Posto

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Soooooooooooooolta negada!!!
Trouxe uma one rápida para vcs enquanto meus outros projetos vem de jegue e de ré pelas estradas da vida.
Essa história veio de um sonho que tive ontem a noite. Por ser filha de caminhoneiro e ter viajado muito, aprendi um pouco sobre a vida na estrada. Espero que gostem dessa humilde fic.

Vida de posto de gasolina em estradas é bem complicada. A vida na estrada não para, então como consequência, a vida no posto também não. A folga é apenas uma vez por mês, correspondente a um fim de semana, e dependendo de onde o posto fica, os trabalhadores não retornam para casa no mesmo dia. É o caso do Posto Petronoha, sob a administração do Velho Hiruzen, também conhecido como Professor.

Por ser um posto de estrada, funciona três turnos por dia, sete dias por semana. Os funcionários que moram na cidade vizinha poderiam calmamente irem para casa e voltarem no dia seguinte, mas aqueles que vieram de outra cidade, tinha de ficar no posto. Por causa disso, o Professor permite que parte de sua pousada seja usada como dormitório pelo funcionários, para evitar maiores problemas.

O Posto Petronoha é bastante conhecido nas estradas e pelos viajantes, além de caminhoneiros, por seus serviços diferenciados, seu restaurante de qualidade, um ambiente tranquilo e respeitado, além do bom atendimento dos funcionários. Quem fosse para o litoral, ou estivesse seguindo o caminho oposto para a zona serrana, ou ainda se dirigia de uma cidade para a outra, sempre passava em Petronoha. Era um posto que nunca estava parado.

Dentre os vários funcionários que trabalhavam ali, desde seguranças até frentistas, haviam dois que já mais de seis meses não iam para casa, acumulando suas folgas. Eram órfãos e os que moravam mais longe de Petronoha. Sasuke e Naruto, os dois mecânicos.

Naquela noite, enquanto Sasuke limpava suas ferramentas do óleo diesel impregnado, Naruto descansava um pouco do calor, dentro da loja de conveniência, enquanto conversava um pouco com uma de suas amigas do posto, Sakura, a operadora de caixa. O posto estava calmo, um ou outro carro pequeno parava para abastecer e alguma família entrava na loja para comprar alguma guloseima ou água. Fora isso, estava tudo muito tranquilo, típico de dia de meio de semana.

—Adoro noites calmas. — Naruto comentou, olhando o pátio do posto vazio. Nem na boleia haviam caminhões, como costumeiramente tinha. — Eu posso ver novela. Faz uma semana que não assisto a novela das sete.

—Assistir novela? Com Sasuke todinho para você? Só pode estar de brincadeira comigo, Naruto! — Sakura riu, meneando a cabeça negativamente.

Naruto corou, esfregando a nuca enquanto ria também. Ninguém aceitou muito quando Naruto chegou, acreditando que era incapaz de aguentar o ritmo do serviço, mas ela provou que dava conta da mecânica. Ah sim, Naruto era uma mulher de pele bronzeada, olhos azuis e cabelos curtos loiros, que outrora foram longos, mas por causa de suscetíveis acidentes com graxa, oléo e engrenagens foram cortados. Seu corpo não era magro, nem gordo, era apenas sedentário por não praticar exercícios, mas não deixava de ser bonita por isso.

Mas uma coisa era certa: Naruto era uma mulher forte, pois sua profissão, de mecânica, exigia muito de seu físico. Era notável, pelos braços da loira, o quanto era forte. Outra coisa era certa e ninguém ousava dizer o contrário: Naruto era uma exímia mecânica, muito profissional e sempre dava conta do recado. Não ficava atrás de ninguém.

—Você sabe que entre a gente não rola nada, somos apenas colegas de trabalho. — ela suspirou, observando a prateleira de doces e pensando em qual daqueles serviria para começar um diálogo com Sasuke. — Ele nunca reparou em mim.

