Power High

18 Arco 2 Capitulo 6


Tom

— Então ela esqueceu que você está aqui? – O loiro Acenou positivamente com a cabeça. – E você comprou um presente? – Acenou novamente. – E você está esperando a horas?

— Pois é. – Connor bufou. – Mas o que você veio fazer aqui?

— Eu só queria respirar um pouco. – Dei de ombros. – Andei pensando que em alguns anos vou me formar...

— Crise existencial? – Connor provocou.

— Um pouquinho. – Sorri. – Estava pensando aonde quero trabalhar e essas coisas.

— A gente pode discutir isso no Seventh Heaven? – Perguntou me surpreendendo. – Estou congelando aqui.

— Achei que não sentisse frio. – Arqueei uma sobrancelha.

— Se o ar fica muito úmido eu sinto. – Explicou. – Preciso de um chocolate quente.

— Você toma chocolate quente? – Me encaminhei para a porta.

— Tomo ué. – Respondeu sem entender. – Não parece?

— Pensei que fosse o típico homem Inglês que só toma chá e bebe whisky puro. – Connor segurou o riso.

— Só falta eu usar uma boina pra você completar o estereótipo. – Falou sarcástico. – Seu xenofóbico do caralho.

— Você não faz ideia. – Brinquei enquanto saíamos para as escadas.

/Kyle/

Fiquei em frente a porta do quarto dela, por vários minutos me perguntando se deveria bater ou simplesmente entrar. Andei de um lado para o outro, daqui a pouco era capaz de eu abrir um buraco no chão.

— Você vai entrar ou não? – A voz abafada de Sohye falou do lado de dentro.

— Okay. – Cochichei. – Força Kyle. – Abri a porta e a fechei. Sohye estava sentada na cama com o notebook a sua frente. Ela vestia uma camisola que ia até o meio de suas coxas na cor branca, era meio translúcida e pra piorar uma das alças finas caía ao lado do ombro. – Vai pegar um resfriado se continuar usando isso pra dormir.

— Agora se importa? – Questionou aparentemente puta da vida. – O que quer?

— Eu... bom. – Olhei em volta. – Vim pedir desculpas... pelo tempo que levei para pedir desculpas.

— Acha que só isso vai adiantar? – Ela se levantou e ficamos frente a frente. – Quantas vezes eu me coloquei a disposição, quantas vezes disse que estava do seu lado?

— Umas mil, sei lá. – Bufei. – Sinto muito...

— Cala boca! – Ordenou. – Eu sabia que precisava de mim, que precisava de nós e você simplesmente deu as costas pra gente! Eu precisei de você e você nem sequer falava comigo!

— Não foi minha intenção... – Menti.

— Mentiroso, egoísta, fodido... seu, seu...

— Cala boca! – Segurei seu rosto com ambas as mãos e a beijei. Cacete como atrasei isso. Ela logo começou a corresponder o beijo e entrelaçou meu pescoço. Deslizei as mãos por seu corpo chegando até sua bunda aonde a levantei para me laçar com as pernas e nos guiar até a cama. – Você...

— Cala boca... – Falou ofegante. – Não te perdoei ainda, mas não significa que precisamos parar.

— Sim senhora! – Sorri malicioso voltando a beijá-la até nos perdermos em meio ao tempo.

/Ivon/

Me sentei na cama ao lado de Elena e entreguei a tigela de cereal que havia feito para ela e peguei a minha logo em seguida.

— Acho que eu deveria ter assistido a esses desenhos quando me recomendou a dois anos atrás. – Minha namorada falou de boca cheia enquanto nos preparávamos para assistir outro episódio de o incrível mundo de Gumball.

— Eu também acho. – Aumentei o volume. – Amanhã é dia da sua entrada na ginástica né? – Perguntei.

— Sim, exatamente as quatorze. – Deu de ombros. – Não estou muito preocupada. Não vai haver muita disputa.

— Convencida. – Provoquei comendo meu cereal. – É a primeira luta do combatente. Connor contra o Christopher da Beta6, vai substituir o Kyle.

— Vai ser um embate divertido, clones contra fogo. – Elena explicou.

— Antes disso temos a competição do disparo do Tom. – Lembrei. – O dia vai ser cheio amanhã.

— Sim. – Elena concordou. – Esse desenho é biologicamente improvável.

— Nós quase somos biologicamente improváveis e... – Um barulho vindo do lado de fora chamou minha atenção. Fui até a janela e encarei alguém correndo enquanto encarava todos os lados possíveis. – Quem é aquele...

— Tudo bem? – Elena se juntou a mim vendo a figura. – Quer seguir?

