Notas iniciais
E enfim, cá estamos no final dessa novela D: Ah, meu coração DDX ahahha A dramática xD AOEHEOIHAE, mas sério. Tenho um carinho grande por essa "saga", afinal, é a primeira que fiz nesse estilo. Tipo, meu primeiro filho DD: ahahahah
Enfim, me ignorem ahhaha, espero que divirtam-se e que acima de tudo, não me matem LOL
Ótima leitura, meus amores ♥

As carícias eram gradativamente consumidas pela libertinagem e em pouco tempo, estavam descabelados, sem ar e muito excitados. Entretanto, ainda vestidos nas partes baixas. Certamente, aquilo ainda era um pequeno tabu entre eles. Claro que já se imaginaram na cama um com o outro, eram homens, oras, mas era só imaginação. Como sempre, ela é MUITO fraca se comparada ao real.

A mão de Aomine deslizava e acariciava despudorado o membro de Kise sob o pano. Acostumava-se mentalmente àquilo aos poucos... Embora não parecesse. Ele estava se esfregando a outro homem e pior que isso, seu membro latejava e já sentia o pré-gozo saindo pelo topo de seu falo estimulado pelas reações afrodisíacas que aquele modelo tinha. Posto que chocado com seu próprio estado, sabia bem que não era incitado à tal estado de excitação por estar na cama com outro homem. Era apenas por esse homem, ser Kise Ryouta. Aquele que povoava sua mente em noites quentes e solitárias. Ui.

Era a primeira vez que tocava num membro ereto que não fosse o dele. Nem por brincadeira havia tocado em qualquer outro que não fosse o seu. As bocas brigavam entre si e as mãos tocavam e apertavam aqui e ali, fortemente. A mão de Daiki deslizou pelo cós da boxer do loiro e seus dedos resvalaram por dentro da peça íntima, logo enfiando toda sua mão ali dentro.

Quente.

Duro.

Um grunhido contido dos lábios finos de Ryouta escapou com o toque à tanto sonhado enquanto entregava-se cada vez mais e derretia-se com a língua que sugava sedento seu pescoço. E diferente do que Aomine esperava, aquilo o excitou ainda mais. Daiki foi baixando as carícias e chegando ao baixo ventre alheio, parou e apenas ficou a fitar. Engoliu seco e antes que o loiro algo fizesse, baixou a boxer revelando-lhe, enfim, aquilo qual tinha ainda certo receio. Olhou para cima e riu com os braços cruzados que cobriam escondendo o rosto envergonhado. Kise, óbvio que sabia que isso iria acontecer, mas hey, era Aomine Daiki quem estava fitando seu pau duro... Digo, membro ereto. Não tinha como não se encabular. Repreendia-se por isso, afinal, era um homem quase adulto!

Claro. Porque essas coisas são muito controláveis e relevantes mesmo, ahan.

Aomine voltou a atenção ao falo que pulsava a sua frente e riu ainda mais de si.

Idiota por achar que broxaria vendo isso.

O líquido translúcido escorreu pelo membro de Kise e foi provado pelo paladar curioso do Ace da Touou. Sua língua saiu receosa de sua boca, mas ao primeiro toque, tudo veio abaixo. Não seria hipócrita dizendo que não sentiu um mínimo de nojo, mas com toda certeza, o corpo que viu se contorcer, foi mais que o suficiente para que esquecesse desse pequeno detalhe. A língua subiu e desceu por toda a extensão alva arrancando suspiros e carinhos desengonçados em sua cabeça. Aomine apertava a coxa de Kise o prendendo e o impedindo de se afastar. Depois de brincar de umedecer todo o falo do outro, passou para aquilo que esperava que fosse lhe agraciar com gemidos. Estava louco para ouvir, Kise como qualquer outro homem, não tinha o costume de gemer e com toda a certeza, nem por um decreto deixaria a voz sair tão vergonhosa assim de sua garganta, tão facilmente. Daiki apertou os lábios e lentamente o membro adentrou sua boca, deliciosamente. O murmúrio prazeroso saiu longo pela garganta de Ryouta sendo muito bem recebido pelos ouvidos do outro. Repetiu isso, bem lentamente, por umas três vezes até Kise começar a forçar sua cabeça a ir mais rápido.

Quanta petulância. — riu internamente, mas de fato, aquilo o havia agradado.

