Notas iniciais
Ai gente, não vou mentir, esse capítulo=tudo pra mim. Eu amei muito escrever ele pois amo coisas fofas e espero muito que vocês gostem!

‘’ tossi, me engasguei e quase desfaleci ali mesmo...’’

Hoje era domingo, dia internacional de fazer os temas e morrer de tédio. Como acordei cedo, as 10hrs -pra mim isso é cedo- consegui fazer todos os temas e trabalhos de manhã e tinha o resto do dia pra ficar de folga. Depois do almoço eu passei um tempão vendo TV, mexi no computador, fiquei atualizando mil vezes o whatsapp para ver se tinha mensagem, só que nada.

Todo mundo morreu?

Eu não ia ficar em casa me decompondo né, dei um pulo do sofá e fui me trocar: short jeans, regata azul marinho e all star preto, fui até o quarto dos meus pais avisar que eu ia dar uma volta e desci para a portaria.

Estava um dia muito bom, mas eu nem tinha decidido o que eu iria fazer até que me surgiu uma ideia e fiz o mesmo caminho que eu e o Di fizemos a noite passada.

O parque era lindo de dia também, muito mais movimentado com certeza. Comprei um suco e sentei em um banco. Fiquei divagando sobre como tinha sido o dia de ontem e questões como – ratos soltam pum?

—Esse lugar está ocupado? — Hã? Que? Só deu tempo de balançar a cabeça –Oi, tudo bem? Me chamo Deniel. -

—Aislinn- eu ainda tava meio avoada

—Prazer, é que eu sou novo na cidade, estou tentando fazer amigos. — Um novato? Igual a mim? Olhei na mesma hora para ele e PORRA, que cara gato! Tinha os cabelos loiro escuro e olhos verdes, porte atlético e um sorriso que me deixou até tonta.

—Desculpe a grosseria, é que eu estava avoada- ele sorriu e eu quase cai pra trás– Você tem quantos anos? -

— Dezoito e você? -

—Quase dezessete. Dezoito? Já está na faculdade? -

—Ainda não, perdi um ano trabalhando, então vou recuperar esse ano. -

—Trabalhando? Com o que? — Mas que isso gente? Que metida, daqui a pouco to pedindo CPF do garoto.

—Modelo. — percebi que ficou vermelho

MAS É OBVIO O QUE MAIS SERIA!

—Que máximo. — Já dá pra eu enfiar minha língua na goela dele? Não? Muito cedo?

Ficamos a tarde inteira conversando, além de lindo ele era muito querido e inteligente –e real, importante esse detalhe- ele basicamente gostava de tudo que eu gostava e me fazia dar gargalhadas de doer a barriga. No meio da conversa descobrimos que ele estudaria na mesma escola que eu, fiquei muito feliz por que poderia ser a mentora e ele meu pequeno pupilo o qual eu ensinaria as técnicas de sobrevivência do primeiro dia de aula.

Já estava escurecendo e eu estava com tanto desejo de cachorro quente que, certeza que se eu não comesse, eu ia parir um filho com cara de cachorro quente ali mesmo. Convidei ele para comer comigo e já o alertei sobre ser a melhor coisa que ele vai comer na vida e a sensação de vazio que iria sentir por nunca achar nada melhor, ele aceitou me acompanhar e fomos rindo até a barraquinha, pedimos 3 cachorros quentes- não me julgue, eu estava com fome.

—E você namora? — ISSO É UM PEDIDO? SIM! MIL VEZES SIM!

-Não sei, acho que não- E pior que eu estava perdida real, só ontem eu tinha beijado dois caras, quais são os critérios de namoro mesmo? -e você? -

—Ninguém especial- NÃO SEJA POR ISSO MEU CARO

Voltamos a falar sobre a vida, era incrível com um assunto puxava o outro, tínhamos realmente muita sintonia. MAS É CLARO que eu não fiquei satisfeita com a resposta que ele tinha me dado e decidi –puramente por curiosidade, é obvio- retomar o assunto anterior.

— E como que você não tem namorada, menino? Deve ter meninas loucas atrás de você. — euzinha aqui sou exemplo, querido.

— Não fazem meu tipo. — Eitcha

—Vamos ver: deve ter mais de trocentas garotas e nenhuma faz o seu tipo, sério isso? — será que ele tava se achando muita areia pra todos os caminhõezinhos do mundo?

—Bem... GAROTA não faz o meu tipo. — Tossi, me engasguei e quase desfaleci ali mesmo – Tudo bem, eu tinha quase certeza que você não ia adivinhar- ele disse gargalhando, aparentemente minha quase morte foi hilária para ele.

—Mas nem em um milhão de anos que eu ia adivinhar isso-

—Mas não conte para ninguém ta? – AI QUE FOFO JÁ SOMOS CONFIDENTES, ainda bem que supero rápido minhas paixonites

Levantei meu dedo mindinho para ele e ele me olhou confuso.

— Juro de dedinho que não conto. — ele riu e selou o juramento.

Agora tudo fazia sentido na minha cabeça, devia ter mesmo desconfiado quando ele citou todas as cores da paleta da Mary Kay- posso falar? Foi mó bandeira.

Ele se dispôs a me levar para casa e fomos caminhando até meu prédio. Como eu já sabia do segredo, ele não precisou mais disfarçar a viadez e se soltou –Meu Deus como eu amei ter conhecido ele.

— Chegamos, é aquele. – Apontei para onde ficava minha humilde residência.

—Nossa, que rica gente. – ta cego o menino, coitado — moro naquele prédio ali. — que?

—Somos vizinhos? — Acho que essa frase saiu com mais empolgação do que eu pretendia

—Que sorte a minha né- sua? Até parece. — Tchau amiga, até amanhã-

—Tchau, até amanhã. — Fiquei um tempo olhando ele partir e depois entrei na portaria.

Abri a porta de casa e já estava todo mundo dormindo, vi no relógio e já eram 23h 20min.

AH MEU CACETA, TENHO AULA AMANHÃ

Fui para o banheiro, tomei banho e fiz minha higiene antes de dormir, entrei no meu quarto e me joguei na cama, apaguei a luz e peguei meu celular para ver as novidades e tinha uma mensagem do Deniel.

— Oi amorzinho, foi muito bom ter te encontrado, viu? Amei te conhecer, to louco pra estudar contigo. Beijos, boa noite.

Achei muito fofo –e esquisito- a mensagem, afinal, quem ta louco pra ir pra aula? Eu hein! Pelo menos aquele dia tinha sido produtivo, respondi a mensagem e fui dormir feliz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.