— Fica aqui. – Falei pulando da janela e caindo em rolamento no gramado nevado. – Ei! – Gritei chamando sua atenção. Me arrependi internamente por não ter trocado o pijama, tava frio pra cacete. A Figura me encarou antes de empreender fuga. – Merda.

Comecei a correr atrás dele deixando um rastro na neve, era rápido mas eu era mais, não demorou muito até eu estar bem próximo dele. Estava quase, estiquei a mão para segurá-lo e quando fui pegá-lo o corpo se tornou intangível que em resultado ao meu impulso rolei no chão antes da figura atravessar o muro do campus.

— Merda! – Esbravejei. – Preciso falar com a Powers.

Na primeira hora do dia seguinte fui direto para o escritório da diretora. Bati a porta para manter a educação e entrei após ouvi-la permitir minha passagem.

— Bom dia, diretora. – Cumprimentei.

— Bom dia, Ivon. O que posso fazer por você? – Perguntou calma.

— Ontem a noite persegui alguém no campus... eu vim pedir para a senhora aumentar um pouco a segurança durante os jogos. – Fui direto ao ponto finalmente me sentando. – Não sei se é necessário, mas depois do acontecimento na piscina eu tenho alguns pressentimentos bem ruins.

— Certo, Ivon. – Ela se levantou e encarou o lado de fora pela janela. – Como sei que não é do tipo que prega peças, irei acionar as agências que patrocinam os jogos e pedir para aumentarem a segurança. Mas creio que vou precisar de mais informações para prosseguir com esse pedido.

— A segurança dos alunos não é suficiente? – Perguntei desacreditado.

— Eu queria que fosse... queria muito que fosse, mas as agências querem saber porque teriam de investir mais dinheiro...

— E a segurança da sua escola, ela não tem verba suficiente? – Levantei batendo na mesa com ambos os punhos cerrados. – Usa a verba da escola, ou conversa comigo, meu pai pode cobrir!

— Mantenha a postura e o decoro. – Pediu. – Tenho quase certeza de que seu pai não lhe ensinou assim. – Ela caminhou de volta para seu assento. – Irei falar com as agências.

— Mas...

— Bom dia, senhor Zolotoy! – Ali era meu sinal para sair.

— Obrigado pela atenção, diretora. – Saí da sala batendo os pés, mas com a certeza de que se ela não me ouviu vai ter alguém que ouça!

/Connor/

Estava no laboratório fazendo os últimos ajustes no traje para a minha luta de hoje a tarde, tudo parecia certo, menos a sujeira maldita que insistia em grudar nos meus óculos.

— Olha ele todo nerdzinho mexendo no traje. – Luna entrou pela porta, a última pessoa com quem quero falar no momento. Mantive meu silêncio e atenção em limpar meus óculos e voltar a ajustar minhas coisas. – Ei... sério isso?

— Eu tô ocupado, não tá vendo? – Respondi impaciente.

— Nossa, estressado... posso saber o motivo? – Questionou fazendo meu corpo ferver a ponto de expelir vapor.

— Sério que não faz ideia. – Tirei o óculos o colocando na mesa.

— Vou fazer se me disser o que foi. – Revidou áspera.

— Bom. – Tirei as luvas jogando-as no chão e pegando o traje que coloquei na maleta. – Eu fiquei até anoitecer esperando por alguém que não apareceu.

— Nossa que coisa... – Ela se silenciou pensando. – Connor eu...

— Não precisa falar que sente muito valeu. – Passei por ela irado, podendo se notar algumas distorções moleculares a minha volta. – Aliás boa sorte na sua entrada como vilã com aquele, com o Karter.

— Kjartan. – Corrigiu.

— Grande merda! Você esqueceu de mim!

— Sim esqueci. – Assumiu. – Mas não precisa agir assim, afinal de contas a gente não tem nada rolando!

— Nossa... uau hein. – Abri a mala e peguei o pequeno embrulho onde estava o colar. – Feliz Natal adiantado otária. – Joguei o presente a seus pés antes de deixá-la lá.

/Thomas/

Já estavam beirando as 13:00 da tarde, encarei o circuito do disparo, seriam três baterias, muitos alvos com pontuações duplicadas como um jogo de dardo gigantes. Ivon estava ao meu lado aparentemente inquieto.

— Ainda nada da Powers responder você? – Perguntei tentando distraí-lo um pouco, mas percebi ter sido uma péssima ideia porque agora ele vai ter que falar do assunto... é; eu sou um ótimo amigo.