– Ao... Minecchi...! — balbuciava a medida que o prazer aumentava. Aquilo era bom. Era muito bom. Aomine acelerava e diminuía intercalando com fortes sugadas e a língua que resvalava libidinosa por toda sua extensão. Era um prazer avassalador que nunca havia sentido antes. Claro que já havia perdido sua virgindade há um bom tempo, mas eram casos sem graça ou só por descarrego sexual. Nunca com a pessoa amada e muito menos com todos seus sentidos aflorados dessa maneira. — Es.. Pere.. — relutava, mas aquilo realmente era bom. A visão que tinha daquilo era extremamente excitante e só o fazia ter ainda mais certeza do quanto sua imaginação era pobre. — Não quero... — os movimentos se intensificavam a cada suplica do menor. — Não quero gozar... AINDA! — berrou na frustrada tentativa de afastá-lo. Daiki não o largava de jeito algum, mas nada que um exímio jogador não desse conta... Com muito custo, afinal se tratava daquele que ele nunca havia derrotado no 1 on 1. — Quero fazer isso dentro de você...

Ok. Agora era aquele momento que Daiki broxava.

… Não, ele não broxou, foi só uma piada.

– Como é que é?! — indagou só pra ter certeza que seu cérebro não havia derretido e escorrido por suas orelhas.

Kise o encarou sem entender a pergunta. Qual o problema? Não era óbvio?

Aomine estava de joelhos entre suas pernas e o fitava incrédulo. Kise apoiou-se em seus braços, ficando quase sentado. — Eu quero gozar dentro de você. — verbalizou.

Do fundo de sua alma, Daiki gargalhou. — Ahan, claro que vai. — debochou.

Uma veia saltou da testa de Kise que se ofendeu profundamente. Aquilo não havia sido uma piada. — Que bom. Então vire essa bunda pra mim e me deixe te comer. — irritado.

Daiki firmou os olhos na figura loira e aquietou-se. — Está falando sério?

– Claro que estou! — indignado.

Aomine riu de lado e deitou. — Ok. Vamos lá, então.

Fácil assim? Uma sobrancelha de Kise elevou-se mais que a outra e cauteloso aproximou-se.

Daiki sorriu e levantou-se rapidamente voltando a deitar trazendo o loiro consigo, de quatro, pronto para um “69”. É, força, é pra isso que serve. Sem ela, não teria conseguido puxar Kise pelo pé o forçando a se virar e acabar nessa agraciada posição. Ryouta arregalou os olhos com o volume ainda encoberto pelo pano da boxer de Aomine e nem se ligou no resto mais. Imaginava bem que ele era avantajado, mas uau. Daiki encheu as mãos com a carne sobre seu rosto e deu um tapa ali, mordiscando seu lábio inferior num sorriso luxurioso fazendo o outro despertar e indignado por só ele ter esse lado Neko (Uke), livrou-se de uma vez da boxer e espantou-se ainda mais.

Quero morrer... — pensou.

Engoliu seco e pôs sua boca para trabalhar. Não iria perder para aquele ali. Se Aomine havia conseguido, ele também conseguiria. Sugava com volúpia ao mesmo tempo que sua mão subia e descia a pele da base do membro de Aomine. Aquilo tinha um gosto muito melhor do que esperava... Ou ele estava tão absorto pelos toques que recebia que nem estava sentindo nada. O membro preenchia por completo a boca do modelo e foi inevitável sentir-se um ator pornô, visto que já estava acostumado com câmeras...

‘Quê?!

Daiki o masturbava com a mão e deliciava-se com a visão de seu falo sendo engolido com tanta vontade pelo loiro. Voltou a dar atenção com o calor de sua boca ao membro teso de Ryouta e por algum tempo, permaneceram nessa brincadeira gostosa... Até, a língua de Daiki resvalar pelas bolas de Kise e o puxar pelo quadril deixando-o bem onde queria. A língua mal tocou aquele pequeno orifício e sentiu o arquear das costas do loiro.

Lambeu os lábios satisfeito.

