Notas iniciais
sim. as menções sobre estupro voltaram no fim do capitulo. e tenho que dizer uma coisa. felizmente nenhuma amiga ou conhecida sofreu um estupro, mas pelo tanto que eu leio sobre o assunto na internet e parte graças ao trabalho sobre pornografia no ensino médio eu tenho gravado na minha mente o que essas pessoas sofrem. sim Penelope vai precisar de ajuda e Morgan vai ser o Deus dela e ajuda-la a passar disso.

— Então motivo pelo qual ele sequestrou Penelope é porque ele se queimou na cadeia? – Perguntou Hotch.

— Ele se sente vítima de Morgan. – Falou Reid.

— E porque não soubemos que ele fugiu, saiu, ou qual for a maldita desculpa pela qual agora ele não está na cadeia? – Falou Hotch jogando um copo no lixo.

— A prisão teve alguns escândalos no passado. – Falou Rossi. – Quando ele fugiu da custódia no hospital eles alertaram quem eles achassem menos propensos a tirar eles do cargo.

— Eles vão sair do cargo. – Falou Hotch. – Preciso do diretor do FBI. Diga-lhe que é uma emergência e que ele deixe a maldita partida de golfe de lado. Sim. Me ligue assim que ele der notícias.

Hotch começou a ficar impaciente quando ligou pela quarta vez e não conseguiu falar com o diretor.

— Se tivéssemos Garcia isso tudo seria menos penoso. – Falou Hotch.

— Se a tivéssemos talvez não estaríamos nisso tudo. – Falou Rossi. – Qual a posição da secretária?

— Ele deveria estar em uma partida beneficente, mas saiu de la antes que ela acabasse. – Falou Hotch.

— Isso não quer dizer que ele sequestrou o diretor do FBI. – Falou Rossi. – Ele tem uma amante.

— Se Garcia morrer porque ele foi foder com sua amante enquanto precisávamos dele, eu mesmo vou tirar ele do cargo. – Falou Hotch.

O celular de Hotch começou a tocar.

— Parece que o Romeu resolveu aparecer. – Falou mostrando o identificador do celular. – É muito bom ouvi-lo senhor. Estava ficando preocupado.

— Desculpe agente. – Ele falou. – Eu realmente precisava de um tempo sozinho.

— Algum problema? – Hotch perguntou.

— Não tenho certeza se dividir essa parta da vida seria conveniente. – Ele respondeu. – E eu sei que ligou para falar da sua agente.

— Precisamos ir até a cadeia estadual de Levenworth. – Falo Hotch. – Alguns diretores de lá foram negligentes.

— Que tipo de negligência? – Ele perguntou.

— Um preso fugiu a dois meses e não foi recapturado. – Começou Hotch. – Ele pode muito bem ter levado Penelope com ele.

— Agente Hotchner? – Perguntou o xerife.

— Um minuto senhor. – Hotch falou. – Talvez queira ouvir o que ele tem a dizer.

— Um envelope foi deixado na recepção endereçado aos "babacas da BAU". – Falou o xerife. – Verificamos as digitais e é de Edward Harris.

— Espere. – Gritou Morgan ao ouvir o sobrenome. – Você disse Edward Harris?

— Sim. – Ele falou.

— Então ele é o pai de Rodney Harris? – Morgan perguntou.

— Eu tenho essa informação na ficha dele. – Respondeu o xerife.

— Ele recrutou o próprio pai nisso tudo? – Perguntou Morgan.

— Talvez uma vingança por transformar o filho dele em assassino. – Respondeu Reid.

— Eu não mandei o Rodney para o crime e disse: vai lá e mate. – Falou Morgan.

— Na cabeça dele é isso que você fez. – Falou Emily. – Você transformou o filho de ouro dele.

— Talvez com Carl Buford morto a raiva dele foi direcionada a mim. – Falou Morgan.- Mas porque em vez que me sequestrar ele levou Penelope? Qual a jogada dele?

— E se ele teve acesso ao caso de Penelope com Finley? – Perguntou Reid.

— Caso? – Perguntou Morgan.

— Sabe... Caso federal. – Reid se corrigiu. – Acesso a registros que só alguém do FBI teria.

— Eu posso achar para vocês. – Falou o diretor do FBI ao telefone.

— Desculpe. – Falou Hotch. – Esqueci que o senhor estava aí.

— Foi bom ouvir a discussão dos agentes. – Ele falou com verdade. – A verdade é que eu não fazia idéia de quão bons vocês podem ser juntos. E eu dou total apoio ao agente Hotchner em ir a Levenworth falar com os ex-diretores.

— Ex-diretores? – Perguntou Hotch.

— Avisem a eles que eles estão demitidos e serão processados. – Ele falou. – E agente Hotchner.

— Sim? – Hotchner respondeu.

— Traga a agente Garcia de volta por favor. – Ele falou antes de desligar.

— Tão legal que Bossman nos deu autoridade. – Falou Emily. – Embora eu não acho que ele ficaria feliz em ser chamado de Bossman.

— Vamos ao presídio. – Falou Hotch.

Morgan voltou para a cadeira onde ele esteve.

— Eu deveria falar com Rodney. – Morgan falou.

— Eu também acho. – Falou Rossi.

Desculpe. Eu... Não vi você chegar. – Morgan falou.

— Quer um conselho Derek? – Rossi perguntou.

— Faça Rodney falar sobre o pai dele. – Falou Rossi abrindo caminho para Morgan. – Tire qualquer coisa sobre Penelope.