— Duvido que ela entre em contato com as agências. – Falou se sentando no banco para encarar o estádio. – Ela deve estar é não querendo perder o patrocínio de quatro agências.

— Se for ver pelo lado financeiro... até que faz sentido. – Suspirei sentando ao seu lado. – Relaxa, não precisa se preocupar por todo mundo... geral sabe se cuidar.

— Quando você for estagiar vai entender o que estou dizendo. – O russo forçou um sorriso e o fechou rapidamente ao ver Connor que carregava uma maleta e vestia a camiseta da Bite Bones caminhando em nossa direção. – Bom eu vou me ajeitar pra assistir a sua primeira bateria.

— Certo. – Sorri apertando sua mão. – Me espera pra gente ir junto para o salão de ginástica ver as entradas da Elena.

— Combinado. – Afirmou saindo.

Encarei Connor que não parecia estar no melhor dos humores.

— Boa tarde. – O loiro me cumprimentou antes de sentar. – Esqueceu isso lá no laboratório depois de me passar a lista dos ajustes do traje Volcano. – A minha garrafa de água do Batman.

— Valeu. – Agradeci encarando o loiro emburrado. – Quer conversar?

— Não. – Respondeu desanimado. – Preciso voltar para a ala da fraternidade... boa sorte nas suas baterias.

— Obrigado. – Sorri. – Boa sorte no seu combate hoje.

— Obrigado. – O loiro pegou a maleta e sumiu entre os vestiários.

/Elena/

Preparei meu melhor maiô vermelho escarlate e aberto nas costas que dava um ar bem perfeito, como tudo que visto. O salão ainda estava fazendo umas preparações finais, mas as equipes de cada fraternidade estavam treinando. Esse ano eu faria a minha entrada nas paralelas assimétricas, estava mais do que preparada. Sou interrompida de meu devaneio por uma mão delicada que vinha acompanhada de uma calça jeans bem apertada tênis de corrida e um moletom que cabiam quase três dela.

— Boa tarde. – Cumprimentei Sohye que aparentemente estava mega feliz, o coração parecia uma metralhadora. – Aconteceu alguma coisa?

— Aconteceu, mas é assunto pra outra hora. – coração acelerado, tentando esconder o sorriso, mas tem algo ainda mais forte. Me aproximei analisando a asiática. – O que foi? – Hormônios explodindo!

— Você transou? – Perguntei descaradamente.

— Elena! – Pigarreou envergonhada. — Sim...

— Cristo pai eu vivi para ver o dia em que você perderia a virgindade. – Provoquei. – Como foi? Com quem foi? Vai me contar tudo depois da minha entrada.

— Okay... – Concordou com a cabeça. – Agora sobre o que eu vim falar. Hoje a noite eu a Luna e a Manu vamos ao Seventh Heaven, aproveitar o frio... se quiser vir.

— Só nós garotas para falar mal dos homens? – A pequena Concordou. – Irei, mas antes tenho que ganhar aqui.

A pequena me deixou e eu voltei a focar no meu treinamento, nada podia sair errado a perfeição era a única opção.

Flashback on

A pequena Elena Starkov de oito anos se submetia a treinamentos intensos de ginástica, como sempre em todos os dias, seu pai pagara por aulas a mais por recomendação da Professora.

— Desleixada. – A senhora Ingrid bateu nos pés pequenos da garota com uma pequena vara fina. – Pontas dos pés todas as vezes, encaixe o quadril, estique os joelhos e alongue a postura.

— Sim senhora. – A pequena Concordou.

— Perfeição é a única opção.

Flashback off

/Thomas/

As arquibancadas estavam lotadas, o nervosismo subiu até minha garganta, mas como em todos os anos nunca me impediria de conquistar o objetivo. Encarei os alvos, eram quinze obstáculos no total e algumas armas de paintball pré programadas para me atingir e dificultar a prova. Peguei a garrafa d’água e dei um longo gole antes de ouvir meu nome ser chamado nos autofalantes.

— Senhoras e senhores, saindo do banco competindo pela terceira vez pela Spartan, ele o leal, maravilhoso e meu namorado! Thomas Stamford!