O prendeu para que não se debatesse e forçou sua língua naquele canal. Nem imaginava que tipo de sensação isso causava, mas só pelos gemidos relativamente altos – que tanto esperou e que Kise se esforçava para comprimi-los; e os músculos que perdiam as forças sem querer, deduzia que estava indo bem e que toda aquela guerra psicológica consigo mesmo havia valido a pena. Nojo? Aomine parou de pensar nisso assim que tocou o falo do rapaz pela primeira vez, er. Agora, só queria lhe proporcionar o máximo de prazer... E saciar sua curiosidade, afinal, aquele canal estava exatamente na sua cara. Impossível não imaginar a avalanche de sensações que aquele lugarzinho erótico poderia lhe causar.

E pelo visto, tinha acertado.

Saber que aquele loiro era tão sensível ali o excitava ainda mais. Daiki também já tinha passado de sua formatura virginal (?????), mas assim como, também era a primeira vez que tinha tantas reações elevadas assim. Mal podia esperar para penetrá-lo. Seu falo já havia sido esquecido há tempos e assim, sem parar o que fazia, foi empurrando Ryouta para frente para que pudesse sair debaixo dele. De acordo com o movimento, Aomine foi subindo pelo corpo do outro aos beijos, lambidas e mordidas apertando aqui e ali com seus dedos. Aquela carne era uma delícia. Sua mão esquerda se encarregou do falo enquanto a outra apertava sem dó a nádega do rapaz. Kise se contorcia com os beijos que recebia pelas costas assustando-se de como ele era sensível em toda sua retaguarda. Totalmente debruçado sobre ele, perto de seu ouvido... — Ki-se... — sussurrou sensual circundando sua entrada com o indicador. — Posso...? — pressionou no lugar. — … Não posso? — passou lascivo a língua pelo ouvido do loiro com um sorriso cretino nos lábios.

– Nã... Não... Aominecchi... — sinceramente, ele não tinha a menor ideia do que estava fazendo. Só sabia que aquilo era bom. E sabia que acabaria se rendendo. Nunca que Aomine deixaria escapar os movimentos involuntários de sua entrada que pulsava o chamando para si. Ele estava perdendo a razão, só faltava mais um pouquinho...

– Ki-se... — mordiscou o lóbulo da orelha do rapaz que se encolheu em reflexo. O indicador de Aomine pressionava-se mais e mais e cada vez mais, sentia menos resistência naquela região tão sagrada pelo imposto estereótipo social masculino. — Você é muito gostoso... — sussurrou sem pensar.

Kise estava enlouquecendo e sentia que sua sanidade já estava pulando pela janela. O que aquele cara queria afinal? Matá-lo de uma vez?! Ele não entendia o que as palavras vindo daquela boca lhe causavam?! Sua guarda baixou e Daiki apenas sorriu. O dedo foi introduzido e mais o excitava imaginando a sensação que lhe causaria quando seu membro entrasse ali finalmente. Ainda não achava a coisa mais normal do mundo, mas tipo, foda-se pra sempre. Kise estava gostando e ele também. E o que importava era o prazer. Sentindo ainda menos resistência, o segundo dedo foi introduzido lentamente. Kise se negava de todos os jeitos a acreditar que estava cedendo daquela maneira. Tinha vergonha de si mesmo, mas ah. Pra puta que pariu. Seu estômago revirava e jamais iria admitir, mas ansiava ser enfim invadido pelo outro. Ah, como queria bater sua cabeça na parede agora.

– Aominecchi... — arfando, chamou-o.

– Hm? — deslizou a ponta do nariz do pescoço ao ouvido do outro, mordendo de leve ali. Começava a achar que Kise se banhava com drogas, porque estava difícil não inebriar-se nas sensações que sua pele lhe causava.

– … Anda logo... — remexeu seu quadril fazendo Daiki forçar mais seus dedos contra ele arrancando-lhe um murmúrio pouco mais alto. Certo... Estava começando a não se importar mais com essa voz estranha que saía de seu âmago. — Vai logo, porra...!

Aomine lambeu os lábios satisfeito e se endireitou apreciando a visão única que tinha enquanto colocava o preservativo. Ter aquele modelo de quatro assim para ele, era digno do recebimento de elogios. As mãos apertaram a carne tentadora e posicionou seu membro na entra do outro. Pressionou levemente e sentiu Kise se afastar. Um sorriso malicioso adornou seus lábios e empurrou-se mais contra ele. Minimamente a cabeça entrou e assim parou.

– Não. — Daiki.

O quê?! Kise o olhou do jeito que conseguia com a expressão mais incrédula do mundo. “Não”, o quê? Ele não queria mais?! Ele tava de palhaçada, né?

