Por você, Baby Girl.
51 Stalker
Notas iniciais
Dois dias depois...
Derek levou Penelope para casa junto da pequena garotinha recém-nascida. Ele não sabia porque ele voltou com as medidas de segurança de repente.
Grace, Sophie e Diana estavam com Rossi enquanto Derek e Penelope ficaram com a neném.
Ele recolheu o correio e verificou as cartas. Era como se tudo aquilo começasse de novo.
Melissa continuou sua vigilância esperando o melhor momento. Ela não estava fim de machucar a bebezinha.
— Tem certeza disso? – Derek perguntou a Penelope.
— Se você acha que estão nos vigiando é melhor deixar ela protegida com o Rossi, não quero arriscar. – Ela falou.
— Vem comigo então. – Derek pediu.
— Alguém tem que fazer o almoço. – Ela deu um beijo. – É apenas meia hora daqui. Prometo telefonar se eu sentir que tem algo de errado.
Derek saiu relutante de casa. Deixar Penelope não foi um problema nos últimos anos, mas agora era diferente. Especialmente depois que ele encontrou a carta ameaçadora. Ela sabia usar uma arma. Ela tinha um telefone e trancas.
Melissa achou a hora certa. Ela estudou cada movimento de Penelope. Melissa sabia a hora que ela levava o lixo para fora e como já estava perto ela resolveu dar o bote. Penelope não a conheceu na época, o que era uma vantagem para ela.
Ela saiu do carro fingindo estar passando mal quando viu Penelope sair de casa.
— A senhora está bem? – Penelope correu para ajudar.
— Acho que eu preciso de água. – Melissa fingiu.
— Eu já volto. – Penelope deu as costas para Melissa enquanto a mulher tirava uma agulha do bolso. – Eu vou..... – Penelope não conseguiu completar quando sentiu a agulha entrar como uma farpa.
— Desculpe Penelope, mas Derek é meu. – Melissa observou enquanto Penelope caia a sua frente semiconsciente. – Só para você saber, eu vou cuidar da sua filha muito bem.
Penelope fechou os olhos e entrou num mundo de escuridão. Mesmo sem consciência real do que estava acontecendo ela se sentiu sendo arrastada e jogada em um carro.
Derek parou de repente. A sensação de que algo estava errado estava de volta. Ele não conseguia respirar por alguns minutos, parado no meio do caminho. Talvez uma das coisas que ele sabia é que isso tinha a ver com a possibilidade dos inimigos novos. Seus antigos ou estavam mortos ou presos.
Ele deu meia volta não desejando esperar para saber. O telefone de Penelope tocava sem resposta e a bebê chorava. Ele chegou mais perto de casa e a sensação de desconforto aumentava.
Melissa estava longe dali já. Ela tinha alugado uma casa com um nome falso, bom para ser usado em qualquer verificação de antecedentes.
A primeira coisa que Derek notou foi o saco de lixo no chão no meio do caminho da calçada. Ele estava com a menina no colo. Ele procurou pela casa toda: cozinha, banheiros, quartos e até a pequena lavanderia. Na mesa da cozinha achou uma lista de nomes com um deles circulados. O que para alguém destreinado era um nome qualquer para Derek significava algo mais. Melissa.
Era coincidência esse nome estar circulado de todos os outros. Derek voltou para o sequestro número dois. Melissa Crane, a vizinha interesseira que nunca mais ouviu falar. Ela ficou presa por alguns dias depois de se recusar a cooperar por boa vontade.
— Aaron. – Derek começou.
— Eu conheço esse tom, Derek. – Hotch estava sujo de talco. – Algo aconteceu, não é?
— Está acontecendo de novo. – Derek apenas falou. – Não pode acontecer de novo.
— Alguém está de volta. – Hotch falou. – Me diga quem você acha.
— Melissa Crane. – Derek respondeu. – Ela talvez tenha voltado a vida. – Derek pensou. – Para a minha vida.
— Ela descobriu você depois de doze anos. – Hotch observou. – Talvez ela seja uma Stalker.
— Lembra quando ela entrou na BAU com aquele olhar assassino? – Derek estava tendo os flashes daquele dia.
Alguns anos antes...
Melissa olhou nos olhos de Derek assim que entrou na sala dos agentes. Não ficaria ali nem dez segundos, mas foi o suficiente para jurar Derek de morte. Ela se arrumaria e planejaria sua vingança contra ele, apesar de ele nunca ter dito uma palavra ofensiva. Ele preferiu a garota fora dos padrões do que ela. Isso era errado segundo sua concepção. Ele deveria ser seu, deveria ter tido filhos com ela. Nada disso aconteceu de verdade. Uma rápida olhada para Derek desencadeou um processo de raiva.
— Ele vai ser meu. — Melissa pensou todos esses anos. — Mesmo que eu esteja velha demais ou que ele esteja em final de vida.
Melissa dirigia pela estrada com Penélope atrás pronta para matar a mulher e se tornar a nova senhora Morgan. Nada iria acontecer se ela não morresse de uma vez. Ela leu sobre seus sequestros e decidiu que iria fazer uma compilação dos melhores momentos na prática. Era sádica depois de praticar, mas sabia que se tivesse chance de matar faria sem pensar. Sabia onde os corpos das vítimas experimentais estavam e os entregariam quando estivesse nas portas da morte. Derek se sentiria tão culpado que a aceitaria sem dizer nada.
Melissa arrastou Penelope pela casa como se tivesse arrastando um tapete, nem se importando em quanta dor ela sentiria. Era para ela sofrer acima de tudo.
Ela jogou Penelope num pequeno quartinho fechado, sem ventilação nem nada, apenas um litro de água e um pacote de batatinhas fritas.
Hotch e Emily foram os primeiros a chegar a cena. Rossi foi encarregado de levar as crianças para a creche criada especialmente para os filhos dos agentes em geral do FBI. Ele viria mais tarde para cá. JJ não podia vir. Depois que Will morreu em uma emboscada policial ela ficou cuidando dos filhos, mas iria deixar os dois na creche.
Reid estava em um seminário em Boston com Maeve e seus filhos. Ele não iria voltar até a próxima semana. Dois novos agentes foram designados para a equipe. Matt Simmons e Luke Alvez. Dois agentes bons. Matt esteve com uma equipe internacional por alguns anos. Luke era infiltrador profissional. Nada muito romântico na verdade, apenas algo perigoso.
Eles examinaram a rua e um dos vizinhos deu a Derek uma descrição da possível sequestradora.
— Merda. – Derek olhou para o retrato. – Melissa esteve nos vigiando nos últimos meses.
Hotch não sabia o que dizer.
— Ela está a doze anos te procurando Derek. – Hotch mostrou um site básico.
— "Procura-se Derek Morgan." – Derek leu na foto. Sua foto antiga. – Essa mulher tem me perseguido a 12 anos e eu nunca notei.
— Stalker discreta. – Hotch disse. – Se aproveita de multidões para camuflar a si mesma e não ser vista. Melhor definição: viúva negra.
— A pergunta é: o que ela pretende ao sequestrar a Penelope e qual é o próximo passo dela? – Emily queria saber.
Derek não quis pensar.
— Seja o que for, ela não vai parar até conseguir. – Derek olhou com tristeza.
Agora além de cuidar da bebezinha em seu colo ele deveria achar sua mulher e resgatá-la. Outra vez.
Fale com o autor