Notas iniciais
Bem. Não avisei ser OOC porque pra mim, eles são exatamente assim. Perdoe se eu destrui a imagem deles de alguém, mas eu expliquei durante todo esse trajeto o porquê deles serem assim ahahaha xD
Enfim, vamos lá? 8D
Ótima leitura, meus amores ♥

O celular de Kise tocou avisando-o sobre o recebimento de uma mensagem e instantaneamente, Daiki o afastou num brusco movimento. Ryouta o olhou confuso não entendendo a reação. O que foi isso? — Ao... — sua mão se levantou de encontro ao rapaz que apenas o puxou pelo colarinho trazendo-o para milímetros de si.

– Qual a sua relação com aquele capitão? — o ódio era palpável. Assustadoramente, palpável.

Kise engoliu seco e desviou o olhar entristecido.

O estopim que faltava.

Daiki estreitou os olhos e o soltou. — Você está de palhaçada comigo?! — vociferou espalmando as duas mãos no tórax do loiro jogando-o para trás fazendo-o assustar-se e se desequilibrar caindo sobre a mesa de centro.

– Claro que não! — gritou levantando-se. Não era palhaçada. Nunca foi. A raiva subiu sem tamanho e Kise o pegou pelo colarinho de volta. — Você me acha com cara de quem brincaria com isso? – seriamente frio, indagou recebendo apenas um olhar... Engraçado, do tipo “que pergunta idiota”. O loiro desviou o olhar e... Ok. “Cara”, ele reconhecia que tinha mesmo. Suspirou cansado soltando o rapaz e afastando-se um passo, espalmou novamente a mão na porta, perto da orelha do outro. – Mas eu não estou brincando. – intenso e penetrante... Sincero.

Daiki piscou os olhos e cruzou os braços. – Qual sua relação com ele? – indagou novamente, porém, calmo.

O ar saiu cansado pelos lábios do loiro mais uma vez e deixou a cabeça se apoiar no ombro de Aomine. – Ele é meu Senpai...

Háh. Era só o que faltava. O riso escapou pequeno pelos lábios de Daiki. Era muita cara de pau por parte do loiro. Há pouco, havia dito que o amava... E segundos depois, demonstrava involuntariamente, que queria que sua relação com o veterano fosse algo maior... Ao menos, foi o que ele havia entendido com aquele suspiro e juntado com o que tinha escutado antes da mútua declaração.

– Você é bem cara de pau, mesmo, hein, Kise? — riu com a cabeça levemente baixa. No fundo, queria acreditar na confissão que havia escutado há pouco... Mas como sempre...

Ryouta não entendeu a ironia. Ele havia sido sincero. Sinceramente, sincero. O que mais ele queria? Não havia outra resposta. Kise franziu o cenho descontente com o tom de voz usado no comentário de Daiki, mas não se afastou e muito menos se pronunciou, visto que o outro voltou a falar.

– Suspirando dessa maneira, ainda consegue dizer que me ama? — levantou a sobrancelha direita, mesmo sabendo que Kise não a via.

– Claro que sim. Porque é a verdade. — convicto.

– Ahan. Claro que é. — riu, mas dessa vez desvencilhou-se dele, contornando o rapaz.

– Aominecchi... — Kise virou-se o seguindo, sem sair do lugar.

– Não diga nada.- cortou-o sem encará-lo. — Espere... Um pouco... — a voz saiu baixa e Daiki torcia para que nada do que estivesse sentido naquele momento, tivesse sido transpassado pelo simples ato de falar. Imaginava como uma mulher se sentia na TPM. Porque era exatamente como achava que elas se sentiam. Todo confuso e sensível por sabe-se lá o quê. Sentimentos numa montanha russa que ele não tinha a menor ideia de como tinha entrado nela. Sentia-se ridículo... Sentou-se em sua cama e apoiou os cotovelos no joelho, permanecendo com o queixo sobre seus dedos entrelaçados por longos minutos, fitando o chão. Suspirou e ergueu o olhar para o loiro. — O que sente por ele? — indagou fitando-o sério.

