Porto Seguro - Uma Nova Chance II
11 Algumas Surpresas
Já é meia-noite, eu estou há duas horas presa no meu escritório resolvendo assuntos da editora e Pheobe está dormindo no sofá branco de couro.
Termino meu trabalho e tento ligar para Margot, mas ela não atende.
Que merda!
Por que eu pago essa mulher se ela nunca faz nada quando preciso.
Disco o número da minha casa e Joana atende.
—Joana, onde está a Margot?
—Ela disse que ia te buscar Srta. Steele.
—Há que horas ela disse isso?
—As cinco.
—Ok, quando ela chegar ai mande ela me esperar que nós iremos conversar.
—Sim senhorita.
—Obrigada, e será que você pode preparar algo leve para a Pheobe comer? Ela não comeu nada a noite inteira.
—Certamente.
—Obrigada Joana, tchau.
Desligo o telefone e vejo uma chamada perdida de Christian, retorno e ele logo atende.
—Oi baby.
—Oi. —Sorrio. —Você me ligou?
—Sim, eu queria saber como você está?
—No momento? Um pouco estressada.
—Aconteceu algo?
—Sim. Minha chefe de segurnça é uma imprestável e nunca está presente quando eu preciso, é mais de meia-noite e ela está por ai vagabundando quando eu preciso que alguém venha me buscar na empresa pois eu estou sem carro, e com a Pheobe.
—Respira. —Christian diz e eu dou risada. —Assim está melhor, eu posso passar ai se você quiser.
—Não, eu não quero tomar seu tampo.
—E quem disse que ajudar uma mulher linda como você é tomar tempo? Eu posso ter até uma recompensa.
—Você é muito safado. —Digo sem conseguir evitar o sorriso. —Mas quem sabe você não ganha uma recompensa.
—Não saia daí, eu estou chegando. —Ele diz com sua voz de CEO e eu dou risada.
—Eu espero.
—Ok... Mas eu posso confessar algo?
—Acho que sim...
—Eu te amo.
—Eu também.
Assim que desligo o celular coloco-o em cima a mesa e continuo organizando algumas coisas até que Christian chegue.
Uma hora se passa e nada dele, e eu me preocupo que algo tenha acontecido, ligo em seu celular, mas ele não atende, o que me preocupa mais.
Ouço o barulho do elevador do outro lado e logo a porta se abre, Christian adentra à sala vestindo um terno preto e gravata cinza.
—Você demorou. —Digo organizando minha pasta. —E não estava atendendo minhas ligações.
—Desculpe. —Ele diz pegando Pheobe nos braços. —Estava um trânsito infernal hoje, e meu celular descarregou.
—Ok, não precisa me dar explicações.
Termino de guardar as minhas coisas e me levanto.
—Ei. —Christian se aproxima. —Não fica brava.
—Eu não estou brava. —Digo secamente.
—Eu te conheço Ana.
—Ok. Chega disso! Vamos embora, eu estou cansada.
Saímos da sala e seguimos para o elevador sem dizer uma palavra.
Quando chegamos ao estacionamento eu vejo apenas o carro de Christian e de alguns funcionários e seguranças da editora. Ele coloca Pheobe no banco de trás e eu abro a porta para entrar, mas Christian segura minha mão e me puxa beijando-me apaixonamente.
Empurro-o e limpo meu batom da sua boca, ele sorri e me dá um beijo casto, depois me deixa entrar no carro e dá a volta entrando.
Estou tão casanda que acabo dormindo no caminho, mas assim que estacionamos em frente à minha casa eu acordo.
Desço do carro com o blazer de Christian sobre os ombros e ele desce e pega Pheobe, nós entramos na minha casa e eu logo vejo Margot esperando-me na sala.
Christian vai levar Pheobe para o quarto e eu caminho até Margot, ela abre a boca, mas eu a interrompo.
—Eu não quero mais desculpas! —Digo levantando a mão. —Poupe-me de mais uma das suas desculpas esfarrapadas.
—Srta. Stee...
—Cala a boca! —Digo calmamente. —Você está sendo demitida por justa causa, por faltar com seus compromissos e não ter nenhuma desculpa sólida para isso. Pegue todas as suas coisas e sai da minha casa, meu advogado vai entrar em contato com você.
Saio da sala e vou para o meu quarto trocar de roupa.
Entro no quarto e tiro meus sapatos, depois minha blusa e calça, penso em colocar alguma roupa, mas estou cansada demais, então apenas minha deito e me enrolo no lençol.
Olho para a porta e vejo Christian parado, ele se aproxima lentamente e senta ao meu lado.