—Sasuke é muito frio mesmo… — retrucou Sakura. — Todo mundo sabe que você tem os quatro pneus e o estepe por Sasuke. — ela fitou o celular, verificando as mensagens de seu marido, sorriu um pouco e fitou a amiga. — Devia dizer para ele o quanto você gosta dele.

—Não consigo… Ele me irrita muito. Sempre que tento uma aproximação amistosa, ele me vem com respostas espertas e sarcásticas. É um saco… — resmungou. Achava um saco, mas era uma das coisas que mais a atraía nele. Sasuke não precisava ser gentil com ninguém, não moderava, ele era ele mesmo 100% do tempo. Sasuke era sempre verdadeiro.

—Bom… Se você não tentar nunca vai saber a verdade. O máximo que ele pode te dizer é um não. — deu de ombros. Naruto assentiu e decidiu que levaria algum doce, mesmo que ele não gostasse, para iniciar uma conversa.

Ela pegou dois pacotes de amendoins cobertos de chocolate, os típicos MM’s, duas garrafinhas de água mineral, pagou tudo a Sakura e foi para a oficina. Quando viu o viu de costas, com aquela bunda avantajada levemente empinada por ele estar debruçado sobre o motor de um carro, Naruto quase saiu correndo para mordê-la. Apenas se conteve, respirou fundo e se aproximou devagar.

Pigarreou para anunciar sua chegada e se sentou em um dos bancos, ao lado do carro, onde sempre ficavam as pesadas caixas de ferramentas dos dois. Sasuke a fitou e apenas acenou de novo, Naruto o cumprimentou de volta e ficou esperando ele terminar de trocar o óleo do motor do carro que pertencia a uma das famílias hospedadas na pousada.

Assim que terminou, o moreno fechou o capô e foi lavar as mãos. Parecia que ele tinha terminado seus serviços por aquela noite. Naruto suspirou, pegou as coisas que comprou e foi para onde Sasuke estava.

Os dois improvisaram com dois bancos de um caminhão sucateado um sofá e uma poltrona baixos, compraram uma televisão pequena, um frigobar e microondas, formando uma espécie de saleta de descanso nos fundos da oficina. Do lado de fora daquela saleta, ficava o banheiro para a limpeza de sujeiras mais “rudes”, um quarto para eventuais acidentes com ferimentos, onde havia kits de cuidados médicos e outras coisas do gênero, e o pequeno jardim de Naruto, com algumas plantas frutíferas e outras medicinais. Num posto tão longe da cidade, era importante ter algumas provisões.

Sasuke sentou-se na poltrona, reclinando-a um pouco, enquanto Naruto se deixou no sofá, mais perto dele, depois de ligar a televisão e colocar na novela. Por incrível que pareça, além do gosto por carros e caminhões, e a profissão, os dois gostavam de assistir novelas. Nas horas vagas, os dois se dedicavam a este passatempo, chegavam até a debater certas situações. Foi surpreendente para Naruto saber que Sasuke é um noveleiro de primeira ordem.

Naqueles meses, estava passando na emissora oficial de Konoha a novela que se tornara a queridinha nacional. Café com Paixão. A história de um romance que nasceu numa fazenda canavieira, nos dias atuais, com os clássicos problemas que só uma novela poderia mostrar.

O mecânico fizera pipoca para os dois e quando a novela começou, os dois já estavam sentados um do lado outro, comendo com muita expectativa, pois naquela noite iria acontecer um importante desenrolar para a trama.

—Acha que o Carlos Eduardo vai ficar com a Maria Lúcia ou com a Carmem Lúcia? — Naruto indagou, pegando pipoca e observando a quase expressão de concentração de Sasuke. — Porque ainda tem o Dr. Jorge na jogada. Sem falar no Fernando furando o olho do Carlos com a Carmem.

