Já perdi as contas de quantas vezes fiquei nessa mesma posição e repeti essa mesma cena no ultimo ano, mas é inevitável. Sentado do lado de fora da sacada, olhando a lua surgir por cima do telhado do celeiro, apreciando o vento morno de verão em meu rosto... esse era o meu contexto praticamente toda noite desde que cai. Um ano nesta dimensão. Um ano representando o papel de Nicolas di Ângelo, o primo do bondoso conde Grace. Suspirei enterrando o rosto nas mãos. A vida é tão monótona e sem graça neste plano que eu tenho medo de enlouquecer um dia, ou pior, acabar por aceitar e querer realmente ser o primo do conde. Mas eu não sou humano. Não pertenço a este plano.