Avancei até a listra de início do circuito. Sete alvos a direita, seis a esquerda e dois bem centralizados. Algumas barricadas nas quais eu poderia me esconder... precisava de velocidade e precisão ambas as coisas seriam úteis na finalização, raios ômega fora de cogitação, eu perderia muita precisão. O Jeito é mirar e disparar. A energia percorreu meu corpo, ligado nos duzentos e vinte a sirene dispara e eu corro em direção ao primeiro alvo. Numa rápida ação deslizo sentado pelo gramado encarando o primeiro alvo e o atingindo, levanto sem cerimônia e esquivo com uma sequência de saltos acrobáticos até chegar a uma barricada que me dá o ângulo perfeito para um único disparo perfurar dois alvos. Espero as armas de paintball recarregarem e volto a me movimentar atingindo um dos alvos e estranho quando o mesmo fica esmigalhado. Pulo por uma barricada ao mesmo tempo que disparo em um dos alvos e me escondo em seguida para recobrar o fôlego. Encaro a movimentação e começo uma contagem de um a cinco sabendo que no terceiro segundo quatro alvos se alinham, com um disparo carregado posso acabar com eles. Um eu corri para o ângulo perfeito, dois me agacho e esquivando dos disparos e três o disparo carregado. Vejo os alvos brilharem verdes após minha ação e continuo. Faltam sete, penso antes de me esconder de novo e disparar facilmente contra os alvo centralizados um seguido do outro. Faltam cinco. Volto a me mover em sequencias de esquiva atingindo quatro alvos em sequência, me deixando a mira de muitas balas de tinta que em um salto frontal termino em um rolamento parando sobre um joelho esfarelando o último alvo.

— E ele finaliza a primeira bateria com um tempo de dois minutos e sete segundos! – Manu berrou nos autofalantes. – Após o término da primeira bateria teremos os resultados iniciais.

Voltei animado para o corredor que me levaria até a zona anti-poderes onde Ivon me aguardava. O moreno me recebeu com um aperto de mão e um sorriso.

— Mandou muito bem, destruiu dois alvos ainda. – Vibrou.

— Sim! – Encarei minhas mãos. – É como se eu tivesse tido um pico de poder muito louco.

— Vamos aguardar o fim da bateria antes de ir. – O russo se virou para caminharmos.

/Ivon/

Começamos a caminhar, mas logo cessei a mesma por ter notado a parada súbita de Tom, que quando vi estava coçando os olhos.

— Tá tudo bem? – Perguntei me aproximando.

— Meus olhos estão ardendo... – Ele coçou com mais força. – Parece que...

Me agachei antes de uma rajada grossa de lasers disparar contra o teto... não posso mandar ele fechar os olhos senão ele frita as pálpebras. Absorvi o concreto do chão e coloquei a mão em seus olhos. Urrei de dor.

— Não consegue parar? – Perguntei ignorando a sensação de queimadura.

— Eu não tenho controle agora... – Gritou. – Me apaga!

— O que? – Ele não pode estar falando sério.

— Me nocauteia logo! – Ordenou.

Preparei uma marreta na mão livre que ao acertar sua têmpora o apagou, assim como o laser.

Na enfermaria Tom já estava acordado e tinham extraído o sangue dele para fazer alguns testes. Ele estava bem, mas agora parecia bem esgotado. Me aproximei da enfermeira que teclava qualquer coisa no computador.

— Positivo para dois ponto cinco. – Ela falou baixo.

— Não tem como... – Encarei a tela sem acreditar. – Você sabe como ele é, é impossível ele ter usado qualquer coisa.

— Então podem ter drogado ele...

/Connor/

Caminhei rápido com Kyle pelos corredores até chegarmos a enfermaria. Tom estava em uma maca sentado, Ivon estava em pé ao lado de uma das enfermeiras e da diretora.

— O que foi que aconteceu? – Perguntei me aproximando do grupo.

— Alguém colocou dois ponto cinco na água do Senhor Stamford. – A diretora falou me fazendo arregalar os olhos. – E pela explicação do mesmo, você foi o único que teve contato com a garrafa que ele utiliza.

— Não podem estar achando que eu drogaria ele. – Encarei todos e pousei meus olhos em Ivon. – Vai continuar inventando histórias para me tirar da competição até quando? – Me aproximei ficando de frente para o mesmo. – Está com tanto medo assim?

— Não acusei você. – O moreno respondeu calmo. – Só é a única pessoa que teve contato, então é um suspeito.

— Tom, você me conhece. – O encarei. – Tem que acreditar em mim

— Ele está desgastado... – Kyle tocou meu ombro. – Melhor não aborrecer ele com essa situação.

— Eu só... – Bufei tirando a mão do mais alto. – Olhem as câmeras do laboratório, depois se quiserem revistar meu quarto... fiquem a vontade, mas não fui eu.

Encarei Tom antes de sair da enfermaria. Alguns minutos depois Kyle saiu com um Tablet que reconheci na hora.

— Vai precisar de um supervisor. – O norueguês falou sorrindo.

/Elena/

Eu era a próxima e o maldito do meu namorado não havia chego... espero que não tenha acontecido nada.