É. Estava.

Bruscamente o virou jogando-o de qualquer jeito na cama assustando-o com a posição que estava agora. Daiki sorriu debochado e Kise franziu o cenho. “De quatro”, era uma posição “humilhante” para ele ainda, no entanto, seu rosto estava protegido. Não sendo visto, podia de certa forma relaxar e não se preocupar com coisas desnecessárias... — Ah, não, Aominecchi...! — foi se afastando num rastejo pela cama. Nem a pau ficaria de frente para aquele louco. Contudo, Daiki se enfiou bruscamente entre suas pernas e prendeu suas mãos sobre sua cabeça, aproximando totalmente seu rosto do dele. Suas bocas se tocaram e um beijo lascivo se iniciava, mas em momento algum o contato visual foi desfeito.

“Você vai ceder.”

“Eu não vou ceder.”

Daiki mordiscou o lábio inferior do modelo puxando-o para si e soltando-o, seus olhos o fitaram intensamente. — Eu te amo, Kise. — proferiu após alguns segundos de silêncio.

Ok.

– Filho da puta... — seus músculos relaxaram e seu coração se derreteu. A deixa que Aomine queria. — Isso é covardia... — resmungou derrotado.

Ataque de riso em 3, 2...

Daiki Jr. (ok, chega de rir) pedia espaço e com louvor foi envolto pelo quente e pulsante canal de Kise que parecia o engolir. Aquilo era incômodo para Ryouta, mas só de ouvir aquela voz que saía sofrida e prazerosa da boca de Daiki, tudo parecia valer a pena. Era outro que se surpreendia com suas reações ouvindo aquela voz grave que se deleitava cada vez mais. Os dentes de Aomine trincavam e seus olhos se comprimiam alternando com o relaxante prazer que o consumia. O que era aquilo? Que era um pedaço de mal caminho ele já sabia, mas nem passou por sua cabeça que a proporção de prazer que adentrar aquele loiro poderia lhe causar, fosse tão alta. Era absurdo!

Mesmo assim, tomando cuidado para não machucá-lo, foi devagar e caralho, nunca se conteve tanto para não arregaçar tudo de uma vez. Seu limite estava no ápice. Sua sensatez não iria aguentar por muito tempo. Kise respirava fortemente. Aquilo doía... Tipo, sério. — Aominecchi... Isso dói... Porra!

– Háh? Eu não vou sair daqui nem fodendo! — doce de pessoa.

Kise o puxou pelos cabelos e as testas bateram fortes uma contra a outra, entretanto, sem dar tempo de Aomine reclamar, o loiro puxou o outro pelo pescoço e o abraçou. — Me faça relaxar...! — entonou alto. — Seu idiota...

O modelo tinha um dom muito mais impressionante que seu talento esportivo ou sua vocação para sua carreira artística. Ele sabia bem como, quando e onde usar todas suas armas para destruir aquela muralha chamada Aomine Daiki.... Tá. Na verdade isso tudo era involuntário, mas Aomine não daria o braço a torcer aceitando que o loiro fosse tão perfeito para ele e além de tudo, um cara apaixonante, de fato.

Baixou o dorso e a língua passou a deslizar novamente pela pele clara. Sua mão acariciava aqui e ali e apertou forte a coxa do rapaz, voltando a erguer o dorso, o puxando ainda mais pra si. Kise o encarava com os lábios abertos, descabelado e levemente vermelho. O que mais aquele loiro queria? Uma ejaculação precoce? Mesmo sem Daiki saber, ele ainda tinha a cara de pau de achar que Aomine era quem não entendia as reações que seu corpo tinha por conta dele. Aiai.

Daiki engoliu seco e mordeu o lábio inferior. Seus dedos se fecharam no falo do modelo e passou a masturbá-lo. Kise suspirava e se esforçava ao máximo para não transpassar nada do que sentia – exageradamente – para o outro. Sentindo o caminho se abrir um mínimo, tirou lentamente seu membro de dentro dele, repetindo o movimento para voltar para seu aconchego. Kise arregalou os olhos e incrédulo fitou o volume que saia mais uma vez de seu corpo para logo adentrar novamente. Sério. Se não estivesse ali, vendo com seus próprios olhos e acima de tudo, SENTINDO com seu próprio CORPO, jamais acreditaria.

Sécsu, hey.

