Por você

2 Open your mind


Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo está muito legal vocês vão gostar. Dedico esse capitulo ao meu irmãozinho lindo Nekolee. *Capitulo revisado por Tay-senpai

Abri os olhos e olhei em volta, estava no quarto da minha mãe que agora é meu, desde o dia que aprendi a controlar esse quarto nos meus quatorze anos, ele passou a ser meu lugar favorito. Há duas semanas voltei para cidade e a segunda noite do meu retorno foi um desastre, uma catástrofe, um show de horror ou melhor, foi uma verdadeira noite de humilhação.

Imaginei a cena daquela noite de novo para o quarto reconstruir, olhei para eu mesmo ali parado com aquela expressão, típica expressão de garoto apaixonado, que não admite seus sentimentos e ela ali me olhando do mesmo jeito que sempre me olhou desde o dia em que me conheceu, deixei a cena acontecer.

— Não, voltei por você.

Depois que falei parecia que só existia eu e ela no universo, nossos olhares se encontraram e ficamos nos olhando por muito tempo, não sei por quanto tempo foi, porém parecia que toda minha vida, meu passado, presente e futuro, estavam naqueles olhos. Ela me encarava com as bochechas rubras.

— St-Steven e-eu...

— Connie, está tudo bem. Não precisa ficar nervosa.

Ela respirou fundo, mexeu os braços nervosamente e me encarou, estava claro que minha última revelação a deixou bem nervosa.

— Eu estou noiva.

Congelei aquela cena. Naquele momento, aquelas três palavras, me feriram mais que qualquer ferimento de batalha, parecia que acertavam meu tórax com uma marreta, senti minhas pernas ficarem fracas, mas não podia mostrar fraqueza, eu tinha que ser forte. Acho que quando uma pessoa passa anos fora, sem te ver e assim você namorou essa pessoa, tiveram toda uma conexão, acho que não é muito legal falar que você está noiva desse jeito, tem que ter todo aquele preparo emocional básico. Qualquer dia desses vou escrever um guia básico de como contar certas coisas ao amor da sua vida. Voltei a cena.

— Serio? De quem?

— Pedee.

Não podia acreditar no que estava ouvindo, aquele traidor do Pedee, esperou eu virar as costas por alguns minutos para se casar com a minha garota! Porque ela é minha e não dele, é apenas minha!

— Nossa, nunca que eu iria imaginar.

— É...

— Eu tenho que ir, meu pai deve estar louco atrás de mim.

Acenei já me virando para ir, mas antes que pudesse iniciar meu caminho de volta, Connie me puxou pelo braço e me deu um abraço.

— Por favor, não vá embora de novo.

— Não vou.

Passei a mão pelo cabelo dela e por um segundo acho que senti ela estremecer, o cheiro dela era tão bom e sonhei tantas vezes em tê-la nos meus braços que parecia um sonho enfim se realizando.

— Agora você tem que ir e eu tenho que voltar.

Ela saiu do abraço apressada e nem sequer olhava nos meus olhos, em poucos segundos ela estava diferente.

— Você saiu de casa, pensei que fosse comprar alguma coisa.

— Ah não, sai só para tomar um ar, lá dentro está muito agitado.

Ela apertou minha mão e correu para casa, esperei ela entrar e voltei para casa do meu pai, quando cheguei lá tive que enfrentar uma Pérola muito furiosa. Todo o cenário desapareceu, acho que já refiz tanto essa cena, que o quarto quando eu entro já deve saber o que eu vou fazer, como não posso ficar trancado aqui o dia inteiro, sai do meu quarto à procura das gems, mas só achei Ametista jogada no sofá.

— Ai está o nosso Romeu, e ai carinha?

— Ametista, cadê a Garnet e a Pérola?

— Na cozinha.

Era de se prever. Desde o dia de natal quando contei sobre meu encontro com Connie, Pérola só sabia tentar me animar e ela sempre estava na cozinha tentando me agradar com comidas, como fazia quando eu tinha treze anos.

— Steven — Pérola cantarolou da cozinha — olha o que eu fiz para você.

Caminhei até a cozinha e me deparei com uma vasilha cheia de biscoitos, olhei para Pérola e vi que ela tinha um largo sorriso que ao mesmo tempo era um tanto assustador, por mais que estivesse triste, não poderia deixa-las preocupadas com isso, elas já se preocuparam tanto comigo ao longo desses anos.

