Notas iniciais
Debora não é uma infiltrada do carel, mas já foi uma infiltrada no cartel que teve a vida poupada por Manuel e mais para frente vão saber o porque. Penelope vai ser resgatada, mas não significa fora de perigo.

Hotch e Emily estavam na delegacia de São Francisco montando um plano de ação com o detetive Russ. Debora ainda estava em uma diligência então Russ ficou com a missão de ajudar os agentes. Hotchner montou o quadro de Vitimologia com as 21 mulheres que foram mortas em quatro anos.

— Nunca conseguimos algo concreto. – Falou Russ. – Devíamos ter verificado Finley.

— É. – Hotch respondeu com raiva. – Desculpe detetive.

— Eu entendo a sua raiva. – Falou Russ, tirando uma foto da carteira. – Essa é Michele. A segunda vítima dele. Íamos nos casar antes de ele a levar.

— Ela não é minha namorada. – Falo Hotch.

— Eu sei. – Russ falou. – É do agente Morgan.

— Ele passou uma semana infernal. – Disse Hotch.

Emily ficou sentando sem dizer uma palavra. Ela tentava ser forte, mas ela estava desistindo.

— Ei. – Hotch se sentou ao lado dela. – Vamos encontrá-la.

— Eu tenho medo. – Emily falou.

— Você não pode ficar se culpando. – Hotch falou.

— E se ela não me perdoar? – Perguntou Emily.

— Uma coisa sobre a Penelope é que ela sempre perdoa. – Respondeu Hotch.

— O que acha que ele está fazendo com ela? – Emily perguntou.

— Eu tenho medo só em pensar. – Hotch perguntou.

— Eu acho que ele tem predileção por BDSM. – Falou Rossi entrando.

— O que te faz pensar isso? – Perguntou Hotch.

— A posição em que a vítima estava mostra que ele subjuga as vítimas antes de mata-las com algemas e amarras nas mãos. – Respondeu Rossi. – Quando ele colocou a cabeça de Andrea na água deveria ser por diversão, mas ele a manteve lá até que ela não conseguisse mais.

— E porque ele a mataria? – Emily perguntou.

— Talvez ela tenha sido malvada. – Respondeu Rossi. – E essa seja uma forma de puni-la.

— Puni-la? – Perguntou Russ.

— O princípio do BDSM sugere que se uma pessoa se comportar mal ela deve ser punida de acordo "seu dono" quer. – Começou Rossi. – Existe uma palavra de segurança para quando a coisa se tornar mais agressiva. Talvez Andrea não disse a sua porque ela mal conseguia respirar embaixo daquela água.

Todos olharam para Rossi.

— Esperávamos essa explicação do Reid, não de você David. – Falou Hotchner.

Rossi estava visivelmente constrangido.

— Eu li a respeito. – Ele se justificou.

— Ninguém está julgando. – Hotch falou. – Onde estão Reid e Morgan?

— Eles estão a caminho. – Falou JJ. – Acabaram de ligar.

— Ligue para eles e os mande nos encontrar na casa de Andrea. – Falou Hotch. – Precisamos encontrar uma anotação ou qualquer coisa.

— A detetive Debora já vasculhou cada centímetro daquele lugar. – Falou Russ.

— Há um lugar na casa onde os detetives não olharam. – Hotch falou.

— E onde seria? – Perguntou Russ.

— Aquele papel de parede brega. – Respondeu Hotch. – Quando estive lá havia um pedaço solto. Achei que talvez ela estivesse arrumando.

A equipe foi até a casa de Andrea. Morgan e Reid estavam por lá, apenas esperando.

— Me ajudem a rasgar o papel. – Pediu Hotchner.

Rossi e Reid rasgaram o papel junto de Hotch, revelando algo bizarro.

— Mas que merda é essa? – Russ E Debora perguntaram juntos.

— O quadro de Vitimologia dela. – Respondeu Hotch.