Aquela sensação de desconforto parecia que não passaria nunca... Ao menos, era o que queria acreditar, mas não só a mão de Daiki em seu membro, como todo o cenário que compunha a situação, foi inevitável ele se acostumar com o vai-e-vem e obviamente, começar a gostar daquilo. Pouco a pouco, Daiki ia aumentando a velocidade e pouco a pouco, sua própria máscara caía. Não ligava mais pra nada. Expunha ali, tudo o que sentia. Não conseguia mais se conter. E vendo tudo isso sendo transpassado pelos olhos azuis, claro que aquele coração mole do modelo ia amolecer, dur. Daiki sentia prazer com seu corpo. Aomine Daiki, aquele tarado por seios. Aquele doente por basquete. Aquele quem nunca imaginou, que pudesse um dia o corresponder, mostrava que não tinha tempo de pensar em mais nada que não fosse no prazer que sentia com ele.

As mãos de Ryouta subiram puxando terno o rosto do rapaz e os lábios se tocaram. Seu coração explodia em felicidade e embora tremesse levemente, não se importou com a lágrima que escorreu solitária, mas significante o suficiente, para Daiki intensificar seus movimentos. Estocava fundo e recebia um forte gemido, toda vez que acertava aquele ponto sensível e único de prazer masculino. Nunca sequer haviam pensando em como o gemido rouco de um homem, pudesse realmente ser tão erótico. A excitação aumentava e com ela o calor do ápice se aproximava. Mais e mais fundo, mais e mais forte. Muito mais contato, muito mais aproximação.

Aomine entrelaçou seus dedos sobre a cabeça do loiro e tomou seus lábios sedento, mas logo partindo o contato e procurando por seu ouvido. Sussurrou por seu nome e ordenou. — Geme pra mim... — o ar saía forte e o tom sofrido e pesado. — Chame por mim... — se forçava mais e mais contra o rapaz a ponto de chegar a parecer que queria atravessá-lo. — Ki... Se...

– Ah... Aomine...cchi...! — Daiki voltou a esticar seus braços e apreciava o momento. Os quadris se chocavam violentos e inebriava-se com a voz que adentrava seus ouvidos... Sua mente. — Ah... Aomi... Necchi...! Ah....Ah!... — na verdade, a intenção do loiro não era a de “gemer”, ele só queria chamar pelo outro... Contudo, sentimentos, sensações, prazeres...

Kise levou sua mão esquerda à boca e mordeu o nó de seu dedo, mais próximo de sua mão. Seus músculos começavam a se contrair e mais fortes, seus dentes cravavam em seu dedo. Um estalo. Sangue. As mãos bateram contra a cama e o dorso se levantou num arco afundando o quanto lhe era permitido, a cabeça no travesseiro. Seus dentes trincaram, mas não impediram o típico som que surdia avassalador por sua garganta. O gozo saiu e o lambuzando todo no abdômen e no tórax, apenas aprimorou a visão majestosa que Daiki já tinha, o ajudando a sentir que o paraíso havia sido alcançado. Sua semente saiu forte e aceitava o fato de que se não houvesse aquela proteção, um filho seu brotaria até das orelhas de Kise, com toda a certeza. (????????) Mais três fortes estocadas pausadas e saía de dentro do loiro.

– Você é uma delícia... — sussurrou cansado, ainda sobre ele tirando e jogando o preservativo fora. Respirava forte para normalizar a respiração... Assim como Kise.

Ryouta o encarou e ainda não acreditava que haviam feito aquilo. Que tudo isso havia acontecido, em tão pouco tempo. Tocou suave o rosto do outro e lentamente seus olhos se cruzaram. Uma conversa muda perdurou algum tempo, até Daiki se apoiar pelos cotovelos e se aproximar, deitando sobre ele e levantando-se logo em seguida. Pegou sua camiseta jogada ali próxima e esfregou no abdômen e no tórax de Kise e em sua própria barriga, atirando a vestimenta em qualquer lugar, voltando a se apoiar nos cotovelos e se aproximar do loiro que ria baixinho. Seu nariz resvalou pelo de Ryouta e um sorriso bobo foi desenhado. Sinceramente, Aomine não sabia que era tão carinhoso, mas imaginava que era pelos anos que isso ficou contido dentro de si. Amar alguém não é nada fácil. Principalmente, quando não se pode tê-lo dentro de seus braços. E nem suspeitava, que era exatamente isso que Ryouta pensava no momento.

