Era um dia normal, as pessoas na rua, o Quarter sempre com vampiros transitando. Normal. Estava normal demais, podia até suspeitar.

Estava sentada numa mesa no Quarter com Skye e Miguel quando Alisha entrou pela porta e veio em nossa direção.

– Oi! — Falou. — Ainda procurando alguma coisa sobre os lobisomens?

– Sim, achou alguma coisa?

– Talvez. — Falou. — Chama o Joseph e me encontrem na Mansão em 10 minutos.

Assenti e Alisha foi embora. Logo levantei fui até Joseph que estava no quarto.

– Joseph? — Falei abrindo a porta.

– Entra Nick.

– A Alisha acha que talvez tenha encontrado alguma coisa sobre os lobisomens e disse para que a gente encontre ela na Mansão em 10 minutos.

– Tudo bem, vamos.

Dito isso saímos, só nós dois, em direção á Mansão. Chegando lá as bruxas disseram que Alisha estava no porão. Descemos umas duas duzias de degraus escuros e empoeirados até chegarmos á um tipo de biblioteca a diferença é que não havia apenas livros, haviam objetos, armas, tudo o que as bruxas usavam. Alisha estava com um livro velho em cima da mesa.

– Vocês disseram que eles tinham uma marca de nascença em formato de lua, né? — Falou quando nos viu se aproximar.

– Sim, cada um em um lugar diferente. — Falei.

– Aqui. — Falou virando o livro para nós e mostrando o que parecia um índice de matilhas. — Essa matilha é a única quem alguma coisa assim.

– “Lua Crescente” — Falou Joseph lendo o livro. — Só pode ser eles.

– “A matilha 'Lua Crescente' é uma das matilhas mais antigas da história, ninguém sabe realmente onde ela surgiu. Dizem que surgiram até antes da criação dos vampiros.” — Li e olhei pro Joseph. — É a matilha que tinha na aldeia.

– Não pode ser. — Falou Joseph.

– Mas é Joseph. Todos os chamavam de...

– Crescentes. — Falou Joseph me interrompendo. — Não pode ser coincidência.

Saímos da Mansão e fomos direto pro Quarter onde contamos para todos tomarem cuidado. Subi para meu quarto e depois de algum tempo Jospeh bate na porta.

– Pretende ficar em casa hoje? — Perguntou.

– Não tenho nada pra fazer. — Respondi. — Porque.

– Vem comigo. Faz tempo que não saímos um pouco.

Fomo até uma parte alta na montanha onde havia uma pedra enorme perto da beira onde sentamos escorados nela. Passamos horas conversando sobre tudo, sobre como a gente tava junto mas mal ficava junto realmente, sobre como aquela pedra depois de séculos continuava no mesmo lugar em que vinhamos quando morávamos ali, nos beijamos e por algumas horas podíamos fingir que éramos normais.

Voltamos para o Quartar por volta de quatro horas da manhã e decidimos que, não só por causa da gravidez, passaríamos a dividir não só a cama mas também o quarto.

– Bom dia. — Falei sentindo que Joseph também havia acordado.

– Bom dia. — Falou e me beijou. — Pronta pra mudar de quarto?

– Com certeza. — Falei rindo.

Passei a manhã mudando minhas coisas com a ajuda de Camille, Kemi e Skye depois descemos e ficamos nas mesas do Quarter. De repente todos sentimos uma presença diferente por perto, não era vampiro, lobisomem ou bruxa. Joseph e Miguel desceram a escada assim que a sentiram também. Olhei para porque assim como eu, ele também sabia o que era mas éramos os únicos.

– O que é? — Perguntou Felipe.

– Um demônio. — Respondeu Joseph ao meu lado. — Mas não qualquer demônio.

– Devo admitir isso tá muito melhor do que da última vez em que vim aqui. — Falou uma mulher loira entrando no Quarter.

– Não ataquem. — Foi a única coisa que tive tempo de dizer. — Eu conheço ela. Fui em sua direção. — O que faz aqui, Meg?

– Agora um demônio não pode mais visitar uma velha amiga? — Disse rindo e me abraçou.

– Não quando sei que ela só aparece quando tem algum problema ou porque aprontou alguma.

Levei ela pra perto dos outros.

– Essa é Meg, ela é um... — Falei

– Um demônio de Lúcifer, a mais próxima do próprio depois dela. — Falou me interrompendo.

Meg passou o dia conhecendo as pessoas e a cidade. Ao final do dia veio falar comigo e com Joseph.

– Fico feliz de vocês dois finalmente estarem juntos e ainda mais pelo bebe e eu odeio estragar isso mas preciso contar uma coisa.

– Meg tu não é boa em ficar enrolando só fala – Disse.

– Bom, com o surgimento do filho de vocês o primeiro selo pra libertar Lúcifer foi quebrado e os anjos sabem que foi quebrado . Só não sei se eles sabem se foi por causa do bebe.