Notas iniciais
Então galeire. Fiquei esse tempo sem internet, então não deu pra postar, mas deu pra adiantar, e muito. Então todo dia que eu puder, postarei um p/ vcs. ><. Mil desculpas pela demora, mas estou de volta.

Acordei, Frank já não estava mais na cama, fiquei preocupado a onde ele estaria. Desci procurando por ele, ele estava encolhido no sofá, vendo algum desenho que passava na tv, estava tão fofo. Olhei para o relógio e já eram 11:00. Cedo para quem estava sem aula, tarde para quem costuma acordar antes das 7:00. Olhei pela janela da sala lá pra fora, estava chovendo.

- Eu queria ir lá pra fora, mas está chovendo muito forte. — Falou.

- Verdade, talvez teremos que ficar em casa hoje. — Falei.

- Aqui é chato. — Falou.

- Eu também prefiro ir lá para fora. — Falei. Me sentei no pequeno espaço que ainda sobrava no sofá, ele levantou as pernas para eu sentar, depois colocou em cima de mim. — Abusado, hein? — Perguntei.

- Não sou. Só estou mal acostumado. — Respondeu. Depois se virou no sofá, colocou a cabeça em minhas pernas e as pernas para o outro lado. — Bem melhor. — Falou.

- Está mal acostumado demais. — Falei. Ele me olhou com uma expressão séria, fiquei observando aqueles olhos lindos de cores indescritíveis. Ele continuava a me olhar com uma expressão séria, até que soltou uma risada. Uma risada que na minha opinião era a mais fofa que eu já havia ouvido. — Do que está rindo? — Perguntei.

- Não estou rindo de nada. — Respondeu. Se virou, agora com os olhos para a tv. Fiquei observando a tv também. Involuntariamente comecei a fazer um tipo de carinho em seu cabelo, quando me dei conta parei. — Por que parou? — Perguntou. Parecia um tipo de reclamação.

- Não era pra eu parar? — Perguntei.

- Eu estava gostando. — Respondeu.

- Ah, tudo bem então patrão. — Falei, e dei uma risada, ele riu junto. Voltei a fazer o carinho nele. Ficamos nesse tédio por algum tempo, que eu não sei dizer quanto. Até que o baixinho reclamou.

- To com fome Gee. — Falou.

- Se você me der licença eu vou ver o que acho pra preparar. — Falei. Ele se sentou no sofá, retirando a cabeça das minhas pernas, fui para a cozinha procurar comida, achei no forno, esquentei, servi e o chamei para comer. Comemos. Depois eu fui lavar a louça e me vinguei dele ter jogado água em mim ontem.

- Ei. — Reclamou.

- Vingança, baixinho. — Falei.

- Vingança, é? — Perguntou, e me empurrou da pia. Pegou um pouco de água na mão e tacou em mim. Começamos a guerra. A guerra terminou quando a minha mãe chegou em casa. Ela ficou com uma expressão meio surpresa, meio brava.

Ela subiu sem falar nada, logo desceu trazendo duas toalhas. Olhou para nós da cabeça aos pés e soltou uma risada, mas sem desfazer a sua cara de brava.

- Exijo uma explicação. — Falou ela.

- Foi ele que começou senhora. — Falou Frank, apontando pra mim. Agora o baixinho resolveu me entregar?

- Só me vinguei por ele ter me molhado ontem. — Falei.

- Tá, tá. Não importa quem começou. Limpem essa bagunça, se enxuguem e vão lá para cima. Não quero ver os dois por umas boas horas. — Falou ela.

Fizemos o que ela mandou, limpamos toda a bagunça, nos enxugamos e subimos. Ficamos no meu quarto, no tédio, eu deitado na minha cama olhando para o teto, e Frank no colchão olhando para fora. Estávamos em silêncio. Até que a risada do Frank quebrou ele.

- Do que está rindo? — Perguntei.

- Vai dizer que não foi divertido? — Perguntou.