Sasuke só assentia, ouvindo cada palavra com cuidado, e então fitou-a, estreitando o olhar e apontando para nenhum lugar em especial, apenas uma mania de falar.

—Eu estou achando que vai acontecer uma reviravolta foda agora porque está tudo muito calmo, não acha? — Naruto assentiu. — Maria, Carmem, Fernando e Carlos trabalhando no mesmo turno do cafezal? Isso tem cara de problema! Ainda tem Pai Nhô espreitando o Dr. Jorge conversando a Sinhá Helena, a dona do engenho, para descobrir a verdade sobre os pagamentos e o extravio de mercadoria para avisar ao sindicato. — Naruto arregalou os olhos, vendo a gravidade da situação da novela. — Para uma bomba explodir, está perto!

—Caralho, Sasuke, é verdade! Muita coisa vai acontecer essa semana! — ela falou, ainda mais animada, comendo mais pipoca. — Mas tu acha que ele vai ficar com quem?

Sasuke pensou mais um pouco.

—Não sei… — murmurou, pegando um dos pacotes de amendoins com chocolate e abriu.

—Eu sei que a Carmem sofreu para caramba nessa novela, tipo perdeu os pais, foi largada na rua e foi quase a Escrava Isaura na mão do Dr. Jorge, mas ela não merece o Carlos.

—Também acho. — Naruto sorriu, feliz com a ideia de eles concordarem em algo. — Maria também passou por tudo que a Carmem, mas estudou, se esforçou para ser Engenheira Alimentícia e largou tudo para ajudar a irmã. E ainda ama o cara e nem diz ao Carlos, que é amigo dela, que o cara é corno! — meneou a cabeça negativamente. — Vamos ver como vai ser hoje.

—É… Vamos ver.

E assim ficaram, quietos, um encostado no outro, dividindo um balde de pipoca, assistindo a novela com muita atenção, pela próxima uma hora.

Como se o universo voltasse a funcionar normalmente, foi só a novela acabar que apareceu um caminhão puxado por um reboque, além de um táxi. Kakashi, o gerente, assumiu a conversa com os responsáveis enquanto os dois preparavam a oficina, pois aquele parecia trabalho para uma madrugada toda. Os dois deixaram tudo pronto e ficaram olhando.

—Eu queria que a minha vida fosse uma novela, mas ela é só um posto de gasolina. — Naruto comentou, ajustando seu cinto com as ferramentas presas. — Seria mais fácil ser uma daquelas personagens corajosas que se abrem de vez.

Sasuke ajustou o próprio e meneou a cabeça negativamente.

—A coisa do posto eu entendi… As pessoas passam, param, mas vão embora, nenhuma fica, só a gente, na beira da estrada da vida. — e mais uma vez Naruto se surpreendeu. Era um daqueles raros momentos que Sasuke lhe era gentil com as palavras. — E o que você gostaria tanto de dizer que não consegue?

Naruto apertou os lábios, vendo o caminhão ser estacionado dentro da oficina pelo reboque e passou por Sasuke, cabisbaixa. Iria falar, ainda que ele não entendesse ou lhe correspondesse, ela iria falar a verdade. Ela sentiu o moreno lhe seguir, a!boa indo verificar a cabine do caminhão.

—Eu gosto muito de você — ela disse, o fitando intensamente. — De verdade… O mesmo amor da Maria Lúcia pelo Carlos Eduardo.

—Que coisa mais boba a se dizer… — Sasuke resmungou, pois o dono do caminhão estava ali perto, ouvindo a conversa.

Naruto sentiu um aperto no coração, mas nada fez. Era esperado isso, dizia a si mesma. Não chorou, não agora, pois tinha trabalho a fazer.

—Qual o problema com a máquina? — indagou Naruto. Sasuke estava ao seu lado.

—Por mais que eu engate a força, não consigo puxar a carga. — ele disse apontando para o baú metálico de quase trinta metros.

