Potter Sister
4 Capitulo 3 - Exchanging Letters
Notas iniciais

CAPITULO 3 — E X C H A N G I N G L E T T E R S
Mary acordou com raios de sol em seu rosto, clareando os olhos cerrados para proteger as íris verdes dos raios solares. Havia também um burburinho feminino no dormitório. As garotas terminavam de se arrumar para o primeiro dia de aula.
— Finalmente, bela adormecida. — Hermione falou com as mãos na cintura, observando um sorriso de bom dia. —, anda logo princesinha. A primeira aula é de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Hermione jogou a farda de Mary em cima da adormecida, Mary abriu um sorriso entendo o recado. As aulas de DCAT eram as favoritas de Mary. A garota segurou a farda contra o corpo e correu para se arrumar. Em alguns minutos Mary já estava pronta, Saia e o suéter da Grifinória, meias brancas e um sapatinho de boneca, e o tão bem arrumado cabelo semi-preso.
{...}
Mary correu para guardar o tão disputado lugar ao lado de Hermione. Se Mary não corresse para garantir a carteira que fazia par com a de Hermione Parvati provavelmente sentaria lá e a única carteira que sobraria era a ao lado de Pansy Parkinson, e não, ela não sentaria ao lado de Pansy Parkinson! Os sapatos de Mary deslizaram rápido pelo chão com pressa, a professora parecia psicopata com um olhar amistoso.
— Sentem-se, por favor. — A voz enjoada prevalecera desde a noite passada e ela dava umas risadinhas. — Eu tenho novidades para esse ano letivo...
Umas conversas sem nexo, uns testes e todos os alunos faziam uma expressão inconformada com as palavras da professora que se vestia em trajes cor-de-rosa.
Todos os alunos não.
Um barquinho de papel voava discretamente para a mesa de Mary. O papel se abriu com ajuda de magia, revelando a frase escrita em uma caligrafia bruta.
"Vejo você no jardim? No fim da aula?"
Mary fez uma expressão curiosa, arqueou a sobrancelha e contou com a cobertura de Hermione para que Dolores não visse a troca de bilhetinhos — que se iniciaria agora. Mary catou uma pena e um pote de tinta em suas coisas e escreveu ainda na face do bilhete.
"Quem é?"
Um movimento de varinha e o bilhete voou para uma área da sala de aula que Mary não conseguiu acompanhar. Alguns minutos se passaram, Mary se tornava impaciente à cada segundo de espera interminável pelo bilhete e sua resposta. A professora continuava com o falatório e a voz enjoada. O perfume de Hermione era entorpecente. O bilhete que desceu para Mary a deixou tão feliz como se fosse um milagre.
"Digo se você aceitar! Aceita?"
Mary olhou para trás e não conseguiu identificar quem supostamente mandaria a mensagem. Deu uma boa olhada nos alunos que estavam em seu campo de visão. "Realmente espero que não seja nenhum deles"
Ao se virar para sua mesa um sorriso brotou em seu rosto. Catou a primeira pena e tinta que encontrou em sua bolsa e escreveu sua resposta
“Eu aceito. Agora, se revele!”
Decidida a descobrir o remetente e levada pela curiosidade de criança. Todo aquele dialógo não seria possível se não fosse Hermione e seus olhares furioso para Mary. Se Hermione parasse de esconder a troca de bilhetes, Mary já estaria na sala do diretor. Amarrotou o papelzinho. Soltou um último sorriso antes de erguer a varinha e fazer o bilhete flutuar pela sala de aula. E em puquíssimo tempo ele retornava;
O bilhete fazia seu trajeto, flutuando alegremente pela sala de aula, até ser – inesperadamente – queimado!
— ... E devo ressaltar que o uso de magia está proibido. — Dolores empunhava uma varinha e o bilhete. —, e troca de bilhetes sempre foi!
Quando terminou a frase deu uma risadinha, daquelas que já irritava todos. Alisou seu blazer rosa – que mais parecia ser de feltro – e virou de costas.
— É proibido usar magia? — Hermione questionou, o que fez a professora se sentir contrariada.
— Sim, Srta. Granger! — Dolores respondeu, com um sorrisinho perturbador no rosto. Começou uma caminhada nos corredores entre as carteiras e continuou um discurso falando de como NOM’s, NEM’S eram importantes e revolucionaria a história da educação mágica e blah blah blah
— Como quer que estudemos magia, sem usar magia?! — Mary gesticulou, sendo irônica e contrariando a professora.
Dolores olhou ofendida e soltou um sorrisinho – falso –
— Srta. Potter, o estudo teórico tende a ter mais resultados positivos que o pratico, além de que, não haveria nenhuma ocasião em que o uso de magia contra as artes das trevas não seria necessário...
— Ah não! — Mary fez uma careta, zombou da professora e arrancou algumas risadas.
— Srta. Potter, não zombe da paz no mundo mágico! — A professora advertiu, e dessa vez Harry se exaltou.
— Paz no mundo mágico!? — Foi sarcástico e deixou a sala em silêncio quase absoluto, apenas Draco e seu groupie soltaram alguns uhhh em zombaria. — Cedrico Diggory foi assassinado por Você deve saber quem.
— Potter, não conte mentiras, Cedrico Diggory morreu em um acidente automobilístico, durante uma viagem! — Dolores contestou já irritada.
Harry estava furioso, levantou-se num pulo da mesa e socou a superfície de madeira;
— CEDRICO NÃO MORREU EM UM ACIDENTE, VOLDMORT MATOU ELE! EU ESTAVA LÁ, EU VI... — Harry esbravejou, a sala estava em silêncio e olhavam –agora- assustados para Harry, que ofegava e estava vermelho.
— Basta! — Dolores gritou. — Potter, na minha sala. Agora! O restante, estão dispensados!
Nenhum aluno demorou mais de três minutos para recolher seus pertences e deixar a sala. Todos em silêncio, nenhum burburinho, nenhum sussurro, nenhuma fofoca, silêncio. Os sons mais altos eram os loafers de Mary colidindo com o assoalho de madeira escura gasta. Ao se cruzar com Harry, Mary o lançou um olhar do tipo Quer cobertura? E ele devolveu um Está tudo sobre controle.
Fora da sala, as especulações sobre o que aconteceu na aula já começavam. Harry andava com Mayback, Mary com Hermione e Harry continuara na sala da professora.
— ... Você acha que foi minha culpa? — Mary perguntou distraída com uma flor amarela que colhera nas roseiras amarrotadas entre as vigas das pontes da escola. O cheiro adocicado dava dor de cabeça em Hermione, mas para Mary essa flor já não lhe trazia desconforto.
— Porque seria sua culpa? — Hermione se preparava para ser irônica. —, trocar bilhetinhos na hora da aula não seria culpa disso, seria?
Hermione pôs a mão sobre a boca ironizando a pergunta retórica. Mary nem gastou seu tempo dando uma careta, só conseguiu manter a expressão surpresa e puxar Hermione pelo pulso.
— O bilhete! Vamos para o jardim! — Mary estava saltitante, e corria animada e curiosa puxando a amiga para o jardim.
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