Possuída

1 Colégio Santa Helena


Notas iniciais
Aqui estou eu de novo com a minha segunda fic. Espero que gostem!

São 8:00 da noite. E como eu sempre costumo fazer, pego meu diário que fica dentro de uma caixa de sapatos de baixo da cama. Abro-o. Pego minha caneta azul predileta. Começo a escrever.

" Querido diário, continuo com saudades de minha família na cidade de Willdburn. Sei que é pra o meu bem vir morar aqui, mas às vezes é difícil suportar a saudade. Faz apenas 3 meses que estou aqui, e estou ansiosíssima para voltar para ver meus pais e minha melhor amiga: Dani. Sei que vir morar aqui, foi uma ideia difícil de suportar até mesmo para os meus pais, mas é o melhor para a minha educação. Apesar de falar com eles todas as terças e quintas, a saudade é quem continua a me vencer. Estou feliz, isso é evidente. Fiz uma nova amiga hoje, ela parece ser bem legal, seu nome é Vanessa Louisi. Bem, acho que isso é o que eu tenho para te contar hoje. Boa noite!"

E, como eu sempre faço: coloco um coraçãozinho no final do texto. Guardo novamente meu diário dentro da caixa e o empurro para debaixo da cama. Fechei a janela, e a cortina fina e branca, que a sobrepunha. Ajoelhei-me ao lado de minha cama e juntei as minhas mãos para uma oração. Após terminar desliguei o abajur e preparei-me para dormir.

Dormi instantaneamente. Acordei com a minha tia batendo na porta de meu quarto.

— Lissa, já são 5:40. Acorde você precisa banhar para ir para a escola.

Abri os olhos e esfreguei-os nos meus pulsos.

— Tudo bem... — Respondi num sussurro. — Já estou indo.

Sempre temos que acordar cedo aqui. A escola Santa Helena fica um pouquinho distante, e eles têm que trabalhar no feirão cedo. Isso quer dizer que eu fico boa parte do tempo sozinha em casa. Aqui não tem televisão, por isso eu estou sempre lendo ou escutando músicas num rádio bem sofrido que temos. Sentei-me na beira da cama. E, preparei-me para mais um dia.

Abri a gaveta da cômoda ao lado da cama, e peguei a foto de meus pais que eu sempre guardava ali. Beijei-a.

Fui até o muro de casa e peguei um balde com água para poder tomar um banho. Outra coisinha que aqui não tem: água encanada. Não temos condições de pagarmos esse luxo. Voltei com o balde de água para o banheiro e me despi. Tomei um banho rápido e sai do banheiro enrolada na toalha. Tínhamos poucos vizinhos. Somente a família Granel, Wentz e Bourn.

Entrei no quarto e tranquei porta. Vesti o uniforme do Colégio Santa Helena. Uma saia marrom, com uma camisa azul marinho, e para dar um toque final sapatos pretos.

Saímos na pequena carroça arrastada pelo burro que a família criava: Cuspidor. Parece hilário esse nome, mais o tio William insiste em dizer que a primeira coisa que o burrinho fez quando o tio conseguiu tirá-lo da cerca quando era pequenininho foi cuspir. Daí o nome ficou. Depois de uns 50 minutos, eles me deixaram numa esquina à duas quadras da escola. Dei-lhes um beijo de despedida e seguir meu rumo.

Em frente a loja Doces Mais cumprimentei a dona, a senhora Rose. Que na verdade era uma idosa, que devia ter uns 300 anos de idade, mas que era super gentil e sempre fazia desconto quando eu comprava algo.

— Bom dia! — Gritei para ela, do outro lado da rua. — Como vai Rose?

Ela olhou na minha direção e acenou respondendo:

— Vai indo, minha filha, vai indo...

Continuei meu percurso e em 5 minutos eu estava na entrada da escola. Avistei Vanessa, minha nova amiga, e acenei. Ela era da mesma turma que eu.

— Como vai? — Falei aproximando-me dela.

— Estou muito bem. — Abraçou-me. — E, você?

— Também. Vamos entrar?

— Claro.

Entramos juntas. A minha escola só tinha garotas. Entramos na sala e sentamos lado a lado. Meu lugar desde o primeiro dia de aula, foi ao lado da janela.

A professora de matemática Senhora Nancy, começou a explicar o assunto. Prestei atenção. Olhei para o lado e percebi algo de forma indistinta caminhando na calçada. Um vulto preto. Desviei o olhar para dentro da sala rapidamente. Fechei os olhos e fiz uma rápida prece. Olhei para fora e não encontrei nada. UFA! O resto da aula foi bastante calmo, até o momento em que a professora pediu que abríssemos na página 302. Abri o livro e meu coração deu uma guinada. A página estava em branco, porém palavras da cor de sangue começaram a se formar.

Notas finais
Digno de reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.