Porque Somos Semideuses
3 Capítulo 3
Notas iniciais
P.O.V. Annabeth
–Parei uma moça na rua e eu simplesmente fingi estar sozinha e com fome, pedi a ela dinheiro, mas ela negou então eu comecei a gritar e fiz um escândalo e um cara que passava na Rua ali perto disse pra ela cuidar da filha dela direito, e nos duas olhamos para ele com cara de você tá doido é? Ai ele saiu andando como se não tivesse dito nada e a mulher me deu 50 pratas pra eu deixar ela em paz e cair fora.
–50 pratas pra você calar? Ela é doida?
–Pois é foi o que eu também pensei na hora, mas doida ou não ela pagou nosso almoço- Ela riu.
–Vamos sair daqui- Disse e entramos na lanchonete.
Sentamos e fizemos os pedidos. Contei a Thalia sobre meu sonho com Luke. Ela cutucou uma batata frita com outra batata frita pelo tempo que pra mim, culpe o TDAH, pareceu uma eternidade. Por fim ela comeu a batata frita e me respondeu:
– Tenho certeza de que ele ficara bem. Você o conhece. Ele não vai perder. — Ela olhou pela janela, a rua movimentada, carros buzinando, pessoas no celular, apressadas para o trabalho.
– Vamos, temos que encontra o Luke. Pagamos e nos juntamos ao caos da cidade.
– Para onde? – Perguntou Thalia.
– Sabe, sempre quis conhecer Nova York.
Thalia sorriu.
– Para Nova York então!
P.O.V. Bianca
–Vamos Bianca– Disse Nico – Eu quero ver, vamos.
Ele falava enquanto corria para um desfile de coisas bizarras que passava ali perto. Fazia dois dias que estávamos em Los Angeles. E Nico me fez ver tudo o que podia ali.
– Nico o ônibus vai sair. Não dá tempo – Puxei-o pelo braço.
– Mas Bianca — Ele segurou num portão de uma casa.
– Não... Dá... Tempo... — a cada palavra eu puxava o braço dele.
– Mas Bianca eu preciso ver isso, vai se irado!- Ele se soltou do portão, vi minha oportunidade, o abracei por trás, segurando seus braços.
–Eu compro aquele doce que você viu na loja.
– Vamos embora daqui Bianca, to vendo que isso daqui vai ser chato. — Sorri, é como tirar doce de criança.
Comprei o doce pra ele e fomos pra o ponto de ônibus. Nico babava na barra de tamanho gigante que tinha nas mãos.
Entramos no ônibus e sentamos atrás. Quando se é um meio-sangue, tem que estar preparado para lutar, ou fugir, o que vier primeiro.
– Hum Bianca, eu acho que aquele cara de chapéu esta olhando pra gente. – Nico disse nervoso, cutucando seu anel de caveira. Olhei para o cara que ele falou. Usava um chapéu que cobria metade do seu rosto. Ele olhava para nos com certeza, quando percebeu que nos olhávamos para ele, sorriu. Seu chapéu moveu um pouco.
Ele tinha um só olho bem no meio da testa.
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