Ryouta surpreendeu-se com a pergunta, mas... Sabia, de certa forma, que era inevitável falar sobre isso. Entretanto... Achava que o assunto demoraria bem mais para surgir entre eles... Isso SE surgisse. Suspirou mais uma vez jogando o ar para cima e escorou-se na porta, deslizando por ela lentamente. Sentado, apoiou os braços sobre os joelhos dobrados frente ao corpo e depois de algum tempo, fitou Aomine. — Sentia que ele poderia me fazer te esquecer.

Sinceramente, o modelo nunca havia se imaginado numa situação dessas com rapaz, entretanto, agora que havia começado, tinha que terminar. E pelos anos em jogo ali, mentir ou esconder alguma coisa, não era cogitado um mínimo sequer. O que importava era o resultado... Fosse ele positivo... Fosse ele negativo... De preferência, positivo, né?!

– Então vocês tem um caso...?

– Não qualificaria assim... — baixou minimamente o olhar espantando-se com seus dedos que tremiam levemente. Fechou-os com força.

Daiki suspirou e jogou-se na cama, fitando o teto. — E como qualificaria, então?

Ryouta o encarou. Não sabia ainda como qualificar aquilo que tinham. Uma amizade colorida, talvez?... Não... — Sinceramente, eu não sei... Acho que... Como um melhor amigo... — realmente não sabia os adjetivos que moldavam o moreno. — ...Meu... Porto seguro...? — sussurrou. Pensava em voz alta. — Aquele... Que me faz crescer... Que me ensina... — endireitou a cabeça e baixou o olhar para suas mãos novamente constatando que não mais tremia. — Aquele que me dá forças... — sorriu. — Que cuida de mim. Me acolhe... Me ajuda e me xinga. — riu ao final. Seus olhos se ergueram e procurou por Daiki jogado na cama sem encará-lo. — Meu Senpai. — finalizou orgulhoso.

Ciúmes era pouco para descrever o que Aomine sentia no momento, mas mais forte que isso... Era a dor que corria até pela ponta de seus dedos. Kasamatsu tinha uma presença forte e respeitada dentro do loiro... Nunca que ele conseguiria ganhar daquilo...

E foi inevitável o sorriso desenhar-se triste em seus lábios .

Kise estava confuso. Era apenas isso...

– Nee... Aominecchi...? Posso ir aí? — indagou doce.

– Faça o que quiser. — limitou-se cansado.

Apenas o som mínimo dos lentos passos do loiro preenchiam o lugar. Já havia dado o ponta pé inicial... Bastava terminar aquilo tudo. Não tinha mais o que perder. Só tinha... Que enfrentar seu medo e partir para o ataque. Seu sentimento era recíproco... Apenas, Aomine não confiava em suas palavras... Ainda, e isso de certo o machucava. Não era do tipo que exprimia tão facilmente assim seus mais profundos e sinceros sentimentos... E justamente por isso, tinha que abrir todo seu coração... Tinha que se expor... Se não fizesse isso agora, não faria nunca mais. Além de um coração partido pela desilusão amorosa, ganharia de brinde um ex-amigo.

Passo a passo. Pouco a pouco. Aproximou-se e subiu sobre a cama de Daiki ficando por cima dele prendendo-o entre seus braços e pernas... Sim, sim, de quatro, de quatro. Seus olhos se cruzaram, mas o Ace da Touou nada manifestou. Kise se aproximou deixando uma mínima distância entre seus rostos e começou a falar.

– É só você... Aominecchi... — estava imperceptivelmente trêmulo. — Que consegue me deixar com essa cara deplorável... — sorriu tortamente. Estava vermelho... Estava nervoso... Estava inseguro. E desengonçadamente, seus dedos tocaram a mão do outro, a trazendo para si. — Só você... — espalmou a mão de Daiki sobre seu peito. — Faz ele disparar dessa maneira... — seus olhos reluziam mais do que o normal. Daiki via naqueles delicados citrinos uma translúcida sinceridade que certamente era impossível não se deixar envolver. Kise baixou o dorso e escondeu seu rosto no peito do rapaz. — … Acredite em mim... — a insegurança aumentava e transbordava por cada ponta de seus dedos que se fechavam na camiseta de Aomine, torcendo o fino tecido.