Morgan se aproximou e olhou para a foto de Penelope amarrada a cama. Ele colocou uma luva e tirou a foto. Ela nem parecia com ela, mas ainda seus olhos estavam bem reconhecíveis.

— Ela ainda está em São Francisco. – Falou Morgan. – Duas semanas inteiras aqui e naquele inferno.

— Isso significa que ele tem um local secundário. – Falou Hotch. – Um armazém, um loca de armazenagem.

— Qualquer coisa pública seria arriscada para ele ser pego. – Falou Rossi.

— A casa da Carrie. – Falou Reid. – Ela tinha uma casa em nome dela. Essa localização escrita bate com a casa que a Carrie comprou há quaro anos.

— Carrie não morava com a irmã. – Falou Russ. – Mas depois que vistoriamos a casa quando Andrea informou o desaparecimento, ela nunca mais foi aberta.

— Porque? – Perguntou Morgan.

— A casa fica na área dos manos. – Falou Debora. – Uma gangue de drogas conhecida por decapitar o líder do Cartel Suarez há cinco anos. Quase ninguém sabe o que acontece lá de verdade.

— Dizem que á é a casa de muitos assassinos por ser um loca propenso a violência. – Falou Russ. – Quando fomos vistoriar a casa de Carrie pedimos autorização para o chefe. Ele nos deu. Saímos de lá assustados.

— Conseguem uma autorização? – Perguntou Hotchner.

— Talvez seu eu falar por uma linha segura com Manuel eu consiga. – Falou Debora. – O que eu digo?

— Fale que precisamos ver a casa de Carrie por causa da morte da Andrea, mesmo se tiver outra pessoa lá. – Falou Morgan.

Debora saiu para fazer a ligação.

— Essa é a melhor pista que tivemos em duas semanas. – Falou Morgan.

Debora voltou depois de alguns minutos.

— O que ele disse – Perguntou Morgan.

— Ele disse que sabe que estamos atrás da agente Garcia e que temos autorização para entrar na casa. – Falou Debora. – E que sabe que ela está lá agora e por isso não vai avisar Finley. E que a gente pode resgatar nossa agente porque ele não aguenta mais ouvir o sofrimento que ele está fazendo ela passar.

Debora parou por um minuto.

— E que ele vai avisar o pessoal dele que a gente está indo lá para um resgate com tiros apenas em Finley. – Ela respondeu.

— Um traficante com uma consciência? – Perguntou Rossi.

— Ele sabe tudo sobre a Penelope. – Falou Debora. – Mandou dizer para você Morgan que se você não matar Finley ele mesmo vai matar. E mandou enviar uma ambulância para resgate. Ela está muito machucada.

— O que estamos esperando então? – Morgan correu para fora.

Os outros fizeram o mesmo.

— A ambulância vai nos encontrar lá. – Hotch falou.

— Eu quero dar o tiro final. – Falou Morgan. – Todos podemos ter uma vingança. Por Michele, por Carrie e principalmente por Penelope.

— Agente. – Falou Russ. – Se pudermos dar os tiros juntos eu ficaria agradecido. Eu realmente me sentiria melhor.

— Podemos fazer dele um alvo de tiros. – Falou Hotch para espanto dos outros.

Em algum momento entre a transição de antes e depois de Foyet, ele havia mudado. Algumas pessoas deveriam morrer para o bem dos outros. Finley nunca teve uma família e ninguém gostava d que ele fazia lá naquela casa.

Quando eles se aproximaram da casa de Carrie e passaram por Manuel eles sabiam que era hora de ter Penelope de volta. Todo mundo estava em suas casas, cientes do que aconteceria ali.

Apenas Finley não sabia sobre seu final. E Penelope ouvindo os carros parando na rua teve impressão que finamente aquele inferno acabaria de alguma forma.

Os agentes se posicionaram na frente da casa e derrubaram a porta. Era questão de minutos para encontrá-la e leva-la para longe dele.