Sasuke assentiu e foi para debaixo do chassi, para verificar onde era o problema. Tinha uma ideia, mas precisava ter certeza. Naruto ocupou-se do motor, dando uma olhada na bateria e na caixa de marcha. O homem ficou admirando a mecânica de forma muito ousada.

Ele se aproximou devagar e tocou a bunda de Naruto, um toque sutil, mas que fez a loira tremer de susto. Ela se afastou da máquina, erguendo a chave de fenda na direção dele, de forma ameaçadora. O homem riu, erguendo as mãos.

—Calma, moça… Por que não deixa seu amigo e vem comigo tomar uma cerveja no restaurante, para acalmar os ânimos. Imagino que esteja cansada de…

—Naruto. — Sasuke interrompeu e ela se sentiu aliviada por isso. Não queria correr o risco de perder o emprego porque um safado, manchando a nobre profissão dos caminhoneiros, estava merecendo uma surra de ferramenta. — Achei um dos problemas. Vem.

—Eu achei o outro. — ela disse, se afastando o mais rápido que podia. — Os pólos da bateria estão corroídos, vai ter que trocar. — ele assentiu, enquanto passava uma mão por cima dos ombros dela e olhava de forma ameaçadora para o homem.

Os dois foram para debaixo do baú e Sasuke mostrou que o eixo conector do caminhão com o resto estava partido, a chamada quinta roda, e as ligações elétricas, que garantiam o funcionamento do resto do caminhão, estavam partidos. Já tinham por onde começar. Com meia hora depois, o baú já estava separado do cavalinho, isto é, da cabine do caminhão e Sasuke já estava manuseando a solda, com a ajuda de Naruto, que verificava se estava tudo certo.

—Por que deixou que ele passar a mão em você? — Sasuke perguntou, de forma repentina e rude.

Naruto revirou os olhos, quando eles pararam de mexer com a solda e começaram a restaurar os fios.

—Eu não deixei… Eu estava dando uma olhada na bateria. Nem vi ele chegar. Você sabe que não deixo me tocar com facilidade. — ela respondeu de forma irritada.

—Não deixe mesmo. — Sasuke resmungou e Naruto se assustou.

—Por que isso de repente? Ficou doido de vez?

Ele não respondeu. Ficaram em silêncio por alguns instantes, enquanto terminavam a instalação. Os instantes viraram minutos, os minutos horas, e quando eles deram por conta, já avançava da meia-noite. Pararam para fazer um lanche. Outro carro havia chegado com problemas no radiador e uma moto apareceu com a correia estrompada.

Naruto e Sasuke comiam sanduíches com café, enquanto assistiam o jornal da madrugada pela televisão da oficina.

—Eu… — o moreno começou e Naruto o fitou, sem parar de comer. — Desculpe meu comportamento mais cedo.

Naruto riu.

—Sasuke? A pedra de gelo e ignorância, pedindo desculpas? Vai chover hoje! — ela gargalhou e o outro sorriu. — O que deu em você?

Ele deu de ombros. Eles foram mais um pouco e terminaram de comer. No fim das contas, eram melhores amigos. Conviviam há mais de cinco anos no mesmo posto, vieram da mesma cidade e se conheceram no mesmo curso profissionalizante de mecânica. Eram quase dez anos de amizade. Se entendiam só com um olhar, um gesto, não precisavam de muito.

Naruto viu que o moreno estava mal por ter falado daquela maneira com ela e viu que era sincero ao se desculpar, principalmente pelo olhar. Ela deixou um beijo na bochecha dele e se levantou do sofá, se encaminhando para o carro maior. Sasuke segurou o braço dela e se colocou ao seu lado.

—É verdade o que disse? De gostar muito de mim? — ele perguntou baixo e ela desceu o olhar para o chão, assentindo simplesmente. — Me ama?

—Há muito tempo… — sussurrou.