Não era cena. Era apenas aquele raro momento qual deixamos nossos corações falarem.

Daiki o encarou por cima e suspirou mais uma vez. Aquele loiro tinha sérios problemas... Não, não. O problema ali, era seu coração que falhou em seu treinamento ninja e não conseguia ficar imperceptível. Daiki o sentia a todo tempo e cada vez mais. Abraçou o modelo e o deitou de lado apertando o contato. Achava-se ingênuo... Até, idiota... Mas não conseguiu não acreditar naquelas palavras. Era difícil ver o loiro falando seriamente, mas mesmo quando brincava... Em momento algum, ele mentia. Podia ocultar e desconversar, mas mentir, isso nunca. Ao menos, não para ele. Reconhecia quando o rapaz mentia e com toda a certeza, não era o que estava fazendo agora.

Pequenos soluços escapavam dos lábios de Ryouta quase sem serem notados apenas destruindo de vez, a insignificante barreira – agora – entre ele e Aomine. Há tanto tempo Daiki lutava contra aquilo... Nunca havia imaginado que chegaria o dia de colocar para fora, todo aquele sentimento contido e nutrido – até então – indevidamente por seu coração juvenil. E muito menos imaginava, que aquele modelo... Passava exatamente pela mesma situação.

Os dedos correram pelos fios louros e assustava-se com cada nova descoberta sobre si. Não sabia que eram tão macios... Não sabia que tê-lo daquela maneira, abrandava tão drasticamente seu interior. Remexeu-se deslizando para baixo ficando frente a frente com o modelo. Kise não abriu os olhos e apenas transpassou ainda mais o quão verdadeiro era tudo aquilo que ele havia dito. Aomine nunca o tinha visto daquela maneira. Sobrancelhas levemente franzidas, olhos igualmente inchados e todo avermelhado. Estava totalmente entregue... Totalmente vulnerável. Ele como homem, sabia bem o que aquilo significava... Jamais abriria sua guarda para um qualquer.

Sentia-se estranho. Kise era um marmanjo de 1,89m, jogador de basquete. Ok, ele não era modelo por acaso, mas embora a beleza nunca tenha sido um atrativo louvável em questão de seus sentimentos para com o modelo, dessa vez foi inevitável. Kise acabava de emoldurar em sua memória, uma das visões mais belas que ele já teve na vida. Queria protegê-lo... O queria para si... E não o dividiria com mais ninguém.

Suas mãos deslizaram cuidadosas pelo rosto alvo e o puxando para si, seus lábios se tocaram sutis. Quente... Macio... Único. Ambos sentiram o estômago revirar. O quanto não haviam fantasiado como seria esse tipo de contato? E quanto não haviam se martirizado por tal pensamento? Os lábios se tocaram uma única vez, separando-se lentamente. Seus olhos se cruzaram e hesitantes, seus lábios se juntaram novamente. A extraordinária comoção de um sonho realizado. E assim como tal, seus olhos se fecharam e entregaram-se totalmente àquela única e tão ansiada sensação. Sentir o toque daquele que amamos e poder tocá-lo igualmente sem culpa, sem empecilho, sem desculpas, era simplesmente inimaginável até há pouco. Um alívio misturado com a segurança, tranquilizava absurdamente Daiki e não por menos, apenas o fazia crer naquilo que Kise se esforçava para tanto. Daiki o amava... E isso era recíproco.