— Competindo pela Spartan nas barras paralelas assimétricas, Elena Starkov!

Os expectadores das arquibancadas aplaudiram antes do silêncio tomar o local. Respirei fundo e corri em direção ao trampolim acrobático que me lançou até a barra alta. Deixando meu corpo em um peso que facilmente eu faria todas as movimentações apenas com os dois indicadores agarrei a barra com os mesmos antes de subir em uma perfeita parada de mão, inclinei para conseguir um giro frontal completo na barra antes me lançar para a barra baixa com um mortal carpado, lacei-a com os indicadores e conclui uma sequência de conversões em paradas de mão antes de me lançar de volta a barra alta com um mortal alongado agarrando a barra e me lançando para fora para fazer a finalização em um full twist duplo com uma aterrissagem perfeitamente cravada.

— Elena Starkov impressiona novamente! – Manu falou ao microfone. – Conseguindo a nota mais alta até o momento nove ponto oito!

Segui para o vestiário. Silencioso se não fosse pelo coração acelerado, digamos por estar mais assustado do que qualquer coisa.

— Resolveu aparecer? – Questionei com ironia sem o encarar.

— Sinto muito... – Pediu enquanto caminhava atrás de mim. – Estava na enfermaria com o Tom.

— Nossa, quer um diploma de enfermeiro agora? – Ironizei novamente.

— Não é tão simples assim. Drogaram o Tom. – Contou meu namorado. Recostei na porra do vestiário para o encarar. – Tive que apagar ele para não causar mais danos... ele foi desclassificado.

— Fico mal em saber disso, mas ele não precisava que você ficasse lá. Você ia sugar a droga do organismo dele? – O moreno me encarou e abaixou a cabeça. – Foi o que pensei.

— Ele precisava de apoio. – Rebateu calmo.

— Eu também queria o seu apoio. – Abri a porta. – Mais tarde conversamos.

É difícil namorar Ivon Zolotoy e seu senso de dever ao mesmo tempo.

/Ivon/

Mandou bem Ivon. Pensei enquanto caminhava para fora do salão de ginástica. Devia ter ficado quieto, ganhava mais. Cheguei do lado de fora e encarei o relógio, quase hora da luta do faísca... vamos ver do que ele é capaz.

Cheguei ao ginásio novamente e cacei um lugar próximo a frente da arquibancada. Tinha uma visão boa da arena.

— Do lado direito, competindo pela Beta6 Christopher e seu exército de clones. – O rapaz ruivo entrou, era bem alto, cabelos na altura dos ombros e um físico bem preparado, traje simples com nano tecnologia que permitia a divisão para ate os clones terem trajes. – Do lado esquerdo em sua primeira competição Connor pela Bite Bones. – O loiro entrou com um traje azul marinho e alguns detalhes de chamas na região do peitoral que iam de ombro a ombro.

— Connor você está a dois níveis de eu ter que apagar você! – Procurando a voz conhecida achei Kyle logo a minha frente com o Tablet que mostrava os níveis de endorfina de Connor. – Então se acalma! – O moreno desligou o ponto eletrônico e voltou a atenção para o aparelho. Por mais altos que os níveis estivessem eles estavam estáveis... Connor estava controlando. – Cacete... o cara faz clones. – A cúpula de vidro blindada foi colocada em volta dos combatentes.

— Não tem importância. – Falei o surpreendendo.

— A curiosidade matou o gato. – O norueguês rebateu. – Mas por que acha isso?

— Se Connor for inteligente como pensa ser, não vai ter problemas. – Voltei atenção para a cúpula. – O ataque dele pode pegar áreas grandes, então... – A sirene tocou e Connor entrou em combustão incendiando a cúpula que ficou alaranjada com as chamas tomando todo o meio círculo. – O resultado é definitivo.

As chamas arderam por cerca de trinta segundos, não desgrudei os olhos da cúpula ate elas voltarem para seu dono. Connor estava intacto enquanto Chris estava estirado no chão.

— E com um único movimento, Connor vence a luta! – A locução gritou. – Vitória para a Bite Bones.

— Caralho. – Kyle falou surpreso. – Acho que esse ano você tem mais trabalho.

— Não perde por esperar. – me levantei pulando a mureta da arquibancada encarando o loiro que esperava a cúpula ser erguida com o corpo em chamas. Ele me encarou. Levantei a mão direita em frente ao tronco e com um gesto o chamei pra briga.

— Ele disse que você não perde por esperar. – Após Kyle dizer isso o loiro apagou as chamas.

— Bom saber.