Porta para a felicidade

1 Capítulo 1: será que eu finalmente a encontrei?


Eu não sei o que é ser feliz, afinal, eu nunca tive essa sensação. Como é ser feliz? O que é ser feliz?

Eu tenho uma vida normal como todas as pessoas. Talvez eu viva um pouco mais confortavelmente, mas não mais feliz. Eu nunca me destaquei, apesar de ser diferente dos outros, eu tenho a impressão de que todos vivem um padrão, enquanto eu vivo no meu próprio universo.

Quem sou eu? nem eu sei. Serei eu um homem? Uma mulher? eu não tenho certeza. Alguns dias eu acordo sendo mulher, outros sendo homem.

O nome que está na minha identidade é Cher Emalli, mas eu não tenho certeza de que é isso que eu quero.

Eu acordei tarde hoje, mais do que eu estou acostumado. Eu esqueci de que tinha que ir pra escola, afinal.

Eu vesti minha roupa rapidamente, penteei o cabelo e desci correndo as escadas.

—Cher!

—Oi, mãe.

—Você está atrasada, filha. Venha, tome café.

Eu afastei a cadeira da mesa, me sentei em uma posição extremamente desconfortável, afinal, ainda estava lutando contra o sono. Tomei uma xícara de café preto e comi uma torrada, me levantei e fui em direção do sofá pegar a minha bolsa.

—Cher, você está se tornando adulta rápido demais. Eu não queria que isso acontecesse tão cedo.

—Mãe, eu não estou me tornando adulta. Eu serei sempre o seu bebê.

—Assim espero.

Eu dei um beijo na testa de minha mãe e fui em direção a porta.

Estranhamente nesse momento eu me senti culpado por deixar minha mãe sozinha em casa. Depois do divórcio minha mãe parece cada vez mais solitária.

Minha mãe pode me levar de carro, mas eu prefiro ir a pé. Me dá uma sensação muito melhor ir caminhando e pisando nas poças de água deixadas ali pela chuva do dia anterior, uma sensação indescritivelmente boa, mas não chega aos pés de ser felicidade. Quer dizer, eu acho.

Talvez eu esteja sendo egoísta, já que me levar faria minha mãe se sentir melhor. Mas agora ela está lá, sozinha.

Culpa do meu irmão mais velho, que fica dormindo na casa de ''amigos''.

—Hey Cher!-eu me virei para trás para ver quem era.

Era Anne, minha melhor amiga. Hoje, como todos os dias, ela está incrivelmente bonita. Indescritívelmente bonita.

—Você é um menino muito levado! Nem me espera mais, não é?

Eu não sabia o que dizer, fiquei sem-graça. Eu apenas sorri um pouco. Eu tinha fama de menina sorridente no fundamental, mas a maioria dos sorrisos eram falsos. Eram geralmente pra escapar de uma situação constrangedora.

—Hoje é sexta-feira!-lembrei.

—Sim... Por falar nisso, você quer ir com a gente para o parque amanhã?

—A gente? A gente quem?

—Bom, eu e mais uns amigos meus.

—Ah, eu não sei.

—Mas se você quiser, eu dispenso todos eles pra ficar com você.

Eu fiquei um pouco corada, talvez muito. Será que isso que estou sentindo agora... é felicidade?

Notas finais
oi! se você leu até aqui, muito obrigado. Eu espero que você tenha gostado ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.