– Que gostoso... — comentou o loiro recebendo um abraço e seus corpos deitando de lado. Daiki o prendia forte em seus braços e apoiou o queixo sobre sua cabeça o fazendo rir levemente. Sentiu o peito do rapaz inflar e bocejou em seguida. Estava exausto... Estavam, exaustos. Aconchegaram-se, e o sono os embalou.

Tímidos raios solares adentravam as poucas frestas da cortina de Daiki. O quarto estava em silêncio assim como o resto da casa e as ruas por causa do horário. Ryouta tinha o sono leve, mas claro que dessa vez, toda essa beleza matinal e natural passou despercebida por ele. Daiki era do tipo que morria e então, as horas se passaram e os olhos só se abriram por volta das duas da tarde.

O corpo se espreguiçou e bateu levemente contra o outro. Piscou aleatoriamente e olhou para o lado. Finos fios louros, bagunçados e brilhantes, caíam sobre o rosto ainda adormecido. Daiki virou-se para poder olhar melhor e riu de lado. Kise estava com a boca aberta e babando. Seus dedos afastaram alguns fios e o loiro se remexeu fechando a boca e esfregando a mão ali, por puro reflexo. Daiki se apoiou em seu braço direito e ficou a apreciar o momento permanecendo assim por longos minutos. Seu coração palpitava numa velocidade estranha e numa tranquilidade ainda maior. Sentia seus lábios bobos e ele um ridículo apaixonado. A felicidade não se continha e transpassava sem controle por todo seu corpo. Tinha nojo de si mesmo. Fechou os olhos e respirou profundamente uma vez. Assim que os abriu, a mão deslizou delicada pela face do outro que permanecia dormindo sereno. Como aquilo era bom.

Rolou os olhos para o relógio e assustou-se com o horário avançado. Sem movimentos bruscos, levantou-se e cobriu direito seu pedaço de sonho realizado. Tomou um banho rápido e colocou uma calça qualquer que tinha jogado por ali e enxugando os cabelos com a tolha, notou o celular de Kise piscando sobre a mesa de centro. Gentleman que só ele, óbvio que foi ver de quem era agachando-se frente a mesa e de costas para o loiro. Olhou o rapaz de esguelha por um momento constatando que ainda dormia e apertou o celular.

“Kasamatsu Senpai”

Ok. Agora sim ele hesitou.

Antes ele sentia-se triste quando esse nome aparecia. Agora, uma irritação sem tamanho o consumia. Se eles não tinham nada, por que ele estava mandando tanta mensagem?!

Na verdade, só haviam duas ali... Enfim.

Abriu a primeira e viu o horário. Foi a de ontem... Quando ele surtou no meio da declaração.

“Ganbare.” (Esforce-se![encorajamento])

Daiki leu aquilo umas quinze vezes para ter certeza de que não havia se enganado... Engoliu seco... E abriu a segunda mensagem... Que foi enviada quando ele estava no banho.

“KISE! Eu falei pra se resolverem, mas não falei que podia faltar! Vou te arrebentar se não vier no treino amanhã cedo!”

Nossa... Como se sentiu um lixo agora...

Entretanto, antes de qualquer outro pensamento, sentiu o loiro debruçar-se sobre ele e lhe tomar o celular, sem tirá-lo de sua vista. Rolou a tela para baixo e...

“Que bom que deu tudo certo.”

– Ele é uma boa pessoa, não é? — aconchegou-se ao ombro do outro com um sorriso nos lábios, abraçando-o.

Aomine estava paralisado. Sentiu-se realmente mal por ter ficado com raiva de alguém que apenas o ajudou... Mesmo sem ele saber. — Aa... — limitou-se concordando sem graça.

Kise riu minimamente e desligou o aparelho colocando-o de volta na mesa. Deslizou pelo corpo do outro e acomodou sua cabeça sobre a coxa de Daiki, deitando-se no chão. A mão tocou leve o rosto do Ace da Touou e sorriu mais ainda. — Não estou sonhando, não é mesmo...? — indagou fazendo Daiki esquecer-se de todo o resto.

Aomine nada disse e apenas sorriu extraordinariamente dócil fazendo um carinho gostoso em seu rosto. Kise se encolheu em mais um sorriso e aproveitou-se ainda mais da carícia. Bocejou. — Ainda está com sono? — estranhou.

