Porcelain Heart
16 Capítulo 16 - Manhã de Céu Plúmbeo
Notas iniciais
Demorei-me um pouco a sair do hotel. Tomei café-da-manhã, me arrumei, flertei com o recepcionista. Talvez eu o escolha pra próxima.
Saí do hotel e parei na calçada, olhando para cima. O céu plúmbeo era presságio de chuva, teria de me apressar se não quisesse ficar encharcada. Andei algumas quadras para longe do hotel, o salto fazendo barulho contra o concreto, só por garantia antes de chamar o táxi. Ainda tenho que jogar por uns dias até que ele me ame, fui cuidadosa.
Quando dei meu endereço ao taxista, notei a expressão de surpresa que ele rapidamente escondeu. Novamente ri baixo. Não era a primeira vez que tinha essa reação; não era exatamente um endereço nobre. Sempre me mudava para lugares baratos e malvistos. Gosto de luxo, mas me mudo com frequência, e não vale a pena pagar caro por uma casa em bairro nobre se eu posso alugar um apartamento barato que ninguém pensaria em roubar.
A chuva caiu torrencialmente enquanto o táxi ainda entrava no bairro. Notando que eu não tinha um guarda-chuva, o taxista cobriu-me com o próprio casaco até a soleira, e se ofereceu para me buscar na ‘volta’. O dia está muito bom até agora.
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