Provavam do gosto um do outro, da pele grossa que era descoberta fina e macia em certos lugares, mas definidas pelos músculos que o esporte trabalhava em ambos. As formas apenas degustadas pelos olhos, agora concretas em suas mãos... Sentiam a maciez, a rigidez, os pontos sensíveis... Os pontos, sensíveis. Nenhuma palavra a mais. Nenhuma palavra a menos. Os lábios de Daiki exploravam a carne branca, suculenta aos seus desejos profundos e sedentos. A camisa de Ryouta foi aberta e a tentação exposta ao bel prazer do outro. Levemente corado, Kise o encarou encabulado. Nunca havia recebido olhar tão intenso e libidinoso vindo dele. Não sabia se estava exatamente pronto para esse tipo de contato, mas... Seu coração já havia sofrido demais por conta de sua mente. Chega disso. Relaxou seus músculos desligando seus pensamentos e desafivelou seu cinto, logo abrindo sua braguilha. Movimento qual foi gratificantemente seguido por Aomine, calmamente. Kise estava deitado e Aomine entre suas pernas, de joelho. Em momento alguns os olhares foram desviados. Em momento algum, seus sentimentos foram inibidos.

A madrugada adentrava a noite e enquanto o frio embalava aqueles que ainda perduravam por seus domínios públicos, dentro daquela casa, naquele cômodo específico, o calor emanava por cada mínimo canto de sua sólida estrutura. Tocavam um ao outro com cuidado e com extrema curiosidade. Já se viram tantas e tantas vezes no vestiário, mas óbvio que a situação de agora era totalmente diferente do que eles vivenciaram até então. Tinham liberdade... Tinham aval. E com toda a certeza, era muito melhor do que haviam cogitado que poderia ser em suas desfavorecidas imaginações.

Sempre é.

Leves e doces mordiscadas marcavam sutis o caminho que Aomine trilhava pelo corpo de Ryouta. Pouco a pouco, lascivas sugadas arroxeavam aqui e ali e deslizando sua língua pelo abdômen do louro, mordiscou a pele rente à peça íntima do modelo e o arrepio foi visível, fazendo Kise encará-lo espantado... Porém, com aquela inegável expectativa infantil que por corolário, fez Aomine rir internamente.

Desde quando ele era tão adorável assim...? – indagava-se intimamente enquanto seus lábios voltavam a buscar pelos do outro. Um beijo mais sedento fazia-se dominante enquanto a mão de Daiki baixava a boxer escura do modelo, sensualmente, só de um lado. Os lábios do maior deslizaram pelo rosto de Ryouta num sorriso escondido e mordiscou libertino o lóbulo da orelha do rapaz deixando escapar uma risada leve que Kise não pôde ignorar achando que ele ria de suas reações — que pra ele próprio eram vergonhosas.

Remexeu-se incomodado desviando-se das investidas do outro tentando entender aquela situação forçando-o a se afastar um pouco, mas para seu maior espanto, Aomine munia-se da única arma que desmerecia qualquer relutância por parte do loiro. Sincero, singelo... Doce e inocente, os lábios de Daiki desenhavam-se num sorriso. Kise sentiu a cabeça rodar. Sentiu que gozaria só com isso e por razões óbvias, seu peito inflou e transbordou tudo por seus orbes dourados. Tocou o rosto do outro com sua mão direita e sorriu puxando-o para si. A ponta de seus narizes se tocaram e “Eu te amo, Aominecchi”, proferiu docemente.

Daiki riu de lado e fechou seus olhos. — Eu sei.

Encararam-se por alguns mudos segundos, e riram.

Notas finais
Meu coração está começando a se apertar ;o; Semana que vem acaba a fic D: AEIHEOAIHIOEAHOEAI Passou rápido... Ao menos pra mim ahahah Minha long eu posto uma vez por mês, uma vez por semana é algo novo pra mim ahahaha *cahan*
Então... Era... ERA pra fic acabar aqui AHAHAHAHHAHA, mas como imaginei minha cabeça rolando por conta disso, fiz o Lemon... Que era pra terminar a fic nesse capítulo mesmo... Mas como eles têm vida própria, o Lemon ficou tão enorme que tive que dividir e fazer um capítulo a parte SÓ pra isso. AHAHAHAHHA Aviso: o último capítulo ficou grande... Não pra mim, mas pra fic, visto que ficou com quase o tamanho de dois ahahahah
EEENFIM! Espero que tenham gostado do capítulo e nos vemos no - espero - hot desfecho ;D
KISEs no kokoro e até lá! *____*