Post Mortem
17 Paradigma

Isabeau gostava de desenhar e mostrava os desenhos para Remy. Ele sempre parecia emburrado, mas elogiava seus desenhos. Sempre. Uma vez, Isabeau saiu do paradigma: riscou uma folha de olhos fechados e disse que era um elefante. Remy disse que estava lindo.
— Nunca vou melhorar com um crítico tão mole…
— Isabeau… – Remy hesitou, mas queria perguntar aquilo a um tempo. – Sua mãe fala sobre a família de sangue dela?
— Às vezes.
— O que ela diz?
— Mentiras.
Isabeau era uma criança, mas conhecia bem a própria mãe. Mesmo que suas palavras fossem doces ao falar do passado, seu olhar não era.
Notas finais
A moral desse capítulo é que se você tiver uma casa assombrada, os fantasmas podem ficar de babá de graça. Eles não estão ocupados mesmo.
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