— Como vou fazer isso? – Morgan falou.

— Dê algo que ele goste. – Falou Rossi dando a ele uma foto. – São os filhos dele. Diga que ele não vai ver eles em 25 anos.

— É por Penelope. – Morgan falou entrando a sala de interrogatório. – Como vai Rodney?

— Estou preso aqui há algum tempo. – Ele falou. – E não tive um advogado.

— Ligamos para a promotoria, mas eles estão cheios. – Morgan falou. – Eu preciso da sua ajuda.

— Eu nunca ajudaria você. – Rodney falou.

— Então apenas me escute. – Morgan tirou a foto dos filhos de Rodney e colocou centímetros longe do ele conseguia alcançar. – Seus filhos não serão diferentes de você quando eles ficarem maiores de idade. Eles apenas vão sair pela porta e esquecer que você estará na segurança máxima. Toda vez que eles sejam perguntados sobre o paizinho deles eles dirão que você morreu.

Rodney olhou para a foto.

— Talvez sua filha entre no mercado sexual e acabe morrendo pegando um cliente que queira passar a mão nela. Talvez seu filho seja morto por algum traficante meia boca que você deve. – Morgan nem ligou para as ameaças. Ele só queria algo sobre Penelope.

— Você não deveria falar isso. – Rodney falou.

— Eu não ligo, Rodney. – Morgan gritou. – Eu preciso que você me ajude. Eu posso garantir sua liberdade daqui há quatro anos, um acordo, qualquer coisa.

— E porque eu iria te ajudar? – Perguntou Rodney.

— Eu sei que ele é seu pai. – Morgan falou. – E eu sei que ele te recrutou para isso. Eu sei o porquê você fez tudo isso. Me de algo.

— Ele tem uma casa no subúrbio. – Falou Rodney. – Ele a comprou sob um nome falso.

— E porque você me entregaria isso? – Perguntou Morgan.

— Porque não quero ver meus filhos mortos nem em um mercado sexual ou de drogas. – Rodney falou. – Apenas garanta que eles sejam assistidos e eu te entregarei qualquer outra coisa.

— Eu garantirei isso. – Morgan disse.

Morgan saiu da sala e passou por Rossi.

— Tenho uma pista. – Morgan falou antes de ver Hotch e Emily em uma das mesas. – Eu não sabia que tinham voltado.

— E eu não sabia que você era capaz de ameaçar alguém. – Falou Hotch.

— Vocês nem sequer foram, não é? – Morgan se sentou.

— Não. – Emily respondeu. – Nossa SUV deu problema e....

Emily foi interrompida por uma explosão do lado de fora.

— O que foi isso? – Emily perguntou quando sentiu o próprio coração.

— Alguma coisa explodiu do ado de fora. – Hotch saiu correndo.

O carro do xerife estava em chamas.

— Ele... Ele estava lá dentro. — Falou um dos policiais enquanto o carro pegava fogo.

— Alguém queria matar ele, mas esperou até o FBI estar aqui? – Perguntou Hotch. – Não é coincidência.

— Chame a perícia. – Falou Rossi.

Hotch nem o questionou.

Casa de Edward Harris

Área rural de Chicago.

Parecia ter passado horas desde que ele a drogou de novo. Ela estava acordando lentamente. Ela podia sentir a cabeça girando. Ela procurou por um relógio, calendário ou uma luz para que ela pudesse saber a quantas horas ela estava naquele inferno. Nada. Nem uma risca na parede como os condenados fazem na cadeia.

Ela não via uma porta visível, mas mesmo que ela existisse suas mãos estavam amarradas assim como seus pés e ela não conseguiria correr.

Ela ouviu o som de uma fechadura e então percebeu que ele estava de volta.

— Deus. – Ela falou. – Eu não aguento mais.

— Que pena. – Ele falou por trás. – Porque isso vai ficar pior.

— Porque afinal você está fazendo isso? – Ela perguntou com medo da resposta.

— Porque você é a coisa favorita de Derek Morgan. – Ele respondeu.- Talvez eu devesse tirar essa sua blusa e ver pelo o que ele se atraiu.

— Talvez eu devesse estar morta. – Ela falou para ele.

— Você deseja isso? – Ele perguntou. – Eu realmente posso fazer isso se tornar realidade.

— Seria melhor que permitir que você me toque. – Ela falou.

Ele desabotoou a blusa que ela usava.

— Então. – Ele a tirou completamente. – Como vai me impedir?

Ele começou a passar a mão pelo corpo dela e ela começou a se sentir enjoada.

— Desamarre minhas mãos e vai saber. – Ela falou com raiva.

— Talvez você goste de BDSM. – Ele falou.

— Talvez eu goste de armas. – Ela falou com um pouco de ceticismo.

— Acredite. – Ele disse quando tirou o sutiã dela. – Eu sei o sobre o seu memorando anti-armas.

— Eu nunca escrevi um memorando anti armas. – Ela falou de volta.

— Bem. – Ele passou a mão pelos seios dela. — Eu acho a palavra memorando atraente.

— Atraente para um psicopata. – Ela falou rude.

— Vamos nos divertir um pouco. – Ele falou enquanto abriu o cinto da calça. – Talvez você goste das sensações.

Ela começou a se debater na cadeira, mas era em vão. Ele apagou a luz e então... Bem. Ela realmente tentou não pensar em como seria a vida depois daquilo. Ela queria morrer. Pela primeira vez ela queria morrer.