Derek se moveu com Grace até a cama de Penelope. Parecia impossível que ela estivesse ali na sua frente depois de um ano inteiro. Quando a enfermeira telefonou ele em pode acreditar. Ela estava dormindo por causa dos medicamentos, mas poderia acordar logo.

Hotch parecia estar assustado, mas no fundo ele se sentiu como se um peso saísse das costas dele. Ele poderia apresentar sua filha para ela e as meninas cresceriam juntas.

Reid estava chocado ao ver a amiga toda machucada, ainda mais quando o médico disse que ela caiu de uma escada alta. Então era desse jeito que Frank pretendia fazer ela voltar para os amigos?

JJ se sentou na cama quando Derek não o fez. Ela apertou a mão da amiga e sorriu. Henry ficaria feliz quando descobrisse que sua madrinha estava enfim de volta.

Rossi havia levado algum tempo para assimilar que Penelope estava a sua frente. Ele não esperava ver ela tão cedo apesar de desejar sua volta. Ele se aproximou com tanta calma que ele conseguia pensar.

Emily observou Penelope enquanto estava com Joanne no colo. Nem sabia o que dizer.

Então simplesmente aconteceu. Penelope abriu os olhos confusa com as pessoas no quarto.

— Derek? – Ela perguntou num sussurro de voz

— Estou aqui meu amor. – Derek estava com Grace no colo. – Grace está comigo.

— Grace? – Penelope olhou com confusão. – Como você soube que eu a chamei assim?

— Eu não fazia idéia. – Derek confessou. – Você me disse um dia como achava lindo.

— Eu quero vê-la. – Penelope tentou levantar.

— Ei cabeça dura. – JJ falou com alguma razão. – Permaneça sentada.

— JJ? – Ela olhou pela sala do quarto. – Onde você está?

Derek alcançou os óculos para ela.

— Bem melhor. – Penelope procurou por JJ. – Aí está você garota.

— Fico feliz que esteja bem Garcie. – JJ abraçou a amiga.

— Fico feliz em vê-la JJ. – Penelope ficou feliz. – Como está Henry?

— Com saudades da madrinha. – JJ disse com um sorriso.

— Penelope. – Hotch falou com alguma falsa dureza na voz. – Está realmente proibida de desaparecer assim.

— Certo, Bossman. – Penelope respondeu. – É bom te ver também.

Emily não falou nada. Ela apenas se aproximou de Penelope com Joanne em seus braços.

— Esta é Joanne. – Emily a colocou perto dela. – Ela ficou chateada porque você não estava lá quando ela nasceu, mas ela e Grace são ótimas amigas.

— Ela é perfeita. – Penelope passou uma mão na bochecha de Joanne. – Perfeita mistura de Emily e Hotchner. –Penelope brincou.

— Você é um amor Pen. – Emily deu um beijo na amiga.

— Você precisa se hidratar Penelope. – Reid começou. — Você passou dois dias sedada a taxa de líquidos no corpo...

— Por mais que eu te ame, menino gênio eu não estou aberta a ouvir isso agora. – Penelope falou sem ser rude. – Uma outra hora, sim?

— Está certo. – Reid falou.

— Filha. – Rossi chegou perto de Penelope. – Acho que vai gostar de saber que agora sou seu pai no papel. – Rossi mostrou a certidão de nascimento.

— Fico feliz, papai. – Penelope abraçou Rossi.

Derek se aproximou dela e colocou Grace em seu colo.

— Ela é linda, não é? – Penelope falou olhando para a filha deles. – Eu queria te contar.

— Eu fiquei feliz quando ela apareceu na minha porta. – Derek olhou emocionado para como Grace estava calma com Penelope. – Ela sabe que a mãe dela está aqui.

— Então você não desconfiou? – Penelope estava com medo da resposta.

— Só fiz o DNA para confirmar. – Derek disse. – Se eu suspeitasse que você estava grávida eu poderia ter feito mais.

— Onde você estava presa Penelope? – Hotch não queria interromper de propósito, mas precisava.

— Uma casa aqui em Washington. – Penelope falou para surpresa de todos. – Ele trouxe uma garota para casa em um certo momento, mas ela desapareceu depois de uma semana.

— Sabemos sobre a enfermeira. – Rossi informou.

— Ele trouxe uma garota antes dela. – Penelope se virou para Rossi. – Ela não devia ter menos de 22 anos.

— Não vimos o M.O dele em nenhum outro caso depois de você sumir. – Hotch apenas falou. – Acha que pode descrever essa garota?

— Sim. – Penelope respondeu. – Morena, alta. Tinha uma pinta na bochecha esquerda. Ela era um pouco parecida comigo na verdade, nos meus tempos de garota má.

— Que fantasia sórdida ele estava realizando? – Derek estava irritado.

— Os médicos disseram que você caiu de uma escada. – Reid conseguiu falar depois de um tempo. – Sabe o que aconteceu?

— Eu fiquei a maior parte dos últimos três meses sedada. – Penelope falou. – Não lembro do que aconteceu nesse tempo.

— Me fale sobre essa casa. – Hotch pediu.

— Era uma casa comum. – Penelope pegou Grace e a colocou para mamar. – Quando ele me levava no médico eu ficava vendada até a gente se afastar o suficiente e depois era de novo quando voltávamos.

— Sabe o nome do bairro? – Rossi tinha medo de perguntar.

— Não. – Penelope disse com tristeza.

— Ok. – Derek resolveu acabar com aquele clima estranho. – Vamos falar de coisa boa agora. – O médico disse que daqui a dois dias já está fora daqui.

