Por você, Baby Girl.
3 Cruzando limites.
Morgan olhava o arquivo das vítimas. Ele se deparou com uma com o nome de Penelope. Seu status naquele arquivo estava como desconhecido.
— Eu não posso permitir. – Falou Morgan. – Não posso deixar ela virar uma vítima mais um Falecido nesse arquivo.
— Talvez a gente encontre ela antes, Morgan. – Falou Hotch.
— Emily conseguiu ver algo além daquilo? – Morgan não parou de olhar a foto de Penelope naquele arquivo.
— Você sabe que não. – Respondeu Hotch. — Você tem idéia porque ela queria vir com a gente nesse caso? – Ele perguntou.
— Ela precisava de sol. – Falou Morgan. – Foi o que ela disse quando perguntei o porquê de ela vir com a gente.
— Pense Morgan. – Falou Hotch. – Algo parecia diferente?
— Não consigo pensar em ela se usando como isca. – Falou Morgan. – Ela com certeza não colocaria Emily em perigo quanto mais se colocaria a si mesma em perigo.
— Estamos abertos a essa possibilidade. – Falou Hotch.
— Acha que ela já sabia sobre ele? – Perguntou Morgan. – Das preferencias dele?
— E ela se usou como isca. – Falou Hotch.
— Eu não quero perde-la, Aaron. – Falou Morgan. – Preciso dizer o quanto a amo e o quanto quero viver meus dias com ela.
Hotch se afastou deixando o agente sozinho. Ele entrou na sede da polícia e encontrou Emily sentada a uma mesa, chorando.
— Tudo bem com você, Emily? – Perguntou Hotch.
— Eu deveria prever. – Falou Emily.
— Ninguém poderia. – Hotch falou. – Nem mesmo ela.
— Conheço esse olhar. – Falou Emily. – Não diga que ela se fez de isca.
— Não sei sobre o que pensar. – Falou Hotch. – Talvez a intenção dela era de vir e ver sua família aqui. Talvez ela soubesse que ele estava tentado atrai-la. Eu realmente prefiro nem pensar.
— Hotch. – JJ entrou correndo na sala, ignorando Emily. – Achamos algo.
— O que vocês acharam? – Perguntou Hotch.
Emily se levantou, mas Hotch a mandou sentar.
— Você sofreu uma concussão. – Falou Hotch. – Não posso deixar você ser imprudente.
— Aaron. – Emily protestou. – Eu quero, eu preciso ajudar.
— Se alguma coisa acontecer a você eu nunca iria me perdoar. – Falou Hotch.
— Acho que não é o lugar. – Falou Emily.
— Eu posso esperar. – Respondeu Hotch.
— Hotch. – Chamou JJ.
— Estou indo. – Falou Hotchner seguindo JJ.
— Ele mandou isso pelo correio. — JJ falo apontando para uma caixa.
JJ tirou um par de sapatos de saltos, um vestido florido, uma tiara felpuda, um par de brincos e os óculos.
— Isso pertence a ela. – Falou Morgan, reconhecendo o vestido. – Sempre gostei desse.
— Morgan. – Falou Hotch. – Ninguém vai te crucificar por sair do caso.
— Eu quero, eu preciso. – Falou Morgan. – Por favor. Deixe-me ficar.
— Qualquer coisa é só me dizer. – Falou Hotchner. – Vamos unir o que a gente já sabe sobre esse.
— Não temos quase nada sobre esse cara. – Falou Reid. – Ele tem um perfil especifico. Ele gosta de loiras, mulheres que são independentes.
— Beleza. – Falou Hotch. – Mas com JJ porque ir em Penelope?
— Ele estava seguindo ela. – Falo Morgan.
— Como sabe disso? – Perguntou Rossi.
— Há algumas semanas ela entrou assustada na BAU e eu fui atrás e ela se trancou na sala dela. – Falou Morgan. – Só abriu quando eu garanti que eu era eu.
— O que ela te contou? – Pergunto JJ.
— Ela disse que viu um homem no corredor do apartamento dela. – Disse Morgan. – Disse que ele parecia estuda-la.
— Porque não nos avisar? – Perguntou Emily se juntando ao grupo.
— Conhece a Penelope. – Respondeu Morgan. – Ela não gosta de dar trabalho.
— Bem. Agora ela está em perigo. – Falou Rossi. – E isso não significa que ela está dando trabalho para nós.
— Mas o que esse cara quer? – Perguntou Hotchner.
— Pode ser loucura, mas acho que ele quer uma esposa. – Respondeu Reid.
— Uma esposa? – Perguntou Rossi. – E porque ele iria querer uma esposa?