- O que? Levar uma bronca? — Perguntei.

- Não. A guerra da água. — Falou.

- É, foi. — Concordei.

- Pois é. Nossa, aqui está um tédio só. — Falou. Começou a mexer em minhas gavetas, acabou achando um antigo bloquinho meu, que nem eu me recordava. — O que temos aqui? — Perguntou. — Começou a folhear o bloquinho e encontrou desenhos meus que nem eu lembrava. — Não sabia que você desenhava, e desenha bem. — Comentou.

- É, eu desenho às vezes, mas não bem. — Falei.

-Desenha sim. E vai começar a discordar comigo? — Perguntou, bravo.

- Tá, não vou discordar. Tudo bem. — Falei.

- Gee... Posso te pedir uma coisa? — Perguntou.

- Pode. O que quer? — Perguntei.

- Me desenha? — Perguntou. Seus olhos pareciam brilhar de animação, eu poderia negar isso para uma coisinha tão fofa?

- Tudo bem. — Respondi. — Mas aviso que faz tempo que não desenho, devo ter perco a prática. — Falei.

- Sem problemas. — Falou. Deu um sorriso, que na minha opinião era muito lindo.

- Fiquei quietinho, tá bom? — Perguntei.

- Tá. — Falou. Comecei a desenha-lo.

Alguns longos minutos se passaram e o desenho já estava pronto. Mostrei para ele. Ele me deu um abraço como agradecimento, o que me deixou um pouco nervoso, um pouco corado, mas nada que eu não pudesse disfarçar.

- Está lindo Gee, obrigado. — Falou. Ele deu um daqueles sorrisos lindos de novo. Acho que tenho que pedir para ele parar de sorrir assim.

- De nada. Na verdade, obrigado você por me fazer voltar a desenhar, a tempos que eu não me lembrava como isso era bom. — Falei.

- Não foi nada. — Falou. Ele pegou a folha, dobrou e guardou em uma das gavetas. — Um lugar seguro para o desenho. — Falou.

Voltei a me deitar e olhar para o teto, o tédio e o silêncio voltou a dominar aquele local. Até que de novo Frank quebrou o silêncio.

- Preciso de roupas, as suas ficam enormes em mim. — Reclamou.

- Vamos comprar amanhã, prometo. — Falei.

- Acho bom. — Falou.

- Olha lá, o baixinho é convencido, e se eu não quiser ir comprar? — Perguntei.

- Te levo a força. — Falou.

- Tá bom, então veremos se você me levará a força. — Falei.

- Tá, veremos. — Falou.

Depois voltamos ao silêncio e ao tédio. De vez em quando falávamos sobre alguma coisa, alguma besteira, e eu me encantava mais com o jeito do baixinho.

Quando minha mãe voltou com o Mikey, nós descemos, porque ela deixou. Jogamos videogame e ficamos na rotina de sempre. Quando já estava tarde subimos de novo e nos preparamos para dormir. Frank já ia arrumando o colchão dele, quando o chamei.

- Não prefere dormir aqui? — Perguntei. — Tenho medo que você acabe tendo outro pesadelo. — Falei.

- Tá. — Falou. Ele se deitou do meu lado, acho que entendeu a minha situação de medo. Se aconchegou no pouco espaço da cama e ficou olhando para mim. — Vamos comprar roupas amanhã, certo? — Perguntou.

- Certo. — Respondi.

- Vai me acordar muito cedo? — Perguntou.

- Quer comprar roupas e não quer acordar cedo? — Perguntei.

- É. — Respondeu.

- Vou, e se reclamar não te deixo dormir quando voltarmos. — Falei.

- Tá. — Resmungou, e virou de lado. — Boa noite.

- Boa noite. — Falei.

Me virei para o outro lado e adormeci. Eu estava gostando mesmo do baixinho. E sair com ele amanhã seria bom, não sei bom quanto. Mas seria.

Notas finais
Reviews?