela me encarou.
— Ainda não é possível. – Respondeu levantando.
— Precisa ser, eles estão presos em uma redoma e você não tem heróis para enviar pra lá agora. – Bati as mãos na mesa. – Eu dou conta, me deixe ir até lá.
— Infelizmente não posso permitir, você é um investimento muito valioso e um dos grandes nomes que o futuro da empresa espera agenciar. – Explicou olhando pela janela. – não posso arriscar sua segurança e a de mais ninguém.
— EU NÃO SOU SEU EXPERIMENTO! – Com um soco parti a mesa ao meio antes de sair da sala.
Chegando em meu quarto puxei o baú debaixo da cama, ao abri-lo ali estava meu traje antigo. Não era tão bom quanto o atual, mas vai ter que servir.
[Thomas Stamford]
A multidão de alunos não parava de se desesperar, por mais que todos fossem jovens prodígios, ninguém estava realmente preparado para um ataque vindo do nada. Não os julgo por estarem assustados. Segui minha busca junto com Manuela em meio a multidão para tentar achar o paradeiro da diretora.
— Não é possível que ela tenha desaparecido ela não pode ter ido longe. – as conversas paralelas dificultavam ouvir a voz de Manu. – E se eu... – Ela voou e procurou pela diretora, procurou com afinco. O dedo indicador apontou para minha esquerda. – Ali! – Ela me levitou e nos levou até a diretora. – Graças a Deus te achamos.
— Diretora, eu sei que essa redoma é feita da ciência sem explicação. – Me recuso a dizer que é magia. – E que a senhora sabe como desfazer provavelmente.
— Sim, mas antes de desfazer preciso deixar vocês todos em segurança. – Ela tocou nossos ombros e em um piscar de olhos estávamos todos juntos om o restante dos alunos no portão principal. – ATENÇÃO! – Powers gritou silenciando a todos. – Se organizem agora. Abrirei uma fenda na cúpula para que possam passar. Sejam rápidos, pois, não aguentarei segurar por muito tempo.
Ela começou a fazer vários gestos de mão e rapidamente uma fenda branca se abriu em meio a energia roxa. Os alunos começaram a correr desenfreados para fora e algumas autoridades policiais adentraram a redoma. Encarei Manu por alguns segundos.
— Vai. – Disse sério. – Vou ficar e ajudar os outros.
— Eu posso ajudar. – Ela me olhou nos olhos como se pedisse pra ficar.
— Não seja teimosa só dessa vez... por favor. – Ela olhou para o chão.
— Se você morrer – Ela me deu um selinho. – Eu te mato.
— Anotado.
Vi a garota dos meus sonhos correr para fora da cúpula para em seguida a fenda se fechar.
— Venha comigo senhor Stamford. – Olhei apreensivo para a diretora. – Para desfazer a redoma precisamos achar o ponto central do ritual, por sorte essa magia é bem familiar para mim.
— Alguma ideia de onde começar? – Eu diria que talvez o melhor ponto de procura seja no início do raio da circunferência, mas não entendo de ciência sem explicação.
— No centro da redoma, geralmente a concentração da magia vem de lá. – Ela estalou os dedos e estava finalmente com um traje. Ele era inteiramente branco. O único destaque se dava ao chapéu pontiagudo com detalhes prateadas e a capa também com detalhes espirais. – Esta pronto para seguir, Brunilda a Primordial?
— Estou. – Em um outro estalar de dedos seus, eu estava com meu traje novo. O traje consistia em detalhes vermelhos na cintura, botas, luvas, laterais dos ombros e capa, contratando com o resto do azul marinho do traje. O visor brilhante carmesim me dava um ar de tecnologia a mais. — Vamos.
[Kyle Solberg]
Onde diabos ela pode ter se enfiado? Já corri essa escola toda nove vezes e nada dela até agora. Só me resta olhar o maldito lago. Derrapei alguns metros antes de parar na beira do lago e vê-la na outra margem. Corri pela água e cheguei até ela. Assustada, pálida, em pânico.
— Porque de todos os lugares eu te encontrei só no último que resolvi procurar. – A abracei escondendo sua cabeça em meu peito.
— Pedi para que ela se escondesse aqui. — A voz de Elena me assustou. – Graviton não iria procurá-la aqui, ainda mais quando um prédio caiu na cabeça dele. – A ruiva pisco o olho esquerdo.
— Você derrubou a biblioteca? – Questionei.
— Um preço pequeno a se pagar pela derrota de alguém. – Ela deu de ombros. – Mesmo sabendo que ele deve estar vivo e ter saído de lá facilmente. – Passos calmos chamaram minha atenção, juntamente com uma voz leve.
— Não acharam que Graviton morreria fácil assim não é? – Coloquei Sohye atrás de mim. – Desculpe se os assustei.
— StrongOne. – Elena sorriu. – A vida como vilão não deu certo e veio atazanar estudantes? – Ela debochou do homem negro com o traje dourado e marrom. – Ou só está chateado por ter perdido o cabelo mesmo?
— Vou ter que te ensinar boas maneiras. – Ele sorriu pisando duro no chão.
— Estou ansiosa por isso. – Elena sacou um par de luvas de couro do casaco preto e as vestiu. – Kyle. Ache o Connor e a Luna.
— Certeza que não quer ajuda? – Perguntei.
— Eu dou conta. – A confiança desses russos me impressiona e assusta ao mesmo tempo.
Acenei com a cabeça e saí correndo com Sohye por Power High até encontrar Connor e Luna correndo para fora dos dormitórios. Me juntei a eles.
— Achou ela. – Connor pareceu aliviado. – Vamos até o portão principal, Tom reuniu o pessoal lá.
