Por você, Baby Girl.

44 Felicidade em dobro.


Derek se sentou no banco da maternidade. Suas meninas estavam sendo examinadas em uma sala perto de onde ele se sentou. Spencer havia ido lavar suas mãos. Emily estava com Joanne e Jack. Hotch e David estavam com Grace enquanto ela contava uma história sobre unicórnios. JJ estava ao lado de Derek.

Um médico jovem apareceu na sala e viu o povo se reunir.

— Acredito que estão aqui para a Senhorita Penelope Morgan Garcia? – Ele perguntou.

— Sim. – Derek se aproximou dele. – Como elas estão?

— As meninas estão muito bem. Você já pode ver elas na sala dos bebês. – O médico falou. – Entretanto a senhorita Garcia precisa permanecer um tempo. Ela perdeu as forças no parto complicado então a gente precisa monitorar.

Derek olhou assustado.

— As drogas que ela tomou por algum tempo fizeram o organismo dela ficar frágil e a queda da escada a cinco anos resolveu cobrar o seu preço. – O médico falou. – Ela está no quarto descansando. Talvez um dia ou dois e ela pode sair.

— E as meninas? – Reid perguntou.

— Elas podem sair daqui a pouco. – O médico falou. – Apesar de terem nascido de oito meses, elas parecem bem saudáveis.

— Eu não entendo. – Derek olhou para o médico. – Estávamos no médico antes de elas nascerem. Ele não falou nada.

— Senhor Morgan, acreditamos que esse médico deu algo para adiantar o parto. – O plantonista falou. – Achamos uma droga especifica para isso.

— Ele fez de propósito? – Derek estava irritado.

— Quando a senhorita Garcia acordar você pode perguntar a ela, no momento estamos especulando. – Ele falou, virando e indo embora.

Derek ficou nervoso.

— Vou mandar policiais para prender o médico. – Hotch saiu com o celular em mãos.

Derek saiu andando até o quarto onde Penelope estava depois dos exames. Ele a admirou dormindo já arrumada. Ela tinha uma pulseira de hospital roxa com bolinhas, algo que só ela conseguiria pensar nesse momento. Então ele seguiu até o berçário para ver suas duas garotinhas.

Ele se aproximou do vidro e olhou para duas meninas em macacões rosa. Com uma das mãos alcançou o celular e tirou uma foto das garotinhas e enviou para Spencer e para todos os que ele poderia pensar.

Aproveitando aquele momento, ele mandou uma para sua mãe e para suas irmãs em Chicago.

A mãe de Derek abriu a foto e se emocionou. Ela estava esperando uma netinha, mas em vez disso, ganhou duas.

FranM: Derek, elas são lindas.

DMorgan: Não é?

FranM: Estaremos aí para ver elas logo.

DMorgan: Aguardo vocês.

Derek voltou ao quarto de Penelope. Ela ainda estava dormindo, mas Reid estava no quarto com ela agora. Ele a olhava com uma cara protetora. As mãos dele seguravam dois ursinhos de pelúcia com lacinhos rosas no topo.

Morgan não sabia se interrompia o momento dos dois. Reid e Penelope sempre estiveram perto um do outro em todos esses anos. As vezes mais, as vezes menos, porém sempre perto. Ele a tinha como uma irmã que ele nunca teve sorte de ter. ela o tinha como irmão, já que os outros não ligavam ou davam valor.

Depois de tantas visitas ao hospital, eles nunca a visitaram, nem chamaram seu número. Então Reid assumiu o papel de irmão.

Ele morreria por ela e ninguém duvidava que ela faria a mesma coisa.

Ele abriu a porta com o máximo de cuidado para não acordar Penelope.

— Derek. – Reid se levantou, mas Derek o fez voltar.

— Fique BoyWonder. – Derek o mandou sentar. – Eu preciso sair.

— Aonde vai? – Reid Perguntou.

— Falar com o médico. – Derek respondeu olhando carinhosamente para Penelope. – Eu queria que você ficasse com ela.

— Não precisa pedir Derek. – Reid voltou a olhar para a minha. – Maeve vai vir aqui daqui a pouco. Podemos ficar os dois aqui.