Sasuke sorriu e a abraçou apertado, fazendo-a se surpreender pela terceira vez no dia. Os dois se fitaram e, então, Naruto sentiu seus lábios serem gentilmente tomado num beijo morno e casto, digno de uma novela. Soltaram lentamente os lábios e se fitaram mais uma vez, como se dissessem tudo por aquela troca íntima de olhar. Beijaram-se mais uma vez e mais outra, um acariciando carinhosamente o corpo do outro.

—Se perguntarem… — Sasuke sussurrou no ouvido dela, abraçando ainda mais apertado. — Você diz que eu sou apaixonado por você e nunca tive coragem de dizer… E que agora somos namorados.

—Certo. — Naruto sorriu como criança, enlaçando o pescoço dele e dando beijos no rosto suado. — Vamos terminar o trabalho.

—Sim. Vai cuidar da moto, eu termino com o caminhão. — Sasuke sussurrou, beijando o pescoço dela e abraçando a cintura dela. Naruto só assentiu. O ciúme dele é conhecido na praça, já lhe disse, uma vez, o irmão mais velho de Sasuke. Depois ela daria um jeito nessa questão. Os dois se fitaram e deram mais um selinho, antes de se soltarem.

Terminaram os trabalhos quando o sol já raiva. Naruto e Sasuke estavam um pouco cansados e com os corpos sujos de graxa, resultado de um dia normal de trabalho e nada que um bom banho não limpasse. Uma manhã de sono tranquilo depois, uma tarde quente e cheia de trabalhos, Sasuke e Naruto estavam mais uma vez reunidos, na saleta aos fundos da oficina, trocando beijos e carinhos, enquanto esperavam o início da novela.

Naruto se apossara do colo do mais novo namorado e Sasuke não resistia a ideia de não beijar o pescoço dela. A vinheta da novela começou a tocar e eles se aquietaram, enquanto comiam um sanduíche com suco. Depois de alguns minutos, bradaram ao mesmo tempo.

—NÃO!!!! — Naruto se levantou e depois se sentou no sofá, irritada. — Eu não acredito que ele fez isso?! Por que ele não se tocou que a Carmem estava saindo com o Fernando? A Maria estava praticamente esfregando na cara dele que o amava!!! — ela soltou um resmungo irritado e encarou Sasuke.

—Nem todos os homens são como eu, que são espertos e escolhem a mulher certa a tempo. — meneou a cabeça negativamente. — Esse Carlos Eduardo é uma vergonha! Não serve nem para ser corno! Que diabo! — esfregou o rosto, indignado. — Pelo menos o Pai Nhô está indo para o sindicato. Eu espero que ele chegue vivo.

—Ainda tem essa! — Naruto gemeu e se aproximou de Sasuke, esfregando o rosto no braço dele, de forma manhosa. — Eu odeio essas coisas! Sinhá Helena não devia ter dito ao Dr. Jorge que o Pai Nhô foi para a cidade… Vai estragar tudo!

Sasuke puxou para o seu colo e Naruto capturou os lábios dele, num beijo egoísta, aproveitando o intervalo para se abastecer um pouco antes de assistir a continuação. Os dois se fitaram e sorriram, beijando-se com mais carinho. No fim das contas, o único problema fora jamais terem se aberto propriamente.

—Eu espero que termine bem a novela hoje. — Naruto sussurrou, acariciando os cabelos negros de seu amado mecânico.

—Vai sim. — sorriu mais, acariciando sem malícia os quadris dela. — Sempre acontecem finais felizes nas novelas.

—Como o nosso?

—Igual ao nosso.

Notas finais
AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH :3
E esse final, hein? Foi digno de novela, num foi não? Já pode contratar, né? Pode ou não pode? Eu sei que pode :3
Deixem nos comentários o que vcs acharam da novela Café com Paixão - próxima novela da globo ~aham spoilers aham~ - e do nosso casal querido?
Té a próxima negada!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!