Notas iniciais
Mais um p/ vcs bbês.

Acordei com o som do despertador, vi que Frank ainda dormia profundamente, era tão fofo. Beijei-lhe a testa e sussurrei sussurrei um "Bom dia". Levantei-me e olhei a procura do uniforme escola que eu não via a uma semana, a mesma camisa verde de mangas com o escudo da escola, a mesma calça jeans, o mesmo all star preto em cima de uma cadeira. Vesti-me, desci, tomei o café, despedi-me da minha mãe, levei o Mikey para a escola dele e fui para a minha.

Cheguei no portão da escola e havia uma grande faixa preta em cima do letreiro que continha o nome da escola, uma faixa representando luto. Andei até a minha sala antes que o sinal tocasse para evitar o tumulto. Quando o sinal tocou todos entraram, menos o Ray, que mais uma vez, apesar de uma semana sem aula, chegou atrasado.

- Hey cara. — Falou, me cumprimentando da forma mais "mano" possível.

- Hey. — Falei.

O professor de história entrou na sala e começou a dar a sua matéria chata, eu não parava de pensar no baixinho, no seu jeito, quase não prestei atenção na matéria, até que o professor falou a frase que sempre é chave "Vai cair na prova". Depois disso tive que tentar me concentrar na matéria, não podia tirar nota baixa na prova, muito menos por culpa do Frank.

Depois de duas aulas de histórias, ainda tivemos uma de biologia. Com certeza seria em horário normal hoje. O recreio tocou e eu fui com o Ray pra cantina.

- Cara, e essa semana? Como foi pra você? — Perguntou.

- Tirando os tiroteios, foi boa. — Respondi. — E pra você?

- Fiquei a semana toda na casa da minha vó. — Respondeu. — Aconteceu algo novo? E essa cara de apaixonado ai?

- Cara de apaixonado? — Perguntei.

- É, tá escrito na sua testa "Estou in love". — Falou, e riu.

- Podia perceber menos essas coisas? — Perguntei.

- Fala, quem é a sortuda? — Perguntou.

- Não é bem sortuda. — Falei.

- Sortudo? — Perguntou.

- É. — Respondi. — É um garoto que eu conheci no porto, Frank.

- Sua cara tá igual um pimentão. — Comentou. — Ele mora onde?

- Eu sei que ela está, pensa que eu não senti? — Perguntei. — Ele meio que, mora comigo.

- Contigo? — Perguntou.

- É, ele perdeu a mãe naquele tiroteio do porto, lembra? Ele não tinha pra onde ir, ele foi pra lá. — Respondi.

- Sua casa virou orfanato agora? — Perguntou.

- Não. — Respondi. — Olha, chegou sua vez, compra logo.

- Tá, tá. — Falou. Compramos o biscoito depois de enfrentar a fila enorme da cantina. Nos sentamos em um banco que ficava no fundo da escola, onde quase ninguém frequentava. Eramos proibido de ficar lá, porém não respeitávamos essa regra, se alguém nos visse certamente iriamos para a coordenação. Ficamos naquele banco ouvindo musica, conversando e comendo. Ray por curiosidade quis saber tudo sobre o baixinho, e disse que passaria amanhã lá em casa para conhecesse-lo.

O sinal tocou e nós voltamos para a sala, sentamos em nossos lugares e voltamos a conversar até que o professor de matemática entrou na sala. Fiquei tentando acompanhar a matéria, mas o baixinho não saia da minha cabeça.

Quando o sinal tocou para a saída foi de costume o tumulto, e como de costume também, eu e o Ray fomos os últimos a sair. Sai da escola em direção ao porto, me sentei no começo da escadaria e fiquei observando tudo. Não demorei muito ali, logo voltei para a casa, cheguei em casa e minha mãe e Mikey já estavam lá. Minha mãe na cozinha e Mikey jogando videogame com Frank.

- Por que chegou tão tarde? — Perguntou minha mãe, na cozinha.

- Liberados mais tarde. — Respondi.

- Hey irmão. — Falou Mikey.

- Hey bebê. — Falei. Baguncei seus cabelos e beijei sua testa.

- Hey meu bolo fofo. — Falou Frank, e riu.

- Hey meu anão de jardim. — Falei, selei nossos lábios em um beijo rápido. Nos separamos e eu me sentei no pequeno sofá coberto pelo pano marrom que pelas movimentação dos garotos, estava quase todo fora do sofá. Mikey me passou o controle, minha vez, era um joguinho de luta qualquer.

Jogamos um pouco até a hora do almoço, e depois do almoço também. Começava a entardecer quando o pequeno Mikey teimou que queria ir ao parquinho. Tudo bem, iriamos fazer a vontade dele, falei apenas que iria trocar o uniforme da escola e iriamos.

Subi e abri o pequeno armário do meu quarto, peguei uma camisa preta qualquer, uma calça jeans qualquer e fiquei com aquele tênis mesmo. Frank trocou o pijama, com uma camisa com listras preta e branca, a calça jeans e um all star branco.

Descemos e o pequeno Mikey já estava pronto pra ir, com a sua camisa amarela, sua calça jeans e seu tênis branco. A unica pessoa que faltava era minha mãe, que como demorava. Logo ela desceu, trajava um vestido florido, uma sandália rasteira vermelha e seu cabelo preso num rabo de cavalo. Fomos todos andando até o parque que ficava um pouco longe, mas chegamos ao local rápido.

Notas finais
Reviews?