—Está mais calma? —Ele diz enquanto faz desenhos invisíveis com o dedo na minha coxa.
—Acho que sim. —Suspiro. —A Pheobe está dormindo?
—Sim.
—Ela tem que comer algo.
—Às três da manhã? —Christian arqueia a sobrancelha.
—Acredite, ela vai acordar daqui a pouco pedindo comida.
—Você a conhece bem... —Ele encolhe os ombros e eu em sinto culpada.
—Me desculpe... Eu não queria tê-la deixado longe de você, mas naquela época eu estava tão confusa.
—Eu sei... Tudo bem. —Christian se debruça um pouco e começa a beijar-me enquanto passa a mão sobre a minha coxa.
—Eca!
Damos risada e olhamos para a porta vendo Phoebe com os braços cruzados, ela se aproxima e praticamente empurra Christian e deita ao meu lado.
—Eu estou com fome. —Pheobe diz e eu dou risada.
—Ok. Vamos comer. —Digo.
—Nada disso. Pode ir colocar uma roupa mocinha, eu não quero o papai te agarrando na minha frente só porque você está em peças íntimas.
Sinto minhas bochechas queimarem e Christian solta uma gargalhada.
—Você é terrível Pheobe! —Ele exclama e a pega no colo, os dois saem do quarto e eu vou me trocar.
Depois de vestir uma camisola de seda eu saio do quarto e encontra Christian e Pheobe na cozinha tomando chocolate quente e comendo torta de maçã.
Paro por alguns minutos e fico observando os dois.
Vê-los assim é tão bom... Eu não sei explicar a sensação.
Aproximo-me e sento em um dos bancos ao lado de Pheobe, ela corta um pedaço de torta e coloca em um prato para mim.
Começo a comer, mas sinto um pouco de enjoo, o que é estranho pois torta de maçã nunca me dá enjoos.
—Mamãe, nós podemos ligar a TV? —Phoebe pergunta me distraíndo.
—Acho que sim.
—Eba! —Ela bate palmas e sai puxando Christian para à sala.
Fico alguns minutos na cozinha guardando às coisas e quando chego à sala vejo uma reportagem passando na TV, mas é quando eu me aproximo que meu mundo para.
"...Nós conseguimos fotos exclusivas de Christian Grey e Anastásia Steele em um parque logo depois da volta de Anastásia, dias depois nós encontramos Ana e Christian se divertindo com a pequena Pheobe em um shopping. A menina parace bem à vontade com o Grey, será que ele é o pai da garota? Rumores dizem que Pheobe o chama de pai... Mas será mesmo?"
Paro boquiaberta olhando para a TV e não sei o que dizer.
Abro a boca para dizer algo, mas fecho de novo.
—Uau! —Pheobe diz.
Olho para Christian e vejo ele me olhando.
—Parece que nós vamos dar uma exclusiva. —Christian diz e eu reviro os olhos.
—O que é uma exclusiva papai? —Pheobe pergunta e Christian começa a explicar.
ALGUNS TEMPO DEPOIS...
Depois de muita discussão eu concordei com Christian em registrarmos à Pheobe no nosso nome. Ele achou ruim eu querer registrar só no meu, disse que tinha direito também. Por mais que eu tenha hesitado acabei concordando com ele.
Agora a nossa filha se chama Pheobe S. Grey, o que a fez a garota mas feliz do mundo.
Como eu fiz aquele trato com Pheobe no shopping, Christian acabou vindo passar uns dias aqui em casa, mas ai os dias viraram semanas, e agora dois meses. Não que nós estejamos impedindo ele de ir, a Pheobe nem cogitou a ideia de carcere privado, mas tê-lo por perto é muito bom, eu confesso.
Nós demos um exclusiva para alguns jornais e ao menos eles nos deixam em paz, já que sabem que Christian é o pai de Pheobe e nós temos algums coisa. Isso tudo teve uma grande repercussão, foi quase impossível andar por ai nos primeiros dias, mas agora as coisas estão mais calmas, eu acho.
Na noite passada Pheobe teve febre o que mantave Christian e à mim acordados por horas. São sete da manhã agora e eu estou entrando na editora, ao menos estou com um óculos escuros que escodem as olheiras e minha cara de sono.
Hoje eu me atrasei e não tive tempo de me maquiar, então a coisa realmente está séria.
Entro no meu escritório sem dar bom para ninguém e a primeria coisa que faça quando sento-me é abaixar a cabeça na mesa.
—Anastásia? Você está? —Mary pergunta entrando na minha sala.
