Porque Somos Semideuses
8 Capítulo 8
Notas iniciais
P.O.V. Percy
As ruas de Los Angeles são movimentadas, mas não são como Nova York.
Eu estava perdido naquelas ruas complicadas.
E tinha começado a chover. Ah maravilha.
Desejei me molhar para os outros não estranharem, mas minha mochila tinha que ficar seca.
Eu tentava encontrar uma saída daquela, eu estava ali a tempos demais, muitos monstros tinham tentado me matar.
Meu estomago roncou.
Eu entrei em uma lanchonete, aquelas com cara de anos 70 ou 80 que não avançaram no tempo.
Lá dentro era fresco, bem diferente do calor da cidade, varias mesas com forro xadrez e divisórias de madeira estavam no canto direito da sala, no fundo uma maquina de musica e uma maquina de jogos. Sentei em um dos banquinhos no balcão e pedi uma coca para uma garçonete com uma voz chatinha.
Fora eu só havia mais uma pessoa na lanchonete, um cara magrelo sentado perto da janela. Quando viu que eu o olhava comoço a me encarar de cara feia, mas, mesmo assim depois que eu desviei, ele não parou de encarar.
A garçonete trouxe a coca e eu sentei no fundo da lanchonete, não sem antes tropeçar no nada e derramar um pouco de coca no meu rosto.
Sentei-me e olhei para a garçonete, deuses como você consegue beber uma coca em paz com ela te encarando feio?
Terminei a coca que devia ter umas boas pragas da garçonete, paguei e ao sair olhei novamente para o cara na janela e ele continuava me encarando.
Coloquei a mão no bolso onde estava minha caneta, relaxei um pouco.
Sai novamente para aquele calor escaldante de Los Angeles.
Eu andava em direção a praia, observando todo mundo, (qualquer um poderia ser um monstro) tipo aquele cara de chapéu, aquela mulher, aquele cara com cabeça de cobra vindo na minha direção, aquele garot... Espera ai! Cara de cabeça de cobra vindo em minha direção? Sim E agora eu tenho que dar no pé.
Corri, eu peguei minha caneta, mas não a destapei.
Cinco minutos depois eu tinha dado a volta na cidade toda, só que não, mas eu queria chegar na paia.
Atravessei a rua e cheguei a calçada na beira da praia, que para a minha infelicidade estava cheia de gente.
O monstro continuava vindo atrasa de mim. E estava quase me alcançando, eu voltei para as ruas e fui em direção a ruas menos movimentadas.
Eu esperava estar quase saindo da cidade. Me virei para o monstro.
– Ei feioso, você era tão feio quando nasceu que sua mãe pensou ter trocado você pela medusa!- Gritei.
– Raaaah – Foi à resposta.
De repente eu trombei com alguém e caímos no chão.
Era uma garota com uma cabeleira loira, e tinha uma pessoa do lado dela, uma garota punk de cabelos pretos, olhos azuis e expressão ameaçadora.
To ferrado.
A garota loira se virou para mim, ela tinha olhos cinza tempestuosos, e era linda.
To duplamente ferrado.
E, estava me olhando furiosa.
Ah cara, to muito, muito ferrado, mesmo.
–Sai da frente garoto, estamos com pressa- Disse a punk.
–Não tanto quanto eu- Murmurei.
Me virei, eu não via mais o monstro, talvez o estivesse despistado.
Ouvi um som de algo rápido e furioso atrás de nos. Virei.
Três pessoas vinham na nossa direção perseguida por um cão infernal.
Destampei contracorrente.
As garotas olharam para mim.
–Semideus?- A loira perguntou.
– Sim. Vocês...?- Elas sacaram as armas. Sim.
– Sim e provavelmente eles também.
Corremos na direção deles. O cão parou de correr.
Dois garotos e uma garota vinham para cá.
–São semideuses também? – Perguntou o loiro.
Acenei com a cabeça.
–Sai da frente!!!- Um garoto vinha correndo na nossa direção e uma garota o seguia. Uma mulher-Cobra os seguiam.
–Ajuda aqui, tipo agora!- Gritou à garota, ela vinha com uma espada na mão.
–Corre... -Um carro bateu em uma placa de pare. Duas garotas saíram de lá.
–Clarisse ali- Gritou uma delas. Ela parou quando viu uma mulher-serpente indo em direção a ela. Ela semisserrou os olhos.
– Você. Quebrou. A. Minha. Unha! – O monstro tentou voltar, mas a garota arremessou uma adaga e o monstro se desfez.
–Boa Silena!- Gritou a outra garota.
Me lembre de nunca quebra a unha dessa garota.
O cão infernal que estava parado ate agora, começou a latir.
–Fogo nele- Gritou alguém atrás do monstro.
Uma coisa muito parecida com uma granada, ou uma caixa foi arremessada e caiu na frente do monstro.
–Abaixem-se! – Gritou o garoto.
Não foi preciso dizer duas vezes.
Bum! Abri os olhos e me levantei, uma marca de explosão estava no lugar do monstro.
– E ai galera – Quatro garotos apareceram – Gostaram do truque da Bomba de Bronze Celestial?
_liquida- disse um garoto moreno.
– Explode mais com menos Bronze — Disse o outro.
– Dez dracmas cada. Tá baratinho. Aproveitem. –Disse o garoto, não, o garoto estava do lado de lá, então como ele esta ali? To confuso.
Me dei um tapa mentalmente.
Gêmeos, conclui.
Eles chegaram perto
– São semideuses?- Perguntou um garoto com cara de elfo, mas não eram os gêmeos.
–Sim- respondeu uma garota.
As garotas do carro chegaram perto.
–Cuidado- Gritei. Uma mulher-cobra estava atrás deles.
Dei um pulo para trás quando uma flecha passou na vara das garotas, por um dos gêmeos e fincou na testa do monstro.
As garotas caíram no chão, dois garotos as seguraram.
O que segurava a da unha quebrada a levantou. Ela piscou.
–Ah muito obrigada cavalheiro- O garoto sorriu bobo.
– Eu só ajudei uma bela dama- Ele respondeu, a garota riu e ficou vermelhinha.
Já a outra garota bateu no menino.
– Não me toque – Ele fez cara feia, quando ela se virou ele sorriu.
–Ah todos os deuses! Eu sou muito lindo para morrer – Gritou um dos gêmeos e foi se esconder atrás do seu irmão, que ria.
–Quer me matar garoto? – A menina disse para dois garotos que vinha em nossa direção, uma garota morena e um cara gigante com um arco e flecha na Mao.
– Eu não erro. – ele respondeu.
– Vocês são todos semideuses? – perguntou a morena.
Acenamos com a cabeça.
– E estão andando todos juntos?
–Não
–Não
–Eu nem conheço.
–Infelizmente não.
Foram as respostas.
–Bem então... –Ela não terminou. Um carro foi arremessado do outro lado da rua.
Um porco vinha furioso em nossa direção.
Um porco gigante.
Super mega hiper ferrado.
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