Notas iniciais
Oi gente, aqui é a RôAqui está um cap novinho para vocês...Espero que gostem....

– E então, Caroline? — ele continuava parado com os braços cruzados apenas me encarando, não conseguia dizer nenhuma palavra se quer – Você está mesmo grávida ou isso é invenção da Elena?

Será que adiantaria eu dizer que era isso? Ou eu poderia falar estávamos ensaiando para uma peça? Acho que agora não tem mais jeito, vou ter mesmo que contar a verdade.

– Acho que vocês precisam ter essa conversa a sós – Elena avisou, levantando as duas mãos – Se precisarem de mim, estarei na sala.

Perfeito, minha amiga fala a besteira e agora me deixa aqui sozinha para resolver tudo. Muito obrigada, Elena Gilbert...

Assim que ficamos sozinhos, Klaus se aproximou de mim e passou a mão pelo meu braço.

– Car, por favor, me fala o que está acontecendo — pediu – Sou eu, o Klaus, seu melhor amigo de muitos anos, sabe que pode contar comigo para qualquer coisa.

– Eu sei disso, Klaus – afirmei com a cabeça, já podia sentir algumas lágrimas se formando nos meus olhos, malditos hormônios – Sim, eu estou grávida, descobri hoje a tarde.

– Ora, Caroline e por que você não me contou assim que chegou aqui? — foi então que ele começou a juntar as peças na sua cabeça, pude ver seu rosto começar a ficar branco – Espera, você está querendo dizer que o pai... sou eu?

Apenas balancei a cabeça afirmativamente, mesmo que eu quisesse, não iria conseguir falar.

– Agora eu estou entendendo as indiretas que a Elena ficou dizendo a noite inteira e também o porque dos filmes sobre bebês e mulheres grávidas – passou a mão nervosamente pelo cabelo – Você realmente não pretendia te contar?

– É claro que eu ia te contar, Klaus, mas não hoje – tentei explicar – Eu precisava de um tempo para colocar a minha cabeça no lugar, não é algo tão fácil assim de se dizer.

– Klaus, eu estou grávida e o filho é seu – fez uma péssima imitação da minha voz – Não me parece nem um pouco difícil.

– Klaus, isso não parece óbvio? — continuei – Depois que passamos aquela noite juntos combinamos de nunca mais falar sobre isso, e agora eu descubro que estou grávida! Não tem ideia do quanto eu fiquei desesperada.

– Você não precisa se preocupar com nada – se aproximou e e abraçou – Eu estou aqui com você agora e não vou deixar você ou esse bebê desamparados.

– Mas e a Halley? — me lembrei, me referindo a namorada dele – Ela não vai ficar feliz de saber que você engravidou a sua melhor amiga.

– Bom, ela vai ter que aceitar – deu de ombros – Até por que, quando tudo isso aconteceu eu ainda não estava com ela.

– Mesmo assim, não é uma situação muito fácil – dei um longo suspiro – Não sei o que eu faria se estivesse nessa situação.

– Por que em vez de ficar sofrendo por antecipação, não esperamos até que eu fale com a Halley? — sugeriu – Ela pode muito bem aceitar e vai ficar tudo bem.

– Mas e se ela não aceitar – decidi perguntar.

– Se ela não aceitar, infelizmente vou ter que terminar com ela – abriu um pequeno sorriso – Car, você é a minha melhor amiga e está na minha vez bem antes de eu conhecê-la. Ainda mais agora que tem o bebê, que eu já amo mais do que tudo.

– Você está falando sério, Klaus? — já podia sentir as lágrimas se formando no canto dos meus olhos – Desistiria da Halley por mim e pelo nosso filho.

– Mas é claro, Car – garantiu – Quero dar tudo que vocês dois precisarem.

Ele sorriu e colocou a mão sob a minha barriga e deu um beijo na minha testa. Não pude deixar de dar um suspiro aliviado, quando ele ouviu a minha conversa com a Elena achei que estivesse tudo perdido, mas não foi o que aconteceu.

