Porcelain Doll

1 The Porcelain is my!


Ele mesmo não poderia explicar o que estava acontecendo com ele.
Nem sequer imaginava o porquê, logo ele, iria sentir algo daquele tipo. Logo por ela.

E mesmo assim, aquele sentimento. Como poderia ao menos explicar a sim mesmo que estava apaixonado por aquele ser tão pequeno e gentil?

Quando ele pôs os olhos nela pela primeira vez, estavam numa luta. Era uma guerra entre guildas, e ele, então, atacou ela e seus parceiros. A primeira coisa que viu nela foram seus olhos castanhos. Sim, aqueles doces olhos castanhos que, não importa quanto tempo passe, ele sempre iria sorrir só de pensar neles.
Apesar de tudo, ele gostava de nutrir aqueles sentimentos.

Mas o que ele queria mesmo era abraçá-la e não soltá-la nunca mais.

Tudo o que ele queria mesmo era tê-la só pra si, para sempre.

Quando se encontraram uma segunda vez, ela se sentia com medo.

Ele, por sua vez, aceitou aquele sentimento. Melhor pra ele, que não teria que encará-la mais.

Aliás, ele havia decidido que nunca mais iria encará-la novamente. Mas, antes, teria que se desculpar com ela e seus parceiros. Para isso, deixou que eles o batessem. Ele só queria pagar pelos erros e nunca mais encarar aquela jovem. Afinal, ele não tinha nenhuma obrigação de falar com alguém.
Mas, enquanto era atingido por diversos golpes, para sua surpresa, a garota de cabelos azúis pediu pra que seus parceiros parassem. Que ela já o tinha perdoado há muito tempo.

Os companheiros da mesma continuaram, mas pararam logo após que Laxus,o neto do mestre da guilda, chegou. A garota assustou-se ainda mais quando Laxus começou a disparar raios sobre o Redfox. Então, Levy,pediu à Laxus que ele parasse.

Laxus, então, disparou sobre a pequena uma rajada de raios que foram absorvidas no braço de ferro do Gajeel. Sim, ele havia a salvado.

Ele poderia muito bem ter deixado-a ser atacada. Uma parte dele queria fazer isso. Outra, porém, o instruía a salvá-la. Ele nem sequer sabia ao certo o porquê fez aquilo.
Talvez seja porquê naquela hora, seu coração pulava.

Ele não queria mais ver aqueles doces olhos ficarem tristes. É por isso que naquele momento, ele prometeu que a protegeria. Claro, que nenhum sentimento havia brotado naquele enferrujado coração naquele momento.
Não. Ele apenas queria salvá-la. Queria salvar alguém pelo menos uma vez na vida.

E o tempo passou, tão rápido como um vento de primavera. E agora, porém, ele estava realmente apaixonado por aquela nanica leitora. Aquela mesmo que lia aquelas histórias pra ele, e que tinha que repetir várias vezes as mesmas frases dos mesmos livros que lia pra ele.

Bom, era um sentimento estranho e, ele nunca havia achado que sentiria isso algum dia, mas agora que sentia, até aquelas explicações da pequena mandona eram como músicas pra seus ouvidos.

Porque, mesmo sendo tão severa, ela era pura e sensível. Frágil como um boneca de porcelana.

Porque aquela garota era incrível.

Porque aquela garota tinha algo especial. Algo que o fazia querer protegê-la sempre.

É era por isso que sempre iria protegê-la.

Porque aquela garota, era a sua boneca de porcelana.

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