Potter

3 III - James


Notas iniciais
Olááá gente lindaaa ^-^ primeiramente, peço desculpa. Eu sei que demorei m-e-s-e-s a atualizar. E não foram nem um nem dois... Então por favor, tentem me desculpar. Mas aqui estou eu com mais um capítulo!!! Que espero, de coração, que gostem. Acredito que os primeiros podem ser mais chatos por estar a introduzir as personagens e o enredo mas bem, digam-me o que acharam e não se esqueçam de comentar as vossas ideias e opiniões! :3 E muiiiiiiiito obrigada às lindas da LuMaia e da NandaRanfa por terem favorito :D Grande beijo e espero que gostem!

Hogwarts, à semelhança do próprio James, era brilhante. Contudo, diferente do brilhantismo caótico deste, sempre acentuado pela sua gritante imprudência, a escola era, por inteira, genuína. Inabalável. Perpétua. Hogwarts era sinónimo de poder. E quem melhor do que James Sirius Potter para entender de poder?

Ninguém, claro. Por isso acabara por concluir, com absoluta certeza, que esse era o atrativo da instituição milenar, a principal razão porque ele se via necessitado a regressar aos seus terrenos. Era o seu santuário, pois não era outra coisa senão conhecimento geral que toda a divindade precisava de um local onde pudesse ser adorado. E, afinal, quantos jovens feiticeiros não se lhe dedicavam como se fosse a mais preciosa religião ali?

O pensamento deliciou-se, todavia, James arrastou a língua languidamente pelos lábios finos e róseos, subitamente muito mais faminto. Tinha um dedo de unha comprida na lombada de um dos muitos livros que adquirira sobre a sua disciplina; tratavam-se, de facto, de lindíssimas encadernações de couro bordadas a dourado, inúmeros volumes preenchidos por letras cintilantes nas capas sublimes e ricas primeiras edições, marcadas pelo tempo, das mais importantes obras mágicas, quando escutou um toque seco na porta, quase hesitante.

Esperou. Depois Neville espreitou pela fresta da porta, com meia dúzia de tufos brancos antecedendo-o. Ele bem que podia ter saído vencedor numa guerra, mas obviamente perdera a batalha quando o assunto era cabelo.

— James! — chamou-o, enquanto entrava e fechava a portada atrás de si com um sorriso ansioso. James devolveu o sorriso, mais por cortesia do que por vontade própria, e rapidamente atravessou o cómodo para apertar a mão do professor de Herbologia.

— Neville — cumprimentou-o, fazendo as linhas de tensão na testa deste desaparecerem, que suspirou aliviado. — Como tens andado? E a Hannah?

— Oh, tudo ótimo, James, tudo ótimo. O trabalho lá no St. Mungus a tem esgotado, ouve uma epidemia de varíola de dragão sabes, portanto ela tem dito que vai voltar a ser a proprietária do Caldeirão Furado. Mas é claro que não acreditamos nisso, ela tem uma paixão imensa pelo que faz! Até o pequeno Frank diz que quer ser MediBruxo como a mãe…

— Fico feliz que tudo esteja a correr bem. Quantos anos já tem o Frank?

— Fez oito no mês passado — respondeu, alheio ao facto de que James realmente não possuía nenhum interesse no assunto. Mas, em defesa do Professor, como poderia ele perceber quando James continuava sorrindo, sempre cheio de cordialidade? — E muitos parabéns, muitos parabéns! Quem diria que, um dia, um dos filhos de um grande amigo seria meu colega!

Sorriu.

— De facto.

— Mas sempre foste brilhante James, o melhor aluno do teu tempo! O mais novo professor alguma vez admitido em Hogwarts com que então… Honrando o sobrenome, como seria de esperar!

Oh, claro, o sobrenome. Porque mais importante do que o próprio James ou do que os seus feitos, era o nome permanentemente lhe associado. A imagem dos irmãos rapidamente assombrou-o, contudo decidiu que iria se preocupar com estes assim que Longbottom fosse embora.

— Lamentável o que aconteceu ao Professor ShedderWock, no entanto — conclui Neville, referindo-se ao Professor que anteriormente ocupava o cargo de James em DCAT. — Só que excêntrico daquele jeito, quando veio a notícia de que foi mordido por um Kelpie enquanto recolhia informações sobre eles (o trabalho de uma vida!), não veio com surpresa.