— Acho que no momento não vai ser possível. – Apontei para nossa frente. – Quem é ele?
— Molecular ao seu dispor. – Ele se apresentou. – É um prazer imenso. – O capacete do traje tinha uma pequena viseira espelhada em cromado, não dava pra ver nenhum rosto. O traje era Cinza claro com alguns detalhes que lembravam moléculas em um microscópio em um tom mais escuro de cinza. – Estou aqui apenas pela garota italiana, me entreguem ela que eu os deixo viver.
— Ela não é negociável! – Connor disparou uma bola de fogo do tamanho de um carro que chegando próxima ao alvo foi convertida em bolhas de sabão. – Impressionante...
[Elena Starkov]
Ele estava muito pomposo pra um imbecil com apenas força descomunal, iria colocá-lo no lugar dele. StrongOne avançou, ele era rápido. Um soco vem encaixado em meu estômago me jogou para longe, se eu não tivesse enrijecido o abdômen com certeza teria vomitado as entranhas. Ele continuou avançando seus socos poderosos ao invés de serem parados quebraram ambos meus braços para depois um chute no tórax me jogar para longe. No chão fiquei deitada, analisando a situação.
— Acho que não está mais tão confiante. – Pelo seu tom ele sorria, os pés fazendo barulho. Ele estava chegando perto.
— Ha ha ha. – Fingi uma risada. – Você. – Reconstruí os ossos do braço e fechei todos os ferimentos. – É patético. – Após o barulho seco de seus joelhos batendo no chão, me levantei e pude apreciar a situação. – Realmente a sua densidade muscular é bem maior, ossos mais duros. Por isso foi mais complicado de chegar até o controle total.
— Sua vadiazinha! – Ralhou me encarando. – Eu vou matar você.
— Que grosseiro. – Comecei a quebrar seus dedos somente com a mente. – Eu seria mais educado com quem está com a sua vida na palma das mãos. – Quebrei suas pernas.
— MALDITA! – Os urros de dor dele eram satisfatórios. – CHEGA!
— Ver esse sorriso sumir da sua cara foi impagável. – O fiz bater a própria cabeça no chão com força, rachando o concreto. – Vocês escolheram a escola errada pra atacar, maldito. – Bati sua cabeça de novo. – Achou mesmo que tivesse uma mísera chance?
— O melhor... – Ele falou ofegante com um corte na testa. – Eu trouxe um desafio a altura.
— Que interessante. – Sorri. – Vocês estão em quantos?
— Não impor... – Comecei a retorcer seus braços. – Cinco contando comigo.
— Então preciso derrubar mais três, já que você e Graviton não foram desafio. – Mais uma batida forte o incapacitou.
— Impressionante. – Uma voz grave falou. – Quer tentar fazer de novo? – A criatura era inteira feita de rochas cinzentas.
— Stonefell. – Sorri. – Com você serão três.
[Ivon Zolotoy]
Me esgueirando pelos corredores, permaneci o mais indetectável possível. Muitos seguranças e com certeza se me vissem tentando sair das dependências do prédio iriam tentar me impedir. Cheguei ao saguão e meu objetivo estava próximo, o elevador de serviço até a garagem, lá eu poderia roubar uma moto e correr ate Power High. Mantive a calma e caminhei como se estivesse indo para mais uma sessão comum de treinamento, não fui incomodado ou seguido conseguindo entrar no elevador com sucesso.
— Segura o elevador. – Um braço inoportuno parou a porta. – Valeu... Extroyer?
— Oi. – Puxei ele pra dentro tapando sua boca e Apertei o botão de fechar – Você não vai me impedir, se tentar vai acabar na maca de um hospital. Entendeu? – Ele fez que sim com a cabeça. – Aperta o botão do estacionamento. – Quando o elevador começou a se mover peguei a arma do seu coldre. – Vou pegar emprestado. – O elevador chegou e quando a porta abriu, cinco guardas já estavam ali. – Merda. – enlacei o pescoço do guarda que estava no elevador comigo e apontei a arma para a cabeça dele. – Se vocês se mexerem estouro os miolos dele. Não é um blefe.
— Se acalme Extroyer. – Um deles pediu se aproximando com a arma em mãos. – Não podemos deixar que saia ordens da Alita.
— A Alita que se foda, Power High está sobre ataque e eu não vou ficar sentado aqui assistindo a notícias enquanto alunos podem ser mortos. – Avancei alguns passos. – É o seguinte. – sussurrei. – Vou colocar você pra atrás de mim. Se abaixe e corra pra trás dos carros.
— Por favor, venha conosco. – O homem a minha frente pediu novamente.
— Não vai dar.
Rapidamente passei a frente do meu refém absorvendo o concreto do chão evitando que os tranquilizantes atravessassem minha pele. Avancei no primeiro guarda a minha frente, um soco bem colocado no maxilar o nocauteou, devo ter quebrado, mas não há tempo para desculpas. Um rápido rolamento me colocou atrás de um carro, que com a boa e velha força bruta o fiz rolar para cima de mais dois guardas. Olhei em volta procurando minha moto, que não foi difícil de encontrar. Saltei pelo carro capotado e agachei para pegar umas das armas para disparar contra os outros dois guardas que apagaram em segundos. Corri até a moto e absorvendo o material do tanque enfiei o dedo no contato moldando o mesmo para ter forma exata da chave.
— Bingo. – A moto ligou. Montei na mesma e fui em direção ao portão trancado. – Hora de testar você. – Apertei os botões vermelhos no punho esquerdo, que preparou o pequeno lança granadas da moto que disparou abrindo um enorme rombo no portão. – Estou chegando pessoal.
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