— Maeve gosta da Penelope, não é? – Derek disse com um sorriso no olhar.

— Elas são muito amigas. – Reid Respondeu. – Acho lindo.

— Elas podem trocar experiências. – Derek disse. – Maeve também vai ter gêmeos, não é?

— Loucura né? – Reid de um suspiro. – Não sei se eu estou preparado para isso.

— Ser pai ou ser pai de gêmeos? – Derek perguntou.

— Eu acho que ambos. – Reid estava inseguro e isso era um fato.

— Uma coisa que você deve saber, menino. – Derek se sentou na frente de Reid. – Você nunca mais vai ser o mesmo. Você vai correr para seu bebê quando ele começar a chorar a noite, vai começar a comprar fraldas sempre que for ao mercado pelo medo de faltar. Vai perder festas e feriados somente para ficar vendo o bebê dormindo.

Derek fez uma pausa olhando para Penelope.

— Mas acima de tudo vai ter uma família pronta para te ver cada vez que voltar do trabalho. – Derek continuava a olhar para ela.

Em todos esses anos ela ainda ficava bem dormindo. Ela estava no hospital depois de dar à luz a suas filhas.

— Eu estou indo, gênio. – Derek falou. – Sua arma em punho para qualquer pessoa que não seja do FBI ou do hospital.

— Nem precisa pedir Derek. – Reid puxou um livro de figuras da bolsa.

Derek saiu e Reid começou a ler para Penelope dormindo. Ele iria ver as garotinhas em breve. E ele gostaria que Penelope as visse também.

— Acho que podemos considerar o hospital um lugar feliz. – JJ falou.

Grace estava com Rossi ainda contando a tal história dos unicórnios. Rossi escutava contente e em certo momento pegou Grace no colo.

— Que tal conhecer suas irmãs? – Rossi levou Grace pelo corredor.

— Claro. – Ela disse. – Parece bom.

Rossi levou Grace até a janela do berçário e indicou as bebês.

— Lindas, né vovô? – Grace tinha um sorriso.

— Lindas mesmo meu anjo. – Rossi estava emocionado com as bebezinhas.

Grace foi levantada para cima para vê-las melhor.

— Elas se aprecem comigo, né? – Grace falou depois de examinar as meninas no berço.

Rossi deu uma risada.

— É claro que se parecem, Grace. – Rossi respondeu.

— Porque não tenho um apelido? – Grace questionou. – Mamãe é chamada de Penny ou de Baby Girl e papai é apenas D. ou apenas Adônis, embora eu não compreenda o que isso significa.

— Você quer um apelido linda? – Rossi abriu um pequeno caderno ao seu lado. – Que tal Cupcake ou Gracie com a letra i antes do "e"?

— Gosto de Cupcake. – Grace Disse. – Porém prefiro Gracie. Acho fofo.

— Eu poderia chamar de Miss Sunshine. – Rossi pegou Grace no colo.

— Miss Sunshine? – Grace estranhou. – Minha mãe me chama assim.

— Gracie é lindo também. – Rossi deu um sorriso para a netinha. – Vamos ver a mamãe?

— Ela ainda deve estar dormindo. – Grace falou. – Uma mulher precisa descansar bastante depois de dar à luz por parto natural.

— Está passando tempo demais com Reid ultimamente, Gracie. – Rossi disse com uma ironia, mas estava feliz.

— Ele também está esperando bebês, né? – Grace questionou. – Talvez eles sejam amigos quando crescerem. A possibilidade de isso acontecer é de 50%.

— Ótimo. – Rossi pensou. – Reid a fez de uma pequena gênia.

Hotch estava de volta a sala principal. Ele havia ficado no telefone com alguém no FBI.

— E então? – Derek perguntou.

— Eles prenderam o médico. – Hotch falou. – Mas há uma coisa que ele falou sobre a droga que ele deu a ela.

Derek notou a expressão de Hotch. Não era boa. Definitivamente não era boa.

— O que quer dizer, Hotch? – Derek ficou realmente assustado.

— A droga que fez o trabalho de parto se adiantar ela é Ocitocina. – Hotch falou. – Em pequenas doses ajuda em muitas coisas, mas ela realmente tinha uma quantidade absurda no sangue.