– Hm... Andei trabalhando até tarde esses últimos dias... — coçou os olhos bêbado de sono. — Fora o quanto eu me acabo de treinar. — riu levando um peteleco na testa. — Ai!

– Durma mais um pouco, então. Estou com fome. — forçou o outro a se levantar, mas claro que quando ele foi se levantar, foi impedido.

– Aominecchi...! — segurou-o pelo pulso, de joelhos.

O rapaz o encarou e ele parecia sério... E inseguro.

– Se... — desviou o olhar, logo voltando a encará-lo. — Se... Não é um sonho... — o rosto começava a corar e os dedos apertavam o pulso de Daiki.

Aomine riu de lado e aproximou-se dele enchendo sua mão com o rosto do modelo assustando-o levemente. Sorriu e o beijou calmo. Sentiu Kise estremecer e isso muito o agradou. Seus dentes resvalaram pelo lábio do outro e fortemente, o mordeu. — Eae? — sorriu debochado.

– Caralho, Aominecchi! — resmungou. — Isso dói! — massageando o lugar. — E tome mais cuidado comigo, poxa! Embora você se esqueça, sou um modelo e dependo da minha aparência!

Daiki gargalhou enquanto levantava-se... — Ahan, ok. Vou tentar. — riu e saiu do quarto. — Quer algo? — berrou do corredor.

Kise suspirou pela tirada de sarro, mas nada estragaria seu humor, hoje. Mordeu o lábio inferior sentindo-o latejar e sorriu levantando-se. — Quero um banho...

– Quer que eu te dê um banho?!

– Claro que não, seu idiota! — indignou-se com a pergunta incrédula e mais ainda com a risada que ouviu. Batendo o pé, fuçou pelo quarto do amig... Amante... (?) e achando a toalha, enrolou-a em sua cintura. Precisava de um. Desceu as escadas e já foi logo para o banho. Que bom que já havia dormido lá alguma vez na época da Teikou. Daiki estava na cozinha fazendo sabe-se lá o quê e nem se importou com nada. Agora ele já era de casa.

Não gostava de cozinhar, mas como Satsuki ia muito lá pra isso, aprendeu rápido por uma questão óbvia de sobrevivência visto que seus pais quase não estavam em casa. Preparava algo rápido e fácil e quase cortou o dedo com o berro estrondoso por seu nome que ecoou pela casa o xingando horrores. Kise havia se visto no espelho e não acreditava na quantidade de marcas que haviam pelo seu corpo! Elas pareciam se multiplicar cada vez que ele piscava! Aomine não deu a mínima e assoviando continuou o que fazia.

Agora ele tinha dono.

Nada mais justo que evidenciar isso.

Oras.

12.04.2013



Notas finais
E acaboooooooooooou!!! DDDDDDX ahahahaha
Espero de verdade que tenham gostado e agradeço MUITO à todos que me acompanharam nessa pequena jornada Ç__Ç
Um arigathanks especial para love yumi, Thais e Lyria-chan, meu empenho, devo muito à vocês ♥
Sinceramente, fiquei toda perdida nesse lemon, se ficou algo estranho pelo amor de deus, me avisem!! ahahahah ACHO que arrumei tudo, mas como todo ser humano, vai que. O___O ahahahaha
Já aproveitando, em Junho, no aniversário do Kise (18/06) lanço a "Himawari". É uma fic dividida em duas partes e um extra. Não é um especial do aniversário dele porque não rola nada disso, mas é uma fic pra comemorar o dia dessa coisa loira linda e tão amada. AoKi, óbvio. AHAHAHAH 8DD e não, não tem nada a ver com essa "saga" aqui xD ... Ah, e ela é clichê. Tipo, EXTREMAMENTE. Que fiquem avisados O___O ahahahah xD
Enfim, mais uma vez, MUITÍSSIMO obrigada pela companhia, pelo apoio, pelo carinho, pelos reviews, por tudooo!! ♥
Espero realmente não ter decepcionado ninguém, mas se acaso decepcionei, desculpem Ç___Ç Não era essa minha intenção ÇOÇ Bão... Tipo, chega de falar, né?! LOL ahahahaha
Obrigada mais uma vez e espero, sinceramente, vê-los novamente.
KISEs no kokoro e até a próxima 8DD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!