— Obrigado gente, adoro os biscoitos de vocês.

Sorri para elas e elas me olharam com um olhar diferente.

— O que foi Steven?

— Não é nada, só estou me sentindo um pouco pensativo esta manhã. — Peguei um dos biscoitos e fui me sentar no sofá que estava vago, na verdade eu me deitei no sofá mesmo, não estou animado o suficiente para ficar sentado, fechei os olhos enquanto comia.

— Está assim por causa da sua amiga Connie?

Abri os olhos e não me surpreendi em ver que as três estavam me olhando com olhar fixo, como se eu estivesse com uma doença terminal. Às vezes o olhar de pena delas, me deixa mais deprimido do que já estou.

— Steven, é natural para os humanos quando se sentem sozinhos, procurarem alguém para se relacionar, então não precisa ficar triste se a Connie te trocou pelo seu coleguinha de infância.

— Serio mesmo? Você só pode tá brincando, você quer deixar ele mais deprimido?! — Ametista gritou incrédula para Pérola e logo se voltou para mim — Carinha não fique triste, você tem a nós.

Ainda bem que elas são boas lutando, porque se fosse do jeito que elas dão conselhos... acho que o mundo já teria acabado.

— E você por acaso está ajudando ele? — Pérola falou para Ametista e agora elas vão brigar.

—Eu estou tentando pelo menos!

— Parem com isso agora! — E finalmente Garnet chegou para mais uma vez salvar minha vida, já perdi as contas de quantas vezes ela fez isso. — Deixem ele sozinho, vocês ficarem gritando perto dele não vão o ajudar em nada.

Não sei se Garnet pode ler pensamentos também ou se ela capta sentimentos pelo olhar, mas meu olhar naquele momento era de eterna gratidão, suspirei e olhei para elas.

— Galera, vocês não sabem o quanto agradeço por ter vocês do meu lado, vocês são demais.

Elas sorriram para mim. Sei o quanto é difícil lidar com sentimentos humanos, apesar de terem milhares de anos, elas ainda não entendem os humanos, tudo que diz respeito a mim é novo para elas. Uma vez quando criança, as ouvi conversando triste sobre como se sentem perdidas em relação a mim, elas se sentiam fracassadas porque nunca sabiam o que fazer, ouvir aquilo me fez ficar péssimo durante semanas, vê elas triste doeu muito e nunca esqueci aquelas palavras e desde então tento fazer de tudo para as deixar orgulhosas de mim.

Levantei do sofá e resolvi dar uma volta pela cidade, por mais que não queira ver o traidor do Pedee, vai ser bom fazer um lanche e voltar a fazer as coisas que fazia quando criança. Acho que devo uma visita ao meu pai, sinto um pouco de ciúmes de vê-lo junto com a nova família, minha vida toda sempre esperei que ele superasse a minha mãe, amas quando ele enfim fez isso, eu não queria que ele tivesse feito isso.

— Steven, fala ai cara! — Me virei e vi a única pessoa que ainda não tive a chance de ver em duas semanas.

— Cebola!

Ele estava realmente diferente, de uma criança baixinha estranha e calada que mais parecia um alien, para um adulto alto, magrelo e que agora tinha vocabulário descolado.

— Sumiu mesmo de Beach City, aposto que conheceu uma gatinha por ai.

Ele não é o mesmo Cebola de antigamente, acho que o tratamento médico que a mãe dele botou ele pra fazer quando adolescente, resolveu muitos problemas nele.

— Não, na verdade voltei porque enfim a nossa missão acabou.

— Soube do Pedee?

— É, eu soube.

— Não fique triste, existe muitas outras garotas por ai, até te apresento uma, topa sair para uma balada hoje?

Agora é oficial, ele realmente está diferente e não está parecido em nada com o que meu pai me falou quando cheguei. Levando em conta meu estado de espirito, eu poderia passar a noite em casa cabisbaixo, jogado no sofá com as gems me olhando com aquelas caras de pena...

— Claro, que horas?