– Lena, já está tudo bem – gritei para a minha melhor amiga – Você não precisa ficar ouvindo ai da sala.

Então ela apareceu na porta da cozinha dando um sorriso sem graça.

– Ainda bem que vocês se acertaram — comentou – Não quero que o meu afilhado ou a minha afilhada já nasça com os pais brigados.

– E quem foi que disse que você vai ser a madrinha, Elena Gilbert? — cruzei os braços e a encarei.

– Ora, eu tenho certeza disso, Caroline Forbes – imitou o meu gesto – Quem mais você chamaria para ser madrinha do seu filho.

– Tudo bem, você tem razão – revirei os olhos – Não poderia pensar em ninguém melhor para essa função, você e o Damon, é claro. Isso se o Klaus concordar, ele também tem direito de dar opinião.

– Mas é claro que eu concordo – ele afirmou – Elena também é minha amiga, caso tenha se esquecido.

– Está vendo só, Júnior – colocou a mão na minha barriga antes de começar a falar – Você está feliz por saber que eu sou a sua madrinha.

– Júnior? — Klaus sorriu ao saber o apelido que Lena deu para o nosso filho – Você sabe que pode ser uma menina, não é mesmo, Lena?

– Não me importo com isso? — deu de ombros – Vou continuar a chamá-lo de Júnior até a hora que ele ou ela nascer.

– É melhor você não contrariar, Klaus – avisei – Ela pode ficar muito perigosa se isso acontece.

– Engraçadinha – mostrou a língua para mim em um gesto bem infantil – Já está tarde, acho melhor irmos embora. Tem uma certa grávida e seu bebê que precisam descansar.

– Tem razão – estava bem tarde e eu estava começando a sentir um pouco de sono – Vamos mesmo.

– Mas já? — Klaus fez biquinho quando eu falei isso – Por que vocês duas não dormem aqui?

– Não dá, Klaus, nós não trouxemos nada para passar a noite aqui – lembrei.

– Tudo bem, mas me ligue assim que chegar em casa – pediu – E quero saber toda hora como é que você e o nosso filho estão.

– Pode deixar que eu vou te dar noticias sempre – garanti.

– E fica tranquila que eu vou falar com a Halley o mais rápido possível – deu um beijo no topo da minha cabeça – Vai dar tudo certo.

Ele nos levou até a porta e ficou esperando que o elevador chegasse. Eu e Elena nos encostamos cada uma de um lado da parede e ela abriu um enorme sorriso para mim.

– Está vendo como ficou tudo bem, Car – comentou – Você estava se preocupando a toa.

– Ainda não esqueci das indiretas que você ficou falando a noite inteira – me fingi de brava – Mas você tem razão, eu estava me preocupando a toa.

– Klaus é seu amigo e não te abandonar por uma coisa dessas – continuou – Aliais, agora ele pode ser bem mais do que isso.

– Ah, Lena, por favor – revirei os olhos, ela já ia começar com essa história de novo – Em primeiro lugar: nós dois somos só amigos; e em segundo: ele está namorando a Halley.

– Namoros não são para sempre, ao contrário dos filhos – lembrou – Quem sabe eles não terminam e vocês descobrem que foram feitos um para o outro e decidem criar o Júnior juntinhos.

– Eu não ou falar nada – dei um longo suspiro.

– Tudo bem, não fala nada – completou – Mas depois você vai ver como é que eu estou certa.

Apenas fiquei encarando os meus pés, tinha certeza de que isso nunca iria acontecer. Filho nunca foi garantia de um relacionamento feliz e até podemos criá-lo juntos, mas somente como amigos.

***

Segunda-feira eu não estava conseguindo me concentrar no meu trabalho. Precisava terminar de redigir a matéria da entrevista da Carly Rae, mas eu simplesmente não conseguia.

Tudo isso porque Klaus me mandou uma mensagem na hora em que eu acordei dizendo que iria encontrar Halley para o café da manhã e ia contar a respeito dos bebês e depois me contaria como foi tudo. Essa espera toda estava me matando.

