Postcards From Far Away

7 Escuro Para Negócios Escusos


Notas iniciais
Pessoal, nessa fanfic eu irei misturar elementos do filme e do livro!

— Gandalf. — disse Thorin, enquanto adentrava a toca de Bilbo — Eu pensei que tinha dito que este lugar era fácil de encontrar, eu me perdi duas vezes. — tirou a capa — Não teria encontrado se não fosse a marca na porta.

Thorin Escudo de Carvalho era, definitivamente, um rei. Não tinha coroa e suas roupas não eram exuberantes e luxuosas, mês seu porte confiante e seu olhar duro era o suficiente para mostrar que ele se erguia entre os demais. Eu, honestamente, me senti admirada e muito intimidada.

— Marca? — Bilbo surgiu entre Gandalf e Thorin — Não há marca nenhuma, eu mandei pintar a duas semanas.

Thorin cruzou os braços.

— Há sim uma marca, meu caro Bilbo, eu mesmo a coloquei lá. — disse Gandalf — Agora permita-me apresenta-lo ao líder de nossa companhia, Thorin Escudo de Carvalho.

— Então esse é o hobbit? — Thorin rodeou o pobre sr. Bolseiro — Diga, sr. Bolseiro, tem lutado bastante? Machado ou espada, qual dos dois prefere?

— Eu sou muito bom no jogo de rebater castanhas, se é de algum interesse. — Bilbo parecia desconfortável — Mas não vejo o como isso pode ser relevante.

— Foi o que eu pensei. — Thorin sorriu de forma seca — Ele parece mais um merceeiro do que um ladrão.

Os anões riram, e eu me senti mal por Bilbo, mas logo parei de me sentir mal por ele e comecei a sentir por mim, pois Thorin havia percebido minha presença ali. Seu olhar azul encontrou o meu e eu tive vontade de fugir dali e me esconder... talvez em Mordor não fosse tão ruim.

— Gandalf, achei que essa reunião era secreta e que teríamos apenas 14 membros. — embora ele se dirigisse a Gandalf, seu olhar não me deixava em nenhum instante — Mas agora eu vejo uma décima quinta pessoa, e uma mulher, se vejo certo.

Sabe, nas férias, meus pais e eu sempre viajávamos para vários lugares. Uma vez fomos para a França, e visitamos a Catedral de Notre-Dame, linda com seu estilo gótico. Mas as gárgulas em sua estrutura davam um ar levemente macabro ao lugar.

Exatamente... pensem na pior gárgula da Catedral de Notre-Dame e multipliquem por mil. Era essa a cara que Thorin estava fazendo nesse momento.

— Esta, Thorin, é a senhorita Audrey Marshall. — o Mago se prontificou a explicar — Ela não é da Terra-Média. — nesse momento, exclamações de surpresa soaram e sentia o olhar dos anões sobre mim. Encarei o chão — Ela foi enviada pelos Valar para nos ajudar nessa missão, tem conhecimento sobre nosso mundo e sobre o futuro, embora não possa interferir em tudo. E irá conosco nessa jornada.

Thorin parecia relutante, mas ele não poderia simplesmente ir contra a decisão de Gandalf, que estava disposto a ajuda-lo, e tão pouco ir contra os Valar. Por isso, ele acenou positivamente.

— Não serei responsável por ela. — foi tudo o que ele disse, antes de seguir até o outro corredor.

***

De fato, tudo ocorreu conforme me lembrava. Os pontos e objetivos foram apresentados, no escuro, com apenas a luz que vinha do outro cômodo e da ponta do cajado de Gandalf. Escuro para negócios escusos, como diziam.

Até o ponto em que Bilbo recebeu o contrato e começou a o ler. De inicio, tudo bem, mas conforme ia lendo — e ouvindo as palavras de Bofur — acabou tendo um ataque e caiu de joelhos gritando 'Atingidos por um raio', até que por fim desmaiou no chão.

O levamos para se sentar em sua poltrona e eu o observei de longe; Gandalf e ele conversavam.

— Desculpe por nossas perguntas mais cedo. — Fili parou ao meu lado, pondo a mão em meu ombro — Não foi nossa intenção lhe incomodar.

— É, agora entendemos porque você ficou chateada. — Kili tomou a palavra — Deve ser difícil ir parar em outro mundo. — ele fez uma careta, devia ser difícil para ele acreditar que isso era possível.

— Está tudo bem. — sorri.

— Você pode nos contar um pouco sobre o seu mundo! — Kili sugeriu, rapidamente animado, o que fez com que seu irmão o desse uma cotovelada.

Dei uma risada.

— É claro que irei contar. — meu sorriso foi menos mecânico dessa vez — Mas agora, acredito que os outros irão começar uma canção.

Os segui para perto da lareira, onde Thorin estava apoiado, olhando as chamas, e me sentei em um sofá, enquanto os anões assumiam expressões solenes.

Para além das montanhas nebulosas, frias,

Adentrando cavernas, calabouços cravados,

Devemos partir antes de o sol surgir,

Em busca do pálido ouro encantado....

Notas finais
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