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Até que o lugar da balada que o Cebola falou não é tão ruim assim, bom pelo menos por fora parece ser um lugar irado, ele falou que estaria me esperando na porta, olho em volta e acho que boa parte das pessoas que estão aqui são desconhecidas, acho que são da cidade vizinha, a única vez que vim aqui quando adolescente, mais da metade das pessoas eram da cidade vizinha. Cebola acenou para mim, ele estava arrumado, me pergunto quando ele passou a fazer parte do estilo garoto descolado.

— Até que enfim, pensei que não fosse vim.

— Mas ainda faltam dez minutos para a hora que você marcou.

— Sabe como é, quanto mais cedo chegar mais gatas vai pegar.

Ele sorriu e abraçou ainda mais uma garota que estava com ele, sorri sem graça de volta.

— Onde eu estava com a cabeça, Steven essa é Kim.

A garota apertou minha mão.

— Sua namorada?

— Não! Steven, ninguém mais namora, a gente só curte.

Assenti enquanto Cebola e Kim a garota que ele não namora só curte riem de mim, acho que passar muito tempo com as gems que tem milhares e milhares de anos me fez ficar velho, na verdade acho que isso tem mais influência da Pérola, porque ela sempre ficava feliz em me ensinar coisas novas.

— Vamos entrar galera.

Cebola andou ao longo da fila não se importando com os diversos protestos do pessoal que estava na fila. Ele olhou para a muralha que estava parada na porta, a muralha olhou para ele que apenas sorriu para ele e então ele abriu passagem para nós, me pergunto desde quando Cebola tem esses contatos.

— Steven, a gata que eu te prometi vai chegar mais tarde, fica preocupado não, se ela não chegar tem um cardápio ótimo ai dentro.

Não sei porque, mas acho que o cardápio que ele diz não tem relação alguma com comida. Entramos e Cebola nos levou para uma mesa no canto que era bem espaçosa, olhei o ambiente e vi o mais variado tipo de pessoas rodando ali, mesmo não conhecendo ninguém me sinto maravilhosamente bem por esta aqui, olhei para o lado e vi que Cebola e Kim trocavam saliva e juro que é possível ver as línguas deles se embolando, o movimento rápido de Kim pulando para o colo de Cebola me fez sentir uma vontade incontrolável de ir ao bar buscar uma bebida.

Me levantei e os dois não se deram ao trabalho de olhar para mim, da nossa mesa vi que o balcão estava lotado e iria demorar muito para ser atendido, dei uma última olhada na mesa e vi que as coisas estavam ficando mais quentes entre meus colegas, então resolvi correr logo dali.

Olhei a variedade de bebidas, algumas com nomes bem esquisitos e poucos atraentes, não conheço nem a metade delas nunca havia parado para beber assim, minto, na verdade bebi algumas vezes na companhia de Ametista enquanto Garnet e Pérola saiam em “missões” juntas, depois de muito tempo eu fui descobrir quais eram as “missões” ... Como sempre, nenhuma mentira fica por baixo dos panos e Pérola descobriu e não foi nada agradável, ouvi reclamações todos os dias até o dia em que fiz dezoito anos porque agora ela só dá palestras de como bebida é ruim em ocasiões especiais.

Quando enfim o cara das bebidas olhou para mim, eu pedi um coquetel, preciso chegar em casa sóbrio porque ouvir palestra de ressaca deve ser muito desagradável. Voltei para minha mesa e vi que eles já haviam se desgrudado e agora estavam como pessoas normais ou só parados mesmo, tinha uma garota conversando com eles, de longe ela parecia linda.

— Steven, essa é a Alex, Alex esse é o Steven.

Ela levantou para apertar minha mão e seus seios pularam por debaixo da blusa transparente, ela estava sem sutiã e isso estava bem claro, seios redondos e perfeitos, apertei a mão dela e virei todo meu coquetel, já vi que essa noite vai ser incrível.

Notas finais
Espero que tenham gostado, a minha inspiração resolveu ficar de bem comigo e consegui escrever rápido esse capitulo, já estou até começando o terceiro rsrsrs Muito muito obrigada por terem lido e agradeço também pelos comentários do capitulo anterior, fiquei muito feliz :D Se acham que eu preciso mudar alguma coisa ou se não gostaram de algo por favor deixam um comentário, gosto de saber a opinião de vocês.E se gostaram por favor deixem um comentário. Até semana que vem :)