Por você, Baby Girl.
52 Volta ao passado.
12 anos antes...
Melissa não parecia querer colaborar com a investigação. Primeiro ela queria um advogado. Depois alegou amnésia e por fim ela disse o que queria dizer.
— Senhorita Crane. – Rossi abriu a pasta do caso de Penelope. – Por favor.
— Qual é agente... – Melissa parecia relaxar na mesa de interrogatório. – Ela não vale a pena.
— O que quer dizer com ela não vale a pena? – Rossi ficou indignado.
— Veja só. – Melissa começaria a enumerar. – Primeiro que ela não tem exatamente o estilo do Derek. Ela é grande e usa uma cadeira de rodas. Me falaram que é só até ela melhorar. Segundo que ela foi violentada e ficou duas semanas com um psicopata. Terceiro que ela ficou seis meses em coma no hospital.
— Senhorita Crane. – Reid pareceu menos amistoso. – Vai colaborar ou vou te jogar na cadeia.
Reid estava surpreso com ele mesmo. Em outros tempos ele apenas sairia da sala, mas não era apenas uma vítima. Era sua amiga.
— Eu posso te processar por me ameaçar, bonitinho. – Melissa flertou com Reid.
— Quer o telefone de um juiz? – Reid rebateu. – Eu posso te deixar isolada por algum tempo.
— Seria um desperdício. – Melissa se sentou mais para frente. – Há outro motivo para vocês estarem em cima dessa garota e eu sei qual é.
— Então diga. – Rossi provocou.
Melissa se inclinou contra ele.
— Você quer ela para você agente Rossi. – Ela provocou.
— Já basta. – Rossi se levantou e saiu da sala.
— Dói ouvir a verdade, né? – Ela gritou.
Rossi voltou a encara-la.
— Acha que eu quero algo íntimo com ela? – Rossi estava bravo. – Ela é uma filha para mim. Ela é de Derek e se você não cooperar vai para a injeção letal.
— Está certo. – Melissa pôs as mãos para cima. – Ligue para o desenhista de uma vez.
— Melhor assim. – Reid falou fazendo sinal para o espelho.
Atualmente...
— Derek? – Hotch chamou o agente. – Vamos encontrá-la. Sabe disso.
— Ela quer se vingar de mim. – Derek estava sentado com a filha no colo. – Ela sabia que a nossa filha nasceu. Penelope insistiu que eu levasse ela para Rossi.
— Então ela sabia sobre a ameaça? – Hotch estava confuso. – Como?
— A carta. – Derek respondeu no automático.
— Carta? – Hotch não sabia do que ele falava.
— Recebemos uma carta dois dias atrás. – Derek retirou uma folha da gaveta. – Estava no meio da correspondência. – Morgan abri e fechou os olhos. Droga Hotch. Eu devia ter insistido para ela vir com a gente.
— Derek. – Hotch deu um pequeno tapa na cabeça de Morgan. – Aqui diz ela.
— E? – Derek não conseguiu entender.
— Ela deve ter pensado que "ela" se referia a garotinha. – Hotch explicou. – Ela achou que estava segura e quis proteger a filha.
— Eu ainda não entendo. – Derek estava sentado agora.
— Vou explicar de novo. – Hotch não entendia por Derek estava com dificuldade em entender. – Penelope achou no mínimo que a palavra "ela" no bilhete se referia a sua filha recém-nascida.
— Desculpa Hotch. – Derek olhava a foto de Penelope na sua frente. – Eu só preciso realmente descansar e pensar em um plano.
— Eu entendo. – Hotch se sentou ao lado de Derek. – Quando Haley foi assassinada eu só pensei em matar Foyet. Jack é a única coisa que eu tenho daquela época que eu passei com ela.
— Você se arrepende? – Derek perguntou de repente para Hotch. – Se arrepende de matar Foyet pelo o que ele fez com sua ex-mulher?
— Faria tudo de novo se fosse preciso. – Hotch respondeu.
— Derek. – JJ apareceu interrompendo os agentes. – Vamos achar ela.
— Eu sei. – Derek abraçou sua amiga.
— Alguma motivação pessoal? – Reid apareceu de repente.
— Spencer? – Todos falaram juntos.
— Você não deveria estar no seminário? – JJ falou para Spencer.
—Não consegui ficar lá com isso acontecendo. – Reid respondeu.
— Temos dois novos agentes. – Hotch falou. – Mas estou feliz que esteja por aqui.
Matt e Luke apareceram na sala de repente. Assim como Emily e Rossi.
Casa alugada de Melissa Crane...
Melissa pretendia deixar Penelope trancada por pelo menos um mês naquele lugar. Sem água, nem comida. Ela mudou de método porque sequestrar foi uma coisa, matar era bem diferente. Ela leu sobre um assassino que matava assim.
Ela estava cozinhando algumas receitas de um livro que ela pegou na cozinha de Penelope depois de amarrar e jogar Penelope no carro. Ela sabia que Derek adorava mulheres que cozinhavam e o livro caseiro de Penelope parecia ser o livro com as receitas preferidas de Morgan.
— Preciso comprar algumas coisas. – Ela saiu da casa e se dirigiu a um mercado.
Ela não sabia se Derek já tinha posto sua foto na televisão como a pessoa má então ela optou por uma peruca lira e óculos escuros.
Era um mercadinho de bairro, pequeno, mas completo com as coisas mais essenciais. Ela viu a reportagem e o pronunciamento de JJ na frente do FBI com a foto de Penelope.
— Essa garota deve já estar morta. – Falou o dono do mercadinho. – Uma pena porque eu acho que ela seria perfeita para mim.
— Jesus Luís. – Alguém falou. – Ela é casada.
— Eu sei. – Luís falou. – Mas eu não me importaria em ter ela para mim.
— Soube que ela tem filhas com esse moço mais escuro do FBI ao lado da loira. – A mesma pessoa falou outra vez.
— Se forem parecidas com a mãe, ficaram muito bonitas. – Luís falou com malícia. – E você? – Luís se virou para Melissa. – Sabe se a mulher que a tem pode me emprestar ela um pouco?
— Como é? – Melissa estava assustada. Todos caiam aos pés de Penelope.
— Eu adoraria passar algumas horas com essa garota. – Luís falou.
Melissa não respondeu nada. Ela pagou os mantimentos e voltou para casa. Ela apenas não conseguia entender o que os homens viam em uma mulher feito Penelope. Ela estava bem ali na frente deles e eles só tinham olhos para a outra.
Melissa entrou no quarto onde Penelope estava e começou a agredir Penelope que estava quase acordada. Ela queria descontar sua raiva nela.
Penelope não conseguiu registrar a tempo de ver a luz e já estava de volta a escuridão que sua mente criou. Ela tinha sangue subindo pela garganta. Melissa se afastou de Penelope se sentindo revigorada.
Era hora de fazer alguma comida para ela comer.
BAU...
Derek acalentava a pequena em seu colo. Ele ficou assim nas últimas duas horas. Eles não decidiram um nome, mas ele esperava que ela o ajudasse.
Hotch entrou no bullpen com o telefone nas mãos e correndo até a sua sala. Ele saiu de arma e distintivo na mão.
Ele olhou para Derek decidindo se iria contar para o agente o que estava acontecendo. Ele precisava de alguma coragem para contar.
— Derek. — Hotch começou. — Eu preciso que fique calmo. Aconteceu... Aconteceu uma coisa.
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