— Mal posso esperar. – Penelope puxou Derek para a cama de hospital. – Há coisas que eu quero fazer.

— Sério? – Derek deu um olhar safado para ela. – Posso pensar em algumas coisas.

— Eu também. – Penelope viu o olhar da equipe. – O que?

— Se bobear o segundo bebê vai chegar logo. – Falou JJ

— Espero que venha logo. – Disse Derek. – Preciso passar pela experiência da gravidez completa.

— É um aviso? – Ela o puxou para perto. – Nesse caso, mal posso esperar para sair daqui.

— Ei garotos. – JJ chamou os amigos. – Se comportem.

— Desculpa JJ. – Penelope ficou corada.

— Ei. – Derek reclamou quando Penelope parou de beijar. – Eu quero mais.

— Desculpa incomodar. – O médico foi entrando. – Preciso remover os curativos da senhorita Garcia.

— É claro doutor. – Derek se afastou com Grace. – Estaremos lá fora.

— Derek. – Penelope chamou. – Deixe eu ficar com ela?

— Não precisa pedir meu amor. – Derek voltou e colocou Grace nos braços de Penelope. – A gente volta.

Todo mundo saiu da sala deixando Penelope e Grace com o médico.

— Se sente bem senhorita Garcia? – Perguntou o médico.

— Estou com a minha garotinha. – Penelope acariciou o cabelo ralinho de Grace. – Então estou bem.

— Fico feliz. – O médico removeu uma das bandagens de Penelope. – Vejo que o ferimento está cicatrizando.

— Quanto tempo tenho que ficar aqui? – Ela perguntou.

— Está ansiosa para sair daqui? – O médico deu uma pequena risadinha.

— Muito. – Respondeu Penelope.

— Quando sair daqui talvez você não pode subir numa cama com seu marido. – O médico falou. – Vai precisar de um tempo para se recuperar.

— Eu não fui estuprada, certo? – Penelope perguntou nervosa.

— Não, senhorita Garcia. – O médico tranquilizou Penelope. – Mas você precisa de tempo para se recuperar dos ossos quebrados.

— Eu vou poder ter filhos ainda? – Penelope olhou para Grace aninhada no colo dela.

— Você pode sim. – O médico respondeu. – E acho que seu marido vai ficar feliz.

— E como. – Penelope concordou com o médico.

— Vou deixar seu marido entrar. – O médico saiu da sala. – Espero que você e sua filha sejam felizes. Aquele homem ali na sala ama você demais.

— Eu sei. – Penelope olhou para o médico. – Obrigado por tudo.

Derek e a equipe entraram no quarto de Penelope. Grace estava de frente a ela com as mãos levantadas e sendo agitadas. Era lindo como ambas interagiam.

— Acho que ela já te ama, Baby Girl. – Falou Derek. – Sabe, ela sentiu sua falta nesses três meses.

— Eu senti mais. – Penelope falou. – Eu não consigo me lembrar deles, mas sei que senti falta dela.

Derek e a equipe sorriram.

— Talvez devêssemos fazer uma festa para comemorar. – Rossi Sugeriu. – Não que eu esteja interessado em beber casualmente, mas tenho certeza que uma festa seria ótima para uma reunião de famílias.

— Talvez quando Penelope sair do hospital a gente possa fazer uma. – Derek falou. – Antes ela tem que ganhar alta desse lugar.

— Não vai demorar Hot Stuff. – Penelope olhou Derek com um olhar quente. – Ele disse que logo eu vou cair fora daqui.

— Quanto tempo? – Derek retribuiu o olhar.

— Mais dois Dias talvez. – Ela disse com alguma impaciência. – Também quero ir embora daqui Hot Stuff.

— Vou esperar ansioso. – Derek deu um beijo na testa de Penelope.

Dois dias depois...

Penelope foi libertada do hospital. Derek a levou em uma cadeira de rodas e a levou até a SUV estacionada na porta do hospital pronta para recebe-la.

Toda a equipe estava esperando por ela. Era um dia especial para todos. Derek havia preparado uma surpresa para ela quando eles chegassem em casa.

Ele a levou no colo enquanto ela segurava Grace amontoadinha no dela. Ela parecia estar tenho sonhos ótimos.

— Feche os olhos Baby Girl. – Derek pediu.

— Eu já conheço o caminho para o quarto, Derek. – Ela falou.

— Eu tenho uma surpresa para você. – Derek disse. – Feche seus olhos e confie em mim.

— Eu sempre confiei. – Penelope disse fechando os olhos.

Derek conduziu Penelope pelos corredores da casa até uma porta pintada de rosa claro. Ele pegou a mão dela e a colocou na maçaneta.

— Abra. – Derek ordenou para Penelope.

Ela abriu a porta ainda de olhos fechados. Ele a levou para dentro e tirou Grace de seus braços.

— Sempre pensei que fossemos ter esse momento juntos. – Derek começou. – Mas nós podemos encomendar um outro bebê e fazer isso.

— Derek. – Penelope tentou falar, mas Derek a interrompeu.

— Deixa eu terminar, Baby Girl. – Derek colocou um dedo em seu lábio. — Eu fiz isso tudo com a ajuda de Reid e Rossi.

Derek saiu da frente dela ainda com os olhos fechados.

— Abra seus olhos. – Derek disse.

Penelope abriu os olhos e começou a chorar.

O quartinho tinha paredes em lilás e adesivos de estrelas coloridas por todo o teto. O bercinho cor de rosa e a pequena Grace deitada nela davam o toque final.

— Está segura meu amor. – Derek falou em um misto de esperança. – Todos estamos.

Notas finais
comentem o que estão achando. :)