Por você, Baby Girl.
8 São Francisco
Notas iniciais
Quando o jatinho do FBI pousou no aeroporto de São francisco o olhar de Morgan parecia gelado como o clima que fazia. Embora fizesse duas semanas que eles haviam estado lá completos, agora ele precisa resgata-la. A detetive de homicídios estava aguardando Hotchner.
— Detetive Debora Monroe. – Ela falou se apresentando – Detetive da delegacia de polícia de São Francisco.
— Agente Aaron Hotchner. – Ele apertou a mão dela de volta. – Unidade de Analise comportamental do FBI. Esses são os agentes Derek Morgan, Jennifer Jareau, David Rossi, Spencer Reid e Emily Prentiss.
— Muito prazer agentes. – Debora respondeu. – Soube que uma agente de vocês foi levada por esse monstro.
Derek abaixou a cabeça. JJ e Prentiss fizeram o mesmo.
— É um assunto complicado. – Hotch respondeu. – As garotas não estão lidando bem e Morgan bem, eles estavam namorando. – Hotch falou.
— Eu nunca te contei isso. – Protestou Morgan. – Era segredo.
Hotch só deu um sorriso.
— Eu e Emily estamos juntos também. – Respondeu Hotch.
Emily corou. Não era bem a hora que ela queria ter revelado, embora ela estava feliz por não ter mais que esconder.
— O que você nos conta sobre Andrea? – Perguntou Rossi.
— Bem. Esse não é mais um caso de desaparecidos, mas sim um de assassinato – Debora falou. – Ela estava num córrego morta.
— Morta? – Reid Perguntou.
— Levantamos as últimas semanas de Finley e descobrimos uma viagem para Maryland com alguém que se encaixa com a sua amiga. – Falou Debora. – Uma testemunha disse que ela parecia estar dormindo.
— Com ela sedada talvez ele tenha feito um trajeto maior. – Falou Hotchner. – Onde está o corpo de Andrea?
— No necrotério. – Respondeu Debora.
— Rossi e JJ vão até o córrego e vejam se há algo de diferente por lá. – Falou Hotchner. – Reid E Morgan. Uma viajem até o necrotério e vejam o que descobrem sobre o assassinato através do corpo. Eu e Emily vamos para a delegacia montar uma linha de tempo e ver como está o caso com o diretor Russ.
JJ e Rossi chegaram ao córrego onde Andrea foi encontrada.
— Não quero que Penelope acabe assim. – Falou JJ.
— Ela não vai. – Respondeu Rossi. – Andrea estava próxima a aquela arvore amarrada com a cabeça na água.
— Talvez ela tenha sido amarrada para não poder resistir. – Falou JJ.
— Ela ainda poderia ter forças para tirar a cabeça da água. – Falou Rossi.
— Drogas? – Perguntou JJ.
— Está mais para BDSM. – Respondeu Rossi.
— O que? – JJ perguntou.
— Uma pratica em que consiste em amarrar a outra pessoa e agredi-la por prazer. – Explicou Rossi.
JJ olhou para ele assustada com a explicação.
— Eu li sobre isso. – Rossi respondeu. – Depois que lançaram aquele filme. Mas nunca fiz na verdade.
— Sei. – Falou JJ. – E porque vir para o mato fazer isso? Não seria melhor num quarto, cheios de chicotes e algemas?
JJ corou.
— Eu li também. – Ela falou.
— Totalmente justificável. – Rossi falou.
— Justificável? – JJ perguntou.
— Você é casada. – Rossi respondeu.
— Ah. – Falou JJ.
Morgan e Reid chegaram ao escritório do legista. Morgan se sentia doente.
— Ela foi violentada como as outras. – Falou o legista. – Primeiro a irmã agora ela.
— Você a conhecia? – Perguntou Reid.
— Ela veio retirar o corpo de Carrie. – Respondeu o legista. – Uma moça tão legal.
— Achamos que ela pode estar por trás de tudo. – Falou Morgan. – Mas ainda não sabemos o que porque o cúmplice a matou.
— Sinais de abuso sexual? – Reid perguntou.
— Ela fez sexo com dois rapazes antes de morrer naquele córrego. – Falou o legista. – Acho que ambos consensuais, mas tenho exames a fazer.
— Pode mandar o resultado de DNA quando conseguir? – Morgan perguntou abaixando a cabeça e saindo do consultório.
— Ele não está bem. – Falou Reid. – Nossa amiga foi levada por esse cara a duas semanas e desde então ele está assim.
— Ele a ama, não é? – Perguntou o legista.
— Ele foi um bobo em não admitir o que sente por ela. – Falou Reid.
— Diga um conselho a ele. – Falo o legista. – Que não seja bobo e cone a ela quando a encontrarem.
— Eu digo. – Disse Reid saindo.
Casa do Unsub...
Penelope acordo em mais um quarto diferente. Ela poderia jurar que se passaram duas semanas desde que estava ali. Ela quase não tinha forças. Doses de sedativos diárias a fizeram praticamente dormir todo o tempo salvo aquele que ele dava para alimenta-la.
Ela estava em roupas diferentes o que significava que... Sinceramente ela estava enjoada só de pensar nos momentos que ela teve. Ela pensou em Morgan sendo feliz com alguma outra pessoa nesse tempo, em Hotch se contentando com um analista novo e Rossi feliz por ela ter desaparecido.