— E? – Derek sabia que havia mais.

—Eles não conseguiram reduzir nem a metade disso em uma drenagem. – Hotch explicou. – Eles vão manter ela aqui por 72 horas até o efeito passar o suficiente para ela ser considerada livre do remédio.

— E se ela não ficar aqui? – Derek tinha medo de perguntar.

— Então realmente ela pode morrer. – Hotch respondeu. – É um remédio perigoso, Derek.

— E quanto as meninas? – Derek agora se preocupou comas garotinhas. – Quer dizer, elas beberam o leite dela depois de nascerem.

— Não tem problemas para as bebês. – Hotch falou. – O médico disse que você pode levar elas para casa daqui a algumas horas.

Reid ainda estava com Penelope no quarto do hospital. Ele lia agora um livro de poemas e tinha ao seu lado um dicionário de nomes de bebês. O mesmo que ele estudava para procurar nomes para os seus. Ele circulou alguns nomes e iria apresentar para ela assim que ela acordasse.

— Reid. – Morgan ficou parado na porta. – Posso falar com você?

— Sim. – Reid se levantou e deixou o livro de poemas ao lado de Penelope.

Derek o levou para conhecer as bebês que ele havia ajudado a trazer para o mundo. Reid não pode deixar de sorrir quando as viu se mexendo no berço.

— Elas são a mistura de vocês dois. – Reid falou.

Maeve se juntou ao esposo na janela de exposição.

— Agora que vocês estão aqui eu tenho algo para pedir. – Derek falou. – Com certeza você desempenhou um papel no nascimento delas. E não poderia ser diferente. Eu quero que você e Maeve sejam os padrinhos de uma das garotinhas.

— Isso seria ótimo. – Reid falou. – Mas ela está grávida então acho que não daria certo.

— Acredite em mim Reid. – Derek colocou uma mão em Reid. – Nada é tão complicado. Eu sei que Penelope vai gostar da idéia.

— Bom... – Reid decidiu. – Então a gente topa. Só me prometa uma coisa Derek.

— O que? – Derek perguntou.

— Que vão retribuir o favor sendo padrinhos de um dos meus também. – Reid falou.

— Acho justo, BoyWonder. – Derek abraçou Reid.

— Eu vou voltar para Penelope. – Reid falou. – Receio que Hotchner e você precisem montar o berço no quarto.

Reid se afastou e foi até o quarto de Penelope junto de Maeve.

Derek por sua vez foi para casa com Hotch. Eles pegaram o bercinho guardado e montaram no quarto.

David levou Grace para uma loja para comprar roupinhas para as bebezinhas. Ele entrou e deu de cara com um bercinho lindo e novo no mercado.

— Precisa de ajuda? – Uma moça da loja se ofereceu.

— Esse berço aqui. – Rossi apontou para o novo modelo exposto. – Pode me explicar como funciona?

— Ele monta e desmonta. – Ela virou o produto para ele. – Você coloca na cama ou no lugar onde você está deitado e ele deixa o bebê do seu lado sem perigos.

— Suponho que não tenham mais um igual? – Rossi ficou encantado pelo modelo.

— Nosso estoque ainda está cheio. – Ela disse. – De quantos você precisa?

— Quatro. – Rossi falou com os olhares de Grace e da funcionária.

— Quatro. – Ela repetiu para tentar entender.

— Dois para minha filha e dois para mim. – Rossi disse. – Ela teve gêmeas.

— Certo. – Ela disse indo.

— Moça. – Rossi a chamou. – Na verdade eu preciso de seis.

— Por qual motivo? – Ela tentou esconder a cara de assustada.

— Um colega vai ter gêmeos também. – Rossi explicou.

— Sabe que esse é o mais caro da loja. – Ela tentou não falar nada desagradável.

— Meu cartão é ouro. – Ele disse casualmente.

— Certo. — a funcionária saiu pedindo a ajuda de outro funcionário.

Ela voltou com caixas do tal berço e Rossi parecia satisfeito. Além de seis berços, roupas e sapatinhos para os bebês de Spencer e Penelope.