— Foi uma grande perda — afirmou James, apesar de não o achar realmente. Não que alguma vez houvesse desejado algum infortúnio, de qualquer qualidade, ao seu antigo Professor, mas nunca o considerara um feiticeiro admirável que contribuíra significativamente para a comunidade mágica e muito menos havia se ligado emocionalmente a ele.

Desviou o olhar para a porta, desejando que Neville apercebesse-se da sua intrusão e o deixasse só para arrumar os seus pertences. O que aconteceu, no entanto, foi exatamente o contrário: um segundo mais tarde e batiam-lhe novamente à porta. Nos curtos instantes em que James mandava a figura entrar, Longbottom fez uma rápida piada sobre como ele era uma celebridade e todos os alunos queriam um lampejo dele que foi prontamente ignorada.

E a figura entrou. Era uma aluna: alta, esbelta e de pernas longas, orgulhosamente vestida no amarelo e preto da Hufflepuff. Tinha os cabelos loiros, de uma cor muito pouco uniforme, a cair-lhe pouco abaixo do queixo fino e de pele levemente bronzeada. James teve a imediata sensação que a conhecia.

— Com licença, Professores. E muitos parabéns pelo seu cargo, Professor Potter — desejou a jovem, quase matreira, e James teve a certeza que sabia quem ela era.

— Alice? Precisas de algo?

Sim! Era ela, Alice! A filha mais velha de Longbottom com quem se permitira brincar algumas vezes na sua infância. Já era uma septimanista? Como o tempo passava depressa. Lembrou-se que Lily nunca deixara a loira travessa se aproximar de si e que nunca haviam partilhado nada mais que os olhares de desprezo da irmã e que lhe caracterizavam tão bem.

— Tenho algo importante a falar com o senhor, pai — afirmou ela. Olhou novamente para James, com um sorriso no canto dos lábios. — Não acredito que tenho de te chamar de Professor, James. Isto é tão esquisito. Não podes abrir uma exceção?

— Sem exceções, Srta. Longbottom — respondeu-lhe, achando piada à situação.

— Meu Merlin! Brincávamos juntos quando éramos crianças, James!

— Alice! — repreendeu Neville.

— Está bem. Peço desculpa, Professor Potter. Precisa de ajuda para desfazer as malas?

— Não sei se seria muito correto — afirmou, com um leve abanar de cabeça. — E acredito que tinhas coisas a tratar com o Professor Longbottom?

Ela deu de ombros, resignada. Enlaçou o braço no do pai e deu o seu melhor sorriso, o género de sorrisos que só se dá quando se quer pedir algo, e o único Potter presente ficou sem saber como uma Hufflepuff podia ser tão manhosa e energética quanto ela. Seria que estava mesmo na casa correta?

— Então, paizito, ouvi dizer que deste uma detenção no meu caríssimo colega Parrish. Completamente infundamentada, é claro.

— Alice — chamou Neville, com um suspiro. Alisou uma ruga na testa antes de adicionar: — Não outra vez e não aqui.

Ela matutou algo antes de olhar para James.

— Já que não precisa da minha ajuda, vou indo Professor Potter. Suponho que começa as aulas amanhã?

Ele acenou com a cabeça, observando a adolescente levar o pai para o exterior para continuarem a conversa. Já que o Longbottom afirmara que aquele não era o local certo para discutirem o assunto, ela com certeza arranjara maneira de resolver o problema. Alice certamente era determinada. E tão leal quanto todos os Hufflepuff.

Sozinho, James olhou para o livro que ainda tinha na mão. Sabia que amava Hogwarts, mais que qualquer outro local, pelas semelhanças entre ele e a instituição. Mas assim que Alice saiu, levando com ela toda uma aura de vitalidade, James apercebeu-se que nunca, ao contrário de Hogwarts, seria…

— Invicto. — murmurou, deixando a palavra amolecer na boca com esperança que esta fosse rapidamente impregnada na sua corrente sanguínea. Porque Hogwarts era invicta. Mas James, oh, James jamais o seria.

Notas finais
Espero pelos vossos comentários :3 é importante saber que tenho o apoio de vocês e o que vocês acham que vai sair disto tudo... Qual dos três gostaram mais até agora? Quem esperam que apareça? E a Alice é muita encrenca ou não? Beijos*