Porcelana

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Porcelana é uma das muitas histórias que eu escrevi há anos e nunca tive tempo de revisar, então me desculpem pelos erros gramaticais, eu tento ao máximo corrigir quando eu tenho tempo, mas nem sempre eu posso, Sorry.

História também postada no Wattpad sob a conta @4-Four.

Boa Leitura!!

Quando Leah diz para ela que vai trazer seu imprinting para jantar, Sue pira.

Depois de seis longos e torturantes meses que sua filha teve um imprinting secreto, ela finalmente vai apresenta-lo a família, nem mesmo os lobos sabem como ele é, Leah tem paredes mentais fortes, o fato de não querer que ninguém veja seus pensamentos a ajuda muito.

Você pode praticamente sentir a energia no ar quando as sete horas em ponto o ronco de um motor é ouvido. Leah praticamente borbulha de excitação, seu rosto aberto em um largo sorriso que Sue não vem há anos.

Os amigos de sua filha praticamente se contorcem, e ela também, Leah se levanta e atende a porta, Sue espera ansiosamente, de pé, na porta que leva a cozinha, ela espera ter um vislumbre do genro, espera que ele chegue com flores e se vista como um príncipe, que tente impressiona-la.

Ele definitivamente não é o que ela espera.

E pelo jeito, ele não é o que ninguém espera.

Ele é alto, não como Jacob ou Sam, mas alto, pelo menos dez centímetros maior que Leah, ele se veste todo em preto, calças baixas nos quadris magros, uma blusa preta larga com uma estampa de caveira, uma jaqueta de couro surrada e gasta, botas de combate totalmente escuras, e para completar, ele tem um piercing no nariz e duas argolas na orelha, uma ao lado da outra.

Ele coloca a mão no rosto de Leah, carinhosamente e seus olhos claros brilham quando ele olha para ela, sua mão tem um tatuagem que se estende até as profundezas de sua jaqueta, ele usa anéis de metal nos dedos, todos com uma figura estranha, exceto aquele marrom escuro que é igual ao que adorna o dedo de sua filha.

Sue acha que pode ter um infarto.

— Hey querida, trouxe cerveja... — ele entrega um engrado de uma cerveja que Sue nunca viu antes nas mãos de sua filha. — Eu sei que você odeia todo esse mimimi de flores, comprei sua cerveja favorita.

Leah sorri brilhantemente.

Sim, Sue acha que vai ter um infarto.

— Mãe, esse é Ares, meu namorado. — até mesmo um nome terrível esse menino tem.

O homem estende uma das mãos até Sue e aperta sua mão firmemente, sem desviar os olhos, quase como um desafio.

— Vamos nos sentar. — Sue finalmente fala, engolindo em seco, seu coração batendo mais forte em seu peito, ela sabe que vai odiar isso até o final da noite.

— Eu também te trouxe um presente. — Sue o vê, claramente entregando um pacote verde mal embrulhado para Leah, ele nem mesmo sabe fazer um embrulho descente, tudo o que Sue vê até agora é um péssimo namorado.

Sue perde o jeito que Leah sorri.

Leah entra na cozinha com um par de xícaras de porcelana, é lindo, com desenhos florais e acabamento em dourado, ela abre um das cervejas e brinda com ele, como se fizessem isso regularmente.

Ares diminuiu mais um pouco no ponto de vista de Sue, ele levou sua filha a tomar cerveja, coisas que ela não fazia antes.

Ela sabe que está sendo dura com o garoto, mas claro, Leah é sua filha, ela quer o melhor para ela, mas Ares não é o melhor.

Quando o jantar está pronto, o clima é tenso na mesa, posta no quintal, grande o suficiente para se sentarem confortavelmente.

Sue sabe que a maioria das pessoas está do seu lado, nenhum deles acha que Ares bom o suficiente para Leah, mesmo que ele passe o braço carinhosamente pelos ombros de Leah e brinque delicadamente com as pontas do seu cabelo.

Sue tem mil perguntas para ele, seu emprego, ele terá condições de prover algo para sua filha, sinceramente Sue tem medo da resposta do emprego, ele pode ser um gangstêr, Deus queira que não.

— Você realmente acredita que tem condições de prover algo para Leah? — Sue finalmente deixa sue pensamento inicial se infiltrar na conversa, ela levanta uma das sobrancelhas e olha para Ares de cima a baixo, ele não parece ter muito dinheiro.