— Talvez a mãe dele seja muito controladora ou ele precisa de uma para gerar um bebê. – Respondeu Reid.
— Se ele tocar na Penelope ele morre. – Falou Morgan. – Ele morre.
Casa do Unsub.
Penelope estava vestida com uma camisa masculina e uma calça normal. Ela ainda estava apagada, mas tremia de medo só em pensar em acordar.
O homem estava na cozinha fervendo algo no fogão e ela abriu um dos olhos só em pensar no que viria a seguir.
Ele desligou qualquer que fosse a coisa e transferiu para uma bacia. Penelope ainda estava amarrada a cama pelas mãos e pés.
— Eu sei que está acordada, docinho. – Ele falou se sentando perto dela.
— O que você pensa que vai fazer com isso? – Perguntou Penelope.
— Você não precisa dessa maquiagem toda, meu anjo. – Ele pegou um pedaço de tecido e umedeceu no liquido. – Prometo não te machucar.
— Porque? – Penelope começou a chorar? – Porque está fazendo isso comigo?
— Porque você é a pessoa perfeita. – Ele respondeu passando o pano molhado e tirando a maquiagem que ela tinha.
Penelope tentava sem sucesso virar o rosto, mas ele segurou e a fez olhar para ele.
— Apenas me deixe sair daqui. – Penelope implorou.
— Eu sabia que você iria resistir no começo. – Ele tirou um Feed ao vivo da delegacia. – Está vendo eles? Eles são pessoas tóxicas que não dão o valor que você realmente tem.
Penelope olhou para Hotch e Emily de mãos dadas, para Reid na frente do quaro de Vitimologia, para Rossi com sua correntinha dourada e para JJ. A câmera focou em Morgan.
— Morgan. – Ela conseguiu dizer antes do Feed ser cortado.
Morgan virou como se tivesse sido chamado por alguém, mas não viu ninguém.
— Preciso de café. – Falou Morgan.
— Reid. – Falou Hotchner. – Vá com ele e não o deixe fazer besteira.
— Sim. – Reid se juntou a Morgan na ida ao café.
— Dois cafés. – Pediu Morgan. Ele se sentou perto da máquina de café.
— Pode me explicar o que aconteceu lá na delegacia? – Perguntou Reid.
— Eu achei ter ouvido Penelope me chamar. – Morgan estava cabisbaixo.
— Talvez ela tenha te chamado mesmo. – Falou Reid.
— Eu não acredito em ligação cósmica, Reid. – Falou Morgan tomando um gole de café.
— Vocês estão ligados, Morgan. – Falou Reid.
— Eu também não acredito em vidas passadas. – Falou Morgan.
— Ela nunca chegou a dizer porque ela queria vir? – Perguntou Reid.
— Ela disse que queria visitar uma amiga. – Respondeu Morgan. – Ou a família. Disse que sair do escritório eram necessárias as vezes.
— Nós vamos achar ela. – Falou Reid.
— Talvez não a tempo. – Respondeu Morgan.
Casa do Unsub...
As lágrimas que saiam de Penelope a fizeram ficar mal. Ela chorava por não ser forte, mas acima de tudo por ser tão descuidada. Ela falou com Morgan sobre o homem que parecia vigia-la, mas o proibiu de contar para qualquer um da equipe.
Ela ouvia o homem na cozinha fazendo algo, mas ela não queria saber o que ele estava fazendo com medo de seus amigos serem machucados.
Ele voltou com um copo de chá. Ele desatou uma das mãos e a amarrou atrás da cama. Depois desatou as pernas para que ela pudesse se sentar um pouco.
— Talvez você esteja com sede. – Ele falou desatando a outra mão e a fazendo pegar o chá. – Vamos lá querida.
— Não estou com sede. – Penelope falou.
— Acho que você devia reconsiderar. – Falou ele pegando a arma da cintura.
— C-Claro. – Penelope falou tomando um gole do chá. – Está ótimo. Obrigada.
O Homem pegou a arma outra vez.
— Que tal tomar tudo, meu anjo? – Ele mostrou a arma.
Em mais goles ela terminou com o liquido.
— Obrigada pelo chá. – Penelope falou falsamente.
— Talvez pudéssemos começar a nos divertir agora, então. – Ele falou abrindo a camisa.
Ela tentou falar não, mas a cabeça começou a girar.
— O que você colocou nessa coisa? – Ela apenas conseguiu falar, caindo na cama lentamente.
— Você não estava disposta a cooperar por vontade então tomei a liberdade de tornar isso possível. – Respondeu o Unsub.
Ela apagou em minutos. Ele voltou a amarra-la na cama.
— Ok. – Ele falou. – Teremos que esperar um pouco então.
Ele saiu a deixando lá, apagada.
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