A mente lhe pregava peças diferentes cada vez que ela entrava e saia da própria consciência. A única coisa que a animava era Prentiss que talvez tivesse indo a sua procura. Ou em JJ querendo arrancar os ossos desse babaca.
Então simplesmente aconteceu. No início da segunda semana ele trouxe outra garota. Ela só conseguia saber que era irmã de uma das vítimas mais recentes e que seu nome era Andrea. Do mesmo que a garota apareceu ela desapareceu. E ela ficou sozinha. De novo.
— Sua comida. – Finley passou a comida pela porta.
— Deixe-me sair, por favor. – Ela gritou para a porta se fechando.
— Fique quieta Cindy. – Ele gritou. – Já sabe o que vai acontecer.
Ela temia por seus amigos. Ele os vigiava.
Uma semana antes...
Casa do Unsub...
— Está vendo isso? – Finley colocou um tablet com imagens da BAU na frente de Penelope. – Esses são seus amigos de volta a unidade.
Ela sentia as lagrimas escorrerem pelos olhos.
— Talvez você não tenha sido tão importante para eles. – Finley continuou. – Eles voltaram para Washington sem você meu doce.
— Eles foram obrigados. – Penelope forçou-se a falar.
Na verdade, ela sabia que era verdade. Quando ela levou o tiro eles foram obrigados a abandonar o caso também. Ela tinha caído no status de vítima naquela vez e agora ela estava outra vez.
— Eles não te fazem bem, Cindy. – Falou Finley.
— Já disse que meu nome não é Cindy, seu merda! – Ela disse num acesso de raiva, forçando Finley a se afastar.
— Quer saber o que vai acontecer se você continuar a se comportar mal? – Gritou Finley com o Feed na frente dela. – Eu vou mandar uma bala na testa do seu chefe de merda e talvez uma na do Agente Rossi. Talvez um livro envenenado para o gênio Reid e chocolates com chumbinho para a agente Jareau e seus filhos tão amados. E para Derek talvez eu mande um pedaço da sua orelha.
Ela se assustou.
— Desculpe. – Ela falou. – Eu vou me comportar bem.
Ela se sentou na cama, esperando algo que talvez nunca viesse e quando veio ela não estava surpresa.
— Eu preciso dizer Cindy. – Finley pegou as mãos de Penelope. – Está muito bonita agora.
— Obrigado. – Ela respondeu falsamente.
— Volto daqui a pouco. – Finley respondeu saindo com o tablet.
— E tenho que fazer isso por eles. – Penelope falou. – Não posso permitir que eles sejam mortos por minha causa.
BAU
Uma semana antes...
O FBI garantiu que a sala de Penelope ficasse fechada até que o caso fosse fechado e ela ou seu corpo fossem encontrados.
Morgan conseguiu que eles o deixassem entrar sempre que ele precisasse de algo. Era apenas uma desculpa para poder ficar lá por horas sem dizer uma única palavra. Apenas esperando a próxima pista.
— Morgan. – Reid se esgueirou pela porta. – Isso aqui fica sem vida sem ela.
— Não acredito que eles nos iraram do caso. – Morgan falou. – Não deixaram nada com a gente.
— Talvez eu tenha feio um upload para uma nuvem secreta. – Falou Reid. – Bem na verdade Kevin fez para mim. – Reid pegou o Pen drive do bolso. – Sei que é ilegal e talvez eu vá preso e seja a vadia de alguém a cadeia.
Morgan e Reid riram com a lembrança.
— Quem te disse isso? – Perguntou Morgan.
— Penelope há alguns anos durante um caso. – Reid respondeu.
— Que caso? – Morgan respondeu.
— The Fox. – Reid respondeu. – O cara que matava famílias e depois roubava as alianças.
— E porque ela diria isso? – Morgan Perguntou.
— Bem... – Reid falou.
Alguns anos antes...
— Você está invadindo a base de dados do plano de saúde do governo? – Reid perguntou.
Penelope assentiu com a cabeça.
— Isso é legal? – Reid perguntou com medo.
— Não. – Ela respondeu. – Vamos para a cadeia e você vai ser a vadia de alguém.
Reid se assustou.
— Sério? – Ele perguntou, mas ela não respondeu.
Presente...
— Penelope sempre teve essa coisa de piadas. – Morgan falou quando Reid se sentou ao lado dele.
— Como disse? – Reid perguntou se sentando.
— Estava lembrando da nossa conversa. – Morgan respondeu. – No escritório dela.
— Ela vai estar em um estado sugestionável. – Falou Reid. – Talvez ela precisará de tempo e de você.
— Isso se a acharmos. – Falou Morgan.
— Agora já chega. – Falou Reid. – Sempre que a gente diz algo bom você complementa com isso. Morgan, a gente já achou pessoas em mais tempo, em pouco tempo. Penelope é forte e mesmo que tenha sido estuprada ou qualquer outra coisa ela saberá que você estará la quando a encontrarmos. Pare de sentir pena de si mesmo e comece a agir. Saia correndo daqui e a ache.
Morgan ficou impressionado. E ele concordou com Reid.
— Tem razão. – Morgan falou levantado. – Vamos caçar esse filho da puta e jogar no buraco em que ele nunca deveria ter saído.
— Vamos. – Falou Reid seguindo Morgan.
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