Tiro meus óculos e a encaro.
—Não. —Ela diz. —Você não está bem.
—Obrigada pelo apoio moral. —Digo.
—Olha nessa momento nem apoio moral te ajudaria, mas quem sabe alguma maquiagem?
—Por favor. —Digo. —E um chá.
—Eu vou pegar. —Mary se vira para sair, mas para e me olha. —Você tem uma entrevista com a nova estagiária hoje.
—Ok. —Sussurro. —Qual o nome dela mesmo?
—Willians. Leila Willians.
Depois de tomar meu chá e me maquiar eu me sinto melhor. Melhor entre aspas. Saber que Leila virá aqui não me anima muito. É claro que ela sabe que eu sou a dona da empresa, mas por que ela quis um estágio logo aqui?
O telefone toca e eu atendo rapidamente de tão nervosa que estou.
—Srta. Steele a srta. Willians está aqui. —Diz Mirelle.
—Mande-a entrar. —Digo calmamente.
Quem dissse que eu não posso me divertir com tudo isso?
A porta se abre e Leila entra, ela arregala os olhos assim que me vê.
Levanto-me e apoio as mãos na mesa.
—Senta. —Ordeno.
Leila caminha lentamente como se estivesse caminhando até a morte.
Assim que ela se senta eu caminho até a porta e tranco guardando a chave no meu bolso.
Vejo quando ela altera sua respiração e se remexe desconfortável. Caminho até as janelas de vidros e as abro.
—Quando tempo Leila. —Digo ainda de costas para ela. —A última vez que eu te vi você estava na cama com o Christian. —Viro-me e a fuzilo. —Logo depois de ter armado um maldito plano para nos separar.
—Ana...
—Aqui é Srta. Steele. —Digo cortando-a. —Eu sei muito bem que você não veio aqui para uma vaga de emprego. O que você quer Leila?
—Não, eu realmente vim aqui pelo emprego... Eu preciso dele.
—Precisa? —Dou uma gargalhada maquiavélica. —Muitas pessoas precisam. Por que eu daria a vaga para você? Alguém que não é de confiança?
—Eu sou qualificada! —Leila aumenta o tom, mas assim que a olho ela encolhe os ombros.
—Me dá seu currículo.
Com as mãos trêmulas ela me estende o papel e eu puxo de sua mão dando uma olhada superficial. Ela realmente e boa, tem algumas recomendações, mas eu tenho três currículos na frente do dela que são bem melhores.
—Você não é tão qualificada para a Steele Publishing. Existem pessoas melhores.
—Você está sendo ridícula, está deixando uma probelma do passado interferir em algo totalmente diferente.
—Cala a boca! —Grito. —Não ouse falar sobre problemas do passado. E não, eu não preciso de desculpas para não te contratar, a empresa é minha, se eu não quiser você não entra. E nessa momento tudo que eu quero é acabar com você para descontar toda a raiva que eu senti durante cinco anos.
Leila se levanta e começa a se afastar.
—Você pode fugir Leila, essa é a você, faz as coisas e depois se esconde. Mas dessa vez você vai pagar, mas não aqui. Eu vou te encontrar lá fora, e você vai se arrepender por tudo.
Passo por Leila e abro a porta, ela corre para fora e vai para o elevador tremendo muito.
Mirelle e Mary me olham, mas não se atrevem à dizer nada.
Essa garota não sabe o que eu me tornei.
Ela vai pagar muito caro por tudo que me causou.
NA HORA DO ALMOÇO Christian me chama para comer em um restaurante frânces, mas eu falo pra ele levar Pheobe pois tenho uma reunião na hora do almoço.
Quando saio da reunião Mirelle me traz algo para comer, mas assim que ela coloca o salmão na minha frente eu corro para o banheiro e começo a vomitar.
Saio do banheiro e Mirelle ainda está na sala.
—O que foi? —Pergunto.
—Desculpa, mas é a quarta vez que você vomita só essa semana, e não é nem quarta feira.
—O que você quer dizer com isso? —Digo mordendo a potinha do dedo.
—Você sabe Anastásia. A Mary e eu temamos a liberdade e compramos dois testes, você que agora ou depois?
—Agora. —Digo fechando os olhos.
Mirelle saia da sala e volta minutos depois acompanhada de Mary, elas entregam-me os testes e eu vou para o banheiro.
Saio minutos depois chocada demais para dizer algo, apenas dou o teste na mão delas e sento na cadeira em pleno estado de choque.
—Ana você está grávida! —Mary grita e comemora com Mirelle.
Puta que pariu!
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