– Oi, Car – Anna, a secretária da Ângela apareceu na porta da minha sala – Me pediram para vir aqui para saber se a matéria já está pronta. A revista inteira tem que ser mandada para a gráfica no máximo até amanhã e o texto ainda precisa ir para a revisão.

– Já estou terminando – avisei – Só preciso de mais uma meia hora e já vou enviar o arquivo.

– Está bem – ficou um pouco desconfiada, mas acabou concordando – Vou avisar que você já está acabando, então.

Decidi retirar o Klaus e a Halley da minha cabeça e fui terminar a minha matéria, afinal eu não posso ser demitida, ainda mais agora com um bebê para criar. Consegui acabar até antes do prazo que eu tinha pedido, e então eu enviei para que pudesse ser feita a revisão. Um pouco depois o meu celular começou a tocar e eu reconheci o número do meu melhor amigo no identificador de chamadas.

– Klaus! — disse assim que atendi a ligação – Está tudo bem?

Oi, Car – ele disse – Desculpa não ter ligado antes, é que eu tive que vir resolver uns problemas aqui no trabalho e não tive tempo para te chamar.

– Tudo bem – garanti, claro que eu fiquei ansiosa com a demora dele, mas não iria falar isso – E como foi a conversa com a Halley.

Essa não é uma conversa para termos ao telefone – respondeu – O que acha de irmos almoçar juntos?

– Claro, é uma ótima ideia! — concordei – Naquele mesmo restaurante que fomos naquele outro dia?

Me parece perfeito – disse – Quer que eu vá te buscar ai na revista?

– Não precisa – respondi – Posso muito bem pegar um táxi e ir até o restaurante, quanto a isso pode ficar tranquilo.

Então a gente se encontra lá – completou antes de desligar o telefone.

Pensei que fosse ficar mais tranquila depois da ligação do Klaus, mas agora tudo que eu conseguia pensar era no nosso almoço. Pelo jeito iriamos estar sozinhos, será que a Halley não tinha aceitado o fato de que eu e ele teríamos um bebê juntos? São tantas as possibilidades que não sei como eu ainda não fiquei maluca.

Por sorte logo chegou a hora do almoço. Peguei a minha bolsa e corri em direção ao elevador. Quando a porta abriu dei de cara do Matt.

– Oi, Car – ele acenou para mim – Nossa, quanta pressa! Aonde que é o incêndio, será que posso saber?

– Ah, desculpa, Matt – dei um sorriso sem graça – É que eu estou indo almoçar com o Klaus.

– Vai almoçar com ele de novo é? — levantou as sobrancelhas maliciosamente – E a nova namorada dele vai junto?

– Até onde eu sei ela não vai não – respondi – Seremos apenas eu e ele hoje nesse almoço.

– Sei... — apenas observou – O que está acontecendo, Car, você parece mais feliz, e está com um brilho diferente nos olhos.

– Ainda não posso te contar – respondi, achei melhor não anunciar a minha gravidez para as pessoas, pelo menos não por enquanto – Mas logo você será o primeiro a saber.

– Acho bom mesmo – se fingiu de bravo.

Logo o elevador chegou e eu consegui pegar um táxi na porta do prédio da editora. Não demorou muito para que chegasse ao restaurante e a mesma recepcionista estava ali recebendo as pessoa.

– Boa tarde – sorriu para mim – Posso ajudá-la?

– Boa tarde – retribui o seu gesto – Eu vim aqui encontrar o meu amigo, Klaus Mikaelson. Acho que ele fez reservas.

– Oh sim, aqui está, Klaus Mikaelson – disse enquanto olhava na tela do computador – Venha aqui, vou te levar até a mesa.

Eu a segui em direção ao salão e quando chegamos a mesa para a minha surpresa Halley estava lá e ela e Klaus conversavam e riam de alguma coisa.

Notas finais
Prontinho genteA Caroline tava preocupada a toa, não só o Klaus apoiou, como também foi um fofo com ela...E como será que vai ser esse almoço enh?Comentem e digam o que estão achandoRecomendações?