Elas passaram a noite no chão, pois as paredes estavam dançando. Conversavam, pois o silêncio alcoolizado trazia à Arethusa pensamentos que ela controlava para evitar.

— Essa cidade é meu homizio— segredou. Para o teto, não para Eloise.

— Seu cabelo está uma bagunça. – Eloise riu, e ouvir outra pessoa fez Arethusa esquecer o que ouvia na própria mente.

— Como está? Eu não lembro mais como pareço.

Arethusa riu um pouco mais do que precisava. Então percebeu que não achava graça alguma. O sorriso de Eloise também desvaneceu.

— Você tem olhos castanhos.

O sorriso frágil pareceu mais sincero do que as risadas.