— Mãe. — Leah meio grita, meio solta um guincho de horror. Sue encolhe os ombros de forma desdenhosa, ela precisa aprovar esse garoto, mesmo que isso constranja Leah.

— Sinceramente Senhora Clearwater. — os olhos de Ares brilham com algo quase perigoso. — Leah é sua própria pessoa, eu não preciso prover nada a ela, Leah consegue tudo por ela mesmo, ela não precisa de mim para isso. — Ares beija a bochecha de Leah quando ela sorri brilhantemente, independência é algo que Leah sempre almejou, não que Sue ache que ela precisa disso.

Ares desce mais em sua escala de "pessoas que eu gosto".

— O que você faz Ares? — é Emily quem finalmente pergunta — quebrando o clima tenso -, mesmo que el apareça genuinamente curiosa, Ares levanta as sobrancelhas para ela.

— Eu sou cirurgião em Portland. — Sue quase não pode acreditar, esse cara é um pouco diferente dos padrões que ela criou.

— Cirurgião? — ela quase não pode acreditar.

— Terminando meu terceiro doutorado. — ele sorri, um fogo brilhante de vitória brilhando em seus olhos.

— Quantos anos você tem? — Seth pergunta, quase timidamente, olhando para ele com novos olhos, Seth sempre quis seguir a careira médica.

— Vinte e oito. — ele parece meio envergonhado. — Aparentemente eu era o que as pessoas chamam de criança prodígio.

Arrogante. Sue conclui.

Ela se levanta e vai para dentro, ela não suporta ficar mais um minuto na presença desse marginal convencido e egocêntrico.

Sue tem um copo apertado em sua mão, seus nós dos dedos estão brancos, segurando com força, como se pudesse quebrar, coisa que ela não pode.

Ela termina de tomar a água quando vê que Ares está encostado na porta, os olhos sérios como nunca estiveram na noite.

— Você não gosta de mim. — nem mesmo é uma pergunta.

— Não. — Sue concorda. Ele apenas levanta as sobrancelhas, como se a aprovação dela valesse menos que o chão em que ele pisa.

— Não preciso que goste de mim Sue. — ele diz seu nome com algo que ela não identifica. — Preciso que Leah goste de mim, sua aprovação não significa nada, apenas algo que Leah quer, mas não precisa, não quero que goste de mim, quero que tenha uma boa convivência, e pelo menos finja gostar de mim porque é o que Leah quer.

— E você por acaso sabe o que Leah quer? — Sue explode, seu tom de voz aumentando, não audível lá fora. — Você lhe deu xícaras de porcelana e cerveja. Cerveja. - Sue repete incrédula.

— Foi no nosso primeiro encontro. Era pra ser uma noite romântica a luz de velas, mas aparentemente as pessoas acham que um cirurgião não pode ter folga e decidem ter acidentes. Sua filha me esperou por duas horas em uma sala de espera lotada para sair comigo, no fim não pudemos ir jantar e eu a levei para casa. — ele para por um momento, seus olhos expressivos queimando com algo que Sue não pode identificar. — Eu tinha me mudado a pouco tempo e só achei xícaras de porcelana e cerveja, nós compramos hambúrgueres e foi o melhor encontro da minha vida.

Sue levanta as sobrancelhas, não impressionada, o trabalho parece mais importante para ele do que sua própria filha, sim, Sue definitivamente não gosta dele.

— Então me culpe por dar algo que vai lembra-la de nosso primeiro encontro. — Ares fecha os olhos de forma estressada e passas as mãos pela testa. — Então não Sue, eu não preciso da sua aprovação para ficar com a mulher da minha vida, eu preciso que você finja que pelo menos gosta de mim e a deixe feliz. — ele termina e vai embora, andando de um jeito superior.

Sue observa pela janela da cozinha quando Ares passa um braço em torno de Leah e beija sua cabeça, ele olha pela janela, diretamente nos olhos dela, é como se ele soubesse exatamente o que Sue está pensando, os olhos dele queimam, com um fogo diabólico incontrolável.

Um arrepio corre pela sua coluna quando ela observa seus olhos se tornarem mais fogosos quando ela o encara.

Ela desvia o olhar, um centelha de medo se acendendo dentro dela.

Sue sabe agora, por mais que ela não goste de Ares, ele vai ficar, porque ele e Leah são como fogo e gasolina, e juntos, eles vão queimar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por hoje e tudo pessoal :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!